Bolsonaro e Haddad na Redenews

Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Estadão: antipetismo tem 44 milhões de eleitores

Por Miguel do Rosário

16 de setembro de 2018 : 07h26

No Estadão

Bolsonaro tira do PSDB domínio do voto anti-PT

Candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018 quebra polarização de 25 anos e ganha o espaço dos tucanos entre antipetistas, grupo que reúne 44 milhões, ou 30% do eleitorado brasileiro

Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

16 Setembro 2018 | 05h00

Os números confirmam o que as ruas já indicavam: depois de polarizar por um quarto de século a política nacional com o PT, o PSDB perdeu para Jair Bolsonaro (PSL) o protagonismo no eleitorado antipetista. Nesse contingente, que abrange cerca de 44 milhões de brasileiros, ou 30% do total de eleitores, Bolsonaro tem apoio da maioria absoluta, e sua taxa de intenção de votos equivale a seis vezes a do tucano Geraldo Alckmin.

Segundo o Ibope, entre os antipetistas, o deputado e militar da reserva tem 53% das preferências – é o dobro de sua média nacional. Já Alckmin, com apenas 9%, fica em um distante segundo lugar. Sem recuperar parte significativa desse eleitorado, dificilmente o tucano conseguirá chegar ao segundo turno.

Alckmin é seguido por Ciro Gomes (PDT, 5%) e Marina Silva (Rede, 4%). Somados, todos os adversários do líder atingem 31% entre os antipetistas, e ficam mais de 20 pontos porcentuais atrás dele. Nesse segmento, Fernando Haddad (PT), substituto de Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso na Lava Jato – na campanha presidencial, tem zero de intenção de voto. É raro encontrar tanta coerência em uma pesquisa.

Os dados são de levantamento do Ibope feito entre os dias 8 e 10, depois de Bolsonaro ter sido esfaqueado em um evento de campanha em Juiz de Fora (MG), fato que provocou comoção e aumento expressivo da exposição do candidato do PSL nos meios de comunicação. Para medir o eleitorado antipetista e averiguar sua composição social, o Ibope perguntou aos eleitores: “Em qual desses partidos políticos o(a) senhor(a) não votaria de jeito nenhum?” Com 30%, o PT ficou em primeiro lugar no quesito rejeição, com larga margem sobre o segundo colocado, o PSDB (8%).

Coesão. Após o atentado, Bolsonaro ganhou forte impulso entre os antipetistas. Nesse segmento, ele subiu 12 pontos porcentuais em relação à pesquisa feita antes da agressão, o triplo do que cresceu no eleitorado total. Ao mesmo tempo, a soma das taxas dos adversários caiu nove pontos. Ou seja, os antipetistas cerraram fileiras em torno do candidato do PSL.

Esse impulso pode ter relação com a repercussão imediata do ataque ao candidato. Pouco depois do incidente em Juiz de Fora, começaram a circular em redes sociais publicações de aliados de Bolsonaro e montagens anônimas procurando relacionar o agressor ao PT.

O próprio vice de Bolsonaro, General Mourão atribuiu o crime a “um militante do Partido dos Trabalhadores”, em um primeiro momento. Depois, recuou. O agressor, Adélio Bispo de Oliveira, foi filiado ao PSOL entre 2007 e 2014. Mas o candidato do PSL já era, disparado, o favorito dos antipetistas mesmo antes da facada. Ele tinha 41% nesse segmento.

Nas últimas seis eleições, PT e PSDB foram os principais atores das campanhas presidenciais, em polos opostos. O tucano Fernando Henrique Cardoso ganhou em 1994 e 1998, no primeiro turno, e os petistas Lula e Dilma Rousseff venceram as disputas seguintes, sempre contra um adversário do PSDB no segundo turno. Marina Silva tentou romper a polarização PT-PSDB ao concorrer como candidata da “terceira via”, em 2010 e 2014, sem sucesso.

Características. Na distribuição geográfica do eleitorado, há uma concentração maior de votantes que rejeitam o PT nas regiões Sudeste e Sul. Juntas, elas abrigam 69% desse segmento – e 59% do eleitorado total. No Nordeste estão apenas 15% dos eleitores anti-PT, embora a região abrigue cerca de 26% da população apta a votar. No Norte/Centro-Oeste, a balança está mais equilibrada: 15% dos antipetistas e 16% do eleitorado total.

