O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) abriu uma investigação para apurar um investimento de mais de R$ 100 milhões realizado pelo Rioprevidência em instituições financeiras não credenciadas.
A aplicação, feita entre os dias 24 e 29 de dezembro de 2023, ocorreu em três fundos específicos: Linea Fundo de Investimento Financeiro Renda Fixa Prazo Longo Responsabilidade Limitada, R CAP Soberano e R CAP Alocação.
O movimento foi realizado mesmo após recomendações do MPRJ para que o órgão adotasse medidas de proteção ao patrimônio previdenciário dos servidores estaduais do Rio de Janeiro, especialmente diante de problemas financeiros envolvendo instituições parceiras.
Entre novembro de 2023 e julho de 2024, o Rioprevidência aplicou cerca de R$ 970 milhões no Banco Master, valor que ficou retido após a incorporação da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), conforme aprovado pelo Banco Central.
Segundo o portal Metrópoles, o MPRJ busca esclarecimentos sobre os critérios que levaram a essas aplicações em fundos de alto risco, considerando o histórico de instabilidade financeira de entidades relacionadas ao Rioprevidência.
A investigação também abrange a situação de empréstimos consignados contratados por servidores e pensionistas junto ao Credcesta, administrado pelo Banco Master, que atualmente enfrenta processo de liquidação extrajudicial.
O Ministério Público notificou o Rioprevidência exigindo, no prazo de cinco dias, a apresentação de estudos técnicos, atas de reuniões e todos os procedimentos administrativos que justificaram os investimentos.
Foram solicitados ainda detalhes sobre a disponibilidade de novos instrumentos de crédito vinculados a garantias negociais, seja pelo próprio Rioprevidência ou por outros agentes financeiros, como o Banco Pleno, que também se encontra em liquidação extrajudicial.
Caso novos contratos sejam identificados, o MPRJ determinou a interrupção imediata das operações para resguardar o patrimônio previdenciário e os direitos dos servidores e pensionistas impactados.
A investigação levanta preocupações sobre a gestão dos recursos destinados à previdência estadual, especialmente em um contexto de sucessivos problemas financeiros envolvendo instituições parceiras.
O Rioprevidência não apresentou resposta oficial até o fechamento desta edição, no dia 8 de abril de 2026. A apuração do MPRJ busca garantir transparência e responsabilidade na administração dos fundos que sustentam milhares de famílias no estado do Rio de Janeiro.


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