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Cientista afirma que universo tem 27 bilhões de anos e não precisa de matéria escura

0 Comentários🗣️🔥 O universo pode ser quase o dobro mais velho do que se acreditava e não precisar da famosa ‘matéria escura’ para existir. É o que sugere um estudo liderado pelo físico Rajendra Gupta, da Universidade de Ottawa, no Canadá, que desafia décadas de consenso científico. Gupta propõe um modelo que elimina a necessidade […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 16/04/2026 04:49

O universo pode ser quase o dobro mais velho do que se acreditava e não precisar da famosa ‘matéria escura’ para existir. É o que sugere um estudo liderado pelo físico Rajendra Gupta, da Universidade de Ottawa, no Canadá, que desafia décadas de consenso científico.

Gupta propõe um modelo que elimina a necessidade de matéria escura e energia escura, dois componentes invisíveis que, segundo a cosmologia padrão, compõem 95% do universo. Sua teoria combina duas ideias: a variação das constantes fundamentais da natureza ao longo do tempo e a perda de energia da luz em longas distâncias, conhecida como ‘luz cansada’.

O modelo padrão estima que o universo tenha 13,8 bilhões de anos e que a matéria comum — tudo o que podemos ver e tocar — represente apenas 5% do total. Os outros 95% seriam divididos entre matéria escura (27%) e energia escura (68%), responsáveis por explicar fenômenos como a rotação das galáxias e a aceleração da expansão cósmica.

Gupta, no entanto, argumenta que essas ‘peças invisíveis’ podem ser desnecessárias. ‘As forças da natureza podem estar enfraquecendo ao longo do tempo, o que explicaria a expansão acelerada do universo sem precisar de energia escura’, afirmou em entrevista ao portal Earth.com. ‘Além disso, a luz perde energia em viagens cósmicas, o que altera nossa interpretação do desvio para o vermelho (redshift) e da idade do universo.’

A teoria da ‘luz cansada’ não é nova, mas Gupta a revive com um novo enfoque. Em vez de atribuir o redshift apenas à expansão do universo, ele sugere que parte desse efeito vem da perda de energia dos fótons ao atravessarem bilhões de anos-luz. Isso, combinado com a variação das constantes físicas, poderia explicar observações como a distribuição de galáxias e a radiação cósmica de fundo sem recorrer à matéria escura.

O estudo analisou dados de redshift em diferentes épocas do universo e concluiu que o modelo de Gupta se ajusta às observações tão bem quanto o modelo padrão. ‘Há vários artigos questionando a existência da matéria escura, mas o meu é o primeiro a eliminá-la completamente enquanto mantém consistência com as principais observações cosmológicas’, disse o físico.

A proposta não é apenas uma curiosidade teórica. Se confirmada, ela teria implicações profundas para a física. A idade do universo saltaria de 13,8 bilhões para 27 bilhões de anos, e a compreensão sobre a formação de galáxias e a evolução cósmica precisaria ser revisada. Além disso, a ideia de que as constantes fundamentais — como a velocidade da luz ou a força gravitacional — podem variar abriria novas frentes de pesquisa.

Críticos, no entanto, apontam que o modelo ainda precisa passar por testes rigorosos. ‘Qualquer teoria alternativa deve explicar não apenas os dados atuais, mas também fazer previsões testáveis que possam ser verificadas com novas observações’, disse um cosmólogo da Universidade de Cambridge, em declaração à revista Nature. Gupta reconhece o desafio e afirma que sua equipe está trabalhando em previsões específicas para serem validadas por telescópios de próxima geração, como o James Webb.

A matéria escura foi proposta pela primeira vez na década de 1930, quando o astrônomo Fritz Zwicky notou que as galáxias em aglomerados se moviam mais rápido do que o esperado com base em sua massa visível. Desde então, evidências indiretas — como a rotação das galáxias e o efeito de lente gravitacional — reforçaram a ideia de que algo invisível exerce força gravitacional extra. No entanto, nenhuma partícula de matéria escura foi detectada até hoje, apesar de décadas de buscas em laboratórios e observatórios.

Gupta não é o único a questionar o paradigma. Nos últimos anos, outros pesquisadores têm explorado alternativas, como teorias de gravidade modificada (MOND) ou modelos que ajustam as equações de Einstein. O que diferencia sua abordagem é a combinação de duas hipóteses — variação de constantes e luz cansada — em um único modelo coeso.

Se o modelo CCC+TL (covarying coupling constants + tired light) se sustentar, ele poderia reescrever os livros de cosmologia. A energia escura, que hoje é considerada a principal responsável pela aceleração da expansão do universo, seria substituída pelo enfraquecimento das forças fundamentais ao longo do tempo. Isso não apenas eliminaria a necessidade de componentes invisíveis, mas também ofereceria uma explicação mais simples para fenômenos complexos.

O debate está longe de terminar. A comunidade científica aguarda novos dados, especialmente das observações do telescópio James Webb, que tem revelado galáxias surpreendentemente maduras no universo primitivo — algo que o modelo padrão tem dificuldade em explicar. Se Gupta estiver certo, essas galáxias seriam mais antigas do que se pensava, alinhando-se com sua estimativa de 27 bilhões de anos para a idade do universo.

E daí? Se Gupta estiver certo, o impacto vai além da teoria. Décadas de busca por partículas de matéria escura — com investimentos estimados em bilhões de dólares em detectores como o LUX-ZEPLIN e o XENONnT — teriam perseguido algo que sequer existe. Uma confirmação dessa magnitude exigiria um redirecionamento imediato no financiamento e nas prioridades experimentais da física de partículas global.

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