Em termos de escolaridade, os antipetistas têm mais anos de estudo e se concentram na elite. Um em cada três eleitores com essa característica tem curso superior, enquanto a média do eleitorado total é de apenas um em cada cinco. No outro extremo, entre os que estudaram até a quarta série, a proporção de antipetistas equivale à metade da média nacional.

Na divisão por renda, quanto maior a faixa salarial, maior a proporção de eleitores anti-PT. Na amostra total da pesquisa, os brasileiros que ganham mais de cinco salários mínimos são 14%. Entre os que rejeitam votar no PT, essa proporção chega a 24%.

A pesquisa Ibope foi realizada entre os dias 8 e 10 de setembro, em 145 municípios, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR‐05221/2018. Foram entrevistados 2.002 eleitores, sendo que 30% destes se enquadraram na categoria de antipetistas, ao afirmar que não votariam no PT de jeito nenhum. A margem de erro do levantamento foi de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. Todos os porcentuais relativos aos antipetistas, porém, têm uma margem de erro maior que a da pesquisa inteira, já que a amostra de eleitores é menor.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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42 comentários

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SAMUEL

17 de setembro de 2018 às 19h44

Não são 44 milhões. São 51 milhões que votaram no Aésim. Falando nisso, cadê o Aesim ?!

Responder

Serg1o Se7e

17 de setembro de 2018 às 14h03

Talvez haja implicitamente uma razão para tantos votos anti petista, principalmente depois da confirmação do Andrade e nenhum passo de sua campanha ser dado sem a benção da segunda feira:


Denis Rosenfield, conselheiro de Michel Temer e próximo do general Sérgio Etchegoyen, comparou o PT ao PCC:

“O PCC está fazendo escola. Estabeleceu uma forma de organização presidida por criminosos em presídios, que dão ordens a todos os seus membros. Comandam da carceragem toda uma série de operações, que são executadas por comparsas agindo enquanto homens livres. Seu raio de ação abarca o território nacional graças a uma hierarquia claramente estabelecida, estendendo seus braços até para o exterior, como é o caso do comércio de armas e do narcotráfico. Presidente é presidente, independentemente de ser presidiário. Chefe é chefe e, como tal, deve ser obedecido.

Seria de esperar que esse modelo de atuação, além de ser devidamente combatido, ficasse restrito à sua esfera específica de influência. Evidentemente, a segurança do País disso depende. Esse modelo, porém, para surpresa geral foi imitado pelo PT, em particular por seu chefe, que segue, do ponto de vista formal, os mesmos moldes de operação.”

Responder

Serg1o Se7e

17 de setembro de 2018 às 09h45

Como vem sendo falado na mídia: o pt perderá pra o próprio pt.

Responder

Sergio

16 de setembro de 2018 às 20h14

Ser antipetista tudo bem; mas daí tresloucar e virar boçalnarista é dose para mamute.

Responder

    Marcelo Abb

    17 de setembro de 2018 às 11h38

    Voto Ciro, mas em bolsonaro no segundo turno se for contra o PT.

    O PT quer brincar com fogo? Vamos ver se aguentam o incêndio.

    Vamos ver se aguentam um fascista no poder.

    Responder

Fernando

16 de setembro de 2018 às 19h26

E se as pesquisas estiverem erradas.
Acho que as mulheres exterminarão o Bolsonaro.
Vejo Haddad e Ciro no segundo turno.

Responder

Ricardo

16 de setembro de 2018 às 18h06

As apostas de que o Bolsonaro iria “desidratar” com a propaganda e o horário político não deu certo. O atentado contra a vida do Jair rendeu ao Presidenciável um tempo enorme de exposição e comoção nacional. Os fortes indícios de que Adélio não era “Lobo Solitário” e sim um terrorista político bem treinado, financiado e com suporte logístico e operacional só faz a campanha do Bolsonaro ganhar apoio popular. Geraldo Alkmin, Amoedo, Álvaro Dias estão estagnados e não tem muita chances de ir para o 2º turno. Se Bolsonaro não levar essa peleja no 1º turno os anti PT de verde e amarelo devem se juntar em massa para apoio ao Jair.

