Hangout com Miguel do Rosário: Bolsonaro nos EUA

Crédito: PT no Senado

Gleisi vai a posse de Maduro

Por Miguel do Rosário

10 de janeiro de 2019 : 03h51

Em seu clássico Bases e Sugestões para uma Política Social, Alberto Pasqualini argumentava, com fina ironia, que o “trabalho também não se valoriza com hinos ao trabalhador, nem com a demagogia dos que lhe exploram a ingenuidade, a ignorância e a boa fé”.

A mesma coisa vale para política externa, seja de governos, seja de partidos. Para que seja consequente e objetiva, é preciso que ela tenha em mente o alcance de resultados práticos.

Eu sou crítico da cobertura que a imprensa, e não só brasileira, faz da realidade política venezuelana. Há muito exagero, sensacionalismo, manipulação. Tanto que não dá mais para saber a verdade. É uma situação triste, dramática, porque a imprensa no qual poderíamos confiar, como a Telesur, pressionada pelo ataque midiático global a seu único patrocinador, o governo venezuelano (Lula nunca quis ajudar a Telesur, um erro grave seu), não faz qualquer crítica ao regime. Essa é uma repetição cansativa do histórico erro de comunicação da esquerda (isso já tem mais de cem anos): blindar-se dos ataques da imprensa classista através do controle exagerado da mídia – uma estratégia que, no médio e longo prazo, está sempre predestinada ao fracasso.

A Venezuela, para superar o assédio midiático terrível em que se encontra, teria que investir (ainda mais do que já o fez) na transparência, na comunicação direta com a opinião pública mundial, e, sobretudo, numa imprensa livre e plural. É o que fez Chávez, com relativo sucesso. É o que o próprio regime bolivariano tenta fazer ainda hoje, infelizmente sem o sucesso de antes.

Todos os consulados venezuelanos, no mundo inteiro, estarão abertos, no dia da posse de Maduro, para a imprensa alternativa. A revolução bolivariana apenas conseguiu resistir até aqui porque jamais esqueceu a importância da comunicação.

Mas a propaganda contra a Venezuela permanece extremamente pesada, e por isso achei falta de timing do PT, este anúncio de que irá comparecer à posse de Nicolas Maduro.

Gleisi Hoffmann publicou uma nota, no próprio site do PT, dizendo: “Estarei em Caracas esta semana participando da posse de Maduro” (ver íntegra da nota abaixo).

Seria mais útil, ao Brasil e à Venezuela, que o partido, que ainda goza de prestígio junto a setores importantes da opinião pública internacional, usasse sua influência para mediar a relação do regime com a imprensa nacional e estrangeira, articulando a ida à Venezuela de cada vez mais jornalistas e repórteres, aumentando a oferta e a pluralidade das informações que nos chegam do país.

Do jeito que estamos, essa visita da Gleisi serve para jogar ainda mais lenha na fogueira, prejudicando a própria Venezuela, porque incita o governo Bolsonaro, na ânsia de se diferenciar do PT (e abafar trapalhadas dos primeiros dias de governo) a elevar suas agressões ao país vizinho, e prejudica o próprio campo progressista, que passa a ser associado a um regime descrito por toda a nossa mídia como uma ditadura sangrenta, decadente, fracassada (embora isso não seja verdade).

É uma lógica simples de entender. Por exemplo, Haddad tem passado os últimos anos retuitando todos os dias, quase sempre acriticamente, reportagens da Folha de São Paulo, um jornal que chama o regime venezuelano de ditadura. E aí, no pior momento político da Venezuela, o PT faz questão de anunciar, aos quatro ventos, que irá comparecer à posse de Maduro. Entendem como isso dá um curto circuito na cabeça de muita gente?

Não importa que as coisas não sejam bem assim. Não importa que o regime venezuelano seja, porventura, menos autoritário do que o brasileiro, com nossos golpes de Estado, nossas perseguições políticas e judiciais, nossa imprensa plutocrática e manipuladora, nossos assassinatos políticos recorrentes (vide o caso Marielle).

Qual regime é mais violento e autoritário?

Não importa. A imprensa enfiou na cabeça da maioria da nossa opinião pública, incluindo parte da esquerda, que a Venezuela é uma ditadura, e/ou que se trata de um regime horrendo, do qual deveríamos nos afastar de todas as maneiras. E ponto final. Ai de quem discordar! O mundo de hoje é dominado pela imagem, pela comunicação, pelo simulacro. São tempos de guerra híbrida! Para avançar nesse jogo de xadrez, é preciso saber como se movimentam as peças.

Se o PT fosse um partido revolucionário, com domínio sobre armas nucleares, sobre um exército inteiro, como o Partido Comunista Chinês, ou estivesse numa posição de hegemonia política no país, como Putin, então a decisão de Gleisi poderia soar como audácia, estratégia, enfrentamento geopolítico.

Lopez Obrador, presidente do México, tomou uma atitude corajosa em relação à Venezuela, recusando-se a assinar a decisão do Grupo de Lima, que não reconheceu o governo Maduro. Mas Obrador acaba de ser eleito. Está no auge de sua força. E ele não vai à posse de Maduro… Apenas mandará, discretamente, um representante.

