Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Do twitter de Guilherme Boulos

Os desafios da oposição a Bolsonaro

Por Miguel do Rosário

23 de novembro de 2018 : 10h31

Depois de algumas especulações, sondagens e desmentidos, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, bateu o martelo da nomeação do titular da pasta de Educação. Será Ricardo Vélez Rodriguez, uma indicação, segundo diversas fontes na imprensa, do filósofo conservador Olavo de Carvalho.

O novo ministro já afirmou que é necessário limpar o MEC do “entulho marxista que tomou conta das propostas educacionais”. Em seu blog, ele também escreveu que o golpe de 64 (que ele não chama de golpe) é uma data para comemorar.

Com essa nomeação, o primeiro escalão do governo Bolsonaro está quase completo. E não há surpresas. As áreas econômicas, por exemplo, foram todas distribuídas a neoliberais. No BNDES, teremos Joaquim Levy, ex-ministro da Fazenda de Dilma. Na Petrobras, Caixa e Banco do Brasil, os responsáveis deram sinais favoráveis à privatização do que for possível, deixando apenas o esqueleto dessas estruturas.

No campo da oposição, as cartas também estão sendo mostradas. O bloco formado por PSB, PDT, PCdoB e Rede reuniu-se esta semana, com a presença do governador Flavio Dino, e agora já é uma realidade. A não-presença do PT manda um sinal claro de que essas legendas não ficaram satisfeitas com o papel desempenhado pelo partido na campanha presidencial.

O PT, por sua vez, aposta na liderança de Fernando Haddad, que teve uma semana animada. O ex-candidato à presidência comandou uma reunião da bancada da legenda em Brasília, recebeu um convite para integrar uma frente internacional progressista, encabeçada pelo senador americano Bernie Sanders, e ontem visitou Lula em Curitiba.

Na coletiva à imprensa, Haddad pareceu desdenhar do bloco parlamentar formado por seus colegas da centro-esquerda, ou pelo menos foi isso que ficou parecendo pela nota, ainda não rebatida, de Mônica Bergamo:

Cadê os óculos? No encontro com as bancadas do PT da Câmara e do Senado, nesta quarta (21), em Brasília, Fernando Haddad criticou a tentativa de criação de um bloco de oposição a Bolsonaro sem a participação de seu partido. “Frente de esquerda sem o PT ou é miopia ou uma esquerda que não é tão esquerda assim”, disse.

E o seu espelho? A fala do petista foi um recado à articulação encabeçada por Ciro Gomes (PDT). O problema é que uma ala do PC do B, por exemplo, diz que o pedetista está mais alinhado à realidade do que o PT, que seguiria atrelado ao discurso “Lula livre”.

Acho importante observar, para evitar mal entendido, que o problema não é propriamente a defesa da liberdade de Lula, bandeira que toda centro-esquerda abraça, e sim a estratégia usada, desde o início, para chegar a esse fim, dando-lhe uma centralidade político-eleitoral que apenas ajudou o partido da justiça a reforçar as barras da cela do ex-presidente.

A boa notícia vinda do governo Bolsonaro, se é que isso é possível, é uma entrevista do vice-presidente, Hamilton Mourão, em que ele deixa transparecer algum bom senso. Trechos:

O senhor vê possibilidade de o Brasil participar de uma intervenção na Venezuela? Ou a possibilidade está descartada? Descartada, é lógico. Não faz parte da nossa tradição diplomática a intervenção em assuntos internos de outros países.

(…)

Uma briga com a China não é uma boa briga, certo? Tenho certeza absoluta de que nós não vamos brigar —34% das nossas exportações são para a China. Não podemos fechar esse caminho pois tem outros loucos para chegarem nele.

O anúncio de que o Brasil pode mudar a sua embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, não pode descontentar o mundo árabe?

É óbvio que a questão terá que ser bem pensada. É uma decisão que não pode ser tomada de afogadilho, de orelhada.

Nós temos um relacionamento comercial importante com o mundo árabe. E competidores que estão de olho se perdermos essa via de comércio.

Há também uma população de origem árabe muito grande em nosso país, concentrada nas nossas fronteiras.

Temos sempre que olhar a questão do terrorismo internacional oriundo da questão religiosa, que poderá ser transferida para o Brasil se houver um posicionamento mais forte em relação ao conflito do Oriente Médio.

