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Brasília - O Procurador-Geral da Republica, Rodrigo Janot participa de Sessão do STF em que julgam sete ações de Inconstitucionalidade (Antonio Cruz/Agência Brasil)

O arquivamento do inquérito contra Pedro Paulo é mais um presente do MPF ao PMDB

Por Pedro Breier

17 de agosto de 2016 : 15h42

(Rodrigo Janot. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Por Pedro Breier, correspondente policial do Cafezinho

O ministro do STF Luiz Fux determinou o arquivamento do inquérito contra o candidato do PMDB à prefeitura do Rio de Janeiro, Pedro Paulo, que apurava denúncia de agressão à sua ex-mulher, Alexandra Marcondes. O arquivamento foi solicitado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na segunda-feira, dia 15.

Janot concordou com a tese dos advogados de defesa de Pedro Paulo, afirmando, no seu parecer, que “ganhou peso a tese defensiva no sentido de que as lesões verificadas em exame de corpo de delito a que foi submetida a suposta vítima seriam decorrentes de atitude defensiva do investigado”.

Essa conclusão contrasta com uma entrevista dada pelo próprio Pedro Paulo à Folha, em novembro do ano passado, na qual afirmou: “Tivemos discussões e agressões mútuas. Acho que não cabe a gente falar ‘Ah! Ela me agrediu e eu me defendi’. Fazer disso uma discussão pericial do episódio.”

Janot cita, no pedido de arquivamento, que Alexandra “foi peremptória ao negar ter sido agredida por seu então marido. Na ocasião, atribuiu as próprias lesões a movimentos de defesa de Pedro Paulo, para repelir investidas da depoente contra ele”.

A tese de lesões provocadas por movimentos de defesa não bate com o laudo feito pelo IML em 2010, o qual aponta que Alexandra teve um dente quebrado no episódio.

O perito que fez o exame de corpo de delito afirmou, em depoimento ao STF, que cometeu um erro no laudo ao escrever que houve “avulsão pequena”. O termo teria sido utilizado de forma imprecisa, segundo o perito, não significando que Alexandra tenha perdido um dente mas sim que tinha “uma pequena falha dentária”.

Essa mudança de opinião do perito é só mais uma dentre as várias contradições do caso.

Pedro Paulo inicialmente negou a agressão. Depois admitiu, na entrevista à Folha citada acima. Na mesma entrevista afirmou que “é importante dizer que foi um episódio único na minha vida. Não tenho uma atitude de violência antes e depois desse episódio.”

Depois dessa declaração surgiram as informações de que na verdade Alexandra já havia feito boletim de ocorrência contra Pedro Paulo em 2008, por agressão, e em agosto de 2010, por ameaças.

Após a divulgação do caso, a assessoria de imprensa do peemedebista divulgou, em outubro de 2015, documento com assinatura autenticada de Alexandra, no qual ela negava as agressões relatadas à polícia.

Em novembro do mesmo ano Alexandra confirmou ao Ministério Público ter sido vítima de agressões do ex-marido.

Em fevereiro de 2016 saiu na Folha que Alexandra assinou no mesmo dia (16 de outubro de 2015) dois documentos com versões diferentes sobre as agressões que sofreu.

Após, passou a negar peremptoriamente as agressões, versão à qual Janot deu credibilidade ao pedir o arquivamento do inquérito.

O caso fica mais nebuloso ainda porque o pedido de arquivamento e o seu rápido acatamento por Fux aconteceram exatamente no início do período oficial de campanha eleitoral.

Pedro Paulo quase teve que desistir da candidatura por conta da repercussão negativa do caso das agressões. Vem bem a calhar um pedido de arquivamento do inquérito exatamente no início da campanha, não?

É o segundo presente que o PMDB recebe do MPF em pouquíssimo tempo: a presidência da República só caiu no colo do partido por conta da atuação da PGR e dos procuradores da Lava Jato nos movimentos que culminaram no golpe de Estado a que estamos sendo obrigados a assistir em pleno 2016.

O PMDB aparentemente juntou-se ao PSDB no time dos inimputáveis brasileiros. Vejam a demora das instituições para conter Eduardo Cunha, mesmo com a avalanche de provas contra ele.

Enquanto isso, Lula já está condenado por antecipação há muito tempo pelos meganhas da Lava Jato. Sem provas, obviamente.

A frase de Janot na sabatina que analisava a sua recondução ao cargo de PGR, “pau que bate em Chico também bate em Francisco”, nunca pareceu tão cínica.

 

Pedro Breier

Pedro Breier nasceu no Rio Grande do Sul e hoje vive em São Paulo. É formado em direito e escreve n'O Cafezinho desde 2016, sendo atualmente um dos editores do blog.

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10 comentários

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Francisco Alves

18 de agosto de 2016 às 18h04

Sejamos honestos quando da historia do Brasil (de todos os governos democráticos) tivemos o STF realmente comprometido com a Constituição Federal? Os atuais ministros, que lá se encontram, são poços de vaidade: Ganham muito bem, são cheios de regalias e completamente desassociado dos verdadeiros interesses do povo Brasileiro – 95% do povo Brasileiro e pobre. Suas excelências vivem em festa e jantares com os políticos e os ricos que habitam Brasília – parece que habitam outro país. Sendo assim, como exigir que esta turma de mequetrefe estejam comprometidos com a nação?