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Alexandre Neres

16 de setembro de 2018 às 15h40

Eu tô começando a desconfiar que os ciristas que escrevem nos comentário deste blogue são fake. Os ciristas que converso pessoalmente não pensam assim. Os ciristas daqui, por exemplo: unem PT e PSDB, colocam os dois do mesmo lado, Ciro seria uma terceira via (nunca ouvi esse discurso rastaquera do próprio Ciro, que é assertivo, não cai nessa balela); não respeitam a soberania popular, não bastasse Lula ter sido excluído injustamente das urnas, querem que o PT abdique de concorrer, quer porque poderia sofrer um golpe, quer porque tudo indica que vá ganhar; tem também o discursinho de que só um homem puro, imaculado, virgem, pode governar o país, os demais são todos ladrões, roubam e deixam roubar. No fundo, no fundo, não são trabalhistas, essa fala é udenista, como o PT foi um dia e causou um mal à nação. Será que até hoje não aprenderam que não existe pessoa nem partido porta-voz para carregar sozinho a bandeira da ética e da moral?

Responder

JOÃO BATISTA

16 de setembro de 2018 às 15h03

Ciro 12!
lula é um canalha que tentou eliminar a candidatura de Ciro, através do conchavo com seus comparsas valdemar da costa neto (pr), ciro nogueira (pp) e carlos siqueira (psb), todos golpistas.
A diferença entre lula e esses outros é que nogueira é réu, valdemar é ex-presidiário e lula é presidiário. No caráter, são almas gêmeas. roberto jefferson, geddel, henrique eduardo alves, eduardo cunha, sergio cabral, delcidio, pedro correia são condenados, ex ou atuais presidiários, todos da babel de bandidos liderada por lula.
É com esse currículo e essas companhias que lula aponta seus nove dedos imundos contra Ciro.
Ciro que não roubou, nem deixou que roubassem, quando ocupou cargo público.
Ciro que propõe educação em tempo integral da creche ao ensino médio profissionalizante, além de ampliar a oferta de vagas no ensino superior gratuito para emancipar e libertar os cidadãos e não coopta-los pelo assistencialismo.
Ciro que propõe a retomada industrial através dos segmentos do petróleo, defesa, agronegócio e saúde, gerando empregos no Brasil e não no exterior, com a internalização da produção dos insumos atualmente importados.
Ciro que propõe beneficiar e industrializar no Brasil o petróleo, o minério e os produtos agrícolas, que exportamos in-natura. A Alemanha é o maior exportador de café solúvel do mundo, sem ter um único pé plantado, porque compra o produto in-natura de Brasil, Colômbia e outros.
Ciro que efetivará o susp através da substituição da truculência e grandes licitações de equipamentos por tecnologia e ciência, integrando as polícias e aumentando seus efetivos, com a contratação de prestadores de serviço para as funções burocráticas.
Ciro que propõe eliminar o déficit público em dois anos, com criação de imposto sobre lucros e dividendos, grandes fortunas e transações financeiras, reduzindo a carga tributária para classe média, diretamente, e para os pobres, através da redução de tributo em energia, telefonia e alimentos, a partir da unificação de cinco impostos em um.
Ciro que propõe acabar a especulação financeira que consome 51% do orçamento da União com pagamento de juros e amortização. Sem dar calote, apenas sendo honesto, gerindo as despesas com austeridade e estimulando a concorrência no mercado financeiro.
Ciro que retomará os campos do pré-sal doados às multinacionais.
Ciro que impedirá a concretização da venda da Embraer.
Por tudo isso e muito mais, que Ciro fará em quatro anos, ele é o cabra marcado para morrer pelo pistoleiro de aluguel lula e seus comparsas do crime e no mercado financeiro.
Ciro 12!

Responder

Cearense da Silva

16 de setembro de 2018 às 14h14

Fascismo não é só bolsonaro não.

Fascistas são os que querem exterminar o PT como os robôs comentaristas aqui.

Resta saber se o Ciro concorda com essa opinião.

Quero crer que não.

Responder

Rodrigo

16 de setembro de 2018 às 12h44

PSDBistas e PTistas do Brail…uni-vos que devem achar que os ultimos 21 anos (8 PSDB e 13 PT) fizeram um enorme bem ao Pais!!!

