Análise da reunião ministerial de Bolsonaro

Vídeo: o pedido de impeachment do PT e o identitarismo ideológico

Por Redação

21 de maio de 2020 : 19h14

Na análise de hoje, analisamos o pedido de impeachment apresentado hoje pelo PT e outros partidos.

A união com legendas de extrema-esquerda, como PSTU e PCO não me pareceu muito estratégica para quem deseja conquistar apoio de partidos de centro e centro-direita no congresso nacional, apoio este que será necessário para construir tanto o impeachment como um novo governo.

Outro tema, correlato, é o perígo do “identitarismo ideológico”, em que o debate político não é mais acerca de ideias e projetos, mas sobre se eu sou ou não de esquerda ou direita. Esse é um debate vazio, que gera polarização estéril. À esquerda, interessa tirar o debate desse ambiente histérico, e trazê-lo para o chão, discutindo ações concretas e projetos realizáveis, ao invés de se apegar a símbolos e identidades que não dizem nada ao povo.

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6 comentários

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Miramar

22 de maio de 2020 às 11h50

A coisa mais engraçada que acontece nesse site é quando seus leitores tratam as opiniões do Miguel e do Ciro como se fossem uma só pessoa…

A verdade é que a “esquerda” brasileira virou um antro de oportunistas, desonestos e ignorantes. O maior pânico de petistas e agregados e ver prosperar um pedido de impeachment contra Bolsonaro, pois acreditam que seus muitos eleitores arrependidos votarão até mesmo em um pestista para impedir a continuidade do seu péssimo e autoritário governo. Quer dizer, acreditam que o antibolsonarismo pode superar o antipetismo. Não consideram o aumento crescente de pessoas que são, a um só tempo, antipetistas e antibolsonaristas.

Em tempo, o antipetismo não se resume a direita. Eu próprio defendo a democracia representativa, os direitos humanos, os direitos trabalhistas e o papel central do estado em países em desenvolvimento. Me considero progressista.Mas não uso a palavra “esquerda” para me definir, posto que essa foi sequestrada pela malta canalha e suja dos petistas e agregados.

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Misael

22 de maio de 2020 às 01h22

“A união com legendas de extrema-esquerda, como PSTU e PCO não me pareceu muito estratégica para quem deseja conquistar apoio de partidos de centro e centro-direita no congresso nacional, apoio este que será necessário para construir tanto o impeachment como um novo governo.”

Ué, antes o próprio Ciro condenava o PT por alianças com partidos como o PMDB, necessárias para governar.
Agora seus porta-vozes pregam aliança com partidos de direita?
Aliás, que frente é essa do PDT?

Esse papinho de “extrema-esquerda” é o mesmo com o qual o PiG busca atacar o PT, e equipará-lo à Bolsonaro, escondendo que este é filhote do próprio PiG.

A aliança do PT mostra coerência.

“Outro tema, correlato, é o perigo do “identitarismo ideológico”, em que o debate político não é mais acerca de ideias e projetos, mas sobre se eu sou ou não de esquerda ou direita. Esse é um debate vazio, que gera polarização estéril.”

Ora, quando se fala em ideias e projetos, se fala em ideologia. Não há como construir um projeto com partidos que representam interesses opostos.

Talvez o blogueiro queira que o PT se transforme nisso que virou o PDT após a morte do Brizola: Um partido sem ideologia definida, recheado de elementos direitistas, e até mesmo fascistas, apoiadores de Bolsonaro. É esse tipo de coisa que contribui para a despolitização da sociedade, deixando as massas confusas, sem entender o que cada partido representa. É essa confusão que nos trouxe até aqui.

O PT, dentre os grandes partidos, e por mais limitado que seja, é o único que tem ideias e lado definido. O resto é fisiologia e servidão total ao grande capital.

Ainda nessa aliança do PDT, temos o PSB, que seguiu o mesmo caminho. É outro recheado de direitistas e fisiologismo.

O PV é linha auxiliar do PSDB. E a Rede é um novo PV. O manjado “ambientalismo”/eco-imperialismo, com muita grana vinda do exterior, bancando ONGs de fachada. Quando Marina/Itaú foi candidata, sua função era tirar votos do PT. Em 2014 era o Plano B da finança, com o mesmo programa lesa-pátria tucano, mas se vendendo como fadinha protetora do meio ambiente, e assim conseguindo votos da esquerda despolitizada.

Fica a pergunta: Qual é o verdadeiro papel de Ciro Gomes?

Seria ele o sucessor da Marina?

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    Miramar

    22 de maio de 2020 às 11h57

    Admiro muito Brizola. No entanto, é divertido ver os petistas tratarem o PDT do seu tempo de vida como um antro de esquerdistas radicais.Devem estar falando de Garotinho, Francisco Rossi, Nefi Tales,Paulinho da Força, César Maia, entre outros.Quando lembro como o PT tratava Brizola em seu tempo de vida…

    P.S.: Como cirista, quero agradecer pela comparação feita entre o Ciro e a Marina.Muito obrigado.

    Responder

Paulo

21 de maio de 2020 às 20h24

Gostei dessa expressão “lealdades excessivas”, que devem ser evitadas, realmente. Há muito me bato contra isso, na discussão política. O cara idolatra esse ou aquele político, como Bolsonabo ou Lularápio, e acaba tendo dificuldades irredutíveis em criticar seu ídolo, especialmente depois do voto. Reconheço o papel do carisma na construção do político, mas é preciso por freios nisso, até para não personalizar demais a política, ou você vira um tolo referendador de tudo que o seu candidato faz…

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    Floriano de Oliveira

    22 de maio de 2020 às 09h17

    Pois é, isso se estende aos Ciropatas, que não percebem o coronelismo.

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      Miramar

      22 de maio de 2020 às 11h32

      Você não sabe nada sobre o conceito sociológico de coronelismo.

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