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Bolsonaro pede lei da mordaça para universidades federais

Por Redação

03 de março de 2021 : 18h01

O presidente Jair Bolsonaro ordenou que o Ministério da Educação (MEC) enviasse em fevereiro deste ano um ofício a Rede de Instituições Federais de Ensino Superior (Idea) com o objetivo de “prevenir e punir atos político-partidários nas instituições públicas federais de ensino”.

Na prática, a medida ordenada por Bolsonaro é uma mordaça nas universidades federais. Comandado pelo pastor Milton Ribeiro, o MEC usou um trecho do Ministério Público Federal (MPF) de que “não podem ser empregados para promoção de eventos de natureza político-partidária, porque destoante da finalidade pública a que se destina, que é a prestação de serviços públicos específicos, a promoção do bem comum da sociedade”.

Bolsonaro também usou “o princípio da impessoalidade” para usar a repressão contra os indivíduos que se posicionarem contra seu governo desastroso.

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8 comentários

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dcruz

04 de março de 2021 às 15h47

Estamos chegando cada dia mais perto das macabras palavras: “às favas com os escrúpulos”.

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Luiz Alberto

04 de março de 2021 às 09h22

Claro que a “punição “ tem lado, ou não?

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Alan C

04 de março de 2021 às 08h08

Vai trabalhar, bozolóide.

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Helena

04 de março de 2021 às 07h23

Dou meus parabéns ao médico Pedro Hallal, doutor em Epidemiologia e ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas, que não está se intimidando com a perseguição empreendida pelo governo Bolsonaro só porque ousou criticar Bozzo com relação às suas ações frente a epidemia por Coronavírus. O sr. Pedro Hallal disse que, apesar da perseguição, vai continuar a criticar esse governo autoritário do Bozzo que está causando milhares de mortes por Coronavírus. https://www.diariodocentrodomundo.com.br/vou-seguir-manifestando-as-mesmas-opinioes-diz-medico-processado-por-criticar-bolsonaro/?utm_source=social_mais&utm_medium=widget

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dcruz

03 de março de 2021 às 23h28

Aos que ainda têm dúvidas quanto a ditadura que se instala célere, parece que a lei da mordaça em Universidades é um indício definitivo. Já perderam o pudor, estão escancarando sem medo nenhum dos outros poderes constituídos. E o silêncio é sepulcral, quer dizer o outro silêncio de quem deveria estar coibindo mais essa sandice. Será que estão esperando o genocida gritar o brado retumbando chupado lá da ditadura que ele tanto admira? O famoso:”às favas com os escrúpulos”, proferido ao ser assinado o ato mais tenebroso da história do país.

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Paulo

03 de março de 2021 às 21h59

Não sei se as informações do post estão corretas, mas, se estiverem, quanto aos atos e aos agentes, como justificar o termo “Princípio da Impessoalidade”? Meu Deus, quanto mais vivo mais me decepciono, juridicamente. Até Chico Ciência tinha mais classe, ainda que fosse mais canalha. Essa AGU tinha que ser fechada, depois dessa (se é que partiu de lá). O princípio da impessoalidade – um dos pressupostos informadores do ato administrativo – é uma garantia do administrado (cidadão comum), diante da Administração (Poder Executivo), e não da Administração diante do servidor público…

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Valeriana

03 de março de 2021 às 19h47

“prevenir e punir atos político-partidários nas instituições públicas federais de ensino”.

Perfeito, de idiotas doutrinados nas faculdades o Brasil jà tem demais.

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    Luiz Alberto

    04 de março de 2021 às 08h04

    Perfeito para uma ditadura, não para uma universidade!

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