A maneira como foi divulgada a decisão do PT, por sua vez, lhe fez parecer uma provocação de centro acadêmico, o que não ajuda nem um lado, nem outro.

A Rússia ajuda com armas e trigo. A China ajuda com dinheiro e infra-estrutura. O PT, o que oferece, concretamente, à Venezuela, além de atiçar o ódio oportunista do nosso governo, que por sua vez age como capacho e vassalo da administração Trump?

Uma política externa adulta, responsável, consequente, precisa levar em consideração essas coisas.

De um lado, a Venezuela precisa de apoio de força, que é um apoio que nós, do Brasil, não podemos dar no momento, mas que aparentemente está vindo da Rússia e da China.

De outro, a Venezuela precisa reconquistar a opinião pública internacional; é aí que o Brasil e sua esquerda poderiam ajudar. Para isso é preciso haver transparência e jornalismo crítico, porque poucas pessoas no Brasil, na Europa ou nos EUA, fora do universo diminuto do esquerdismo radical, darão apoio à Venezuela sem antes se sentirem mais seguras e informadas sobre o que está acontecendo, de fato, por lá.

Além do mais, o PT acaba de se recusar a comparecer à posse de Jair Bolsonaro, presidente de seu próprio país, eleito com 57 milhões de votos. Como vai explicar à opinião pública brasileira que agora vai comparecer à posse do presidente de um outro país, num processo político questionado (quero acreditar que injustamente, mas isso não importa) por metade do mundo, por boa parte dos governos latino-americanos, e, o mais grave, por correntes majoritárias da opinião pública brasileira, incluindo setores progressistas influentes?

Essa é a razão pela qual era tão importante que o PT (e outros partidos) comparecessem à posse de Bolsonaro. Isso lhes garantiria mais autonomia para, eventualmente, e sem alarde, comparecerem à posse de Maduro, ou a de qualquer outro presidente, desde que eleito num processo democrático ou soberano.

Dito isso, o Cafezinho deseja que a Venezuela e seu povo reencontrem o caminho da estabilidade econômica e da paz social. Independente dos nossos cálculos políticos, é preciso ser contra qualquer agressão ao nosso país vizinho e a seu povo, a qualquer tentativa de intervenção, sanção ou boicote, a qualquer ação que vise prejudicar ainda a mais a sua economia já tão fragilizada.

Do nosso lado, que não temos armas, dinheiro, governo, a única maneira de ajudar a Venezuela é, reitero, estimular um jornalismo crítico, plural, convincente, sobre tudo que acontece no país. Os jornalistas contribuem através da oferta desse material. O público ajuda qualificando a demanda, e buscando, compartilhando, interagindo. É o que vamos procurar fazer.

Outra forma de ajudar a Venezuela é não fazer muita besteira (digo, aqui no Brasil), reconquistar a opinião pública (a nossa), ganhar eleições, e, exercendo o governo, contribuir concretamente para a estabilidade econômica e política da grande pátria de Bolívar.

***

No site do PT

Gleisi Hoffmann leva apoio do PT ao povo da Venezuela

Gleisi participa nesta semana da posse do presidente da Venezuela e rechaça o intervencionismo e a posição agressiva do atual governo brasileiro contra o país

09/01/2019 15h58

Nota do PT: Repúdio à posição de Bolsonaro em relação à Venezuela

Estarei em Caracas esta semana participando da posse de Maduro:

1. Para mostrar que a posição agressiva do governo Bolsonaro contra a Venezuela tem forte oposição no Brasil e contraria nossa tradição diplomática.

2. Para deixar claro que não concordamos com a política intervencionista e golpista incentivada pelos Estados Unidos, com a adesão do atual governo brasileiro e outros governos reacionários. Bloqueios, sanções e manobras de sabotagem ferem o direito internacional, levando o povo venezuelano a sofrimentos brutais.

3. Porque é inaceitável que se vire as costas ou se tente tirar proveito político quando uma nação enfrenta dificuldades. Trata-se de um país que tem relações diplomáticas e comerciais importantes com o Brasil. Impor castigos ideológicos aos venezuelanos também resultará em graves problemas imigratórios, comerciais e financeiros para os brasileiros.

4. Porque o PT defende, como é próprio da melhor história diplomática de nosso país, o princípio inalienável da autodeterminação dos povos. Nossa Constituição se posiciona pela não-intervenção e a solução pacífica dos conflitos. Os governos liderados por nosso partido sempre foram protagonistas de mediações e negociações para buscar soluções pacíficas e marcadas pelo respeito à autonomia de todas as nações.

5. Porque somos solidários à posição do governo mexicano e de outros Estados latino-americanos que recusaram claramente a posição do chamado Grupo de Lima, abertamente alinhada com a postura belicista da Casa Branca.

6. Porque reconhecemos o voto popular pelo qual Nicolas Maduro foi eleito, conforme regras constitucionais vigentes, enfrentando candidaturas legítimas da oposição democrática.

7. Em qualquer país em que os direitos do povo estiverem ameaçados, por interesses das elites e dos interesses econômicos externos, o PT estará sempre solidário ao povo, aos que mais precisam de apoio. O respeito à soberania dos países e a solidariedade internacional são princípios dos quais não vamos abrir mão.