Responder

Adam Smith Comuna

16 de setembro de 2018 às 12h00

Eleitores do Bolsonaro estão se organizando para votar em Haddad no primeiro turno. Um segundo turno entre Haddad e Bolsonaro é vitória certa para o capitão, segundo eles.

Responder

Nilson Messias

16 de setembro de 2018 às 11h46

Não adianta mascarar, induzir, fazer intrigas. Eleições, democracia são importantes. O PT já foi quarta, terceira via. Para chegar a primeira, criou um partido, uma liderança, tem votos, tem militantes, estrutura, chegou ao poder, mostrou e fez. Querem uma terceira criem, façam, não coloquem a culpa no PT. Na América Latina não tem partido igual ao Partido dos Trabalhadores, nem uma liderança do tamanho de Luiz Inácio Lula da Silva. Eis as diferenças.

Responder

Francisco

16 de setembro de 2018 às 11h41

Oba!
Estão diminuindo, já foram 33%, hoje 29%.
Sobram 103 milhões de eleitores.

– Se entrega, Cirisco!
– Eu não me entrego, não!
Eu sou muito arisco
E conto com votos dele, na prisão.
-Se entrega, Cirisco!
– Eu não me entrego, não!
Mas é que a nova pesquisa,
Já bate no portão…

Responder

Adam Smith Comuna

16 de setembro de 2018 às 11h27

Dilmo é o único que perde para o Bolsonaro no segundo turno. Tem eleitores do Bolsonaro pensando em votar no candidato petista para disputar com ele, vitória fácil.

Responder

Paulo

16 de setembro de 2018 às 10h44

A esquerda só é boa no parlamento. Quando governa, é um arremedo daquilo que a própria ideologia sustenta. O problema é estrutural, ou seja, para implementar todas as reformas que a cartilha socialista prega, temos que estar sob o jugo de uma ditadura, como ocorre em Cuba e Coreia do Norte, com cerceamento da imprensa e do legislativo. Dentro do regime democrático – a chamada “democracia burguesa”, no jargão esquerdista -, não há espaços senão pontuais para a agenda de esquerda. Não raro, os governos de esquerda, no Brasil, acabam resvalando para o assistencialismo, como o “bolsa isso” e “bolsa aquilo”, e outras políticas sociais periféricas. Aí, então, com o dito presidencialismo de coalizão, temos o caminho aberto para o aliciamento de parlamentares, via corrupção, seja direta – pagamento em espécie, como no Mensalão -, seja indireta – com o aparato estatal distribuído aos corruptos, como no Petrolão – já que nenhum pólo do espectro político consegue, na nossa sociedade fragmentada politicamente, obter maioria no Parlamento…

Responder

    Alan Cepile

    16 de setembro de 2018 às 11h10

    Discordo totalmente, não de vc propriamente dito, mas da afirmação de que governos socialistas não dão certo.

    É preciso ter conhecimento de algumas coisas importantes que sempre pressionaram os governos do campo socialista, por exemplo, quando o PT assumiu ele nunca teve maioria no congresso, teve uma coalizão de conveniências que todo mundo tinha a sua teta para mamar e depois todos viram o que deu no governo Dilma quando a fonte da corrupção e das conveniências começou a secar.

    Outra coisa, o programa de bolsas começou no governo FHC por sugestão do sociólogo Betinho, hemofílico que faleceu por ter contraído AIDS numa transfusão de sangue, ou seja, nem começou num governo socialista.

    A grande maioria dos governos do PT, na presidência, governo e prefeituras, sempre teve sabotagem ou, pelo menos, uma má vontade da maioria não socialista, isso é um fato inquestionável.

    O problema das ditaduras não é o espectro político e sim as pessoas que compõem o regime. Hitler era o oposto do comunismo (embora alguns coxinhas retardados digam o contrário) e olhe no que deu.

    E pra finalizar, o mensalão e o petrolão teve a participação de políticos de vários partidos, principalmente o petrolão. Se o lado direito do espectro político fosse julgado com a mesma energia que o lado esquerdo, talvez o lado de lá teria mais políticos na cadeia do que o nosso campo.