Quanto à iniciativa de Bernie Sanders de formar uma “frente internacional progressista”, precisamos de mais informações sobre isso. Há um artigo do senador americano no Guardian, com críticas à Rússia e à China. A esquerda brasileira precisa tomar cuidado para não ser envolvida num “imperialismo do bem”, baseado, mais uma vez, numa visão de mundo centralizada nos Estados Unidos.

China e Rússia, hoje, representam o único contraponto real à hegemonia militar e geopolítica dos EUA. Uma “frente progressista” que se pretenda justa e objetiva precisa levar isso em conta.

Bernie Sanders é um grande sujeito, mas as suas ideias e estrategias nem sempre serão as melhores, porque ele é, naturalmente, refém dos interesses de seus eleitores, cidadãos norte-americanos que, mesmo sendo progressistas, sofrem de vícios e preconceitos imperialistas.

Seria um erro bobo unir-se de maneira deslumbrada e provinciana a uma frente progressista liderada pelos Estados Unidos, sem fazer uma avaliação crítica de seus propósitos e limitações.

Aliás, o ideal é que uma frente desse tipo não fosse liderada pelos EUA.

Olho vivo, portanto!

***

Uma boa notícia foi a reunião, realizada ontem, de representantes de todos os partidos de esquerda e centro-esquerda, em defesa dos movimentos sociais, sinalizando que as rusgas criadas pelas eleições, uma hora ou outra, irão arrefecer, e o campo popular enfrentará unido, como deve ser, as ameaças autoritárias que escurecem os horizontes.

***

A fala do presidente da CUT, Wagner Freitas, em Curitiba, dizendo que houve “fraude eleitoral”, que “Bolsonaro foi eleito com menos de 30% dos votos”, que “todo mundo sabia que Lula ganharia no primeiro turno”, e que eles vão “libertar Lula”, é uma tremenda prova de que a esquerda ainda não entendeu a necessidade de desenvolver uma estrategia de oposição realista, inteligente e objetiva. Lula não ganharia no primeiro turno, a CUT não vai libertar Lula, e não se deve falar em “fraude eleitoral” se a esquerda participou das eleições e elegeu deputados, senadores e governadores.

Bolsonaro ganhou democraticamente (em alguns estados, ganhou de maneira esmagadora), Lula deve ser condenado em mais dois processos, e a direita terá, a partir de 2019, uma maioria ainda mais sólida e reacionária que já tem agora. É hora de pôr o pé no chão e discutir o que é ou não possível fazer. Quanto a Lula, o mais inteligente é qualificar e despartidarizar a luta por sua liberdade. O lawfare implica necessariamente em luta política, e justamente por ser política, precisa ser ampliada para além das fronteiras dos interesses de um partido.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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28 comentários

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Gustavo

24 de novembro de 2018 às 12h44

Acho que o maior desafio de todos é enterrar os egos em prol de uma causa maior, deixar os projetos políticos pessoais em segundo plano e esquecer as rusgas da eleição. Sem isso, Bolsonaro nadará de braçada.

É difícil imaginar que alguns caciques topem manter esses pré-requisitos por muito tempo já que haverá uma disputa natural pelo protagonismo do movimento mesmo às custas de sua viabilidade.

Guardadas as devidas proporções, isso me lembra até o cenário da Venezuela onde Maduro consegue se manter porque uma oposição que tem a maioria não consegue se unir e perdeu muitas das suas oportunidades pelos mesmos motivos acima.

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Vital

23 de novembro de 2018 às 19h49

Nós não somos robôs: trabalhadores da Amazônia na Europa fazem protesto na black friday contra baixos salários e condições desumanas de trabalho.

https://www.commondreams.org/news/2018/11/23/we-are-not-robots-amazon-workers-across-europe-walk-out-black-friday-over-low-wages

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Bozo & Andrade Artigos para Festas Infantis

23 de novembro de 2018 às 17h37

Entendemos que:
1. PeTecas permanecem desnorteados e assim continuarão enquanto dogmas da seita religiosa não forem desmontados, um por um;
2. General Mourão como expressão de lucidez em meio a acólitos e fanáticos falastrões escolhidos por Capitão Cueca é sinal claro e desesperador do abismo que nos aguarda, em breve;
3. Sr. Wagner Freitas, da Cútis, perfeito lunático, precisa de tratamento e medicação específicos.

