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PDT faz jus à história de Leonel Brizola e decide votar contra impeachment de Dilma

Por Redação

13 de abril de 2016 : 15h18

PDT decide votar contra impeachment de Dilma

por Carolina Gonçalves, na Agência Brasil

Enquanto o governo perdeu o apoio do PMDB, PP e PRB que anunciaram que vão votar a favor do impeachment da presidenta Dilma Roussef no próximo domingo (17) na Câmara, hoje (13), alguns antigos aliados decidiram reforçar o apoio ao Palácio do Planalto. O PDT, mesmo com parlamentares críticos a algumas conduções do Executivo, principalmente na área econômica, avisou que se mantém na base e fechou questão para votar contra o impedimento da presidenta.

A decisão foi tomada numa reunião na casa do líder na Câmara, deputado Weverton Rocha (MA), com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e o ministro André Figueiredo, das Comunicações, que terminou à 1h30 da madrugada. “A reunião foi longa. É característica do partido ter discussões. O partido tem muitas criticas desde o início do governo”, disse Weverton.

Defesa da democracia

Mesmo com as divergências, os 19 dos 20 deputados que integram a bancada confirmaram que vão seguir a orientação nacional. “O partido decidiu que lutará contra o impeachmentporque a solução do problema não será apenas tirando Dilma de seu mandato. A bancada reitera que ficará do lado da democracia e não apoiaremos este golpe”, completou.

O único que não participou do encontro foi o deputado Mário Heringer (MG), um dos maiores críticos do governo dentro da legenda. Mas, Weverton afirmou que sua ausência não teve relação com a decisão, disse estar confiante de que a bancada votará unida e alertou que, se algum parlamentar votar a favor do impedimento, poderá sofrer sanções a serem decididas na reunião da Executiva da legenda, marcada para maio. Heringer foi procurado pela Agência Brasil, mas não respondeu até o fechamento desta matéria.

PSD reunido

Agora pela manhã, deputados do PSD estão reunidos, também para afinar a posição da legenda. A assessoria do partido sinalizou que a decisão pode não sair hoje, mas a legenda – liderada por Rogério Rosso (DF) -, que presidiu a comissão especial sobre o impeachment, vai se manter na base aliada do governo.

Não há certeza sobre o fechamento de questão ou se o PSD vai liberar seus parlamentares para votar como quiserem. No encontro, além dos parlamentares, participa o ministro Gilberto Kassab, das Cidades, que foi presidente da legenda.

Como a tendência é a manutenção na base, Rosso não teria como encaminhar uma votação contrária ao impeachment, ainda que 26 deputados do partido tenham declarado que são favoráveis ao afastamento da presidenta. Apenas cinco peesedebistas estão contra o processo e outros cinco se declaram indecisos. Rosso quer liberar os votos, mas isto dependerá de uma decisão da bancada e só será anunciado amanhã, quinta-feira.

As conversas entre partidos vão continuar durante os próximos dias. Na tarde de hoje, o PTB, de Jovair Arantes (GO) –  relator do processo contra Dilma na comissão especial – tem reunião marcada para definir os procedimentos que serão adotados durante a votação.

Texto atualizado às 12h43 para acréscimo de informações

Edição: Kleber Sampaio

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10 comentários

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Thila Rocha

14 de abril de 2016 às 10h13

Até que enfim!

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Marco Sousa

14 de abril de 2016 às 00h22

totalmente, coerente!.

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    AZ Botelho Paiva

    14 de abril de 2016 às 16h29

    NUM ACHO NÃO!!!

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Angela Lucas Brandão

13 de abril de 2016 às 20h28

Excelência, veja os artigos 41 a 43 e parágrafos da Lei 4320/1964. Os créditos suplementares existem desde a Ditadura. A Presidenta Dilma NUNCA cometeu nenhum crime. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L4320.htm

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    Sev Rodrigues

    14 de abril de 2016 às 00h27

    Esta manobra contabil em contas nacionais, e’ corriqueira em paises desenvolvidos, nunca seria crime.

    Responder

Paula Teixeira

13 de abril de 2016 às 18h17

Acho que não.

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    AZ Botelho Paiva

    14 de abril de 2016 às 16h33

    Acho que sim

    Responder

Almir Silva

13 de abril de 2016 às 16h45

Segundo Leonel Brizola,” se é bom para “eles” não pode ser bom para o povo, nunca foi diferente, por que seria agora?”

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Maria Thereza G. de Freitas

13 de abril de 2016 às 15h51

ainda bem! a saída de Cristóvam Buarque e chegada de Ciro Gomes pode ter dado um novo alento ao PDT. Só mesmo o PMDB que joga no lixo sua história, suas origens, suas lutas.

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    Mairton Barros

    14 de abril de 2016 às 02h27

    Meu pai já me dizia havia 35 anos que a extrema esquerda e extrema direita se cruzam diversas vezes no radicalismo…(hoje diria que se cruzam no fundamentalismo) Com exceções como foi o caso do PSOL e alguns outros de extrema esquerda que votarão contra o GOLPE, infelizmente outros como é o caso do Cristovam que já afirmou que votaria à favor do GOLPE… Deplorável isso… Um cara que se diz de esquerda fazendo o jogo da DIREITA FASCISTA… Com isso demonstra o quão FARISEU é no intimo…

    Responder

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