Live do Cafezinho (18 h): Pós-verdade na política brasileira (uma conversa com Fabio Palacio)

Theófilo Rodrigues: O PT precisa ser perdoado?

Por Redação

11 de julho de 2020 : 12h11

Em sua coluna no Globo de hoje, o ex-diretor de redação do jornal, Ascânio Seleme, publicou um daqueles artigos que merece ser guardado como registro histórico. Intitulado “É hora de perdoar o PT”, o texto sugere que a nação só poderá se reencontrar se os 30% de eleitores que apoiam o PT forem readmitidos no debate público. O motivo? Só com esse reencontro será possível “construir uma alternativa ao bolsonarismo”, sustenta o autor.

“Esse agrupamento político, talvez o mais forte e sustentável da história partidária brasileira, tem que ser readmitido no debate nacional. Passou da hora de os petistas serem reintegrados”, reconhece Seleme.

Por óbvio, o articulista não está dialogando com os 30% que apoiam Bolsonaro, nem com os 30% da população que possuem identificação com o lulismo. O sujeito oculto no discurso, ou seja, aquele que precisa readmitir o PT, é o público do seu jornal, a parcela de 30% do eleitorado que gira entre o centro e a centro-direita no espectro político brasileiro.

Trata-se de uma autocrítica indireta do jornal, feita por quem já não é mais seu porta voz, mas que possui alta influência na redação. O que Seleme está dizendo é que o #Somos70% contra Bolsonaro só existirá se a centro-direita estiver disposta a readmitir a participação de petistas em lugar privilegiado no debate público. Na prática, isso significaria voltar a chamar petistas para ocuparem espaços privilegiados nas rádios, nos jornais, nas revistas e nas televisões do grupo Globo, como, aliás, ocorria na década de 90.

O problema é o que Seleme exige para que esse perdão do PT ocorra. O partido não precisa apenas reconhecer seus erros acerca dos desvios éticos na condução do país, como o mensalão e a Lava Jato. Mais do que isso, o PT precisaria reformular o seu próprio programa e retirar dele agendas como a democratização da mídia e a democracia participativa.

De acordo com Seleme, para que esse perdão seja possível, o partido precisaria ultrapassar “a índole autoritária que um dia foi semeada no coração do PT e vicejou”. Mas o que seria essa “índole autoritária”? O articulista explica: “a tentativa de censurar a imprensa através de um certo ‘controle externo da mídia’ (…), ou de trocar a gestão administrativa por ‘conselhos populares’”.

Ora, o grande erro cometido pelo PT em seus quatro governos entre 2003 e 2016, e que teve como consequência o crescimento do bolsonarismo na sociedade brasileira, foi justamente não ter avançado nessas duas agendas. Não obstante a realização das conferências nacionais de políticas públicas e a criação da TV Brasil, essa agenda foi tímida.

Sem políticas públicas que enfrentassem o oligopólio da mídia e garantissem maior pluralidade e diversidade da informação, e sem políticas públicas de efetiva participação popular, o PT não conseguiu disputar consciências, ou, em última instância, hegemonia. Afinal de contas, hegemonia não se constrói apenas com políticas públicas que favoreçam o consumismo, como fez o partido ao longo de seus 13 anos de governo.

Ao exigir que o PT abra mão de um programa que, diga-se de passagem, nunca foi efetivamente posto em prática, Seleme está propondo o seguinte: para derrotarmos Bolsonaro, precisamos dos 30% dos votos de vocês, mas sob a nossa hegemonia, a hegemonia neoliberal.

O Brasil precisa de um grande pacto nacional entre todos os democratas para que o governo Bolsonaro não prospere em suas intenções autoritárias? Certamente que sim.  Mas esse pacto só ocorrerá se todas as forças políticas estiverem dispostas a ceder, sem exigências excessivas que desconfigurem a identidade programática de qualquer um dos atores. Do contrário, estaremos apenas trocando um autoritarismo por outro.

Theófilo Rodrigues é cientista político.

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24 comentários

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EDSON ROBERTO REIS

15 de julho de 2020 às 21h47

“ É HORA DE PERDOAR O PT ? O ódio dirigido ao partido não faz mais sentido e precisa ser reconsiderado se o país quiser mesmo seguir o seu destino de nação soberana, democrática e tolerante” (Hã ?????? Quanta estupidez !!!! Comentários meus). Artigo assinado pelo colunista Ascânio Seleme, página 14, da edição de sábado, dia 11, de O Globo.

