Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Discurso do ministro José Serra na cerimônia de transmissão do cargo de ministro de Estado das Relações Exteriores. Brasília, 18 de maio de 2016 Foto: Jessika Lima/AIG-MRE

Entreguista como sempre, Serra elogia apoio dos Estados Unidos ao impeachment

Por Redação

20 de maio de 2016 : 16h17

Foto: Jessika Lima/AIG-MRE

Serra diz que reação de países a impeachment foi localizada

no O Globo

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, afirmou nesta quinta-feira que a reação de outros países ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff foi “localizada e passageira”. O novo chanceler revelou ainda que pretende trabalhar em conjunto com os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente para construir um marco ambiental para o país.

Também negou ter tido qualquer participação na concessão do passaporte ao pastor Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus, investigado na Lava-Jato, e voltou a repetir que o governo anterior deixou o Itamaraty na “penúria”. Disse ainda que o Brasil precisa encontrar uma forma de regularizar os pagamentos para organismos internacionais, como a ONU.

Na avaliação de Serra, a reação de alguns países, como a Bolívia, Venezuela e El Salvador, que apontaram que houve um golpe no Brasil, não afeta a imagem do país no exterior.

— Foi uma contestação aparelhada, vamos ser francos — afirmou o chanceler, que também acrescentou:

— Acho que foi uma coisa muito localizada e passageira. É tão óbvio que o que espalharam lá fora não tem pé nem cabeça que pouco a pouco isso vai sair (da pauta) — afirmou o ministro.

O titular da pasta de Relações Exteriores elogiou a manifestação de quarta-feira dos Estados Unidos na Organização dos Estados Americanos (OEA) de que não houve golpe no Brasil, mas disse que não fez nenhuma articulação para que o posicionamento ocorresse.

— Não pedimos que ninguém opinasse. A posição dos Estados Unidos a respeito do Brasil é correta.

Serra defendeu a nota emitida pelo Itamaraty para rebater a acusação de golpe e negou ele, ao comandar essa reação, também estaria partidarizando o órgão.

— Estão dizendo coisas falsas a respeito do Brasil, a gente tem obrigação de sublinhar isso — afirmou o novo ministro, que mais uma vez acusou os governos do PT de partidarizarem as relações exteriores brasileiras.

(…)

 

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17 comentários

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Jeronimo Amaral de Carvalho

23 de maio de 2016 às 20h01

como vomita aqui?

Responder

Maria Teresa Pessoa

22 de maio de 2016 às 05h11

O chanceler interino ou mesmo o Vice-Presidente no exercício interino da Presidência não tem mandato constitucional para modificar políticas ( na verdade a própia designação de novo ministério fere o espírito da Constituição) . Opinam os juristas Lodi Ribeiro e Nina Pencak que : “Entender que o vice, em exercício precário possui competência para
colocar em prática reformas institucionais, econômicas e sociais e/ou
romper com os programas instaurados pelo presidente afastado é assumir
que o constituinte permitiu a ocorrência de gravíssimo periculum in mora
in reverso”.
O “periculum in mora inverso( ou reverso)” está
previsto no artigo 273 , § 2º , do Código de Processo Civil , in verbis
: “§ 2º Não se concederá a antecipação da tutela quando houver perigo
de irreversibilidade do provimento antecipado. (Incluído pela Lei nº
8.952 , de 13.12.1994)”:
Assim, asseveram que “o constituinte não previu que o
vice-presidente não estaria alinhado com o presidente, de modo a não dar
continuidade ao programa de governo até então praticado e iniciar seu
próprio mandato”, ou seja, o constituinte não previu a possibilidade de
golpe….

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C. Luiz

21 de maio de 2016 às 15h22

Por tudo que vem ocorrendo na América Latina nestes últimos anos, já era esperada esta posição dos EUA. Existem muitas evidências do interesse dos americanos nesta região. Lembram da espionagem do governo americano no governo Dilma e na Petrobras, denunciada por Edward Snowden em 2012? O pré sal; a Petrobras detentora de tecnologia capaz de produzir petróleo em águas ultraprofundas; o Brasil ter se livrado fa dívida externa (que colocava o país de joelhos junto ao FMI); banco do BRICS com capital de 100 bilhões de dólares; a substituição dos EUA por outros parceiros comerciais como a China, Índia, Rússia, Irã, Turquia… Nestes últimos 13 anos os EUA perderam muita influência aqui e precisam de um governo de direita, mais alinhado com seus interesses. Baseado nas experiências que nós já tivemos, isso representa um grande retrocesso para o nosso país.

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jb

20 de maio de 2016 às 22h25

Sujeito podre…

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Maria J C De SOUZA

20 de maio de 2016 às 20h32

Preferem os chineses e os russos??
Jura??
Pensem bem, hahaha
Porque queridos a BRICS nada mais é que a Russia e a China engolindo os caipiras brasileiros e africanos..
Ai vcs vao ver , e ainda chorar MUITO de saudades da epoca , onde era aos EUA que vcs chamavam de imperialistas…
Vao se informar ao inves de parecerem uns papagaios idiotizados .
E verão como a China esta levando o Brasil baratin baratin…
Estudem, se informem, desopilem, desapeguem
Nao dói!
Vcs tem que parar se ser mané, e entender que esse discurso de estatizar é SEMPRE o discurso dos ditadores na intenção de ter teta para se manterem.
Precisa desenhar ainda mais??
Se precisa, entao, acho que vcs devem mesmo esperar os chineses e os russos, kkk, porque talvez so aprendam assim…

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    Fernando Santos

    21 de maio de 2016 às 00h44

    mais um traira da soberania brasileira que gosta de ficar de quatro pros eua!!

