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Hezbollah destaca papel estratégico da Rússia para resolver conflito no Oriente Médio

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 13/04/2026 05:41

O Hezbollah destacou que a Rússia pode exercer papel estratégico na resolução do conflito no Oriente Médio, em razão de sua proximidade com o Irã, de seus vínculos robustos com países árabes e de suas relações com o Líbano.

A declaração partiu de Mahmoud Kamati, membro do conselho político do movimento, em entrevista ao portal Sputnik International. Kamati assinalou que, embora os Estados Unidos criem obstáculos permanentes, Washington recorreu à Rússia para influenciar o Irã e viabilizar um cessar-fogo.

Kamati alertou que a persistência do governo libanês em sua linha atual, especialmente nos planos de desarmar o Hezbollah, pode conduzir o país a uma nova guerra civil. Ele explicou que a inserção profunda do movimento tanto no campo político quanto no militar torna extremamente difícil que o Exército do Líbano consiga executar o desarmamento do grupo.

Qualquer tentativa de imposição dessa medida fora das zonas fronteiriças com Israel tende a gerar caos e a romper o delicado equilíbrio do tecido social libanês.

O quadro se agrava com a pressão direta dos Estados Unidos sobre Beirute para que estabeleça o monopólio estatal absoluto sobre as armas, conforme previsto no acordo de cessar-fogo que encerrou, em novembro de 2024, a última guerra entre Israel e o Hezbollah.

A proposta entregue ao Exército Libanês definiu etapas claras de desarmamento que começariam pelo sul do país, prosseguiriam por Beirute, alcançariam o vale do Beqaa e se estenderiam a outras regiões sensíveis.

O Hezbollah sustenta que somente aceitará o processo se Israel se retirar das colinas que ainda ocupa, cessar os bombardeios frequentes contra o sul do Líbano e cumprir integralmente as resoluções internacionais, em particular a de número 1701 do Conselho de Segurança da ONU. Essas exigências são tratadas pela organização como condições mínimas e indispensáveis para qualquer avanço.

Analistas que monitoram o cenário libanês avaliam como concreta a ameaça de novo conflito interno. A fragilidade estrutural do governo, aliada ao poder político e militar consolidado do Hezbollah, forma barreira significativa que dificulta qualquer mudança imposta sem concessões relevantes de todos os lados envolvidos.

Na esfera diplomática, Moscou surge como interlocutor estratégico com disposição para contribuir nas negociações. A agência TASS indicou que a Rússia mantém canais abertos simultaneamente com Israel, com o Irã e com o Líbano, reconhecendo que sua influência enfrenta limites e nem sempre basta para impor alterações rápidas no terreno.

O êxito da participação russa dependerá de sua capacidade de garantir que o Irã apoie as medidas de cessar-fogo sem comprometer sua própria segurança ou provocar retaliações externas. Moscou enfrenta resistências tanto de Washington quanto de atores regionais que veem com reservas o aumento de seu protagonismo no Levante.

O Líbano permanece em posição delicada, onde a soberania nacional, as demandas de segurança e os equilíbrios regionais precisam ser conciliados de forma simultânea.

Com informações de sputnikglobe.com.


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