Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Crédito: Pedro Ladeira/Folhapress

PGR pede ao TSE para aprovar contas da campanha de Bolsonaro

Por Miguel do Rosário

27 de novembro de 2018 : 13h34

Há alguns dias, a área técnica já tinha opinado pela aprovação com ressalvas das contas da chapa vencedora.

No site da PGR

Procuradora-geral Eleitoral opina pela aprovação com ressalvas das contas de campanha de Jair Bolsonaro

Raquel Dodge salienta que, apesar de impropriedades na receita e nas despesas, os valores não comprometem a prestação de contas

Em parecer encaminhado nesta segunda-feira (26) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a procuradora-geral Eleitoral, Raquel Dodge, opinou pela aprovação com ressalvas das contas de campanha da chapa composta por Jair Bolsonaro (PSL) e Hamilton Mourão (PRTB) às eleições presidenciais de 2018. No documento, a PGR destaca que foram constatadas irregularidades no valor de R$ 171 mil, o que representa 3,9% do total de gastos. No entanto, conforme frisou, o parecer da Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (Asepa) do TSE, foi no sentido de que as inconsistências registradas não comprometem a prestação de contas.

Os candidatos informaram ao TSE terem arrecadado R$ 4.390.140,36. Já o total de gastos declarados foi de R$ 2.456.215,03. Na análise técnica, foram apontadas irregularidades de R$ 113,2 mil nas receitas e de R$ 58,3 mil no total de gastos. Na manifestação, Raquel Dodge discriminou todas as impropriedades mencionadas pelo TSE, frisando, no entanto a boa-fé dos requerentes. “Assim, houve preservação do princípio da transparência e do controle social quanto à identificação dos doadores, bem como da possibilidade de divulgação dos dados da doação, de modo que a irregularidade apontada pela Asepa é de natureza formal e não compromete a confiabilidade das contas prestadas”, pontuou em um dos trechos do documento.

Ao analisar dados mencionados pela unidade técnica do TSE, a procuradora-geral Eleitoral enfatizou ainda que – desde 13 de setembro quando os então candidatos apresentaram a prestação parcial das contas – o relator do processo no TSE, ministro Roberto Barroso, solicitou informações a empresas que atuam na internet. Google, Facebook , Twitter, Instagram e WhatsApp enviaram respostas que foram submetidas à apreciação da Corte Eleitoral. Os candidatos também foram questionados acerca de pagamentos pelo serviço de consultoria jurídica e de algumas supostas subcontratações e as respectivas respostas já passaram por apreciação da área técnica.

Íntegra do parecer

Secretaria de Comunicação Social
Procuradoria-Geral da República

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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2 comentários

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maria do carmo

27 de novembro de 2018 às 21h29

Dra Raquel Elias Ferreira Dodge aprova contas do presidente Bolsonaro bronco, passou por cima dos milhoes de WhatsApp, Instagram, Google, Twitter, Facebook com noticias falsas, e por vinte e treis inconsistencias na campanha, e tudo o que sabemos, candidato sem programa que nao participou de debates, segurou as acusacoes com provas do Temer ( nao podemos nos esquecer que logo depois do golpe quando foi indicada por Temer foi fazer uma visita a noite atraz de vasos imensos com plantas ao amigo golpista), e agora o presidente eleito Bolsonaro deve indica-lo como embaixador em Roma para fugir da justica, dra Raquel faz vista grossa, aliaz Janot estava certo e uma bruxa feia e ruim, e tem lado sempre se mostrando perfida, felizmente nao representa todos os procuradores! Pobre Brasil!

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Paulo

27 de novembro de 2018 às 20h03

Sério que alguém acredita que o TSE vai reprovar essas contas? Aprovará “com ressalvas” pra pagar de sério…

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