Quanta infelicidade nesta fala. Quando foi que chegamos ao ponto de considerarem que a permissibilidade e o perdão a criminosos é importante para uma “nação seguir seu destino de nação soberana, democrática e tolerante”? É isto mesmo? Deve-se “ tolerar” atos criminosos?
Será que nós, eleitores, ao invés de agentes ativos na construção de um país soberano, democrático, justo, equilibrado, somos e devemos ser meros reféns dos políticos e dos partidos ao ponto de ser considerado imperioso perdoar seus crimes? Inclusive os crimes partidários (visto que cometidos ou endossados por pessoas com cargos na direção dos partidos, aos quais caberia a evitar desvios de rumo enquanto ente jurídico)?
Que absurdo !!! E isto no sentido amplo, ou seja, em todos.
No âmbito criminal (que é o mais relevante), não cabe perdoar sem ao menos julgar, no âmbito cível e eleitoral também não cabe abdicar do julgamento, tendo em vista a traição aos princípios definidos no estatuto e completa omissão na adoção de medidas internas previstas nos códigos de ética para punição dos desvios ( já que todo ente jurídico existe para atender um propósito), no campo social porque seria um péssimo exemplo , no campo das ideias porque seria a convalidação da traição aos princípios defendidos e propalados como importantes valores da sociedade civil em termos de organização política, organização social , econômica, etc, que se propõem a defender.
O ideal seria propor o contrário: julgamento e punição adequada.
Infelizmente este caminho legalista, dado as leis que temos e ao grande empenho em não julgar com celeridade (contraditório, não???), redundaram até hoje em nenhuma punição partidária efetiva. É até compreensível, ainda que não admissível, dado as amarras jurídicas que foram construídas no sentido de preservar os partidos.
Resta-nos, então, um caminho ainda mais difícil : a opinião popular e, em especial, dos eleitores, para rejeitar propostas absurdas como esta. Inclusive porque teria, no mínimo, que ser antecedida do autoreconhecimento público e claro dos erros cometidos pelos dirigentes e pela instituição partidária. E isto não temos visto.
De minha parte, obviamente não só em relação ao PT, como também em relação ao PP e tantos outros partidos metidos em corrupção, eu defendo é a extinção. Seria o melhor para a democracia e para servir de exemplo para o futuro. Tomara que isto aconteça pela rejeição através do voto.
Autor : ERR

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EDSON ROBERTO REIS

15 de julho de 2020 às 21h27

“ É HORA DE PERDOAR O PT ? O ódio dirigido ao partido não faz mais sentido e precisa ser reconsiderado se o país quiser mesmo seguir o seu destino de nação soberana, democrática e tolerante” (Hã ?????? Quanta estupidez !!!! Comentários meus). Artigo assinado pelo colunista Ascânio Seleme, página 14, da edição de sábado, dia 11, de O Globo.

Quanta infelicidade nesta fala. Quando foi que chegamos ao ponto de considerarem que a permissibilidade e o perdão a criminosos é importante para uma “nação seguir seu destino de nação soberana, democrática e tolerante”? É isto mesmo? Deve-se “ tolerar” atos criminosos?
Será que nós, eleitores, ao invés de agentes ativos na construção de um país soberano, democrático, justo, equilibrado, somos e devemos ser meros reféns dos políticos e dos partidos ao ponto de ser considerado imperioso perdoar seus crimes? Inclusive os crimes partidários (visto que cometidos ou endossados por pessoas com cargos na direção dos partidos, aos quais caberia a evitar desvios de rumo enquanto ente jurídico)?
Que absurdo !!! E isto no sentido amplo, ou seja, em todos.
No âmbito criminal (que é o mais relevante), não cabe perdoar sem ao menos julgar, no âmbito cível e eleitoral também não cabe abdicar do julgamento, tendo em vista a traição aos princípios definidos no estatuto e completa omissão na adoção de medidas internas previstas nos códigos de ética para punição dos desvios ( já que todo ente jurídico existe para atender um propósito), no campo social porque seria um péssimo exemplo , no campo das ideias porque seria a convalidação da traição aos princípios defendidos e propalados como importantes valores da sociedade civil em termos de organização política, organização social , econômica, etc, que se propõem a defender.
O ideal seria propor o contrário: julgamento e punição adequada.
Infelizmente este caminho legalista, dado as leis que temos e ao grande empenho em não julgar com celeridade (contraditório, não???), redundaram até hoje em nenhuma punição partidária efetiva. É até compreensível, ainda que não admissível, dado as amarras jurídicas que foram construídas no sentido de preservar os partidos.
Resta-nos, então, um caminho ainda mais difícil : a opinião popular e, em especial, dos eleitores, para rejeitar propostas ABSURDAS COMO ESTA. Inclusive porque teria, no mínimo, que ser antecedida do AUTORECONHECIMENTO PÚBLICO E CLARO DOS ERROS COMETIDOS. E isto não temos visto.
De minha parte, obviamente não só em relação ao PT, como também em relação ao PP e tantos outros partidos metidos em corrupção, eu defendo é a EXTINÇÃO. Seria o melhor para a democracia e para servir de exemplo para o futuro. Tomara que isto aconteça pela rejeição através do voto.
Autor : ERR

