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Brasília - Senador Raimundo Lira (E) e o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, durante sessão no Senado para decidir se Dilma será julgada por crime de responsabilidade (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Roteiro de julgamento final do impeachment sai nesta quarta-feira

Por Redação

17 de agosto de 2016 : 10h32

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Lewandowski define hoje rito para julgamento final do impeachment

na Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, definirá nesta quarta-feira (17) como será o roteiro do julgamento final da presidenta afastada Dilma Rousseff, marcado para começar no próximo dia 25, às 9h, no plenário do Senado. A exemplo do que fez na fase de pronúncia do processo, mais uma vez o ministro vai se reunir com o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e com líderes partidários para acertar os detalhes. O encontro será às 11h.

Entre os pontos que precisam ser esclarecidos está , por exemplo, o tempo que cada senador terá para falar e apresentar questões de ordem. Também precisa ser acertado quanto tempo terão as três testemunhas indicadas pela acusação e as seis de defesa. Outra dúvida diz respeito ao dia em que Dilma poderá comparecer à casa pessoalmente para se defender, caso queira.

Lewandowski terá que definir ainda o tempo que vai durar cada dia do julgamento, além dos intervalos e se serão convocadas sessões no fim de semana, como defendem aliados do presidente interino Michel Temer. Ainda na fase de pronúncia, questionado pelo presidente da Comissão Especial do Impeachment, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), o ministro já tinha adiantado que não pretende marcar sessões no fim de semana.

“Uma coisa é você fazer numa sexta feira, num sábado, numa segunda, uma sessão de julgamento do afastamento de uma presidente da República. Outra coisa, completamente diferente, é você estabelecer outros procedimentos, como oitiva de testemunhas, discussão, participação da defesa ou da acusação. Eu acho que essa decisão deve ser logo tomada para um lado ou para o outro, com a participação de todos”, disse Renan nessa terça-feira (16).

Votação final

Para afastar definitivamente Dilma Rousseff do mandato, serão necessários desta vez dois terços dos votos, ou seja, o apoio de, no mínimo, 54 dos 81 senadores. Se esse cenário se confirmar, o presidente interino assume definitivamente do cargo e a petista também fica inelegível por oito anos. Se o mínimo necessário para o impeachment não for alcançado, ela retoma o mandato, e o processo no Senado é arquivado.

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3 comentários

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Dilson Magno

17 de agosto de 2016 às 19h32

Pergunto ao CGU… STF… Congresso… Senado, nos últimos 20 anos ás pedaladas foi diferente das de Dilma? A resposta é não, neste caso pergunto isso é um golpe apenas contra a Dilma? A resposta é sim… Então é um golpe contra o povo que votou a favor de Dilma, isso terá um preço muito alto para a nossa sociedade, esse é um pais de bananas…
“JB: grupo tomou poder “para se proteger e continuar saqueando””

POBRE PAÍS IDIOTIZADO PELA MÍDIA
Está ficando difícil ser otimista quanto ao futuro do Brasil.
O que esperar de um país onde boa parte de sua população vive a repetir, tomando como verdades absolutas, as idiotices, manipulações, mentiras e canalhices divulgadas pelo monopólio da mídia?
O que esperar de um país cujo déficit de consciência democrática faz com que um golpe de estado tramado e executado pela bandidagem da política seja assistido passivamente pela maioria da sociedade?
O que esperar de um país cujos trabalhadores permanecem inertes, mesmo diante do brutal corte de direitos e conquistas históricas, já anunciado como prioridade pelo governo golpista, que fará o país retroceder quase 100 anos em termos de bem-estar social? O que esperar de um país no qual expressiva parcela dos beneficiários dos programas sociais e e inclusivos dos governos Lula e Dilma não se cansa de matraquear o discurso conservador criminalizando o PT?
O que esperar de um país doente de ódio e intolerância inoculados no organismo social pela mídia venal e inconsequente?
O que esperar de um país em que as classes média e alta (incultas e preconceituosas) cultivam valores escravagistas, xenófobos, racistas, sexistas e homofóbicos?
O que esperar de um país com instituições apodrecidas pela politização e pelo golpismo, tais como Congresso Nacional, TCU, Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário?
O que esperar de um país cuja Suprema Corte trai sua função republicana de zelar pela Constituição e adere a um golpe midiático- judicial-parlamentar que rasga a própria Carta Magna?
O que esperar de um país dotado de um sistema de justiça que persegue adversários da plutocracia, enquanto protege os que se dedicam à defesa dos ricos e poderosos?
O que esperar de um país que oferece terreno fértil que para que viscejem políticos e líderes religiosos que defendem ditadura, tortura e estupro?
http://www.patrialatina.com.br/pobre-pais-idiotizado-pela-midia-2/

Responder

Paulo Roberto Àlvares de Souza

17 de agosto de 2016 às 16h19

As fotos do ministro Lewandowski com os membros da corja, são um verdadeiro escárnio.

Responder

Paulo Roberto Àlvares de Souza

17 de agosto de 2016 às 16h18

As fotos do ministro Lewandowski

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