Gleisi Hoffmann
Presidenta do PT

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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53 comentários

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Sidnei

10 de janeiro de 2019 às 23h19

A Gleisi está mostrando a liderança que tem, e que os demais políticos de esquerda queriam ter e não têm.
Haddad, Manoela,etc. não têm a percepção que Gleisi Hoffmann demonstra.
Tem que mostrar que a Venezuela sofre sanções piores que a de Cuba.
Tem que saber que ela (Venezuela) deseja uma integração entre os povos latinos e que a maior reserva de petróleo do mundo está reservada para ela mesma e não para os “donos do mundo”.
As manifestações do povo venezuelano antes de Chávez eram reprimidas à bala, não de borracha, de chumbo!
Centenas de mortes… só o Irã sofreu maior exploração.
A oligarquia ainda teima em querer seu povo escravo, mas lá os militares ficaram/foram a favor do povo. Disso resultou sua força (que é pressionada a todo segundo desde então).
Tão diferente deste país “sem jeito mesmo”, o brasil, esta porcaria em que o pé rapado acha que é ” da zelite” e que o militar é lacaio de estrangeiros, é burro, antipatriota e faz somente o papel de polícia. Polícia dos interesses da burguesia e dos estrangeiros.

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    Luiz Felipe de Oliveira Lopes

    11 de janeiro de 2019 às 10h06

    É por aí

    Responder

Careca

10 de janeiro de 2019 às 21h57

O nação brasileira começou entregando o pau brasil, depois entregaram o ouro,
entregaram o nióbio, minérios, entregaram a siderurgias, entregaram o sistema telebras, entregaram os bancos estaduais, e a agora o desgoverno da extrema direita golpista confirma que vai em segundo ato, pois o primeiro ato foi feito pelo FHC , quando privatizou a empresa, entregar de vez a embraer. Tudo que foi feito financiado com recursos do povo brasileiro será entregue. E ainda tem a cara de pau de dizer que os interesses da nação serão preservados.

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Molusco Xadrez

10 de janeiro de 2019 às 21h56

Poxa, nobre jornalista. Vc estava até indo bem, mas neste artigo vc perdeu a noção. Faz o seguinte, passa uns tempos la na Venezuela pra dar uma força pra imprensa progressista. Mostra pra gente como está a PDVSA, como estao os hospitais, os supermercados, os serviços publicos… vai la, tenho certeza que o Maduro vai gostar de mostrar a realidade do seu país para o resto do mundo.

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Sérgio Rodrigues

10 de janeiro de 2019 às 21h22

Decisão correta.
Temos que nos entrincheirar!….O povo vem por gravidade, face ao desastre que se anuncia!…

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    Carlos Eduardo

    10 de janeiro de 2019 às 23h35

    O povo não foi nem com Dilma sonolenta entregando a presidência sem ao menos se defender, não foi nem com o maior líder político da história recente, e aí vc quer dizer que o povo vai com MADURO!?!?!

    Então tá…

    Responder

Oblivion

10 de janeiro de 2019 às 20h18

Achei o conteúdo do texto ótimo e concordo plenamente com a estratégia que deveria ser seguida. Afinal, Isso que o pt tá fazendo é horrível pros ptminions que assinam em baixo qualquer m que a cúpula do partido faz, afinal eles agora vão sair defendendo um governo aparentemente trapalhão e que está sendo uma tragédia pro seu povo. Afinal, podemos estar pouco informados claramente do que está acontecendo lá, mas com certeza não está nada bem. Cada dia que passa eu tenho mais certeza que o pt tem que trocar toda essa cambada da cúpula, afinal, essa que tá aí não dá de aturar nem com muita reza braba.

Responder

Justiceiro

10 de janeiro de 2019 às 18h53

O Miguel, que sempre digo que é um jornalista de esquerda fora da curva, de vez em quando volta pra dentro da curva, como agora.

Imprensa plural na Venezuela, Miguel? Maduro expulsou todos os jornalistas que tentavam mostrar a Venezuela como ela de fato está.

Outra coisa. O regime de Maduro é sim, uma Ditadura. Lá teve eleição para o parlamento, mas como Maduro perdeu a maioria, fechou o parlamento inventando uma constituinte de meia tigela. Maduro não respeita o resultado das urnas, coisa de ditador.

Lembra que na véspera da eleição pra presidente, Nicolás Maduro mandou a justiça eleitoral sabuja a ele, mudar seções eleitorais? Isso onde ele sabia que perderia. quando o eleitor chegou pra votar, cadê a seção?

E o que a Gleisi fez é risível. Levou até esculacho da Luciana Genro, quem diria?

Não reconheceu o governo do seu país, numa eleição em que disputou e foi bater bumbo para uma eleição fraudulenta.

