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Os sonhos de Crivella na eleição do Rio de Janeiro

Por Theo Rodrigues

29 de setembro de 2016 : 11h46

Por Theo Rodrigues, colunista do Cafezinho

 

A posição de Marcelo Crivella (PRB) na disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro é tão favorável que já lhe permite inclusive escolher com quem deseja concorrer no segundo turno da eleição.

Jornais de hoje trazem a notícia de que seguidores de Crivella estariam pedindo votos na periferia da cidade para levar Marcelo Freixo (PSOL) ao segundo turno.

A decisão partiu de uma avaliação dupla que a coordenação de campanha de Crivella fez a partir das últimas pesquisas: por um lado, Freixo seria o candidato mais fácil de ser batido em um possível segundo turno contra o líder da Igreja Universal. Por outro lado, a equipe de Crivella percebeu que a única candidata que de fato lhe tira votos nas regiões populares da cidade é Jandira Feghali (PCdoB).

Hoje a coordenação da campanha de Crivella sonha com dois cenários ideais.

O primeiro é aquele em que é eleito já no primeiro turno. Possibilidade difícil, na medida em que precisaria crescer cerca de 10 pontos em 3 dias, mas não impossível.

Para essa situação se concretizar, precisa disputar voto a voto com Jandira que é com quem compartilha o eleitorado do antigo lulismo na cidade.

Com efeito, apenas o crescimento da campanha da comunista parece ser capaz de impedir a possível vitória do evangélico já no primeiro turno.

O segundo cenário é o de enfrentar o candidato mais frágil possível no segundo turno. Não interessa para Crivella encarar Pedro Paulo (PMDB) ou Jandira, pois são opositores com ampla capacidade de mobilização social e partidária, além de capilaridades por toda a cidade.

De acordo com o Datafolha, por exemplo, sem Freixo, 23% de seus eleitores votariam em Jandira. Sem Jandira só 5% de seus eleitores votariam em Freixo. Ou seja, no campo da esquerda a candidata é quem tem mais capacidade de agregar apoios no segundo turno.

Ademais, como parte do eleitorado carioca ainda possui certo preconceito contra a religião evangélica – o que é lamentável, já que nenhum credo deveria sofrer discriminação – há indícios fortes de migração do voto útil à esquerda para a campanha de Jandira e à direita para Pedro Paulo, para que candidatos fortes enfrentem Crivella nesse segundo turno.

No domingo saberemos quem teve mais força nessa brincadeira de cabo de guerra eleitoral e se algum dos sonhos de Crivella pôde ser realizado.

 

Theo Rodrigues é sociólogo e cientista político.

Theo Rodrigues

Theo Rodrigues é sociólogo e cientista político.

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7 comentários

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vacobs10

29 de setembro de 2016 às 13h07

DISSE TUDO! HÁ MUITA INTOLERÂNCIA CONTRA OS EVANGÉLICOS!
CRENTE NO PODER SIM! Crente paga imposto como todo mundo além de fazer trabalhos sociais em presídios, hospitais e nas periferias.

SE NÃO QUEREM CRENTE NO PODER, COMECEM FAZENDO A FAXINA COM JEAN WILLYS, QUE AFIRMOU TER SIDO ELEITO DEP. FEDERAL GRAÇAS AOS ORIXÁS.

VAI TER CRIVELLA PRA PREFEITO PRA FAZER CARREIRA E LOGO LOGO VEM A PRESIDÊNCIA! QUEM VIVER, VERÁ!

Responder

frederico

29 de setembro de 2016 às 12h52

Crente no poder nem fudendo!!!!! Ainda mais da igreja universal!!!!!!!Aí é deixaremos de ter um Estado laico….vai implementar(na surdina) nos colégios públicos do município aquilo que o Garotinho tentou nos estaduais e o primeiro passo é o de colocar diretoras ligadas a igreja dele. Prefiro o demônio a universal!!!!

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Torres

29 de setembro de 2016 às 12h44

esse texto é apenas uma peça da campanha de Jandira, aquela que apoiou o PMDB sendo até mesmo secretária municipal de Paes.

Responder

    João Batista Kreuch

    29 de setembro de 2016 às 13h17

    Cada asneira de raciocínio que se vê por aqui… Você reduz um projeto político atual a um momento da carreira de uma candidata, ontem?

    Responder

      Torres

      29 de setembro de 2016 às 13h22

      eu não reduzo nada.
      o que coloco aqui é apenas o fato.
      o artigo é uma peça da campanha, e Jandira já apoiou o PMDB.
      ela que se explique diante de suas contradições.

      Responder

        João Batista Kreuch

        01 de outubro de 2016 às 14h02

        Eu acho que entendi qual é a sua… Você vê tanto ultra liberal por aí ganhando pra falar contra as esquerdas e a favor de tudo que seja conservador na política e na economia que está tentando convencer alguém a contrata— lo também… Kkk

        Responder

          Torres

          01 de outubro de 2016 às 15h56

          João, eu não sou ultra liberal e muito menos ainda conservador.
          apenas entendo que a esquerda pode fazer muita coisa pelo social, sem quebrar o páis, tendo austeridade, como foi feito por Lula.
          tava dando certinho.
          mas daí quiseram trocar o modelo.
          deu errado.
          o país quebrou.
          não temos dinheiro pra pagar o custo do Estado.
          quanto a dinheiro, não se preocupe, eu faço questão de nunca mais ganhar nada com política desde minha época no PC do B.


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