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Luciano Hang ocultou offshore por 17 anos

Por Redação

04 de outubro de 2021 : 11h51

O empresário bolsonarista Luciano Hang, dono da Havan, ocultou por cerca de 17 anos suas contas offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal.

De acordo com o Poder 360, o nome do bolsonarista está na lista do projeto Pandora Papers, uma investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês) que durou 11 meses.

No caso de Hang, sua offshore foi criada em 1999 e “batizada” de Abigail Worldwide e só foi regularizada no Brasil apenas em 2016 graças a uma lei sancionada durante o Governo Dilma. Já em 2018, a offshore de Hang tinha em conta um saldo de US$112,6 milhões, ou seja, R$ 604 milhões na atual cotação do real.

O valor foi descoberto pelo consórcio por meio de um documento do banco suíço EFG de 16 de outubro de 2018. Além de Hang, também estão na lista do Pandora Papers o ex-empresário Eike Batista e o ex-deputado José Janene (PP), um dos nomes envolvidos no escândalo do mensalão no Governo Lula em 2005.

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3 comentários

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EdsonLuiz.

05 de outubro de 2021 às 01h01

Falar que alguém é “formado” é bem zquiso. O que é alguém “formado”?
Falar que alguém é formado, digamos, politicamente, fica ainda mais schizo. Se assumido que é “formado” politicamente, a pessoa está assumindo que foi, que é, doutrinada.

Ninguém saudável é “formada” politicamente. É a própria pessoa, livre, com autonomia, que cuida da própria formação. E essa formação ė processo, não acaba nunca. Para ilustrar, imagine-se alguém que, com a formação que tivesse, vivenciasse as mudanças no leste europeu nos anos 80 e 90, com o desaparecimento da União Soviética, a conquista da liberdade pelo povo na Polônia, na Hungria, na Bulgária, na Romênia, na Iugoslávia, antes mantida como uma única república socialista (e não era das piores, heim) e hoje desdobrada em oito países. Caiu também a Albânia, caiu a Tchecoslováquia, hoje compondo dois países, caiu a Alemanha Oriental e o muro que a separava do mundo livre, ruiu a fantasia toda que carregávamos e alimentávamos, sem entender direito, dada a nossa ignorância política, a nossa prepotência, a nossa desinformação, quando negávamos a imprensa profissional e nos agarrävamos às nossas crenças ideológicas bobas, manipulados que éramos.

Mais absurdo ainda é que vivíamos nós mesmos sob uma ditadura militar bastante dura, com eliminações, perseguição geral – perseguição à imprensa profissional incluída, e no entanto, advogados, éramos nós vítimas de uma ditadura é, no entanto, defendíamos tantas outras ditaduras, desde que fossem aquelas ditaduras escolhidas por nossos “mestres”, que nos “formavam” politicamente, escolhessem para que nós dependêssemos.

Sim, nós éramos gado. E era ezatamente porque éramos gado que negávamis a imprensa profissional, que dispondo de liberdade, formação profissional adequada e recursos para apurar os fatos que repercute e registrar o correr da história sem os vícios das doutrinações e dos doutrinadores, pode nos informar devidamente sem manipulação.

Estes escândalos de corrupção e de evasão que sempre temos notícias recebem cobertura primorosa da imprensa profissional. Essa atual já é a sétima etapa das investigações, sempre feitas por um conglomerado de imprensa independente. A Folha de São Paulo, o Estadão e O Globo já participaram ativamente de etapas anteriores. A etapa atual, que envolveu jornalistas e jornais de dezenas de países e investigou Cento e tantos países, identificando com confirmação casos suspeitos em noventa e tantos, no Brasil está etapa atual tem no consórcio a Revista Piauí, que é ligada paternalmente à folha e conta com colaboração de O Globo, pelo blog Poder360 e por um outro jornal que não me ocorre agora, quando estou teclando.

Tenha sempre certeza que, de forma mais importante que dar notícias mais barulhentas e “roubar” o protagonismo das colegas que estão no consórcio neste momento, a imprensa profissional vai colaborar de forma séria, e não de forma doidivanas, com a discussão da questão é se tem de fato irregularidades mais graves.

No momento, sobre isso, sabe-se que Paulo Guedes informou sim, ao Comitê de Ética ao qual devia informar, e sabe-se que este Comitê de Ética levou mais de dois anos para julgar e concluiu, estranhamente, como me informei ontem PELA NOSSA IMPRENSA PROFISSIONAL, que nada há de irregular.

O Senado, a Câmara e outros iram se ocupar disso. A nossa imprensa também.

Não vamos, no momento, nos ocupar com doidivanas.

E, atentos, formação política é esforço e mérito de cada um. Faça a sua formação por estudos, por livros. Não substitua a sua formação política pela doutrinação de fanáticos eles mesmos doutrinados e fanatizados antes por outros iguais a eles, e tão ignorantes quanto.

Seja livre.

E valorize a imprensa profissional, sempre consciente de que ela apenas serve para lhe dar a notícia; mas é você, com sua formação livre, que lê!

A pessoa livre, saudável, não é formada; é ela que se forma. Ou então ela “não é”. A pessoa “formada” em algum lugar, “formada” por alguém ou “formada” por algum partido político ou algum centro de ideologização e fanatização é um

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Paulo

04 de outubro de 2021 às 23h41

Esse riso cruzado é o escárnio pelo Brasil. Mas poucos percebem, nem os próprios protagonistas…

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Alexandre Neres

04 de outubro de 2021 às 15h46

Logo cedo corri para ler os jornalões para ver a repercussão das offshores do Ministro da Economia e do presidente do Banco Central. Qual o quê!

No Valor e no Globo não é nem notícia. No Estadão tem uma matéria pequeniníssima na primeira página sem dar nome aos bois. Lá dentro cita Júlio Iglesias e Shakira. Por fim, a plural Folha. Lá tem uma chamada de primeira página dizendo que “Empresa offshore de Guedes gera questionamento”. Simples assim. Haja eufemismo.

Essa é a imprensa dita profissional do nosso país, que passa pano vergonhosamente para Guedes. Como esperar uma leitura crítica de cidadãos que foram formados lendo essas patacoadas? E depois ainda reclamam alarmados da “censura comunista”. Como dialogar com essa espécie de gado?

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