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Patrícia Rodrigues

13 de julho de 2020 às 12h11

Primeiramente, aos que falam “a Globo”, saliento que a opinião de um indivíduo não representa o posicionamento da instituição Grupo Globo, necessariamente. Não existe isso de “autocrítica” do jornal. Segundo, independente de toda essa argumentação do artigo do jornal, não adianta essa apelação, pelo menos, a mim, pois não há como perdoar o lulismo das falcatruas em que participou, traindo seu dever moral de um posicionamento de centro-esquerda, onde roubou e também deixou esquemas e roubalheiras dos outros correrem solto, deixando o povo vivendo na mediocridade a espera de migalhas, dependente dessas migalhas, em vez de levá-lo a um desenvolvimento melhor e de independência.

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Sebastião Farias

12 de julho de 2020 às 17h02

Acho que se a globo tem a intensão de levantar a bandeira branca para pedir paz e perdão ao PT, agora no andar da carruagem, ela deve mostrar ao povo brasileiro, que fala a verdade e, desmentir publicamente o ódio que infelizmente, de forma criminosa, ela incutiu no povo contra o PT, seus governos e membros.
Outra iniciativa, seria corrigir os erros intencionais e oportunistas, que historicamente, semeou e implantou na mente do povo, contra o PT, seus membros e seus governos.
Poderia começar, falando e mostrando a verdade das realizações do partido dos trabalhadores, para a reafirmação da soberania, da grandeza, da independência, do protagonismo positivo pacífico e solidário no cenário mundial, etc, do Brasil e das transformações e avanços econômicos, sociais, infraestruturais e de mobilidade, produtivos, industriais, científicos e tecnologicos, de geração de emprego e renda, de combate à desigualdade e à corrupção de fato, de melhoria de vida para a população, etc, dentre outros avanços.
Aí sim, feito essa demonstração de verdade e de pedido de desculpas públicos, acho que o PT, seus dirigentes e membros, tendo provas de que essa organização global é séria, definirão estratégias de aproximação e negociações conjuntas, para definirem os rumos do Brasil daqui e diante mas, sem essa demonstração de que falam a verdade antes, penso que não será boa coisa a aproximação, até porque porquê quem tem que pedir desculpas, é a Globo ao PT.
https://www.brasil247.com/blog/pais-precisa-pedir-desculpas-ao-pt-antes-que-seja-tarde
São as nossas considerações e sugestões ao tema.
Sebastião Farias Um cidadão brasileiro nordestinamazônida

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Vixen

11 de julho de 2020 às 21h45

O PT depois do que fize com o Brasil em quase 20 anos seria extinto de qualquer pais normal do Mundo.

Uma vergonha internacional sem antecedentes.

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    Ulisses

    12 de julho de 2020 às 22h47

    Voces continuam repetindo feito papagaio o que eles querem que voces repitam, não saber pensar com sua cabeça ?

    Responder

    Ulisses

    12 de julho de 2020 às 22h49

    Vergonha é o que está aí na nossa frente, o que provavelmente, voce elegeu !

    Responder

Gilson Castro

11 de julho de 2020 às 20h29

O maior erro político nos dias de hj é classificar os eleitores do atual governo de bolsonaristas. Os eleitores do PR correspondem em sua maioria como brasileiros que não toleram mais o que sempre ocorreu na política brasileira e que ainda permanecem sem opções.

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Clarice

11 de julho de 2020 às 19h49

Precisaria, com certeza. Mas só, e só se, pedisse perdão. Se arrependesse. Reconhecesse os erros e assumisse que vai mudar. Por enquanto, só o que temos é:
https://www.brasil247.com/blog/pais-precisa-pedir-desculpas-ao-pt-antes-que-seja-tarde

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Francisco*

11 de julho de 2020 às 19h48

“Em sua coluna no Globo de hoje, o ex-diretor de redação do jornal, Ascânio Seleme, publicou um daqueles artigos que merece ser guardado como registro histórico. Intitulado “É hora de perdoar o PT”, o texto sugere que a nação só poderá se reencontrar se os 30% de eleitores que apoiam o PT forem readmitidos no debate público. O motivo? …“construir uma alternativa ao bolsonarismo”, sustenta o autor.”

