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China duplica capacidade de supercomputação científica em Zhengzhou com 60 mil chips nacionais

0 Comentários🗣️🔥 A China concluiu uma expansão significativa de seu núcleo principal de computação científica em Zhengzhou. O sistema opera atualmente com 60 mil chips de desenvolvimento interno, o que representa o dobro da capacidade registrada no início de fevereiro. O serviço deu início às operações de teste com cerca de 30 mil aceleradores nacionais […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 15/04/2026 19:31

A China concluiu uma expansão significativa de seu núcleo principal de computação científica em Zhengzhou. O sistema opera atualmente com 60 mil chips de desenvolvimento interno, o que representa o dobro da capacidade registrada no início de fevereiro.

O serviço deu início às operações de teste com cerca de 30 mil aceleradores nacionais de IA. Essa nova configuração eleva o cluster a um nível comparável aos maiores sistemas computacionais globais.

Conforme detalhou o Global Times, o cluster não depende de chips fabricados nos EUA. Autoridades chinesas envolvidas no projeto destacaram essa independência como um avanço estratégico.

Chen Jing, vice-presidente do Instituto de Estratégia e Tecnologia da China, afirmou que a infraestrutura quebra barreiras ao viabilizar o uso comercial em larga escala de chips produzidos no país. O feito representa um marco na autonomia tecnológica chinesa.

O núcleo de Zhengzhou forma parte integrante do Supercomputing Internet nacional. Ele ocupa posição central na estratégia conhecida como super scientific computing agent.

Essa plataforma combina grandes volumes de dados, modelos avançados de IA e aplicações variadas. Centenas de modelos de linguagem abertos estão disponíveis para acesso pelos pesquisadores.

Os cientistas podem expressar suas necessidades de pesquisa por meio de linguagem natural. O sistema então gerencia automaticamente as tarefas, aloca os recursos computacionais e retorna os resultados processados.

O principal objetivo do cluster é dar suporte à pesquisa científica de ponta, viabilizando o treinamento de modelos com trilhões de parâmetros e a inferência em escala elevada.

O projeto também contempla usos comerciais para a tecnologia. A intenção é acelerar a aplicação industrial da IA em diferentes setores da economia chinesa.

Com essa expansão, a China supera limitações históricas no campo da computação, como poder de processamento restrito, dependência externa e atrasos em software.

Iniciativas paralelas conduzidas por companhias como Huawei, Cambricon e Alibaba recebem incentivo de políticas estatais, com pesados investimentos financeiros e preferência por fornecedores domésticos.

Os programas governamentais promovem a integração entre hardware nacional, softwares próprios e modelos de IA locais. Essa abordagem holística fortalece todo o ecossistema tecnológico do país.

A conquista do cluster de Zhengzhou reforça a busca chinesa por soberania tecnológica. O desenvolvimento permite contornar as sanções impostas por potências ocidentais sobre exportações de semicondutores.

Especialistas consideram o avanço não apenas técnico, mas também político. Ele consolida a posição da China como potência de referência no domínio da inteligência artificial aplicada à ciência.

O sistema está destinado a servir como referência para pesquisas em nível nacional e internacional. A expectativa é que impulsione a produção de conhecimento científico e estimule parcerias globais.

Com informações de scmp.com.

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