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Caetano critica falas de Ciro contra Lula: “não me agrada”

Por Redação

23 de outubro de 2021 : 09h32

O cantor e compositor Caetano Veloso criticou as declarações do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), pré-candidato a presidência da República, contra o ex-presidente Lula (PT).

Declarado apoiador do pedetista, Caetano chegou a pedir votos para Ciro nas eleições de 2018 mas diz que agora não se agrada com o discurso ácido do ex-ministro contra Lula.

“Não me sinto à vontade, não me sinto muito bem. Não me parece que venha a ser tão eficaz como ele e talvez João Santana pensem. E depois não me agrada a agressividade contra Lula, porque Lula é uma figura na história do Brasil que eu não consigo não admirar e não sentir afeto. Acho que tem uma beleza nessa manifestação da maioria do povo brasileiro de querer elegê-lo”, disse na Folha.

Porém, Caetano também afirmou que a volta do PT “há um pouco de volta ao passado” e diz que ainda é um entusiasta de que o país dê um passo para a frente.

“Agora, isso não quer dizer que a melhor coisa que poderá acontecer com o Brasil será Lula voltar à presidência. Não sei. Há um pouco de volta ao passado, gostaria que o Brasil desse passos pra frente. O próprio Lula, o próprio PT podia ter outra atitude. Mas o tom do Ciro nesse último período a mim não me agradou”.

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6 comentários

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Paulo

24 de outubro de 2021 às 23h45

Cê é burro, cara, que loucura!

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Jacob Binsztok

24 de outubro de 2021 às 15h49

Ciro não representa e tampouco esta preocupado com o futuro do pais . Seu projeto é personalista e agrega pouco a sociedade brasileira. Caetano deveria ser mais humilde e se reciclar em relação ao Brasil contemporâneo, estamos nos desintegrando como nação e fazer live no Natal em estúdio com músicos super protegidos,não contribui em nada ´para o resgate da democracia em nosso país. Pelo contrário, mostra o caráter elitista de Caetano alternado por comentários e falas pretensamente progressistas.

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Francisco*

23 de outubro de 2021 às 20h07

Além de afirmar que, “o tom do Ciro nesse último período a mim não me agradou”, sobre o outro tom, caetanamente afirma que, “agora, isso não quer dizer que a melhor coisa que poderá acontecer com o Brasil será Lula voltar à presidência. Não sei. Há um pouco de volta ao passado, gostaria que o Brasil desse passos pra frente. O próprio Lula, o próprio PT podia ter outra atitude.”

Pois é, até para Caetano, que passou da hora de ter outra atitude política que não a saltitante, mas sobretudo à golpista classe dominante, à classe aspirante a Casa Grande e para outros adjacentes, sem esquecer à Matriz, não deu bom bulir com o ‘passado’ insinuando-o com prefixo ultra, pois mesmo com arriscada ginástica para esconder os sujeitos da sabida e sempre abduzida conquista, na manchete e no texto da extensa matéria, sobre estudo inédito feito pelo INSPER (justo o insuspeito INSPER), a Folha publicou hoje:

“DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL CAIU DE 2002 a 2015, APONTA ESTUDO INÉDITO”

Ou seja, finalmente apareceram com a margarida comprovada, que caiu a desigualdade no país entre 2002 e 2015 e voltou a subir em 2016, com a preparação do golpe para instalar em 2016, a PONTE PARA O ‘FUTURO’ (desejo de Caetano para 22), quando, conforme demonstrado pelo estudo do INSPER, o Brasil para Todos precisa desesperadamente do retorno da PONTE PARA O ‘PASSADO’ do PT e Lula, para que volte a ter o presente que permita-lhe chegar ao futuro desejado (certamente por Caetano e todo povo que de fato e direito é brasileiro e não precisa enrolar-se na bandeira para parecê-lo).

E pensar que em maio de 2022 a ONU julgará o que andaram aprontando com a vida e o futuro político de Lula, e consequentemente com o do Brasil, em passado recente, né, Caetano?

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EdsonLuiz.

23 de outubro de 2021 às 18h40

Caetano Veloso quando se manifesta sobre qualquer tema faz declarações picadas e vai compondo um mosaico. As primeiras declaraçøes confundem um pouco, depois ele vai clareando. Ao juntar as partes vemos que Caetano contou uma história.

Na primeira declaração desse mosaico Caetano fez uma lista de nomes e, para não entenderem que uma opção por Ciro fosse automática, disse que não se via votando em Ciro. E ficou sugerido que mesmo um voto em Lula seria possível. Para entender Caetano tem que prestar atençåo nas condicionantes que usa ao falar. Naquela primeira fala, a condição do voto em Lula foi “se as coisas continuarem assim”.

As falas de Caetano são de uma sofisticaçåo linguística que o caráter populacho da nossa política não comporta.

Agora Caetano deu uma chave de entendimento; deu uma sentença do que será a próxima eleição de presidente:

Para Caetano, para compor o mosaico das suas falas,
a próxima eleição não se trata de um clivo ESQUERDA/DIREITA. Para ele a próxima eleição trata de PASSADO/FUTURO.

Eu acho isso sempre! Ideologia todo mundo deve ter uma para viver. E deve sempre escolher um lado, o lado dos que realmente precisam do Estado. Mas o clivo esquerda/direita ė um falso recorte. A vida moderna e mesmo o passado ė feito de tudo, de esquerda de direita, de centro-esquerda e de centro-direita, desde que progressista, mesmo que seja adepto do conservadorismo de esquerda ou do conservadorismo de direita.

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Batista

23 de outubro de 2021 às 12h03

Enquanto Caetano repete Caetano confundindo, como Ciro há mais de quarenta anos repete-se repaginado confundindo, ‘que é pro mundo ficar odara, pra ficar tudo jóia rara’ no ‘divino maravilhoso’, no ‘Haiti é aqui’, Débora Bloch lembra o que é sabido desde Paris, ‘omissão perante Bolsonaro é cumplicidade’, e Rodrigo Maia, na ditabranda Folha de São Paulo, aponta a única via pra terceira sair do acostamento:

“Só tem um para sair do segundo turno, que é o Bolsonaro. O candidato que está no nosso campo da centro-direita bate no Lula para mostrar que é diferente, mas o adversário é o Bolsonaro, que entrou no nosso eleitor”.

‘Mora na filosofia…’

No ‘nosso eleitor’, morou?
Devoto seria ‘eleitor nosso’, é isso?
E ‘nem-nem’, Maria?

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Paulo

23 de outubro de 2021 às 09h40

Caetano Veloso calado é um poeta.

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