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O frango de Muslera

Cafezinho na Copa: França, Uruguai e o espaço vazio

Por Pedro Breier

06 de julho de 2018 : 13h55

O espaço vazio permeia a realidade.

As estrelas, planetas e demais corpos celestes ocupam um diminuto espaço na imensidão escura que enxergamos quando olhamos para cima, à noite. Da mesma forma, os átomos que compõe o corpo humano têm um volume de matéria extremamente baixo comparado ao espaço vazio – diz-se que a proporção é mais ou menos como a de uma mosca em uma catedral.

O vazio está por toda parte e funciona como uma espécie de palco, como a sustentação da matéria, da realidade manifestada.

O futebol, como parte integrante da realidade, não foge à regra. É necessário espaço para que as jogadas fluam e a arte se manifeste. Quanto menor o espaço, mais difícil jogar bola.

A seleção do Uruguai sabe muito bem disso e fechou magistralmente os espaços contra a França, na abertura das quartas de final da Copa do Mundo.

As explosões de Mbappé podiam sobrepujar um ou até dois marcadores, mas logo eram debeladas pelo firme e compacto sistema defensivo celeste. Na única vez em que ele teve algum espaço para ganhar na velocidade, após bela enfiada de Pogba, o passe rasteiro para o meio da área não encontrou nenhum companheiro – às vezes é inviável acompanhar o ritmo estonteante do camisa 10.

Sem espaço, a França penou para criar chances no primeiro tempo. O Uruguai, sem Cavani, praticamente também não ofereceu perigo para Lloris.

Aos 39, tudo muda. Griezmann cobra falta da meia direita, com capricho, e o zagueiro Varane, após afastar o marcador com um drible de corpo, desvia de cabeça, fazendo a bola morrer no cantinho direito do gol de Muslera.

Aos 43 o Uruguai respondeu com uma jogada parecida, levantamento na área e desvio de Cáceres com direção certa, também no cantinho direito, mas Lloris fez uma defesa de cinema e salvou a França do empate.

A desvantagem no placar foi um golpe duro no time sul-americano. Faltou, nitidamente, qualidade técnica para os nossos vizinhos conseguirem produzir jogadas de ataque e criar chances de gol. Suárez mal participou do jogo e Cavani fez, como se previa, falta demais.

Aos 15 da segunda etapa, um chute despretensioso de Griezmann, com certa força mas exatamente na direção do goleiro uruguaio, acabou transformando-se no segundo gol francês. Muslera espalmou para dentro do gol, tomando um frangaço e praticamente enterrando qualquer possibilidade de reação da Celeste.

O time francês, então, passou a jogar com inteligência, trocando passes e deixando o tempo passar, até que o Uruguai não tivesse mais forças para reagir. Com espaço, tudo fica mais fácil.

Destaque para a dupla Pogba e Griezmann, que ditou o ritmo da partida, controlando o meio de campo com muita técnica e tranquilidade, características que se expressavam nos passes precisos e seguros da dupla.

A França sofreu mais do que contra a Argentina, até porque o time de Messi tentou propor o jogo e, assim, concedeu muito, mas muito mais espaço para Mbappé e companhia.

Mesmo assim, os bleus confirmam o favoritismo e chegam à semifinal com autoridade, apresentando um futebol vigoroso fisicamente mas igualmente técnico e habilidoso.

Dez anos depois do primeiro título, a França tem uma chance preciosa de conquistar o bi campeonato mundial. E vem fazendo por onde.

 

Pedro Breier

Pedro Breier nasceu no Rio Grande do Sul e hoje vive em São Paulo. É formado em direito e escreve n'O Cafezinho desde 2016, sendo atualmente um dos editores do blog.