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Marcos Videira

23 de novembro de 2018 às 15h46

Se o PT tivesse vencido as eleições e aumentado sua bancada parlamentar, continuaria com força para impor sua hegemonia sobre a centro-esquerda. Porém, a estratégia do PT foi errada – perdeu a eleição, legitimou um ignorante fascista e diminuiu sua bancada parlamentar (eram 88 deputados em 2010 e em 2019 serão 56). O bloco parlamentar PSB, PDT, PCdoB e Rede tem 70 deputados.
Portanto, a realidade mudou. Não se trata de excluir o PT de uma frente democrática. O fato novo é que os tradicionais parceiros NÃO ACEITAM mais a imposição de políticas definidas pelos burocratas do PT como ocorreu nesta eleições com resultado catastrófico.
Se todos tiverem bom senso, formam uma Frente Ampla Única suprapartidária, e os parlamentares desses partidos atuam em bloco representando a Frente no parlamento. Mas o que estamos presenciando é a tentativa de impor Haddad como líder dessa frente… Não vai dar liga…

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Eu Mesmo

23 de novembro de 2018 às 13h49

Creio que outro grande desafio às esquerdas é provar ao PT que existe vida além da figura do velho molusco presidiário.

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    Alan Cepile

    23 de novembro de 2018 às 15h04

    Convenhamos que a oposição tem mais o que fazer, né? rs

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degas

23 de novembro de 2018 às 13h12

Esqueça, as reações petistas aos seus comentários sobre as maiores chances de uma união eleitoral esquerdista em torno do Ciro dizem tudo. Eles não conseguem entender. Também não entenderão que seria mais fácil libertar o ex-presidente velhinho de que todo mundo tem ao natural um pouco de pena. Vão querer impor a libertação do grande líder do partido que uma enorme parcela da população quer que se exploda.

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Orestes Neves

23 de novembro de 2018 às 12h55

É impressionante como Miguel bate no PT…Toda semana vc destila veneno contra o PT…Parece até os oposicionistas da direita ! Caia na real sem suas predileções pelos coronéis Gomes:Não existe credibilidade de oposição sem o PT! Ah! Seu “cafezinho”tá ficando “amargo e fraco” numa alusão regional a essa deliciosa bebida quando é bem feita!

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    Eu Mesmo

    23 de novembro de 2018 às 13h45

    Bate porque merece.
    Há tempos que o PT deixou de ser um partido político pra ser tornar uma seita religiosa repleta de lunáticos que só sabem orbitar em torno do umbigo do velho molusco.

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      Apolônio

      23 de novembro de 2018 às 20h34

      É bem isso mesmo. A grande preocupação do PT hoje é impedir que a série de derrotas que eles vêm sofrendo abale demais o moral dos fiéis a ponto de eles decidirem abandonar a seita. Com Lula preso, e sindicatos sem dinheiro fácil, só o que restou de possível fonte de poder político ao PT é o seu número de filiados. (Os votos do nordeste não contam, porque na realidade são governistas. Não são lulistas nem muito menos do PT, e o PT sabe disso – sabe que vai chegar a 2022 apenas uma fração desses votos.)

      Isso explica a insistência em narrativas que marginalizam e de fato tiram poder político do partido, como a história do Lula condenado sem provas, da eleição fraudada, da grande conspiração do mundo inteiro para tirar o condenado de uma eleição que ele ganharia no 1o. turno, etc. Nada disso se sustenta, e insistir nessas churumelas apenas aumenta o sentimento antipetista. Mas a cúpula petista parece achar que, sem uma narrativa de perseguição que reforce o sentimento dos fiéis, estes abandonarão a seita. Então, na visão dessa cúpula, vale a pena se tornar cada vez mais marginal e fraco na interação com o mundo externo para, se tudo der certo, manter o número de filiados internamente. É uma estratégia, e também não sei se haveria outra para o PT.

      Agora, o resto da esquerda não tem necessidade nenhuma de morrer abraçada com o presidiário e sua seita – e, corretamente, já está dando mostras de que não tem a menor intenção de fazê-lo. Enquanto houver CUT, haverá PT. Mas nada impede que sindicatos filiados a ela passem para a órbita de outro(s) partido(s). Se um movimento desses começar, o PT entra em fase terminal e nada, nem sequer (ou muito menos) Lula, poderá mudar isso.

