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Preferência partidária no estado de São Paulo: PT 13% X 9% PSDB

Por Miguel do Rosário

12 de dezembro de 2017 : 13h56

A tabela e o texto abaixo, com os números do relatório completo da última pesquisa Datafolha para o governo de São Paulo, trazem informações interessantes para nossas análises.

Eu separei uma tabela, com alguns destaques, sobre a preferência partidária no estado de São Paulo.

Repare que o PT tem mais preferência que o PSDB até mesmo em São Paulo, chamado de tucanistão: 13 X 9. A força do PSDB é concentrada entre famílias que ganham renda mensal acima de 10 salários: PSDB 20 X 5 PT.

Entre famílias mais pobres, que ganham até 2 salários o PT ganha de 16 X 6.

De qualquer forma, é óbvio que a principal força tucana encontra-se na maioria do eleitorado que não tem preferência partidária, que são 64% dos eleitores. Por isso, as campanhas de desmoralização da política, lideradas pela Globo, são sempre úteis ao PSDB.

 

No site do Datafolha

Russomanno lidera primeira pesquisa para governo de São Paulo
ELEIÇÕES – 04/12/2017 11H58

Baixe esta pesquisa. Ou aqui.
DE SÃO PAULO

Pesquisa Datafolha mostra o Deputado Federal, Celso Russomanno (PRB), na liderança em todos os 7 cenários eleitorais pesquisados para a disputa do palácio dos Bandeirantes do próximo ano. Os cenários foram elaborados a partir de nomes de pré-candidatos que circulam na mídia como potenciais candidatos. A intenção de voto em Celso Russomano variou de 25% a 32%, dependendo do cenário, próximas a estes índices ficaram as taxas de votos brancos e nulos, que variaram de 19% a 28%.

Nesse levantamento, nos dias 28, 29 e 30 de novembro de 2017, foram realizadas 2.006 entrevistas presenciais em 68 municípios paulistas. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%.

O deputado do PRB obteve seus melhores índices na situação em que o PSDB não tem candidato ou quando o candidato tucano é José Aníbal. No cenário em que o PSDB não tem candidato, Russomano alcançou 32%, seguido por Paulo Skaf (PMDB), com 20%, Rodrigo Garcia (DEM), com 4%, Gabriel Chalita (PDT), com 4%, Luiz Marinho (PT), com 4%, Marcio França (PSB), com 3%, Lisete Arelaro (PSOL), com 1% e Alexandre Zeitune (REDE), com 1%. Uma parcela de 28% declarou que pretende votar em branco ou nulo e 3% estão indecisos.

No cenário com José Aníbal como candidato do PSDB e Luiz Marinho como candidato do PT, Russomanno alcançou 30%, Skaf, 18%, Gilberto Kassab (PSD), 5%, Gabriel Chalita, 4%, Rodrigo Garcia, 4%, Luiz Marinho, 3%, e Marcio França, 3%. Com intenções de voto mais baixas aparecem José Anibal (PSDB), com 2%, Lisete Arelaro, com 1%, e Alexandre Zeitune, que foi citado mas não alcançou 1%. Votos em branco e nulos somam 27% e indecisos são 3%.

Em outro cenário com José Aníbal como candidato tucano e Fernando Haddad (PT) no lugar de Luiz Marinho, Russomanno tem 29%, Skaf, 18%, Haddad, 9%, e com 4%, cada um, Kassab, Garcia e Chalita. Menos lembrados aparecem França, com 3%, Aníbal, com 2%, e com 1% cada um, Arelaro e Zeitune. Brancos e nulos somam 23% e indecisos 3%.

A vantagem de Russomanno sobre o segundo colocado é menor quando o candidato tucano é João Doria. No cenário em que José Aníbal é substituído por João Doria, Russomanno lidera com 25%, enquanto o prefeito tem 18%. A seguir aparecem Skaf, com 13%, Haddad, com 9%, Garcia, com 4%, Kassab, com 3%, França, com 2%, e Chalita, com 2%. Com 1% de menções cada um estão Arelaro e Zeitune, brancos e nulos somam 19% e indecisos são 3%. Neste cenário, entre os moradores da capital, Russomano e Doria estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro da pesquisa e dividem a liderança com, respectivamente, 22% e 20% de menções.

Em outro cenário, com Doria como candidato tucano, mas como Luiz Marinho como candidato petista, Russomanno lidera com 25% das menções. Doria vem a seguir com 19%, Skaf, com 13% e Kassab, com 4%. Com 3%, cada um, aparecem os candidatos Chalita, Marinho e Garcia, França tem 2%, e com 1%, cada um, Arelaro e Zeitune. Brancos e nulos somam 22% e indecisos 3%. Entre os moradores da capital, Russomano divide a liderança com Doria, no limite da margem de erro ambos estão tecnicamente empatados, com respectivamente, 25% e 21%.

Nas situações em o que o candidato do PSDB é José Serra, Russomanno lidera com mais folga. No cenário com Serra e Haddad, Russoanno tem 25%, Skaf, 16%, Serra, 13%, Haddad, 8%, e com 3%, cada um, Garcia, Kassab e Chalita. França tem 2%, e com um 1%, cada um, Arelaro, Zeitune. Uma parcela de 22% declarou que pretende votar em branco ou nulo e 2% estão indecisos.
No último cenário, com Marinho no lugar de Haddad, Russomano tem 27%, Skaf, 16% e Serra, 14%. Com intenções de voto mais baixas apareceram: Garcia e Kassab, com 4%, cada um, Chalita, com 3%, Marinho, com 2%, França, com 2%, Arelaro, com 1%, e Zeitune, com 1%. Indecisos são 3% e brancos e nulos somaram 24%.

