Haddad no Jornal da Globo

Bolsonaro e Alckmin caem em São Paulo

Por Miguel do Rosário

20 de junho de 2018 : 11h01

Em São Paulo, a dinâmica não está de todo ruim para o campo progressista. Segundo sondagem feita pelo Paraná Pesquisas no estado de São Paulo nos dias 13 a 18 de junho, os dois principais nomes da esquerda, Lula e Ciro Gomes, se mantiveram firmes ou cresceram, na comparação com pesquisa anterior do mesmo instituto, feita em fevereiro, com os mesmos candidatos.

Importante: a pesquisa de fevereiro já não incluía Joaquim Barbosa, o que ajuda a comparar um momento com outro.

Já os principais candidatos conservadores, Bolsonaro e Alckmin caíram, em especial o tucano. Bolsonaro caiu de 23% em fevereiro para 21%, no cenário sem Lula, e de 22% a 20% num cenário com Lula.

Alckmin perdeu 4 pontos num cenário sem Lula: saiu de 22% em fevereiro para 18% agora, uma queda de 17%.

Com Lula, o tucano caiu para 16,7%, igualmente 4 pontos abaixo da pesquisa anterior.

Lula, por sua vez, se mantém firme com seus 19.5%, exatamente o mesmo percentual de fevereiro. O petista avança em alguns segmentos relevantes, sobretudo para uma região como São Paulo. Por exemplo, Lula ganhou dois pontos entre eleitores paulistas com ensino superior: tinha 11% em fevereiro e agora tem 13%.

Ciro Gomes se mantém firme em São Paulo nos cenários com a presença do ex-presidente: tinha  5,3% em fevereiro e agora tem 5,6%. E foi o candidato que mais avançou nos cenários sem Lula, passando de 6,5% para 8,3%, um crescimento de 28%. Em alguns segmentos, como entre homens, pessoas com mais de 45 anos, e eleitores com curso superior, Ciro já ultrapassou ou empatou com Marina Silva.

Fernando Haddad, possível substituto de Lula caso o ex-presidente não consiga o seu registro eleitoral, emagreceu 1 ponto na pesquisa, estacionando em 5% em junho. Curiosamente, Haddad perdeu 5 pontos entre mais jovens até 24 anos, onde pontuava bem em fevereiro, caindo de 11% para 6%.

Manuela D’Ávila, do PCdoB, e Guilherme Boulos, do PSOL, ainda não pontuam mais de 1% em São Paulo.

 

 

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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15 comentários

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Reginaldo Gomes

21 de junho de 2018 às 18h40

O alckimin é coelho de corrida de cachorro. Ele é um candidato ruim demais. O dória vai comê-lo.

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Rogério Bezerra

21 de junho de 2018 às 12h25

DEM, SD e PP agradecem… Vai Ciro!

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foo

21 de junho de 2018 às 03h55

“E foi o candidato que mais avançou nos cenários sem Lula, passando de 6,5% para 8,3%, um crescimento de 28%.”

É ridículo dizer que uma variação de 1.8%, dentro da margem de erro, é um “crescimento de 28%”.

Isso não é jornalismo, é manipulação.

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    Cezar R M

    21 de junho de 2018 às 09h30

    É um crescimento tão pequeno, tão irrisório. Por que te incomoda então? Dê de ombros! Vá pescar! Não compreendo esse temor que o Ciro causa aqui, fosse o site dos antagonistas compreenderia. Que coisa!

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luis castro

21 de junho de 2018 às 01h14

Mas que fixação em pesquisa e logo a do instituto Paraná, aquele que dava 10 pontos de vantagem para Aécio sobre Dilma. As pesquisas agora em sua maioria são manipuladas pelo simples fato de não poderem ser comprovadas pela distância do pleito. Sendo assim, o propósito é induzir o eleitorado para determinados candidatos, enchendo a bola de uns e esvaziando a de outros indesejáveis. Isso ocorrerá até a proximidade das eleições quando não será mais possível manipular e aí acontecerá verdadeiros milagres, candidatos crescendo do nada e outros despencando, O pior é que tem gente que até hoje não aprendeu e continua a prestigiar a farsa das pesquisas, mesmo quando simulam subidas e descidas quase todas nas margens de erro. Nem se precisa falar do favoritismo de Lula, pois quem comprova isso é a própria direita quando tenta de todas as formas tirá-lo do pleito. Agora Ciro sobe na margem de erro e Haddad cai. A quem agrada isso?

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    foo

    21 de junho de 2018 às 03h57

    Pois é.