    Responder

      Paulo

      16 de setembro de 2018 às 18h59

      Alan, o PT não tinha maioria no Congresso e “cooptou” a oposição (ou boa parte dela, especialmente o tal “Centrão”) da forma que sabemos. E a corrupção não cessou, sob Dilma, ao contrário, permaneceu ativa até que alguns figurões do Congresso começaram a ser investigados e presos pela Lava-Jato. Aí veio o Golpe, que, como sabemos, foi, preponderantemente, uma reação dos parlamentares investigados às investigações de Curitiba (o “Caju” até foi filmado dizendo isso, que precisavam “estancar a sangria”). Os programas de Bolsas-Auxílio foi criada por FHC e incrementadas e expandidas sob Lula e Dilma. Hitler não era comunista, mas estava também longe de ser um liberal, no sentido clássico do “economês”. Tinha sim um viés socialista, mas de cunho nacionalista e racista, excludente. Concordo com você que os Governos do PT são mais vigiados pela grande mídia, e, em termos, de que os políticos petistas são mais visados pala Justiça, pois Dirceu foi solto pelo STF, mesmo condenado duas vezes. Os outros – tucanos e emedebistas, especialmente – têm tido a seu favor o privilégio de foro, mas é preciso notar que um de seus maiores líderes, o “Caranguejo”, está preso, também. Vamos aguardar! Ditadura é ruim sempre, à direita e à esquerda, pois perderemos, em qualquer delas, até o direito elementar de expressarmos aqui nossas opiniões. Abraços!

      Responder

    Adam Smith Comuna

    16 de setembro de 2018 às 11h25

    Essa sua análise é baseada em que? Achismo? O que é “dar certo”?

    Responder

      Paulo

      16 de setembro de 2018 às 19h03

      Adam Smith, respondendo à sua pergunta, sim, é “achismo”, de certa forma, como quase tudo, por aqui (fruto de observação empírica nem sempre mediada pela melhor doutrina, rs)…Quanto a “dar certo”, não utilizei essa expressão, mas apenas quis realçar as limitações do socialismo sob o regime democrático.

      Responder

    Fernando

    16 de setembro de 2018 às 19h40

    O PSDB está desesperado.
    Já era. Estão arruinados.
    O golpe virou contragolpe e enterrou o PSDB.
    Não adianta semear intriga. O povo prefere ter emprego, poder fazer faculdade, poder comer, poder viajar de avião, poder se aposentar.
    Meu caro Paulo, e pq, então, o Estado tem que dar faculdade de graça para os ricos. Se pobre não entra na USP pq o Estado tem que bancar filho de rico ?
    Os ricos que paguem FGV ou PUC. Dessas benesses do estado vc não diz que é bolsa rico.

    Responder

      Paulo

      16 de setembro de 2018 às 22h10

      Talvez essas benesses sejam “bolsa-rico”, de fato, Fernando! Essa é uma ótima discussão, mas que não estou habilitado para travar, infelizmente, porque não sou da área. Particularmente, acho que filho de classe média alta pra cima deveria, sim, pagar pela Universidade Pública, na medida de suas condições, até porque elas estão abandonadas e carentes de recursos. Só acho que não se deve continuar com a política de cotas, porque o país precisa do mérito acadêmico. Quanto às bolsas-família, etc, sou favorável, num primeiro momento, ao contrário do que você julga. Só observei que são políticas precárias, dentro do ideário maior da esquerda…

      Responder

Rodrigo

16 de setembro de 2018 às 10h00

Infelizmente isto é o que o próprio PT no seu projeto de poder objetivou e conseguiu.
O PT só sabe fazer eleições diante de polarizações extremistas que nada fazem de bem ao pais. No inicio era o Maluf, depois PSDB e agora Bozonaro (com z mesmo).
Qualquer possibilidade de surgimento de uma terceira via, mesmo que muito melhor ao pais, o partido dos trabalhadores usou seu rolo compressor, sem qualquer ética para tentar aniquilar.
O fato de ter se tornado um partido vulgar, que loteou cargos, deixou roubar, não enfrentou qualquer privilégios da elite economico/financeira, e se abraça aos próprios inimigos (como vez com renan calheiros e outros apos impeachman) contribui para sua rejeição dentre aqueles ao menos um pouco informados.
Torçamos para a terceira via Ciro Gomes ir ao segundo turno

