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Zygmunt Bauman: ninguém retirou 22 milhões de pessoas da pobreza, só o Brasil

Por Theo Rodrigues

09 de janeiro de 2017 : 16h33

Por Theo Rodrigues

Faleceu hoje na Inglaterra o sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman (1925-2017).

Em vez de comentar sobre esse grande homem, achei melhor reproduzir abaixo uma entrevista que o Alberto Dines fez em 2015 para o programa Observatório da Imprensa, da antiga TV Brasil.

Na entrevista, Bauman diz, por exemplo, “que os representantes de 66 governos do mundo vieram para o Rio de Janeiro para se consultarem, para aprenderem sobre a experiência de retirar 22 milhões de pessoas da pobreza. Ninguém mais repetiu esse milagre, só o Brasil”.

“Vocês estão no caminho certo e eu espero de todo o meu coração que vocês cheguem lá”, disse ainda Bauman.

Referia-se, claro, ao Brasil dos governos de Lula e Dilma Rousseff.

Naquele momento o sociólogo não tinha como saber o que viria a acontecer no país no ano seguinte.

O vídeo traz também alguns comentários dos professores Renato Lessa, Renato Janine Ribeiro e Muniz Sodré sobre Bauman.

Assista abaixo a íntegra da entrevista:

Theo Rodrigues

Theo Rodrigues é sociólogo e cientista político.

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23 comentários

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Ritacy de Azevedo Teles

10 de janeiro de 2017 às 08h06

Inspiração de análise a muitas pessoas no mundo, especialmente a pensadores, professores e jovens, entre tantas verdades sensivelmente percebidas, reconheceu que se dava em nosso país o que é mais rico _ a busca da justiça, da divisão de oportunidades _ , que a falta de ética ou de percepção tenta esconder com discurso superficial e revoltado, discurso sem sustento, preconceituoso e segregador ou pelo menos fruto de inverdades e ilusões. Baumann fará falta. Muita!

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Geraldo Jard

10 de janeiro de 2017 às 08h05

Essa entrevista é impagável de tão ruim. O pobre Alberto Dines puxa um saco constrangedor. Pior ainda é que escreveu as perguntas num papel, e fica fingindo que sabe inglês. É claro que algum dia ele soube um pouquinho de inglês, mas esquece quase tudo, não tem fluência e muito menos é capaz de pensar na lingua. Fica uma coisa ridícula. E as perguntas são de uma burrice infinita. É o nível de tacanhez que chegamos no Brasil. Theo Rodrigues era a pessoa certa para colocar essa entrevista bizarra no ar novamente. E para piorar ainda tem os dois “Renatos” burros para comentar: o Lessa, figurinha política do PMDB do Rio de Janeiro, ex-presidente da FAPERJ, e o Janine Ribeiro (aquela besta que recomendou a tortura para menores no Brasil e foi apedrejado até não mais poder), e foi ministro da educação por uma semana inteira. Dá-lhe Theo!!

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Julia Fragoso

10 de janeiro de 2017 às 02h45

to chorando

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Maria Rocha

10 de janeiro de 2017 às 02h05

assisti a esta entrevista. É impagável, imperdível, ninguém mexe nem o olho. Que homem lúcido, sensato, inteligente, sensível, maravilhoso. Uma perda dessas dói na alma, uma morte dessas eu choro.

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Arcângela Salles

10 de janeiro de 2017 às 01h11

Bauman, com a sensibilidade e conhecimento que detinha, reconheceu o esforço do governo brasileiro em políticas sociais para retirar da pobreza 22 milhões de pessoas da linha de pobreza. Em nosso país, a maioria não enxerga como isso é essencial até como política de segurança pública daqui a 15 anos! Agora vem esse golpista e desmonta um programa que empoderou a mulher dentro do lar, que deu prioridade para mulheres em financiamentos do Minha Casa, Minha Vida, garantia acompanhamento de boletins escolares e cartões de vacina. É política de solidariedade, de estreitamento de vínculos e acompanhamento social. E ficou encantado, porque só o Brasil fez isso! Assistam a entrevista no Observatório da Imprensa.

