Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Brasília - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, fala à imprensa após o lançamento da Cartilha "Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais nas Eleições 2016", no Senado. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Em evento do MBL, Gilmar Mendes é ovacionado

Por Redação

20 de novembro de 2016 : 14h11

No 2º Congresso do MBL (Movimento Brasil Livre),  o ministro do STF Gilmar Mendes afirmou que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff “foi uma solução institucional normal”. Ovacionado pelo MBL, Gilmar defendeu mais austeridade nas contas públicas.

Na Folha de SP

Impeachment foi solução institucional normal, diz Gilmar em evento do MBL

Por Paula Reverbel

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes disse neste sábado (19) que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff foi uma “uma solução institucional absolutamente normal para o quadro de crise grave que nos acometeu”. A fala foi dita durante o 2º Congresso do MBL (Movimento Brasil Livre).

O ministro também defendeu a atuação do TCU (Tribunal de Contas da União) no caso –a corte reprovou as contas de 2014 de Dilma, reforçando a tese de que a então presidente deveria ser retirada do cargo por descumprir a lei de responsabilidade.

“O Tribunal de Contas soube apreender bem isso. O nome bem humorado –pedaladas fiscais– parece traduzir um pecado venial”, disse Gilmar. “Mas não é disso que se cuida, obviamente, quando se passa a usar recursos de bancos controlados pelo Estado sem um empréstimo formal, que é proibido, para satisfazer as despesas excessivas que já não podiam ser cobertas pelas receitas regulares”, acrescentou.

O ministro disse ainda que o impeachment o deixou com um “duplo sentimento” de felicidade –pelo Brasil ter “conseguido superar essa grave situação de desordem institucional”– e de frustração –porque “demoramos muito para identificar essas mazelas”. “É aquele sentimento de copo meio cheio que também está meio vazio”, explicou.

Gilmar foi ovacionado pela plateia quando rebateu a tese de que o impeachment da ex-presidente Dilma foi um golpe.

“Dada a não atualização da lei do crime de responsabilidade, que é de 1952, praticamente todo o processo de impeachment foi regulado pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou. “O que faz parecer absurdo dizer-se que o Supremo compactuou com qualquer propósito de golpe, especialmente o Supremo, que hoje tem no seu quadro oito juízes indicados pelo governo petista de Dilma e por Lula”, defendeu.

O ministro também arrancou aplausos e risadas da plateia do MBL ao defender a responsabilidade fiscal.

“Às vezes eu digo que o Brasil é um país psicodélico. A ideia de que nós não devemos gastar mais do que arrecadamos parece algo óbvio nas nossas casas. Isso não é de esquerda nem de direita, mas isso se tornou um discurso de que quem faz isso é neoliberal. É algo extremamente extravagante.”

Apoie O Cafezinho

Crowdfunding

Ajude o Cafezinho a continuar forte e independente, faça uma assinatura! Você pode contribuir mensalmente ou fazer uma doação de qualquer valor.

Veja como nos apoiar »

19 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário »

Li Cardoso

24 de novembro de 2016 às 00h58

Empregadinho do FHC e, como sempre, canalha e manipulador. Distorcendo os fatos e os pensamentos da esquerda. Quero ver quando FHC passar dessa prá melhor, o que ele vai fazer.

Responder

Hermes

22 de novembro de 2016 às 11h22

Esse é de fato um grande Jurista. Os livros dele sao os melhores – senao o melhor – em Direito Constitucional que temos no Brasil. Um orgulho para o País. Grande professor.

Responder

José Luiz R. dos Santos

21 de novembro de 2016 às 11h05

O país quem tem um ministro do STF como esse, que faz política partidária, não pode dizer que tem um Supremo Tribunal Federal o que tem é um partido político travestido de Judiciário.

Responder

João Bosco

21 de novembro de 2016 às 10h49

Eles se merecem.

Responder

Esmeraldo Cabreira

21 de novembro de 2016 às 09h47

STF COVARDE, FASCISTA, CANALHA, CORRUPTO E GOLPISTA!
NÃO NECESSARIAMENTE NESTA ORDEM!
Esmeraldo Cabreira Mestre e Doutor UFRGS.

Responder

Jorge Leite

21 de novembro de 2016 às 09h46

Ovacionado?
Deveria ter é levado ovos na cara!

Responder

Pilih

20 de novembro de 2016 às 22h47

asqueroso

Responder

Calebe

20 de novembro de 2016 às 22h38

É por essas e outras que o país está do jeito que está. É os malucos dizem: as instituições estão funcionando plenamente. Eu diria PORCAMENTE.

Responder

Antonio Passos

20 de novembro de 2016 às 22h22

Só um país psicodélico pode ter no supremo brigas, acusações, baixaria, e um juiz acusado por um de seus colegas, de possuir CAPANGAS. Isso pra não falar em escolinha e outras coisas. GM tá certo, só num país psicodélico mesmo.

Responder

Claudio Bastos

20 de novembro de 2016 às 21h02

“O ministro também defendeu a atuação do TCU (Tribunal de Contas da União) no caso –a corte reprovou as contas de 2014 de Dilma, reforçando a tese de que a então presidente deveria ser retirada do cargo por descumprir a lei de responsabilidade.”.
.
Só para o devido esclarecimento, o TCU não é uma corte de justiça, é um órgão consultivo anexo ao Legislativo. Não tem poder de declarar senteça.

Responder

Torres

20 de novembro de 2016 às 20h46

MBL e Mendes.
Tucanos.
Mas suas falas são pertinentes.
Concordo com limite de gastos públicos e com a diminuição da dívida pública.

Responder

    Paulo Guedes

    21 de novembro de 2016 às 08h37

    Melhor seria lutar por uma auditoria da dívida pública.

    Responder

      Torres

      21 de novembro de 2016 às 09h00

      Uma nova bandeira…
      Esquecida pela esquerda nos governos do PT.

      Responder

        Roberto José

        21 de novembro de 2016 às 11h04

        “Em decisão da procuradoria do Estado do Rio de Janeiro, publicada no Diário Oficial em 11 de novembro, auxílio auxílio-creche passa a ser para dependentes de até 24 anos. O benefício valia para os dependentes de procuradores que tivessem entre 6 meses e 6 anos de idade” Isso é que é reduzir custos, O povo brasileiro é patético fala mau da merreca do bolsa família e nem sabe o que acontece no país aí vem uns imbecís desse MBL querer posar de moralista.

        Responder

        Carlos Oliveira

        21 de novembro de 2016 às 17h27

        Esquecido desde 1500. Ou auditoria só deveria ser prática de um governo de esquerda?

        Responder

          Torres

          21 de novembro de 2016 às 19h38

          Pode ser feita por qualquer um.
          Mas é a esquerda que vem chamando a atenção para isso.
          Porque não fez nada nos governos do PT?

Maria Thereza G. de Freitas

20 de novembro de 2016 às 19h02

diz-me quem te ovaciona que te direi quem és. Se alguém tinha dúvidas sobre o que é esse ministro, espero que tenham acabado agora.

Responder

Albert Fanon

20 de novembro de 2016 às 14h44

Ele foi para o lugar certo… ambos – o esgoto e a cloaca – se merecem..

Responder

    Geraldoribeiro Magela

    21 de novembro de 2016 às 12h11

    PERFEITO ESTE CLAMOR, DA VERGONHA ALHEIA A ANSIA DE VOMITO.

    Responder

Deixe um comentário

O Xadrez para Governador do Ceará Lula ou Bolsonaro podem vencer no 1º turno? O Xadrez para Governador de Santa Catarina