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    Manoel

    10 de janeiro de 2019 às 19h06

    A mídia e os políticos afirmam que “não há imprensa livre” na Venezuela, então Abby Martin comprou todos os jornais que encontrou em Caracas. Veja como ela lê as manchetes para ver se a afirmação é verdadeira.

    https://www.youtube.com/watch?v=B9stw8OFL4E

    Responder

celso cesar

10 de janeiro de 2019 às 18h47

Maduro destituiu o Parlamento de maioria opositora eleito em 2015 (mas que nunca conseguiu efetivamente legislar) e convocou uma Assembleia Constituinte. Com maioria chavista, a Constituinte adiantou as eleições presidenciais, realizadas em maio, ganhou sobrevida. Ele saiu vitorioso nas urnas em um pleito em que as muitas lideranças da oposição foram impedidas de concorrer –os que não estão presos ou exilados foram proibidos de disputar qualquer cargo….
Um ditador, onde faz seu povo passar fome, comer carne podre ou fugir do pais, e o PT que sempre prega a democracia vai lá dar apoio incondicional ao Ditador, que persegue, tortura e mata opositores,
Muito obrigado Gleisi, enquanto vc for presidente do PT e continuar dando esses tiros no pé, a direita agradece, Anta, Lunática, Bipolar.

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Jackson Souto Lepesqueur

10 de janeiro de 2019 às 17h22

Se o PT fugir de suas convicções por imposição da mídia, nunca será um partido digno de sua militância. Fosse assim teríamos que admitir que Lula é o criminoso que pintam.

Responder

Junior S. L.

10 de janeiro de 2019 às 16h23

Miguel, eu entendo e concordo, inclusive com a estratégia equivocada do PT. Entretanto, apesar de exageros, a situação na Venezuela está ruim sim. A família da minha esposa era toda de lá e parte migrou para o Brasil. A revolução praticada pelo Chaves era bem vista e eficiente, Maduro é ruim e é um ditador porque faz jogos para se manter no poder contra todos que discordam dele. Creio que assim como a direita não pode ficar cega, não podemos também só por um governo ser de esquerda o defender como se fosse a melhor opção. Parte da descrença na América Latina quanto a agenda progressista, é por culpa do senhor Maduro e seus caprichos.

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    marco

    10 de janeiro de 2019 às 17h32

    Afinal ,qual seria o “capricho” do Maduro ?
    Talvez seja a determinação de não entregar seu país aos yankees.

    Responder

      Sebastião

      11 de janeiro de 2019 às 15h49

      Fala sério! Não é porque um governo é de esquerda, que se deve defender. Quando se há migração em massa, é porque as coisas não andam bem por lá. Logicamente que o interesse americano pelo petróleo, foi responsável pela crise. Mas, as atitudes de Maduro, não são atitudes de um democrata, e o pior que faz pouco caso, com a situação que a população de lá vivem. Só porque dizer que houve eleição, é democracia? O cara pode fazer vários referendos e plebiscito – mecanismo da democracia-, pedindo pra se manter no poder, e a população aprovar, favorecendo ele.

      Responder

        marco

        11 de janeiro de 2019 às 19h14

        ” Fala sério “,não falaram prá voce que Maduro sofreu um golpe parlamentar muito semelhante ao acontecido em Honduras com Zelaya e com Roussef aqui na pátria dos tolos.
        A diferença é que Suprema Côrte da Venezuela não convalidou o “golpe parlamentar” como aqui foi feito pelo stf.
        As digitais do império estão em toda parte;Honduras, Paraguai,Brasil,e agora na Nicaragua.
        Se os gringos estão tão preocupados com os exilados da Venezuela porque estão barrando milhares de hondurenhos famintos na fronteira com o México.
        Sou a favor do Brasil, tudo que não desejo é uma “guerra por procuração” em nossa vizinhança.
        Temos obrigação de negociar a exaustão com nossos vizinhos ao contrario do império que constroi muros para se proteger do caos imposto por suas intervenções.
        A Venezuela esta sobre ataque ,sou solidário a ela e a seu povo Maduro é apenas a circunstância.

        Responder

Haroldo

10 de janeiro de 2019 às 14h35

Diplomacia tradicional Brasileira, reconhecida e admirada mundialmente!
Apesar de parte dos brazileiros optarem conscientes ou enganados por um novo regime fascista, militarizado, preconceituoso e isolacionista, intervencionista e espírito de vira latas, temos que demonstrar ao mundo que temos importantes resistências defendendo a democracia, a autonomia da Nação Brasileira, a autodeterminação das Nações a diplomacia, o bom convívio e respeito a todas outras nações, qualidade pela qual o Brasil sempre foi admirado e respeitado internacionalmente!