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Robson Machado Kasmirski

10 de janeiro de 2017 às 00h09

Dando bolsa família pra manterem o boi no curral, agora que acabou o dinheiro, voltaram a ter fome.

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Graace Macedo

09 de janeiro de 2017 às 23h44

Grande perda! Ficamos ainda mais pobres.

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Lourdes Carvalho

09 de janeiro de 2017 às 23h23

Nosso querido e saudoso e melhor Presidente do Brasil, o Lula.

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Abdael Ambruster

09 de janeiro de 2017 às 22h44

Uma perca irreparável para a Humanidade..

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Willian Carlos Reis Rocha

09 de janeiro de 2017 às 22h39

kkkkkkkkkkkkkkk boa piada

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Mary Orfanidis

09 de janeiro de 2017 às 21h39

Toda vez que morre um escritor ,um artista,um filósofo ,cientista …Qualquer pessoa que não nos deixou órfãos de conhecimento ,o mundo fica mais triste.

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Antonio Silva Carneiro

09 de janeiro de 2017 às 21h37

É só Pará e pensar seu Júlio,e vai descobrir quem têm problema, aceita a realidade dos fatos cara, pois está realidade fala por se só.

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Julio Brentani

09 de janeiro de 2017 às 21h25

Mestre Arnaldo Jabor, que referência!!! Estou “impressed”

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Julio Brentani

09 de janeiro de 2017 às 21h21

Você tem “pobrema”!!!

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Fernando Torres

09 de janeiro de 2017 às 18h49

A foto no compartilhamento pelo Facebook está trocada ! Por favor corrigir !

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Negah Fulô

09 de janeiro de 2017 às 20h46

Minha inspiração

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Fabio Stelzer

09 de janeiro de 2017 às 19h55

Acho que foram muuuito mais que 22 milhões

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Misael Eduardo Fernandes

09 de janeiro de 2017 às 19h33

BANDIDOS COMBINANDO O GOLPE…”Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel” “estancar a sangria” “O primeiro a ser comido vai ser o Aécio” “Quem não conhece o esquema do Aécio” “Fui do PSDB 10 anos, não sobra ninguém” “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem ‘ó, só tem condições sem ela ( DILMA ). Enquanto ela estiver lá essa porra não vai parar nunca” “Michel é Eduardo Cunha”. Eduardo Cunha está morto! “É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional. Com o Supremo, com tudo. Aí parava tudo.( Machado fala para Romero Jucá-PMDB )

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Nicaíze Marinho

09 de janeiro de 2017 às 18h58

Mas na entrevista que ele deu ao Alberto Dines no observatório da imprensa ele diz que precisa ver os desdobramentos pra ver a consolidação disso. Não creio que no seu íntimo e seu entendimento ele tenha concordado com a roubalheira para promover a “mudança” que não se sustentará

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    Tania Ottoni

    09 de janeiro de 2017 às 19h18

    Não será possível verificar porque todos os programas sociais foram violentamente golpeados e serão desmontados pelos golpistas. Pobre não interessa aos donos do capital, só isso.

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    Nicaíze Marinho

    09 de janeiro de 2017 às 19h20

    Já tinha desandado antes mesmo desde outro crápula assumir

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    Misael Eduardo Fernandes

    09 de janeiro de 2017 às 19h33

    CRÁPULAS E GOLPISTAS E COXINHAS COMBINANDO O GOLPE…”Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel” “estancar a sangria” “O primeiro a ser comido vai ser o Aécio” “Quem não conhece o esquema do Aécio” “Fui do PSDB 10 anos, não sobra ninguém” “Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem ‘ó, só tem condições sem ela ( DILMA ). Enquanto ela estiver lá essa porra não vai parar nunca” “Michel é Eduardo Cunha”. Eduardo Cunha está morto! “É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional. Com o Supremo, com tudo. Aí parava tudo.( Machado fala para Romero Jucá-PMDB )

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