      Responder

NeoTupi

23 de novembro de 2018 às 12h20

Miguel, pare de plantar intrigas bobas por má informação e má vontade com o PT. Haddad nem falou em bloco, quanto mais desdenhou. Bloco parlamentar e Frente ampla de esquerda são coisas muito diferentes.
Bloco parlamentar é as bancadas dos partidos se juntarem tendo um mesmo líder. Atuam no parlamento como se fossem a bancada de um partido só. É ação meramente interna ao parlamento para partidos pequenos e médios terem mais participação e voz em comissões e mesa da Câmara diante dos partidos grandes. Nem seria produtivo o PT com a maior bancada integrar esse bloco. O próprio bloco+PT+Psol podem formar frentes parlamentares de defesa de causas, como faz a bancada ruralista ao formar a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), composta de diferentes partidos que não compõe bloco parlamentar. O próprio encontro dos líderes partidários da foto indica a formação de frente parlamentar de defesa dos movimentos sociais, independente de blocos partidários.
E frente de esquerda dita por Haddad é mais ampla, vai muito além do parlamento. Ex: Psol nunca cogitou formar bloco parlamentar com PT (atuar sob um mesmo líder), mas participam juntos de uma Frente política de esquerda aberta à sociedade, com participação suprapartidária incluindo movimentos sociais e a sociedade civil.
Também não tem sentido você incluir o PCdoB como um todo como sendo contra a estratégia do PT nas eleições, quando decidiu coligar-se com Manuela de vice. Inclusive Manuela perdeu a eleição mas colheu vitória política ao ter um grande protagonismo na campanha e sair maior do entrou nas eleições. Pode ter críticos dentro do PCdoB, mas foi vencido quando decidiu a coligar-se e acreditaram que venceriam a eleição tanto quanto o PT.
Por fim não cabe censurar a narrativa de Wagner Freitas da CUT, quando ele define a vitória de Bozo com fraude eleitoral no sentido político, não de contestar juridicamente. Lawfare para cassar a candidatura mais forte é uma fraude política. Togas acoelhadas por farda em decisões que impactam as eleições é fraude política. Juiz que tirou adversário do páreo compor governo vencedor é fraude política. E Bozo é uma fraude política tanto quanto foi o “caçador de Marajás”. Fake news correndo solta com Justiça Eleitoral impotente ou omissa é fraude política. Só uma minoria de extrema direita e neoliberal votou conscientemente e está representada pelo Bozo, os outros ou votaram achando que estavam votando em outra coisa ou arriscaram a votar no escuro para ver no que que vai dar.

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    José Bueno

    24 de novembro de 2018 às 09h27

    Parabéns , Neotupi, pelo texto objetivo e claro. Nao podemos esquecer que fomos quase 40 milhoes no 1o. turno e quase 50 milhões de eleitores no 2o. O que vai dar sentido para as esquerdas são as ações concretas em defesa de cada direito nosso ameaçado, juntando os diversos grupos políticos em torno do que interessa. As querelas partidárias serão minimizadas se o foco for a organização de uma ação popular.

    Responder

Romero

23 de novembro de 2018 às 12h06

Este clima de festa me incomoda.

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    Alan Cepile

    23 de novembro de 2018 às 12h33

    Não fala isso pq a petezada não curte… rs

    Responder

Aliança Nacional Libertadora

23 de novembro de 2018 às 11h57

Triste caminho do PC do B se aliar ao PDT golpista e com candidatos apoiados pelo Bozo e que apoiaram a PEC do congelamento….e o PSB/Rede da esquerda golpista do impeachment que apoiou Aécio em 2014….e o Lula preso pra alegria do Ciro e do Cida Gomes…que se não ganha sabota…com projetos pessoais….parece que o PT vai acabar crescendo um pouco mais…

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    Alan Cepile

    23 de novembro de 2018 às 12h36

    Aécio que a barbie doida do Paraná defendeu com unhas e dentes no senado??…

    Responder

    CezarR

    23 de novembro de 2018 às 13h12

    Que puta sentimento revanchista hein? E pior, quem tinha direito a revache era o PDT! Babaca! Os apoiadores de Bolsonaro no PDT estão em processo de expurga do partido,

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      Aliança Nacional Libertadora

      24 de novembro de 2018 às 14h06

      Ainda não tirou porque é um partido de Babacas….atual morada dos Gomes…ficou ninguém que presta….a verdade dói….enquanto o partido recebia apoio do Bozo para se elegerem com apoio também da “justiça rapida” comemorada pelo coroné….ainda acabaram que poderiam chantagear o Lula já preso…..o que o coroné queria lá depois de comemorar a prisão injusta do Lula?