Só mesmo os que não tem olhos de ver e cabeça de pensar não entenderam, até hoje, o fato que a democracia brasileira foi vítima de um golpeachment para remover o PT do governo, através de farsa jurídica-midiática lavajateira visando criminaliza-lo e varre-lo do cenário político nacional, antes sendo vítima de um primeiro ‘Mentirão’ jurídico-midiático, através dos quais acusaram ou condenaram, à base do ‘domínio do fato’, ‘da ‘literatura jurídica que permite’, da convicção, da ‘delação premiada sem prova’, etc., uma pá de dirigentes e parlamentares do PT, como, Delúbio, Dilma, Fernando Pimentel, Genoíno, Gleisi, Gushiken, Haddad, Humberto Costa, Jaques Wagner, João Magno, João Paulo, João Vaccari, José Mentor, Lindbergh Farias, Paulo Bernardo, Paulo Rocha, Professor Luizinho, Guido Mantega, Marco Maia, Mercadante, Silvio Pereira, Vander Loubet, Zé Dirceu, além dos ex-petistas, André Vargas, Delcídio, Pizzolato, Palocci e Vaccarezza, e em especial, Lula da Silva, condenado anunciado desde sempre, para não poder se candidatar e vencer a quinta eleição consecutiva para presidente, com os votos do povo no PT, e assim poder restaurar e retomar a democracia silenciada, a esperança perdida e o rumo da soberania interditada, varrendo do país o ‘golpeachment’ que nos atolou no brejo em que nos encontramos, desde 2014, e que ora afunda com o desgoverno eleito graças aos imprestáveis serviços prestados pela lavajateira operação, gerida por essa mesma classe dominante que agora pede socorro, condescendendo a quem recorre e precisa, em extrema precisão e risco, com a mais precisa, esclarecedora e arrogante frase rodrigueana, expelida do fundo dessa autoritária alma hereditária da canalha patrimonialista do espólio colonial brasileiro, “PERDOA-ME POR ME TRAÍRES”.

E passando a régua, ‘o Pelo do Vício’, escancarado, ao ‘canto do marreco’, no início do epílogo da farsa jurídico-midiática: “Esse agrupamento político, TALVEZ o mais forte e sustentável da história partidária brasileira, tem que ser READMITIDO no debate nacional. Passou da hora de os petistas serem REINTEGRADOS”, reconhece a Globo dos Marinho.

Só mesmo rindo e muito, desbragadamente…, olha a consistência dos gestores do ‘anti-petismo’ aíííí, gente!

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Karla

11 de julho de 2020 às 19h06

Sem pé nem cabeça. O lulopetismo é o neoliberalismo da esquerda. O partido rifou os trabalhadores no poder. O castigo veio à cavalo e sa cavalaria subiu a rampa do Planalto na esteira da exploração do antipetismo generalizado e dos erros crassos de Lula que se tornou refém da Casa Grande e mendigo do Judiciário.

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Alan C

11 de julho de 2020 às 18h49

Não precisa ser perdoado, precisa sair da bolha lulopetista fanática – e cega – e cair na real.

Só isso.

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Paulo

11 de julho de 2020 às 18h40

O PT não vai reconhecer culpa alguma pois ainda insiste na narrativa das existências da “República de Curitiba” e do “lawfare”, que impenderia anular, e, assim, portanto, por essa via transversa, reabilitar seu principal expoente político. O PT somente fará a necessária autocrítica após o passamento de Lula, através de lideranças surgidas após o Mensalão e o Petrolão, e que deles não participaram. Por exemplo, Haddad. Só não sei se o Partido não terá que ser refundado, sob outra sigla, talvez, para se desvincular, junto à classe média, simbolicamente, dos malfeitos do passado…