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9 comentários

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Ricardo Guerra

09 de julho de 2018 às 17h58

A SELEÇÃO BRASILEIRA E O COMPLEXO DE VIRA-LATAS, NÃO DOS NOSSOS JOGADORES.
Ricardo Guerra

A anacrônica evocação do complexo de vira-latas para justificar o insucesso do Brasil na copa do mundo de futebol da Rússia, passa pelo sentimento de inferioridade que alguns jornalistas esportivos vêem nos nossos jogadores, mas que no fundo, são sentimentos vivenciados por eles mesmos, em face da fascinação pelo que vem do estrangeiro, no específico caso do futebol, exaltando as ideias e formas de organização do jogo produzida pelos europeus e até, em outros casos, trazendo para o futebol, a tão execrável quanto falsa, teoria (racista) da supremacia física e mental de um povo sobre outro.
Dizer que esse tipo de argumento é um sofisma ou falácia pode soar como exagerado, pois não acredito que tenham sido produzidos com a intenção de induzir ao erro ou com a deliberada vontade de enganar as pessoas, transmitindo como verdadeira, uma ideia que, além de embaçar o pensamento e a formação de opinião, trás estreita ligação com os axiomas proclamados nos ideários fascistas, mas com certeza considero um equívoco, visto que é fruto de um mau entendimento e deturpada apreciação da questão.
NÃO, o que nos faltou não foi sistema de jogo adequado e muito menos foram nossas características genéticas que nos impuseram a derrota na copa do mundo de futebol na Rússia.
Fosse assim, grandalhões, brancos e fisicamente fortes não cairiam na primeira fase, como aconteceu com Alemanha, Sérvia e Dinamarca. Da mesma forma que times com sistemas de jogo baseado na posse de bola e na intensidade de toque e troca de passes, até então tidos como algo extraordinário, pela maioria dos jornalistas esportivos brasileiros, sucumbiram também na primeira fase como o caso da Espanha e da própria Alemanha anteriormente citada, também pelos seus dotes físicos.
Muitos não se lembram (ou talvez não queiram se lembrar) que foi o Brasil na figura de Zagalo, que atuando como falso ponta esquerda sob o comando de Vicente Feola, criou o conceito tático que deu base para a formação do esquema que revolucionou o mundo do futebol em 1958 e foi mundialmente hegemônico até os anos 90 e ainda é bastante usual hoje, o famoso 4:4:2.
Foi também o Brasil que teve a ousadia de montar um time sob o comando de Zagalo, agora como treinador, com quatro jogadores com características de meia-esquerda, ou seja, o famoso jogador da camisa dez, inovando a forma de jogar, com variações que permitiram que no mesmo jogo a equipe saísse do 4:4:2 para o 4:3:3 e também com a troca de posições funções no campo e o apoio dos laterais, sistema magistralmente coroado com o inesquecível gol do nosso Capitão Carlos Alberto na final contra a Itália no México em 1970. Aliás, o apoio dos laterais ao ataque, algo inconcebível até o início dos anos 70 no futebol mundial já era praticado por Nilton Santos no botafogo e na seleção nos anos 50 e 60 e foi aperfeiçoado por Cláudio Coutinho no final dos anos 70 com a chamada passagem dos laterais sobre os pontas, internacionalmente conhecida pelo termo “overlapping”, assim como a idéia do passe no “ponto futuro” e o conceito de “polivalência” que exigia de cada jogador mais de uma função em campo.
O time campeão em 1970 é considerado o melhor de todos os tempos não apenas pela exuberância técnica e física de seus jogadores que tinha um vigor e força física extraordinários, como Pelé, Jairzinho e Rivelino, mas pelo esquema de jogo que utilizou e inspirou o famoso carrossel Holandês que encantou o mundo em 1974, tendo como base as ideias inovadoras implantadas pelo Brasil e que já em 1970, usara Carlos Alberto Parreira, na época auxiliar na equipe de preparação física e técnica (treinador da nossa equipe campeã em 1994 nos EUA), como observador de jogos das equipes adversárias e responsável por fazer relatório e arquivos em fotos projetadas em slides para os jogadores em sua preparação para o jogo.
Isso mesmo, os Holandeses se inspiraram na forma do Brasil jogar para formatar a idéia do carrossel, da mesma forma que o mundo inteiro passou quase quarenta anos usando um esquema de jogo concebido por nós nos anos 50 e não o contrário!
Nos anos 50 também é possível identificar com Paulo Machado de Carvalho dirigente esportivo ligado ao São Paulo futebol clube e incumbido de chefiar a delegação de 1958 à Suécia, uma importante inovação do futebol brasileiro, posteriormente utilizada no mundo inteiro, com a introdução de profissionais como médico, psicólogo, dentista na equipe multiprofissional de treinamento da Seleção Brasileira.
Portanto, volto a repetir: NÃO, o que nos faltou não foi sistema de jogo adequado e muito menos foram nossas características genéticas que nos impuseram a derrota na copa do mundo de futebol na Rússia. Os nossos jogadores, técnicos e dirigentes não são vira-latas ou sofrem de complexo de ser vira-latas. Alguns jornalistas sim, talvez mesmo sem ter plena consciência disso, sofrem desse complexo de vira-latas que, equivocadamente, atribuem aos nossos jogadores.
Da mesma forma que acontece com a política e economia, há muito tempo estamos sendo recolonizados também no futebol e esse tipo de argumento apenas ajuda a incutir uma natural aceitação de que o destino de nosso país seja exclusivamente o de exportador de matéria prima e importador de tecnologias e conhecimentos (pois acreditam que não somos capazes de produzir aqui e precisamos importar o produto estrangeiro, aqui entendido como ideias, formas de organização, etc. de quem, segundo acreditam, nos são superiores).
Foi assim que a imprensa com mentalidade colonizada e alma de vira-latas, incutiu a ideia de que o futebol brasileiro precisava ser espelho do futebol europeu e suas competições (competições essas, cheias de atletas estrangeiros, inclusive, brasileiros) renegando nossa capacidade organizativa e inventiva, nos fez acreditar que não somos capazes e assim organizamos (ou melhor, copiamos) um campeonato brasileiro nos moldes do italiano, com apenas 20 clubes participantes em um país com dimensões continentais e um número de habitantes superior a 200 milhões de pessoas, privilegiando cotas imensas para algumas equipes em detrimento a outras como se faz no futebol espanhol, o que fez com que o futebol praticamente se acabasse na região norte do país e seja absurdamente desigual, falando em condições de possibilidades de enfrentamento das equipes das regiões nordeste e centro-oeste em relação os times do sudeste e sul do país.
