A cerca de seis meses das eleições de 2026, a corrida pelo Palácio do Planalto já começa a tomar forma e conta com pelo menos 11 pré-candidatos oficialmente lançados. O mais recente a entrar na disputa é o escritor e psiquiatra Augusto Cury, que anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República pelo Avante no dia 5 de abril. Um dia antes, o ex-deputado federal Cabo Daciolo também informou que será candidato novamente, dessa vez pelo Mobiliza, antigo PMN. Em 2018, Daciolo disputou as eleições presidenciais e ficou em 6º lugar, à frente de nomes como Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e Alvaro Dias (Podemos).
Cury e Daciolo se juntam a um grupo extenso de pré-candidatos que conta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que buscará seu quarto mandato, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal candidato da oposição e representante do clã Bolsonaro nas eleições. Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em 1° e 2° lugar em pesquisas de intenção de voto do primeiro turno, e tecnicamente empatados em um eventual segundo turno.
O reflexo de 2022
Durante a campanha eleitoral em 2022, Lula chegou a dizer que caso fosse eleito, seria “um presidente de um mandato só”. Mas, nos últimos anos, o petista veio dando sinais de que poderia mudar de ideia. Em 2025, durante um evento no Rio de Janeiro, Lula foi direto ao dizer que o país poderia “ter pela primeira vez um presidente eleito 4 vezes”. Meses depois, durante visita a Jacarta, capital da Indonésia, ele confirmou a jornalistas, durante coletiva de imprensa, que iria concorrer a um quarto mandato.
Aos 80 anos, o presidente Lula (PT) disputará sua sétima eleição para presidente. Ele será o candidato mais velho a concorrer em uma eleição presidencial no Brasil e terá Geraldo Alckmin (PSB) novamente como vice. A confirmação da chapa foi feita no fim de março, durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, em que foi oficializada a saída de 14 ministros do governo para se candidatarem ao pleito em outubro.
A matemática das alianças
Além de Lula, nomes como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), que governaram respectivamente os estados de Minas Gerais e Goiás, estão na disputa. O ex-ministro Aldo Rebelo (DC) também aparece na lista. Esse quadro, contudo, pode mudar. Até 15 de agosto, prazo final para o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), novos candidatos podem surgir e outros desistir da disputa. O primeiro turno das eleições gerais deste ano está marcado para 4 de outubro. Caso nenhum candidato obtenha mais da metade dos votos válidos, haverá segundo turno, previsto para 25 de outubro.
Segundo o Correio Braziliense, a corrida presidencial também conta com Renan Santos (Missão), Samara Martins (UP), Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB) e outros nomes emergentes que buscam espaço no cenário nacional. A pesquisa mais recente da Atlas/Bloomberg em 25/03 mostra Lula com percentuais de intenção de voto variando entre 45,5% e 45,9% em cenários estimulados, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com índices entre 40,1% e 42,4% no mesmo tipo de cenário.
Por que isso importa
O cenário atual revela uma disputa polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro, refletindo o quadro político de 2022, mas com novas nuances e atores. O campo progressista, liderado por Lula, busca consolidar sua posição, enquanto a oposição, representada por Flávio, tenta capitalizar o legado bolsonarista. A rejeição é um fator crucial para ambos os candidatos, com Lula enfrentando 52% de rejeição e Flávio 46,1%, segundo a pesquisa Atlas/Bloomberg. O desenrolar dessa corrida tem implicações profundas para a política nacional, especialmente em um contexto de desafios econômicos e sociais que o próximo presidente terá que enfrentar.


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