      Responder

ari

23 de novembro de 2018 às 11h42

Oposição sem o PT realmente é bobagem.Isso aí não tira um minuto do sono do Bolsonaro e, pelo que vejo, será a oposição de discursos e entrevistas, no estilo Ciro Gomes, sem povo. Ao contrário do que pensa o articulista, acredito que o Lula Livre é sim uma pauta importante do momento. De outro lado, uma eleição com total omissão do TSE e na qual o grande concorrente foi impedido de disputar é sim uma fraude. O Lula ainda é o grande líder nacional. Mas cada um vê o mundo de seu jeito.

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    Alan Cepile

    23 de novembro de 2018 às 12h39

    PT: “a esquerda que a direita adora”

    Darcy Ribeiro

    Responder

Alan Cepile

23 de novembro de 2018 às 11h26

Miguel, só uma dúvida:
O texto fala de PSB, PDT, PCdoB e Rede, mas a foto do Twitter do Boulos fala em PSOL, PDT, PCdoB, PT e PSB.

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    Miguel do Rosário

    23 de novembro de 2018 às 12h11

    A foto não é do bloco. È apenas uma reunião dos representantes dos partidos, para acertar estratégias em defesa dos movimentos sociais, que a direita quer criminalizar como terroristas.

    Responder

    NeoTupi

    23 de novembro de 2018 às 12h54

    O Miguel está mal informado e informou mal. Bloco parlamentar é as bancadas se juntarem sob um mesmo líder, atuando como se fosse um partido só em todas as pautas votadas no Congresso (claro que pode liberar o voto para cada parlamentar votar como quiser, como partidos já fazem). É ação meramente parlamentar para pequenos e médios partidos terem mais força e voz na mesa da Câmara e nas comissões (CCJ, CAS, CDH, etc). Nem seria sensato o PT com a maior bancada eleita fazer parte desse bloco: os partidos pequenos perderiam protagonismo ficando sob a liderança do PT, e o PT também não teria a ganhar, já que a esquerda só teria um canal de negociação no Congresso.
    Frente parlamentar é uma associação avulsa com base em pautas específicas, sem obrigação dos partidos formarem blocos e seguirem uma mesma liderança. Nem precisa de todos os parlamentares do partido integrarem. Exemplo: a bancada ruralista fez a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) com parlamentares avulsos dispersos em vários partidos sem formar blocos (Kátia Abreu do PDT faz parte).
    E Frente ampla de esquerda vai muito além do parlamento, com participação da sociedade civil. Pode ser até suprapartidária (partidos podem participar assim como movimentos sociais e organizações da sociedade civil).
    O PSOL nunca cogitou formar bloco parlamentar com PT, mas seus deputados e senadores compõem frentes parlamentares comuns (como essa embrionária na foto) e os partidos podem participar juntos de frentes amplas de mobilização popular.

    Responder

Alan Cepile

23 de novembro de 2018 às 11h25

Se essa tal frente internacional progressista for algo tipo Forum de SP, pra debater aspectos da esquerda mundial, ok, nada de mais, porém, se for pra bater de frente com o imperialismo e liberalismo mundial, sou totalmente contra, ia ficar parecendo uma coisa infantil, além de não dialogar com os povo de esquerda devido ao espectro muito amplo.
Temos coisas mais importantes a tratar internamente, achei ótima a iniciativa do PSB, PDT, PCdoB e Rede, é preciso exterminar qualquer coisa que dê combustível ao antipetismo, movimento que venceu a eleição a favor do bozo.

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    ari

    23 de novembro de 2018 às 11h48

    ” PSB, PDT, PCdoB e Rede”
    É para rir?

    Responder

      Alan Cepile

      23 de novembro de 2018 às 12h32

      Com certeza! Pra ficar com esperança de uma oposição propositiva e que defenda os interesses do povo, e parar com esse lenga-lenga da barbie do Paraná de lula livre, lula ou nada e outras mentirinhas que só fazem aumentar ainda mais o antipetismo e enrolar o povo.

      Responder

        Eu Mesmo

        23 de novembro de 2018 às 13h17

        Concordo contigo, Alan Cepile. Por mais incrível q isso possa parecer, heheheh

        Responder

          Alan Cepile

          23 de novembro de 2018 às 14h04

          Não sei pq o espanto, o brasileiro precisa crescer e parar de futebolizar a política e entender que opiniões diferentes sobre um assunto específico é a coisa mais normal desse mundo, só o brasileiro não percebeu isso ainda, a sociedade brasileira tá na infância.


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