A falácia da racista idéia da superioridade européia, da supremacia física dos seus jogadores e capacidade organizacional superior dos seus dirigentes cai por terra, não só com a queda da Alemanha, Espanha, na primeira fase da copa da Rússia, mas também quando percebemos que a França e a Bélgica (essa última nossa algoz na atual edição da copa do mundo de futebol), ambas semifinalistas na competição, estão recheadas de jogadores com origem Africana e Árabe como Pogba, Umtiti, Mbappé, Dembélé, Tolisso, Lukaku, Chadli, Fellaini.
Portanto, no sentido contrário ao pensamento da supremacia apontada aos europeus, há quem acredite que são justamente os imigrantes africanos os responsáveis pela elevação do nível do futebol praticado pelas equipes da Europa, introduzindo nos selecionados que os representam, a velocidade, a ginga e a leveza e alegria de jogar futebol de forma criativa como fazemos nós, brasileiros e sul-americanos.
Visto dessa forma, fica claro que não podemos creditar o atual insucesso brasileiro a inferioridade física ou incapacidade da nossa organização esportiva, apesar de inumeráveis questionamentos que temos quanto à forma como se dá a administração do futebol no Brasil e na América do Sul. Da mesma maneira que não poderíamos creditar a uma suposta superioridade física e capacidade administrativa magistral brasileira, quando em três edições do torneio mundial nos anos de 94, 98 e 2002, fizemos três finais consecutivas e vencendo duas competições e ficando em vice na outra.
O Brasil não perdeu para a Bélgica porque nos faltou sistema de jogo adequado, assim como nossa derrota não pode ser computada a características genéticas consideradas superiores do adversário. O Brasil perdeu num jogo equilibrado, tal qual acontece em grandes jogos entre equipes de nível semelhante, como não poderia deixar de ser em jogos de uma fase eliminatória de uma competição onde se encontravam os oito melhores times do torneio e a disputa se dá com momentos de alternância de ímpetos e desempenhos técnicos e táticos que pendem para um e para outro e geram oportunidades que precisam ser aproveitadas quando aparecem, além da presença do fator aleatório, o imponderável, que alguns definem como sorte.
Portanto, objetivamente dizendo, não existe qualquer traço de tragédia no fato do Brasil ter sucumbido para a Bélgica nas quartas de final da copa do mundo, da mesma forma que seria completamente natural se tivesse vencido, aliás, seria o mais natural, visto que foi a equipe que mais teve posse de bola (57% x 43%), que mais chutou a gol (27 x 9) e que mais teve chances reais de gol (9 x3).
Nossa derrota não tem haver com nossas características genéticas, nem tão pouco com uma suposta incapacidade para organizarmos nossa forma de jogar. O Brasil perdeu porque a Bélgica foi mais eficiente e contou a presença do fator imponderável a seu favor, enquanto o Brasil não. Apenas isso!
Pra finalizar, apenas gostaria de fazer um adendo, para comentar outro estardalhaço que a imprensa também tem feito que se refere ao fato de que nas quatro últimas copas (incluindo a atual) nenhum time sul-americano ter sido campeão, e, consequentemente, mais uma vez, usando dos mesmos argumentos equivocados, para exaltar, dentre outras coisas, a eugenia para explicar a atual e momentânea condição de superioridade européia no mundo do futebol.
Inicialmente lembro que a Argentina foi vice-campeã no Brasil, em 2014, com amplas oportunidades perdidas de gol, que poderiam tê-la conduzida ao título contra a Alemanha, e, consequentemente mudar esse cenário que neste instante nos é desfavorável, assim como em 2002 o era para os europeus. E também trazer a tona, o fato de que nas copas do mundo de futebol, sempre temos disputando a fase final, entre doze e catorze equipes européias (na atual edição tivemos catorze) e apenas de quatro a cinco equipes sul-americanas (cinco agora em 2018).
Em termos matemáticos, analisando de forma bruta, esses dados que conferem vantagem numérica aos europeus, por assim dizer, poderia nos levar a crer, que nós sul-americanos temos algo especial em nossa condição de jogo ou determinadas características que nos permite sobrepujar tão grande diferença no quantitativo de participantes nessas competições.
O fato é, que, o que nos falta em altura, nos é compensado pela velocidade, garra e atitude, como fez Romário contra a zaga da Suécia (com a maior média de altura naquela competição) na semifinal da copa de 1994, fazendo um gol de cabeça, assim como, o que nos falta em frieza emocional, nos é compensado por alegria e leveza na forma de jogar, como fizeram Pelé e Garrincha em 58 e 62 e Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho em 2002, além da própria maneira como organizamos a tática de jogo.
Mas tudo isso vale da mesma maneira para os europeus, africanos ou asiáticos. Sendo assim, a forma como cada equipe joga, baseia-se nas características físicas e culturais de cada povo e não trás relação com a possibilidade de superioridade eugênica sobre o outro. Planejamento, preparação (física, técnica, psicológica, tática), qualidade dos jogadores, escolhas, ação do aleatório: são esses os fatores preponderantes nesse processo. Apenas e exclusivamente isso.
No mais, é preciso lembrar que todos nós brasileiros que desejamos a recuperação da nossa hegemonia no futebol mundial, precisamos centrar nosso foco na recuperação da nossa democracia, da nossa soberania, do nosso petróleo e empresas (PETROBRAS, EMBRAER, etc.) dos nossos direitos trabalhistas e da dignidade do nosso povo. E, aproveitando a oportunidade do momento para fazer um trocadilho, nas eleições desse ano, trabalhar para que seja selecionado nas urnas, um “time” que represente os interesses de todos os brasileiros e do Brasil enquanto uma Nação Soberana, que, além de respeitar e se preocupar com seu povo, é respeitada e se impõe altiva e ativamente no cenário internacional!
E isso também se estende para todos os nossos irmãos sul-americanos.