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ari

10 de janeiro de 2019 às 12h39

Parabéns, deputada. Infelizmente boa parte do PT acomodou-se em algum ponto do caminho, como os governadores do nordeste, à exceção da Fátima Bezerra, e esqueceram do povo brasileiro. Temos que ser solidários com os países que lutam pela implantação do socialismo e, no caso específico da Venezuela, esse apoio é mais que importante ainda dada a tentativa do imperialismo norte-americano de colocar ali um fantoche seu, como fez no Brasil. Não comparecer à posse do Bolsonaro e prestigiar o maduro sinaliza que ainda temos um resquício de esquerda entre nós

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    Sebastião

    10 de janeiro de 2019 às 21h51

    Quero ver se Bolsonaro vir a criar referendos e plebiscito, pra se manter no poder, se muitos que elogiam o CHAVISMO, se posicionará a favor. Porque a questão do porte de arma, vai colocar a popularidade nas alturas. Depois que o desemprego estiver em alta, cai. Mas se a economia reagir, pode subir de novo. E não duvide, que possa ganhar apoio popular, com endosso de referendos. Que são mecanismos da democracia, mas que no fundo, é só uma forma de se manter no poder. Quando se fica muito de politicagem, gritando histericamente: FORA FULANO, NÃO PASSARÃO. O resultado no executivo é pífio. Em Lauro de Freitas, Moema está uma lástima como prefeita. Seguia por esse caminho, Pimentel e Tião Viana, e ambos foram um fracasso como governadores. Tem que se brigar com o executivo federal, por recurso e judicializar quando necessário. Colocar a boca no trombone, e defender o povo que os elegeram. Mas ficar viajando pra fazer militância, indo pra manifestações e gritando, é abandonar o executivo. Se Fátima for por esse caminho, pode escrever que será um fracasso. Isso tem que ser deixado pra militância e pro legislativo do partido.

    Responder

Apolônio

10 de janeiro de 2019 às 12h35

Vejo no post do Miguel uma sutil venda do próprio peixe, um sutil encorajamento para que a ditadura venezuelana contrate profissionais da comunicação social para tentar limpar sua imagem imunda, que na argumentação dele seria apenas construção discursiva da mídia opositora. Tá no seu direito. Só não vai dar certo – se um exército de jornalistas trabalhando 24/7 (trocadilho de propósito) para produzir propaganda governista fosse garantia de alguma coisa, Dilma não teria sido impichada, e daí por diante.

Responder

    Miguel do Rosário

    10 de janeiro de 2019 às 12h58

    Não, Apolônio. Não encaro comunicação como “propaganda”. Repito três vezes no texto que o regime deve incentivar uma imprensa plural, livre e crítica, e inclusive faço críticas a Telesur por não veicular críticas ao regime, o que acaba prejudicando a própria credibilidade da emissora. Para mim, comunicação é falar a verdade, e comunicação também ajuda a corrigir erros políticos.

    Responder

      Apolônio

      10 de janeiro de 2019 às 16h41

      Não discordo da sua caracterização da comunicação, pelo menos no nível ideal e dentro de uma democracia. Observe que o que você está dizendo – imprensa plural, livre e crítica – é o equivalente a dizer que a Venezuela tem de derrubar a ditadura atual e instituir uma democracia. No tipo de regime atual, nunca vai haver nada diferente de TeleSur e de propaganda.

      E CAR-POA, por menos que eu acredite na mídia, acredito menos ainda na palavra de algum pelego, contrariado com o fim da boquinha, que bosteja na internet sobre um falso GOLPE DE ESTADO, EM CAPS LOCK. Se tem algo que a atualidade nos ensinou, é justamente a buscar conhecer todas as narrativas e usar o senso crítico para filtrá-las.

      Responder

    CAR-POA

    10 de janeiro de 2019 às 16h16

    vc ao que parece conhece a realidade da Venezuela.? imagino que esteve lá compartilhando o dia a dia dos cidadãos daquele país.Obviamente vc não se considera informado pelo que vê nos jornais ,mas,isso não impede que sejam feitas análisis a respeito dos motivos do interés do império e do apoio da mídia golpista ao embargo praticado contra eles.
    Isso ,sim vc poderá fazer sem precisar ir a Venezuela e com uma margem de erro mínima.
    Já sobre o GOLPE DE ESTADO de 2016 ,o único que podería para a máquina do GOLPE era um povo organizado,mas,este virou uma massa imbecil nas mãos da PROPAGANDA pró-GOLPE.

    Responder

Gustavo

10 de janeiro de 2019 às 11h45

Bom dia Miguel

Quero parabenizar a crítica sóbria que você confere a esse texto sem aqueles exageros que alguns da esquerda conferem e sem a alienação que alguns da direita tem quando o assunto é Venezuela.

Concordo com muita coisa que você relata no texto mas gostaria de reforçar o ponto da comunicação e alguns erros que considere que a Venezuela esteja cometendo o que vai reforçar a opinião de que as coisas ali não são claras e a omissão alimenta muita coisa.

O primeiro ponto é que o governo da Venezuela oculta todos e quaisquer indicadores da situação econômica e social da Venezuela. O site do Banco Central não publica a inflação oficial e PIB, por exemplo e as demais fontes do governo não fornecessem informações sobre violência, emprego, saúde, etc. O IDH da Venezuela já superou o do Brasil mas isso já tem tempo (basta consultar fontes atualizadas)

Veja que a oposição criou um índice próprio (o que é completamente legítimo) e o FMI é quem informa a previsão da inflação. Sobre estimativas de mortes por doença, desnutrição, etc estamos vendo os jornais do EUA (New York Times e Washington Post) publicarem várias reportagens. O governo não revida, não comenta e pior não publica os dados. Qual a razão dessa ocultação de dados sobre a realidade do país ?