Responder

    Stalingrado Lula da Silva

    16 de setembro de 2018 às 10h25

    Só para você entender, filho. Quem radicalizou foi o consórcio PJ (Partido da Justiça), a mídia, o capital entreguista e todos que querem um Brasil para poucos.
    A política do PT foi de inclusão social para os brasileiros explicados.
    Quem deu o Golpe em 2016 deu o Golpe contra o povo, não contra o PT.
    Ciro é uma pessoa esclarecida e propaga esta asneira de que o PT radicalizou.
    #HaddadNoGovernoLulaNoPoder

    Responder

      Obiwan

      16 de setembro de 2018 às 10h55

      Golpe? Ué? Pensei que o PT tivesse mudado o discurso. Tá abraçado com Renan, com Eunicio e desprezando Kátia Abreu, senadora que teve a honradez de defender Dilma e que agora os petistas desclassificam chamando-a de miss moto serra. Decididamente coerência não é o forte do PT/petistas. Tá mais pra uma religião

      Responder

    Alexandre Neres

    16 de setembro de 2018 às 10h28

    Esse papo de terceira via a gente sabe como é. Vide Tony Blair abanando o rabinho para Bush filho e esfacelando o Partido Democrata, que só agora ressurge com Jeremy Corbin. Vide Marina Silva com aquele papo de que não é de direita nem de esquerda, que olha pra frente. Num país como o Brasil, de extrema desigualdade, quem adota um discurso assim, pode nem saber, mas é de direita.

    Responder

      Adam Smith Comuna

      16 de setembro de 2018 às 11h43

      Em 2002 o PT venceu se rendendo ao mercado.

      “Bastaram duas horas de conversa a portas fechadas para que o candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, arrancasse elogios públicos da Febraban”
      “Outros banqueiros, que preferiram não se identificar, concordaram. “Ele se superou. Se houvesse aqui, hoje, uma eleição entre ele e o Ciro [Gomes, candidato da Frente Trabalhista], o Lula levava”, declarou o representante de um banco estrangeiro”

      Logo depois veio a “Carta aos brasileiros” (O nome honesto seria “Carta a Wall Street”). Assim que eleito Lula foi bater continência no império se reunindo com Bush.

      Ciro é uma “terceira via” do capitalismo, mas do industrial, assim como foi Vargas. Defende quem trabalha e produz, fala abertamente em protecionismo econômico.

      PT, apesar de esconder, é o neoliberalismo, financista, com toques de assistencialismo populista.

      Responder

    Alan Cepile

    16 de setembro de 2018 às 11h16

    Rodrigo,

    Excelente comentário.
    O PT roubou, deixou roubar, loteou descaradamente para poder governar, ou seja, se sujeitou completamente à chantagem dos neoliberais, que sugaram o pais até secarem as fontes, quando secou, deram o golpe.

    Responder

      Francisco

      16 de setembro de 2018 às 11h45

      Desesperar jamais!
      Afinal, 2022 está logo ali…

      Responder

Justiceiro

16 de setembro de 2018 às 09h52

Ótimo! 44 milhões marcharão unidos contra o poste, só precisando de mais 10 milhões dos que não são nem anti e nem pró-PT.
Agora, se no segundo turno der chuchu X capitão, aí só será festa, pois a esquerda estará fora das nossas vidas pelos próximos 4 anos.

E o PT estará fora para sempre.

Responder

Tancredo Neto Tonto

16 de setembro de 2018 às 09h33

Isso chama-se burrice e incompetencia. Burrice do Aécio Neves e incompetencia do PSDB que deixou o Aécio afundar o partido.
Senador burrao. Jogou no lixo 51 milhoes de votos.

Responder

Tom

16 de setembro de 2018 às 08h30

como alguem ja disse: ou colocamos Ciro presidente ou repetimos 89. Agora não é momento de querer ser heroi guerrilheiro. O Brasil esta a um passo de ser aniquilado de vez.

Responder

    Renato

    16 de setembro de 2018 às 08h56

    Se o Brasil não foi aniquilado por Dilma, não o será mais por ninguém !