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Reginaldo Gomes

07 de julho de 2018 às 13h20

Quem é o grande guru da simulação que o Neymar se inspira?
Essa é fácil!!! É o valente Heráclito fortes; que um dia tomou um susto danado quando um manifestante insinuou em empurrá-lo, então , pra não dar na cara sua valentia , resolveu se esborrachar no chão causando um abalo sísmico , simulando que foi empurrado.
É valentia por demais!!!!!! Algo cinematográfico!!!

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Kenji

07 de julho de 2018 às 09h48

O primeiro gol dos camisa vermelha foi aos 13 minutos.
O segundo gol dos camisa vermelha foi aos 31 minutos.
Fun fact.

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Alex

06 de julho de 2018 às 17h36

Os jogadores da reserva foram melhor que os titulares. Prova que o brasil não tem técnico, que era um arranjo para os jogadores patrocinados. Se tivesse começado o jogo com o time que terminou não perderia o jogo.

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Curumin

06 de julho de 2018 às 17h17

Oh time perna de pau!!!!!!!!!!
Jogadores agora curtirão férias no verão europeu em suas manções alem das
festas badaladas. Já ganharam milhões de reais em propaganda antes mesmo da copa começar. A grande imprensa golpista, arrogantemente, acertou uma, realmente, a CBF não irá se juntar aos outros mafiosos em brasilia.

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El Diablo

06 de julho de 2018 às 17h02

brasil esta entregando tudo…depois de entregar a embraer , o pré sal
e o futuro do brasil, agora entregaram o hexa… nada mais natural..quando o pais é governado por golpistas.

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Nilson Bueno M.

06 de julho de 2018 às 15h35

GOOOOOOOOOOOOOLLLLL DA BELGICA

GOOOLLLLLLLLLLLLLLPE NO BRASIL…

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Neto

06 de julho de 2018 às 15h19

brasil só faz gol contra, até na copa.
lamentável.

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Jose

06 de julho de 2018 às 14h18

Por enquanto só sobrou um pais da américa-américa do sul- o brasil – os outros 6 paises são todos europeus. França, Belgica, Rússia, Croácia, Suécia, Inglaterra.

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