O segundo ponto é a assembleia constituinte. Sem entrar nos méritos dos critérios de classes e peso dos votos, a ideia de uma constituinte é reformar a constituição. Como pode assim que a assembleia assume ter como primeiro ato demitir a procuradora geral ? Isso não é tarefa de constituinte, mas claramente o afastamento de quem rompeu com o governo.

O terceiro ponto é a assembleia nacional. Ela foi declarada em desacato e seus atos tornados nulos pela justiça. Isso ocorreu por que foram empossados deputados da oposição em suspeita de fraude. Ocorre que tais deputados já não estão na assembleia e a mesma continua declaradamente em desacato, ou seja, não há o menor interesse em legitima-la já que ela é controlada pela oposição. A justiça não diz o que é necessário para torná-la válida. Ela está em desataco e assim vai permanecer até a próxima eleição.

Essas posições complicam em muito as defesas e justificativas que o governo venezuelano costuma dar para explicar a situação. Mesmo que haja agressões por parte dos EUA ou ingerências que afrontem a soberania da Venezuela, esse vazio por parte dos governantes bagunça a percepção.

Responder

    Miguel do Rosário

    10 de janeiro de 2019 às 12h59

    Obrigado pelo comentário, Gustavo. Não tenho estudado ou lido muito sobre a Venezuela nos últimos tempos, por isso me aferrei apenas a princípios. Concordo com você que a falta de informações econômicas oficiais é um problema grave, que não ajuda em nada ao regime Maduro.

    Responder

otavio de oliveira rodrigues

10 de janeiro de 2019 às 11h43

Essa Gleise esta em todas
O marido dela o Paulo galhudo bernardo,vulgo marido manso deve ter muito orgulho dela
Ele deve falar, sou um corno de sorte

Responder

    Nostradamus ( banquinho & bacia )

    10 de janeiro de 2019 às 15h31

    Agora me diz infeliz o que é que tu tens que comparar os teus cornos com os supostos cornos alheios ? Tens na cabeça o que bolsonazi tem na bolsinha… Comentário machista típico da soldadesca do ordenança!

    Responder

      Nelson

      11 de janeiro de 2019 às 00h03

      Bravo. Deste no meio do minion.

      Responder

Paulo Cesar

10 de janeiro de 2019 às 11h07

Não pode ir a posse de Maduro mas tem que ir a posse de um defensor da tortura que ameaça matar opositores?
Espero que o Bolsonaro seja burro o bastante para invadir a Venezuela.
Bombardeiros russos de última geração contra nossos caças franceses dos anos 70.
Seria lindo a milicada sendo massacrada hahaha.
O único jeito de redemocratizar o Brasil seiria expurgando nossas forças armadas , a Venezuela nos faria um grande favor.
A única coisa que eu vejo nessa história são os EUA querendo roubar petróleo , como sempre fizeram.

Responder

    Paulo

    10 de janeiro de 2019 às 12h31

    Certa vez, indagaram de Luiz Carlos Prestes (o “Cavaleiro da Esperança”) a quem ele defenderia, num eventual conflito Brasil-URSS. Adivinhe de que lado ele ficaria?

    Responder

      CAR-POA

      10 de janeiro de 2019 às 16h21

      ????????????? isso prova o quê ?????

      Responder

        cabra retado

        11 de janeiro de 2019 às 08h53

        ÔXE CABRA, KD O CAPS LOCK?? ESQUECEU FOI????

        Responder

      Batista

      10 de janeiro de 2019 às 16h33

      Da série, “Desnudando Replicante Via Strip-Tease do Contexto”, fonte – Atlas Histórico do Brasil – FGV – Luis Carlos Prestes:

      (…) Uma declaração de Prestes, publicada em 16 de março de 1946 no jornal comunista Tribuna Popular, despertou grande celeuma em torno do PCB. O líder comunista, durante uma sabatina com os funcionários da Justiça sobre sua posição caso houvesse uma guerra entre o Brasil e a União Soviética, afirmara que “faríamos como o povo da resistência francesa, o povo italiano, que se ergueu contra Pétain e Mussolini; combateríamos uma guerra imperialista contra a URSS e empunharíamos armas para fazer resistência em nossa pátria contra um governo destes, retrógrado, que quisesse a volta ao fascismo”. E acrescentou “Se algum governo cometesse este crime nós, comunistas, lutaríamos pela transformação da guerra imperialista em guerra de libertação nacional”.

      As declarações de Prestes alcançaram enorme repercussão, sendo utilizadas para demonstrar que o PCB era na realidade um representante soviético no Brasil. Em 23 de março de 1946, Honorato Himalaia Virgulino, que fora o procurador-geral do Tribunal de Segurança Nacional em 1935 e que denunciara os líderes da Revolta Comunista, dirigiu-se ao TSE para pedir o cancelamento do registro do PCB. Logo em seguida, no dia 26 de março, em discurso que pronunciou na Assembléia, Prestes leu uma carta que lhe fora enviada por Sérgio Gomes, irmão do brigadeiro Eduardo Gomes, na qual aquele se declarava católico, contrário ao comunismo, mas solidário com Prestes pelas declarações divulgadas através da imprensa sobre a posição por ele assumida diante de uma guerra imperialista contra a URSS…”

      Responder

Leonardo

10 de janeiro de 2019 às 10h38

Pela primeira vez em muito tempo eu concordo, pelo menos no sentido geral, com uma análise do MIguel. O PT podia ter ficado sem dar esse tiro de canhão no próprio pé! Presta um desserviço ao partido e à esquerda brasileira como um todo.