    Depois daquele fiasco eu nunca mais confiei nas pesquisas desse instituto.

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adfsouza

20 de junho de 2018 às 17h09

Não adianta espernear, não adianta chorar e nem ficar de mimimi em blogs e salas de bate papo. Bolsonaro será eleito presidente simples assim! E ainda vai surpreender muita gente levando muitos deconhecidos da midia, para o senado e câmara federal (muitos pré candidatos de seu partido, o pequeno PSL, serão eleitos).
Fora essa esquerda lixo e corrupta, Fora Temer, Aecio, Alckmin, Ciro, Marina e cia.
Contra a grande mídia, contra grandes grupos empresariais, contra o sistema corrupto e mesmo assim, num partido pequeno, sem dinheiro (se comparar aos milhões do fundo comum dos grandes partidos como MDB, PT, PSDB, PDT etc), mesmo contra tudo isso, Bolsonaro segue na frente e a tendência é subir cada vez mais a medida que a mídia for obrigada a mostrar a verdade e o inevitável, os eventos com a presença de grande número de pessoas por onde Bolsonaro passa. Tentam esconder, forjar pesquisas, mas não adianta, cada vez mais está ficando rídiculo para a grande mídia kkk.

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    Fabricio Azevedo

    20 de junho de 2018 às 20h28

    Sr. Souza, acho que o senhor está equivocado. A vitória de Bolsonaro seria um desastre. Ele é incapaz de dialogar com qualquer um que não seja um fascista como ele. Não traz nenhuma ideia nova, não tem políticas e já está se cercando com o que há de mais atrasado e incompetente no país. E “fora grupos empresariais”? Você é comunista? Tenho certeza que o Bolsa vai falar fininho com os banqueiros e outros. Não acredito na vitória dele porque cedo ou tarde ele terá que debater… e aí as coisas complicam para ele. Quanto a esquerda, bom basta acompanhar as notícias para ver que a direita é muito, mas muito mais suja.

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GUILHERME LUIS FEYH

20 de junho de 2018 às 16h52

A soma das intenções de votos em Bolsonaro + Alckmin reduziu de 45,5% para 39,8%. Em vez de comemorar essa redução de mais de 5 pontos percentuais em SP em 4 meses, tem gente que não tem mais nada pra fazer da vida e vem atacar o Ciro!

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Lisboa

20 de junho de 2018 às 13h54

Por quê a primeira pesquisa logo no início da matéria consta numeris de Bolsonaro com Lula e outros candidatos aparecem sem Lula. Curioso né???

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Santos

20 de junho de 2018 às 13h13

Vc nao tem vergonha?dizer q o Ciro se mantem firme com esses 5.3% e q foi pra 5.6% com essa margem ridicula vc nem deveria comentar nada…e ninguem caiu ou cresceu.se considerarmos as margens de erro.todos estao do mesmo jeito…

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    Cezar R M

    20 de junho de 2018 às 14h35

    O que importa é o cenário sem Lula. Neste o Ciro cresceu quase ultrapassando a margem de erro e a Marina desceu na margem de erro. Isso em São Paulo é bem importante. Se você não gosta do Ciro, tem aí essa excelente opção da Marina….

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    GUILHERME LUIS FEYH

    20 de junho de 2018 às 16h48

    Margem de erro não diz respeito às variação aceitável de uma pesquisa pra outra, mas sim de a resposta daquela amostragem representar o todo com determinado percentual de certeza. Estude estatística antes de questionar a vergonha alheia. Se um candidato sobre enquanto todos os outros descem, isso é um sinal claro de variação da opinião na região. O cara não pode falar meia frase sobre o Ciro sem ser atacado? Ele nem era o foco desse artigo!

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Astronauta

20 de junho de 2018 às 12h54

A conclusão é que o eleitorado do Alckimin migrou para “nenhum”, Haddad caiu, Marina mantém certa estabilidade, Ciro subiu um pouco, Álvaro está estável, Bolsonaro caiu um pouco e Lula é imbatível.

Se eu tivesse na disputa eleitoral, tentaria desidratar Marina, Álvaro e Bolsonaro. Haddad se quiser se tornar competitivo precisa entrar na disputa cedo e Ciro precisa de palanque para captar pelo menos 10-12% do maior eleitorado do país, podendo ter uma vitória mais folgada em outros estados.
O candidato que mais herda votos de Lula é Marina, a esquerda precisa ficar de olho nisso.

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    Cezar R M

    20 de junho de 2018 às 17h17

    Exato! Enquanto acusam o Ciro de falsa esquerda, a Marina vai singrando um mar de tranquilidade.

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