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Irã intensifica tensão com EUA e ameaça bloquear acesso ao petróleo no Oriente Médio

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Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do comando unificado das forças armadas do Irã, durante pronunciamento em Teerã / Reprodução

O Irã, por meio do Quartel-General Central de Khatam al Anbiya, declarou que manterá seus ataques contra infraestruturas militares, de segurança e econômicas de Israel, bem como centros ligados aos Estados Unidos na região do Oriente Médio.

A declaração, divulgada no dia 7 de abril de 2026, inclui uma advertência explícita de que o país atuará para restringir o acesso de Washington e seus aliados ao petróleo e gás da região por um longo período, com o objetivo de forçar a retirada de forças americanas do território.

De acordo com informações publicadas pelo portal RT, as forças navais e aeroespaciais do Corpo de Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) iniciaram uma nova série de operações desde as primeiras horas do dia 7 de abril.

Esses movimentos constituem uma resposta às agressões contra instalações iranianas e incluem ataques a bases e interesses dos EUA na região, além de centros de comando e concentrações de militares israelenses em territórios ocupados. Os armamentos utilizados envolvem mísseis balísticos, de cruzeiro e drones.

Entre os alvos atingidos estão dois complexos petroquímicos na Arábia Saudita, localizados nas cidades de Al Jubail e Al Juaymah, além de um navio porta-contêineres israelense atingido por um míssil enquanto navegava rumo ao porto de Khorfakkan, nos Emirados Árabes Unidos.

Há também relatos de ataques com drones a um centro de reparo e manutenção da Marinha dos EUA no porto de Jebel Ali, igualmente nos Emirados Árabes Unidos, e a sistemas de radar na base aérea Ahmad al Jaber, no Kuwait.

Paralelamente, o presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu um ultimato ao Irã exigindo um acordo para a reabertura do estreito de Ormuz até as 20h do dia 7 de abril de 2026, horário do Leste. Trump alertou que, caso a demanda não seja atendida, o Irã enfrentará consequências severas.

Em resposta, autoridades iranianas afirmaram que o estreito de Ormuz não voltará a operar da mesma forma para Washington e Tel Aviv, sinalizando a preparação de um novo ordenamento estratégico no golfo Pérsico.

As autoridades de Teerã também rejeitaram qualquer proposta de cessar-fogo temporário, argumentando que tal medida apenas permitiria aos seus adversários se rearmarem e continuarem ações hostis.

Além disso, a República Islâmica anunciou a suspensão de contatos diplomáticos com os Estados Unidos, em reação às recentes declarações do líder americano.

A escalada de tensões na região levanta preocupações sobre os impactos no fornecimento global de energia, considerando a relevância estratégica do estreito de Ormuz, por onde passa uma significativa parcela do petróleo mundial. A situação permanece em desenvolvimento.

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