Sobre a Venezuela, eu tenho minhas discordâncias, basta olhar para como Chavez e depois Maduro foram subvertendo paulatinamente os pilares de sustentação da democracia no país até transformá-lo no que é hoje, um regime autoritário de fato. Viéses da mídia burguesa à parte, é impossível defender o regime venezuelano sob qualquer definição (minimalista ou maximalista) de democracia e a esquerda mais dogmatica e menos crítica precisa acordar para isso

Responder

    Paulo Cesar

    10 de janeiro de 2019 às 10h57

    A Venezuela tem IDH superior ao do Brasil.
    Na Venezuela não houve golpe de estado.
    O presidente da Venezuela não defende a tortura nem o fuzilamento de opositores.
    Vocês ciristas são bolsominions mal assumidos.

    Responder

      PJ

      10 de janeiro de 2019 às 12h49

      Exatamente. Falam que são de esquerda mas só trabalham pra favorecer a direita e no caso atual, o facista!
      Ciro foi a maior decepção de 2018. Miguel está com tudo pra pegar esse título em 2019. “tenho pena da esquerda brasileira”. Mino Carta disse e assino embaixo.

      Responder

      Justiceiro

      10 de janeiro de 2019 às 19h04

      Cara, vai te tratar. Você é doente.

      Maduro armou uma milícia que mata nas ruas civis desarmados.

      Maduro mandou distribuir armamentos e alimentos para sua milícia. Esses não passam fome. Só tem que matar opositores indefesos para não culpar as forças armadas por isso.

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        Nelson

        11 de janeiro de 2019 às 00h07

        De qual organização [terrorista] estás tentando se habilitar a receber um soldo, meu chapa?
        Da CIA, da NSA, da NED?

        Responder

Paulo

10 de janeiro de 2019 às 10h02

Sugiro a leitura de dois textos da jornalista Paula Ramón, escritos na Piauí (o último há dois meses), a respeito da REAL situação na Venezuela. A reportagem – em princípio – é insuspeita, por se tratar de jornalista venezuelana (representante da AFP em São Paulo), com parentes morando na Venezuela e visitas frequentes ao país (além do que, ela não parece enveredar pelo panfletarismo político)…

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brasileiro

10 de janeiro de 2019 às 09h44

A Gleisi está certa, já dizia Pink Floyd: ‘Juntos ficamos de pé, divididos nós caímos.’

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Nostradamus ( banquinho & bacia )

10 de janeiro de 2019 às 09h40

No texto haveria muito bem meia dúzia de frases facilmente contestáveis e incrivelmente panfletárias, antipetistas. Há um viés até machista no final no texto subliminarmente se percebe. Mai fácil do que ficar comprando essas iscas muito bem colocadas é enfim perguntar… o que o PT fez de certo ? Há algo ? O que faz de certo ? Há algo ? Não vale a alternativa nada e não. Pois não é assim a realidade…

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Marcelo Abb

10 de janeiro de 2019 às 08h36

E sabe o que é pior, Miguel?

Um cara como você, um democrata com ideias progressistas, com pensamento estratégico, crítico e racional, jamais terá espaço na política, principalmente no PT.

Mas se aparecer um blogueiro que só fale bem do Lula, do partido, que critique Ciro, que chame todo mundo que não é PT de fascista, etc etc etc, esse é chamado para ser diretor do partido rapidinho.

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    degas

    10 de janeiro de 2019 às 09h20

    Diretor não digo, mas “jornalista pela democracia” é dois palitos.

    Responder

Alan Cepile

10 de janeiro de 2019 às 08h34

O PT segue vivendo no seu mundo paralelo, e essa maluca do Paraná é a maior expoente desse devaneio petista.

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Marcelo Abb

10 de janeiro de 2019 às 08h34

Essa gleisi só faz merda.

Postou um tweet no Instagram em que só falava de Lula.

Mandei uma resposta gigantesca, questionando a efetividade e o resultado prático desta idolatria toda, questionando esse messianismo personalista, questionando e enumerando os erros políticos e econômicos do PT, mas fazendo questão de reconhecer e ressaltar os acertos, etc etc etc.

Sabe qual foi o resultado?

Ela (ou a equipe dela, não sei) simplesmente apagou o post. Coisa feia de ver. Realmente não aceitam críticas, preferem apagar uma postagem que só falava de Lula do que manter e deixar exposto um comentário repleto de críticas construtivas e embasadas.

Essa Gleisi tinha que se aposentar da vida pública e deixar uma esquerda de verdade, inteligente e estratégica, comandar.

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    Apolônio

    10 de janeiro de 2019 às 12h28

    Mas amigo, tanto quanto Haddad foi o poste do Lula na eleição presidencial, Gleisi é o poste do Lula na presidência do PT. As decisões “dela” são na verdade decisões do cachaceiro, que por sua vez não tem mais nenhum objetivo que não recuperar o seu prestígio e poder pessoal, custe o que custar, atrelando na marra o destino do PT e da própria esquerda brasileira ao seu destino pessoal.