    Responder

    Francisco Fábio de Paula Colar

    21 de maio de 2016 às 11h49

    É, Iraque, Afeganistão, Síria, Ucránia etc. estão “de joelhos” agradecendo a salvação que os EUA propriciaram. E o “de joelhos” é com grãos de milho! São uns santos…

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    Lu

    21 de maio de 2016 às 12h22

    Amore, se você quiser conversar, vamos lá. Antes de mandar alguém estudar é bom que faça o mesmo antes.
    A coisa aqui não é preferir um imperialismo estadunidense em detrimento de “outros” que você tá aí criando. Vou te dizer que a maior pretensão do Brasil na última década foi de, como país soberano que é, projetar-se no cenário internacional como um país independente, em acelerado desenvolvimento e com capacidade incrível tanto de aumentar exportações como importações, diversificando seu comércio e tornando-se protagonista em sua maioria. Diminuir a dependência em relação ao capital estrangeiro e aos grandes bancos internacionais, como o FMI, foi outra grande pauta e conquista.
    Veja bem, o seu conceito de imperialismo está um pouco bagunçado e as áreas de influência desses países que você citou são muito diferentes. O BRICS é um grupo formado por países que apresentaram taxas altas de desenvolvimento e saltaram de um cenário de penúria anterior para o de bonança, ainda que, como é de praxe do sistema capitalista a que estamos todos submetidos, o crescimento aconteça em ciclos, altos e baixos, pois essa é a característica suprema do Capitalismo – também, de forma desigual, daí a importância das políticas afirmativas. Nunca o Brasil pode ser tão independente no cenário internacional ao valorizar suas relações exteriores com países regionais, blocos como o MERCOSUL a UNASUL, e também com a Ásia, principalmente a China. Se você não sabe, o Brasil detém um enorme SOFT POWER, reconhecido mundialmente, o que chega a ser pecado querer ou achar normal que nos tornemos novamente “quintal” dos EUA (infelizmente, que nós voltamos ao status de Banana Republic, não há como negar, estão jogando fora todo o esforço feito pelo último governo nas relações exteriores – cadeira no Conselho se Segurança da ONU? Vai ser sonho eterno mesmo depois da enorme demonstração de fraqueza democrática a qual estamos submetidos; um homem completamente desqualificado para ocupar o posto de Ministro do MRE – isso é lamentável).
    A única coisa que posso aproximar a uma concordância com o que você disse é que ainda somos muito dependentes de commodities nas nossas exportações, mas vamos combinar, será que é com uma mentalidade de complexo de vira-latas e entreguismo que iremos reverter nosso setor de exportações, investindo mais em tecnologias, P&D, diversificando nossa produção interna?
    Gostaria que me mostrasse o caráter imperialista da Rússia ou da China em relação ao Brasil (???). A China pode ser por causa da queda da compra de nossas commodities, mas isso não chega a ser um “imperialismo”, foi muito bizarro o modo como vc usou esse conceito. Rússia? Acho que sua área de influência está pautada mais no Leste Europeu e nos países ao seu entorno, como a Geórgia, por exemplo.
    Qual o propósito de chamar alguém de mané, só porque discorda das suas ideias (que são contestáveis demais, assim como as minhas também podem sê-lo, mas isso não dá o direito entende?).
    Para aprender mais sobre Imperialismo, sugiro a leitura de:
    Callinicos, Alex: Imperialism and Global Political Economy (2009)
    Wood, Ellen: Empire of Capital (2003).
    Abraços.

    Responder

Fabiana

20 de maio de 2016 às 19h46

Esse cara é brasileiro ?

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Carlos Moreira

20 de maio de 2016 às 19h44

Não afeta a imagem no exterior? Quantos chefes de estado parabenizaram o golpista mesmo?
Ao menos o Obama ligou?

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    Yara Reis Steinfatt

    20 de maio de 2016 às 21h07

    Ate agora so´ mesmo o Macri.

    Responder

    sbernardelli

    20 de maio de 2016 às 21h43

    SOMENTE ESSE EMBAIXADOR QUE DISSE QUE NÃO A GOLPE, MAS EU FIZ O COMENTÁRIO NO VALOR COM ESCULACHO…

    Responder

Bruna White

20 de maio de 2016 às 19h30

“disse que não fez nenhuma articulação para que o posicionamento ocorresse…” Quer dizer que enviar o bandido Aluisio Impunes pra Washington, apos a votação na Camara, não foi uma articulação? Ah tá, deve ter sido coincidência, ele so foi lá porque ele tava com uma vontade de lamber o CUnha do Robama, coisa corriqueira…

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naldo

20 de maio de 2016 às 18h27

Falou o porta voz do golpe, o ministro bionico, capacho mor e lavador de rabo oficial dos estadunidenses, que quer que o povo se transforme a sua imagem e semelhança acreditando que ainda estamos em 1964.

Responder

Carlus Antunes

20 de maio de 2016 às 17h26

Bilionário da privatização , falar do Brasil como se fosse sua gente, dá nojo, defende interesse dos que podem lhe enriquecer , ponto.

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TioDrakul

20 de maio de 2016 às 16h49

Serra, vai tomar no seu rabo. Nem você mesmo acredita no que você diz

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Luis Macedo

20 de maio de 2016 às 16h47

ESSE SUJEITO FALANDO E EU CAGANDO, É A MESMA COISA.

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