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Dilma Coelho

18 de agosto de 2016 às 11h17

Outra vergonha nacional. A cobra ou escorpião. Traíra golpista. Não se constrange. Essa “juiz” é a vergonha nacional. Vai assumir um posto, não por competência, mas por antiguidade…

Esse foi o povinho que colocaram aqui. Um monte de “pobres” no sentido pleno, acreditam-se “importantes” mas agem como o maior esfomeado. Saíram da pobreza mas a pobreza não saiu deles. Se vendem por pouco. Essa “lava jato” é só uma farsa, todos,
os mais inteligentes, sabem disso.
Precisamos de um juiz íntegro, que não se venda. Que não busque
holofotes, que seja inteligente, justo, responsável e não se locuplete pela
globobosta… Sigam para Miami, é lá que se reunem os amorais.Já que odeiam o Brasil

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Dilma Coelho

18 de agosto de 2016 às 10h54

Querem coisa mais vergonhosa do que esta. O poder judiciário negociando com um dos maiores bandidos que conhecemos

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Dilma Coelho

18 de agosto de 2016 às 10h52

É assustadora a atitude do judiciário. Foram hipnotizados para colocarem todos os bandidos no poder. Querem destruir o Brasil. Será que pensam que essa ridícula “capa preta” vai esconder o mau caráter de cada um. A traição é um dos piores golpes que se pode sofrer. É horrível saber que o STF não barrou o golpe porque ele é parte do golpe. É horrível saber que oito (8) daquelas criaturas foram escolhidas por LULA e DILMA e que foram traídas por elas. Pessoas sem qualquer sentimento de respeito a si próprias e sem dignidade. Se não aprovavam LULA e DILMA, por que
aceitaram a indicação. São subordinados ao delegado de poliça que manda no STF. (Luis Nassif)
As retaliações da Lava Jato contra o ex-presidente Lula não atingem Lula. Pelo contrário, reforçam as hipóteses de perseguição política. Mas são uma humilhação para a Justiça e para o Supremo Tribunal Federal. Mostram que um reles delegado de polícia, amparado pela mídia, tem mais poder
que um Ministro do Supremo. Afinal, aceitaram o cargo de Ministros para quê? Se não têm estrutura emocional para enfrentar pressões, que deixem os cargos. A apatia do STF antes os esbirros autoritários da Lava Jato é um dos episódios mais humilhantes da história do Judiciário.
Precisamos de uma operação “Lava Judiciário”. Quanto Lixo…

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JOHN J.

18 de agosto de 2016 às 00h35

CAFEZINHO, são os BANDIDOS DE TOGA, que começaram a invadir nossa praia, quando o corrupto FHC nomeou um deles para destruir o Judiciário, como bem disse o Ministro Joaquim Barbosa. Daí para frente, todos que aparentavam serem honestos e figruravam na lista de indicados, eram apenas SEPULCROS CAIADOS.
PGR, STF, STE, STJ, et caterva, estão todos cheios de BANDIDOS DE TOGA, VERDADEIROS MARAJÁS, QUE SÓ ESTÃO LÁ PARA TER MUITOS BENEFÍCIOS E USAR SEUS CARGOS PARA BENEFICIAR SEUS AMIGOS RICOS, SONEGADORES, CORRUPTOS E POLÍTICOS QUADRILHEIROS.https://www.youtube.com/watch?v=wHKIErwmG-4

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    Dilson Magno

    18 de agosto de 2016 às 09h09

    Mais um de seus texto que denunciam a corrupção no Brasil, JOHN, as nossa luta é para buscarmos mais pessoas informadas sobre a corrupção nesse pais, a você meus parabéns e aos brasileiros mais informados que o façam o mesmo.

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Joel Martins

17 de agosto de 2016 às 19h17

EIS AQUI O SCRIPT: A ANTA SERÁ CASSADA, O VAMPIRO PERDERÁ O PODER POIS O TSF CASSARÁ A CHAPA DILMA E TEMER EM 2017 E CONVOCARÁ ELEIÇÕES INDIRETAS E ELEGERÁ MAIS UM BANDIDO QUE IRÁ COLOCAR “ORDEM NA CASA” EITA BRASILLLL!!!

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Dilson Magno

17 de agosto de 2016 às 18h48

Janot e seu ministério público, público não, quadrilha de ladrões já contaminaram nossa justiça, pobre Brasil na mão dessa gente, gente? é elogio… Assaltantes do dinheiro público…

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CIANOTON_PACE

17 de agosto de 2016 às 17h58

#AbaixoOGolpe! #QueHorasElaVolta? #Lula2018! Não surpreende que o procurador seletivo da república arquive um processo contra um colega pirata. Até porque o tal Fux, rapidamente, acatou o pedido, dando ares de “ato perfeito” a essa balzatonga (não conheço a palavra, mas descreve bem a atitude desse procurador e desse juiz). O que resta a nós, progressistas atônitos, é perguntar: até quando?

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Maarcos Lima

17 de agosto de 2016 às 16h39

É porque não entenderam. Mas, Francisco e Chico são a mesma pessoa. Pelo que vemos é que todo Francisco é chamado Chico.

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