    Se você não adere cegamente ao plano suicida de subverter toda a institucionalidade brasileira, todo o poder bélico das FFAA, poder político do congresso, poder punitivo da justiça, massacrar o povo e sua preferência expressa nas urnas, etc, com o objetivo esquizofrênico de reafirmar a divindade do Lula, vai ser execrado mesmo.

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      CAR-POA

      10 de janeiro de 2019 às 16h29

      Vc deve ter sido o único idiota que não teve vida boa com os pts.
      E a culpa é dos pts???
      Além disso,se perguntou alguma vez ,por que Lula se entregou enquanto poderia estar livre ,solto e combatendo o regime desde outro país????.
      Tenha respeito por um cara que acredita que as coisas podem mudar e pra isso perde até a sua liberdade.
      Discordo dos pts em grande parte da sua política,mas ,sem dúvidas ,os caras mostraram que algo diferente é possível.

      Responder

        Apolônio

        10 de janeiro de 2019 às 17h13

        Rapaz, pode ter sido eu mesmo o único idiota que não entrou na folha de pagamento do desgoverno petista. E eu que fui sozinho para a rua em 2013, e fiz sozinho os protestos que começaram a destroçar o PT e culminaram, entre outras consequências, na prisão do cachaceiro. Você tem razão, talvez tivesse sido melhor o PT ter mandado a Odebrecht me pagar algum pixuleco para eu ter ficado em casa.

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degas

10 de janeiro de 2019 às 08h27

No momento que até a Folha coalhada de petistas chama a porcaria pelo nome, querer defender a ditadura bolivariana ou a informação da Telesur parece um pouco demais. Quanto a se afastar daquilo, parece que são os próprios venezuelanos que, ingratos, decidiram de repente abandonar aos milhões o paraíso socialista. Culpa da imprensa, claro. E o PT, está apenas mostrando o que realmente é. De vez em quando eles devem cansar desse negócio de se fingir de democrata.

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    Paulo Cesar

    10 de janeiro de 2019 às 11h11

    A Venezuela tem IDH superior ao do Brasil.
    Duvido que você saiba o que IDH significa.
    Dá uma pesquisada hahaha.

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      Pedrosca

      10 de janeiro de 2019 às 16h30

      Paulo, o IDH da Venezuela é maior por causa da renda do petróleo e quantidade de formandos no ensino superior x tamanho da população. Porém ela caiu 16 posições nos últimos anos, ou seja, governo Maduro está fazendo a Venezuela regredir.

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        Nelson

        11 de janeiro de 2019 às 00h16

        E a guerra econômica e terrorista, brutal, que os EUA, conluiado com a Colômbia e Israel e alguns países da Europa, estão impondo ao povo venezuelano, você não menciona, meu caro?

        Dá uma lida no que diz o advogado venezuelano, Juan Martorano, em artigo que está disponível em https://www.aporrea.org/actualidad/a273462.html:

        “Hemos tenido conocimiento, por las advertencias formuladas recientemente por el ministro del Poder Popular para la Energía Eléctrica y Vicepresidente Sectorial de Servicios Públicos, M/G Luis Motta Domínguez, el derribo de cinco torres eléctricas de la línea las Peonías-Cuatricentenario, como parte del accionar subversivo bajo la modalidad de sabotaje y ataques selectivos.”

        “Hace menos de una semana, ocurrió un evento similar, pero con el corte de una fibra óptica que imposibilito las telecomunicaciones de Cantv, Movilnet, Movistar y Digitel en cinco estados del oriente del país (Anzoátegui, Monagas, Sucre, Nueva Esparta y Delta Amacuro) y hasta parte del estado Bolívar, dificultando incluso las transacciones con los puntos de venta.”

        Se os Estados Unidos e a Europa Ocidental se dispusessem a ser realmente democráticos e respeitadores do Direito Internacional, respeitadores também, como tanto alardeiam, do direito dos povos à soberania e à autodeterminação dos povos, pelo menos metade dos que açoitam os venezuelanos sumiriam, se evaporariam, de imediato.

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vicente

10 de janeiro de 2019 às 08h04

Entre ir ou não as posses de Bolsonaro e Maduro, discordei de ti, Miguel.
O Bolsonaro só foi eleito por uma combinação de fraudes: impeachment sem crime, prisão de Lula sem crime (atos indeterminados em troca de favores indeterminados), fakenews financiadas por caixa dois e mais outras coisas. Bolsonaro reverenciou o cara que torturou Dilma, depois disse que vai “metralhar a petralhada”.
O PT deveria ir a sua posse para reverenciar uma democracia que já não mais existe?
Quanto à ida de Gleise à Venezuela, penso que é uma forma de ajudar quando uma autoridade de outro país está presente testemunhando a situação já que, como você bem disse, a grande imprensa está tão contaminada que de quase nada serve.
Mas vamos ver. O cenário é nebuloso, não há como ter certeza de nada.
Abraço!

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