Nesta terça-feira (14 de abril de 2026), em declaração à imprensa após o encaminhamento de proposta presidencial ao Congresso Nacional, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou que o governo federal considera que o fim da escala de trabalho 6 por 1 deve ocorrer “para agora” e “com urgência”. Na avaliação do ministro, tentativas de adiar a votação fazem parte de uma estratégia da oposição.
A manifestação de Boulos ocorreu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter enviado a matéria ao Legislativo em regime de urgência constitucional. O dispositivo estabelece um prazo de até 45 dias para votação na Câmara dos Deputados e outros 45 dias para a tramitação no Senado Federal.
“Portanto, até 14 de julho a proposta tranca a pauta nas duas casas e deve ser votada. Lógico que tem os prazos regimentais. Mas imagino que até agosto a gente tenha o fim da escala 6 por 1 votado e aprovado no país, para dar pelo menos dois dias de descanso para cada trabalhador brasileiro”, explicou o ministro. Segundo ele, a celeridade é necessária para evitar que o debate seja postergado para o período pós-eleitoral.
O ministro defendeu que a mudança é essencial para garantir ao trabalhador tempo para convivência familiar, lazer e qualificação profissional. Boulos também refutou propostas de transição de cinco anos para a redução da jornada, classificando o modelo como inaceitável. “Demorar cinco anos para reduzir a jornada uma hora por ano não dá. Nós não concordamos com isso. Achamos que o fim da escala 6 por 1 é para agora”, disse.
Durante sua fala, o ministro citou estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que indicam que o impacto econômico da redução da escala não seria negativo, sustentando que a economia brasileira possui capacidade de absorver a alteração. Boulos argumentou ainda que a produtividade está ligada ao bem-estar laboral. “Um trabalhador descansado trabalha melhor, rende mais”, concluiu.
Fonte: Agência Brasil


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