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LUIS ANTONIO DURANTE

11 de julho de 2020 às 17h29

Não acho que seja para isso não! Qualquer cidadão minimamente ajuizado sabe que o PT nunca faria isso, a Globo sabe! Vamos lá: na questão citada de que o PT nunca teria cumprido seu programa, na verdade, embora aja muito debate em torno da possibilidade real de implantação da democratização da mídia, com essas instituições que temos e mais ainda, com a correlação de forças no congresso e claro a ausência sequer de um movimento expressivo popular nesse sentido, não vai ocorrer. Nem aqui nem em país algum do mundo em nível aceitável, talvez alguns pequenos avanços. A outra coisa é que isso não o programa do partido como citado e sim parte dele. Aqui é bom lembrar que tem candidatos no campo da centro esquerda que sentir calafrios com esse tema. Agora quando a questão central, posta no texto, a Globo, diferentemente dos tempos idos, não conta mais com generais Brasília e menos ainda nesse momento e para o fim que lhe interessa, o mercado, com o apoio dos EUA. Esses hoje estão do outro lado, a defender suas empresas de comunicação. O Bolsonaro liquidará o sonho de consumo dela e de parte do eleitorado. E restará a plim plim escolher em 2022 no segundo turno entre o Bolsonaro ou o candidato que o PT tiver ou indicar. Só que dessa vez, se ela errar será simplesmente o fim dela!

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Henrique Martins

11 de julho de 2020 às 17h23

https://sputniknews.com/us/202007111079858562-man-dies-after-going-to-a-covid-19-party-to-prove-that-the-virus-was-a-hoax/

Homem morre após ir à uma festa da Covid-19 para provar que o vírus era uma farsa.

Detalhe: o homem reconheceu o erro na hora da morte. Menos mal. É muito triste alguém morrer imbecilizado contaminado por fake news.

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Henrique Martins

11 de julho de 2020 às 16h56

Sobre o incêndio num prédio de saúde em Botucatu que destruiu 2000 testes de Covid noticiado pelo portal do UOL só posso dizer o seguinte: INCÊNDIO CRIMINOSO.

Ou seja, eis que chegamos ao fundo do poço.

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Rogério Alves de Oliveira

11 de julho de 2020 às 16h00

Sem dúvida um dos elementos principais do artigo de Seleme é seu “conselho” ao PT de que mude de ideia quanto à democratização da mídia e à participação popular mais direta. Ora, conselhos são até bem vindos, mas não precisam ser seguidos à risca. O mais importante é este primeiro passo, dado por um jornalista da influência de um ex-diretor de redação de um importante jornal, e que realmente o PT volte a ter voz na mídia hegemônica. Este é um caminho necessário ao Brasil e à democracia. Estou torcendo pelos bons frutos que este tipo de manifestação possam render.

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Solange

11 de julho de 2020 às 14h02

Não me causou surpresa a primeira dama dizer que não está contaminada.
Duvido que ela durma com o carcará.

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Luiz

11 de julho de 2020 às 13h54

Texto metafísico.

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marco

11 de julho de 2020 às 13h38

Só espuma !
14 nos no poder , naõ mexeu uma palha, no limite, a tal de “midia técnica” que turbinou os ganhos da Globo.

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Alexandre Neres

11 de julho de 2020 às 12h47

Boa análise do Theófilo, sobretudo no tocante aos interesses por detrás da vênus platinada. Não se pode desprezar o ponto de vista do colunista Ascânio Seleme nas engrenagens da organização.

Sem o PT, não existe frente ampla. É sempre bom lembrar que mês que vem tem julgamento na segunda turma do STF a respeito da parcialidade do marreco.

Já passou da hora de as caixas de ressonância pararem com essa campanha incessante de querer cancelar o PT e o maior líder popular brasileiro de todos os tempos. É de um primarismo muito grande não se aperceber que a linha evolutiva do campo progressista passa necessariamente por Getúlio Vargas, JK, Jango e Lula. Com os defeitos de cada um, admitindo que faltou grandeza ao PT por não reconhecer o mérito dos que abriram o caminho para que pudesse vicejar. Não é de bom alvitre renegar o passado.

O que não dá para aceitar de modo algum é o ataque diuturno ao presidente que saiu do governo com 87% de aprovação e foi vítima de lawfare em conluio com o Tio Sam. Ver segmentos da centro-esquerda quererem se aproveitar disso por oportunismo eleitoral é sintomático do porquê estamos nessa draga e prova cabal do nosso complexo de vira-lata!

Responder

    marco

    11 de julho de 2020 às 19h10

    “Law Fare ” do tio Sammuel !
    Ora ,Dilma como Pedro , o apóstolo negou três vêzes as digitais do império no Golpe.
    Nunca foi essa a narrativa nem do Lula nem da Dilma.

    Responder

Elaine

11 de julho de 2020 às 12h32

Um avião da FAB que leva 39 quilos de cocaína escondida pode levar muito bem um Queiroz.
Será que esse aí também vai conseguir fugir para os EUA?

Responder

Fábio maia

11 de julho de 2020 às 12h16

E exatamente o que os ciristas tentam diariamente.

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