De maneira geral, observa-se que Russomanno se destaca entre os menos instruídos e entre os mais pobres. Enquanto Doria obtém índices mais altos entre os mais instruídos e entre os mais ricos, Skaf, entre os mais ricos e Haddad, entre os mais instruídos. Em todos os cenários se observa que a taxa de brancos e nulos é mais alta entre os mais velhos.

Na intenção de voto espontânea, quando o nome dos possíveis candidatos não é apresentado, 65% dos paulistas não sabem em que vão votar para governador do Estado em 2018. Alckmin foi o mais lembrado com 6% de menções espontâneas, seguido por Doria, com 2%, Haddad, com 1%, e Bolsonaro, com 1%. Skaf, Serra, Arelaro e Marinho foram citados, mas não alcançaram 1% de menções. Uma parcela de 20% declarou que votará em branco ou nulo, 2% não irá votar no dia da eleição entre outras respostas (3%).

Os ex-prefeitos da capital paulista, Gilberto Kassab e José Serra, são os candidatos a governador mais rejeitados pelos paulistas, respectivamente, 41% e 40% declararam que não votariam de jeito nenhum neles. A seguir vem outro ex-prefeito da capital, Fernando Haddad, com 34% de rejeição, e o atual prefeito de São Paulo, João Doria, com 28%. Com índices de rejeição mais baixos aparecem Russomanno e Skaf, cada um, com 24%, Chalita, com 21%, Luiz Marinho, com 20%, José Aníbal, com 18%, Marcio França, com 14%, Lisete Arelaro e Rodrigo Garcia, com 13%, cada um, e Alexandre Zeitune, com 12% Rejeitam todos os candidatos apresentados e não votaria em nenhum deles são 6%, votariam em qualquer um deles são 2% e 3% não opinaram.

A rejeição à Serra alcança índices mais altos entre os mais instruídos (51%), entre os mais ricos (51%) e entre os que reprovam o governo de seu colega de partido, Geraldo Alckmin (57%). A rejeição à Kassab é semelhante ao seu padrinho político, Kassab é mais rejeitado entre os mais instruídos (47%) e entre os mais ricos (53%).

Já, Haddad é mais rejeitado entre os mais ricos (45%) e Doria, entre os que reprovam a gestão estadual (39%). Observa-se que tanto Kassab, quanto Haddad, Doria e Russomanno têm taxas de rejeição mais altas entre os moradores da capital do que entre os moradores do interior paulista, no entanto, isso não é observado para Serra e Skaf.

O atual governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, supera o ex-presidente Lula, como principal cabo eleitoral para a eleição de governador do ano que vem. Ambos têm taxas semelhantes de influencia na escolha do candidato a governador, porém, o candidato apoiado pelo tucano tem menos resistência do que o candidato apoiado pelo petista. Uma parcela de 19% declarou que votaria no candidato ao governo do Estado apoiado por Alckmin, 38% talvez votariam e 41% declararam que não votariam de jeito nenhum. Os índices de Lula foram, respectivamente: 17% votariam no candidato a governador apoiado pelo petista, 18% talvez votariam e 63% não votariam de jeito nenhum.

O apoio de Alckmin na escolha do candidato a governador no ano que vem é mais decisivo entre os menos instruídos (32%), entre os mais velhos (34%), e entre os que aprovam a gestão estadual (39%). Já, o efeito oposto, a rejeição ao candidato apoiado pelo tucano alcança taxas mais altas entre os moradores da capital (47%) e entre os que reprovam sua gestão (81%). Por sua vez, o apoio de Lula é mais decisivo entre os menos instruídos (29%) e entre os mais pobres (24%), enquanto a rejeição ao candidato apoiado pelo ex-presidente é mais alta entre os mais instruídos (71%) e entre os mais ricos (79%).

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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6 comentários

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ALEX SANSDER

13 de dezembro de 2017 às 07h55

VIMOS ISSO NAS ELEIÇOES P PREFEITO NE ….
HAUHAUHAUAUAUA

TOMARAM PAULADA DO DORIA NO PRIMEIRO TURNO TENDO A MAQUINA NA MÃOI ER LULA ANTES DE SER CONDENADO..

HOJE …
O PT NEM P GARI DO DORIA SERVE.. CAPAZ QUE ROUBASSEM AS VASSOURAS.

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Mar

12 de dezembro de 2017 às 15h35

A questão é, porque o PSDB ganha todas por lá se não tem a preferência da maioria? Algo que precisa ser investigado.

Responder

    C N Morais

    12 de dezembro de 2017 às 18h05

    Imprensa. A imprensa paulista é 90% pró-tucana; os outrso 10% são fascistas que apoiam QUALQUER coisa que “prende e arrebenta”. E a imprensa paulista é tucana antes mesmo do partido ter nascido, o que significa décadas de lavagem cerebral.

    Responder

João Ostral

12 de dezembro de 2017 às 14h27

Estes números a imprensa golpista movimenta rapidamente para onde ela quiser. Diferente das eleições para presidente. Aí só com golpe e mais golpe.

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    João Ostral

    12 de dezembro de 2017 às 14h29

    Afinal a alfafa é o alimento predileto de uma boa parcela dos paulistas.

    Responder

      Flávio

      12 de dezembro de 2017 às 14h44

      Se os paulistas comem alfafa, imagino o que comem os cidadãos dos miseráveis estados do norte e nordeste !

      Responder

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