    Responder

      Alexandre Neres

      16 de setembro de 2018 às 10h02

      Brincadeira. Estamos em pleno desgoverno Temer, o ilegítimo, que aplicou o golpe e deu um cavalo de pau, implantando o programa de governo do candidato derrotado nas urnas, ah! é sim, e o camarada me fala uma baboseira dessa. Realmente, como disse Brecht, o pior analfabeto é o analfabeto político.

      Responder

        Roque

        16 de setembro de 2018 às 10h25

        Verdae!! Vc é um exemplo de analfabeto político. Lembra que vc votou na dupla destrambelhada Dilmanta e Temeroso???

        Responder

          Alexandre Neres

          16 de setembro de 2018 às 15h29

          Votei num programa de governo que foi vitorioso nas urnas. Porém, quando o vice temerário deu um golpe na democracia com o supremo, com tudo, e adotou o programa do PSDB, derrotado no segundo turno em 2014. O desgoverno atual não tinha autonomia nem legitimidade para implementar um programa antinacional que não foi sufragado nas urnas. Entendeu ou tá dicícil? Quer que eu desenhe?

          Responder

      Alan Cepile

      16 de setembro de 2018 às 11h23

      Reflitam!

      Se Haddad vencer a eleição, se ele tomar posse (em tempos de golpe eu não duvido de mais nada) das duas uma:

      1) Não conseguirá governar, será travado pela IMENSA maioria golpista do congresso, isso aliado ao bombardeio da Globo e satélites verá sua popularidade despencar e NUNCA MAIS o campo progressista vencerá uma eleição no Brasil.

      2) Conseguirá governar se ceder às chantagens dos golpistas, um filme velho que todos sabem onde acaba.

      Responder

        Adam Smith Comuna

        16 de setembro de 2018 às 11h53

        Haddad já é aceito no mercado, Bloomberg não é um veículo que visa mexer com nossas eleições enganando seus leitores acionistas.

        Haddad já deixou claro que, na visão dele:
        – Não foi golpe
        – Não há perseguição judicial
        – Os erros da Dilma foram pontuais, governar perseguindo um “superávit” em meio a crise está certo
        – A porta dele está aberta para os banqueiros (segundo a Bloomberg, não desmentida por Haddad, tem se reunido com banqueiros).

        Haddad será um continuísmo dos governos Dilma/Levy e Temer/Meirelles.

        Responder

    gN

    16 de setembro de 2018 às 09h34

    O cara Q disse Q receberia a PF na bala? Fala sério…

    Responder

      Alan Cepile

      16 de setembro de 2018 às 19h28

      Se eu fosse inocente e tivesse arma eu tb receberia, isso se chama legítima defesa de quem recebe uma agressão injusta, está no código penal brasileiro, artigo 25.

      Responder

JC

16 de setembro de 2018 às 08h08

Infelizmente é isso mesmo.
Dentre o eleitor brasileiro, o PT é mais odiado do que é amado. Porém, por conta de seu eleitor fiel ele sempre consegue uma votação expressiva o suficiente pra conseguiu montar coligações fortes com partidos que não são do espectro progressista e esmagar o resto da esquerda.

Desse modo, depois de tantas vitórias significativas e importantes da esquerda, ainda não conseguimos deixar de depender do PT. Daí a estratégia da direita. Matar a esquerda matando o PT. O PT não enxerga que o antipetismo hoje está em TODAS as camadas da sociedade. E a soma do antipetismo com o povo que é mal influenciado e que pode comprar gato por lebre pode levar à nossa maior tragédia.
O antipetismo (e não necessariamente anti esquerdismo) fica claro quando vemos as intenções do Ciro pro segundo turno. Mesmo com tantas declarações polêmicas, mesmo criticando os bancos, mesmo criticando o comportamento do judiciário.
O brasileiro médio só quer uma saída nova, de paz, sem extremisto e através de gente que prometa cuidar deles. Não precisa ser necessariamente o PT pra fazer isso. Não dá pra falar que pensa no povo e na prática fazer de tudo pra manter a tal da hegemonia.

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    Ariosvaldo

    16 de setembro de 2018 às 14h34

    Vai patinho paneleiro. Atravessa o asfalto que não vem jamanta não…

    Responder

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