Pesquisadores da Universidade de Aalto desenvolveram um algoritmo de inspiração quântica que simulou as propriedades de um quase-cristal com mais de 268 milhões de pontos de conexão.
O método permitiu superar limitações impostas pela complexidade das estruturas não periódicas desses materiais.
A tarefa tradicional exigia o processamento de mais de um quatrilhão de números — volume que tornava a simulação inviável mesmo para os supercomputadores mais avançados do planeta.
Conforme apontou o portal phys.org, a equipe concentrou o trabalho em quase-cristais topológicos.
Esses materiais apresentam excitações quânticas não convencionais que protegem a condutividade elétrica contra ruídos e interferências externas.
O doutorando Tiago Antão atuou como autor principal do estudo. Ele explicou que a equipe empregou redes tensores para codificar espaços computacionais de escala exponencial e tratar o problema como um sistema de muitos corpos.
A abordagem comprime o cálculo em vez de processar cada ponto individualmente, demonstrando como técnicas clássicas inspiradas em mecânica quântica conseguem lidar com desafios de grande escala na física de materiais.
O professor assistente Jose Lado codirigiu o projeto e destacou que o avanço auxilia no design de materiais exóticos para componentes eletrônicos sem dissipação de energia.
Esses materiais podem mitigar o consumo elétrico e o calor gerados por data centers dedicados à inteligência artificial.
O conhecimento obtido também alimenta o desenvolvimento de novos paradigmas estruturais para computadores quânticos futuros.
A pesquisa executou o modelo por meio de simulação clássica rigorosa, concebida para futura aplicação em hardware quântico quando a fidelidade dos sistemas atingir o patamar necessário.
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