O Governo Federal formalizou em 10 de abril um protocolo de intenções entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Serpro e a empresa chinesa iFlytek. A iniciativa busca desenvolver inteligência artificial voltada ao setor público e reforçar a autonomia tecnológica do país.
A cerimônia realizada em Brasília integra os esforços de cooperação estratégica entre os dois países nas áreas de inovação e transformação digital, conforme detalhado no portal oficial do MCTI.
O acordo organiza-se em três eixos principais: pesquisa e desenvolvimento, capacitação de recursos humanos e fortalecimento da infraestrutura tecnológica. Esses pilares permitem a criação de soluções adaptadas à realidade nacional e às demandas do Estado.
Os projetos incluem modelos de linguagem em português, sistemas de tradução automática com foco em acessibilidade e aplicações de cibersegurança. Plataformas interoperáveis de dados em nuvem segura completam as frentes previstas no protocolo.
O ministro interino do MCTI, Luis Fernandes, classificou a parceria como essencial para garantir autonomia tecnológica. Ele advertiu que depender de soluções externas pode gerar riscos quando essas se mostram inacessíveis ou sujeitas a restrições em momentos críticos.
O presidente do Serpro, Wilton Mota, destacou que a estatal já possui mais de 300 soluções de inteligência artificial em seu portfólio. Esse acervo servirá de base para acelerar a adoção da tecnologia nos serviços prestados à população.
A infraestrutura nacional de IA contempla data centers, nuvem segura e plataformas de dados interoperáveis. Essas estruturas integram-se às capacidades já existentes no país.
O protocolo prevê ainda intercâmbio de pesquisadores, cursos especializados, visitas técnicas e bolsas de estudo. A capacitação de recursos humanos surge como elemento central do acordo.
As autoridades enfatizam que o objetivo ultrapassa o simples uso de modelos prontos. O país busca dominar todo o ciclo tecnológico, da curadoria de dados ao treinamento, avaliação e operação em produção.
Carlos Rodrigo Lima, do Serpro, afirmou que somente esse domínio completo garante que a inteligência artificial sirva de fato aos interesses do Estado. A declaração sintetiza a filosofia que orienta toda a iniciativa.
Do lado chinês, o vice-presidente da iFlytek, Ji Lin, considerou o acordo uma oportunidade estratégica para acelerar soluções inovadoras. A declaração reforça o caráter recíproco da cooperação em ciência e tecnologia.
O Ministério das Relações Exteriores acompanha o acordo e o julga alinhado ao Plano de Inteligência Artificial para o período 2024–2028. O plano prioriza a conquista da autonomia estratégica nacional.
Em contexto de disputa geopolítica por liderança tecnológica, a iniciativa permite diversificar parcerias e reduzir vulnerabilidades frente à concentração de poder em poucos atores internacionais. O domínio nacional do ciclo completo mitiga riscos de dependência excessiva.
O Serpro assume posição central ao conectar pesquisa avançada, formulação de políticas públicas e entrega de serviços digitais ao cidadão. Sua expertise consolida a execução prática de todo o protocolo.
A parceria configura passo concreto na construção de infraestrutura crítica para o Estado. Ela consolida a soberania digital como fundamento para o exercício pleno da soberania nacional.
Com informações de olhardigital.com.br.
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Zizi
17/04/2026
Que passo mais arriscado, meninos mal-educados! O ideal seria que a soberania digital fosse mesmo da gente — com tecnologia nacional, transparência e respeito à privacidade — e não uma dependência disfarçada, mesmo que se trate de cooperação com a China. Estou de olho pra ver se “cooperação” não vai virar mais controle externo sobre nossos dados.
Carlos A. Mendes
17/04/2026
Bom ver que o governo tá pensando grande em soberania digital, mas preciso de garantias reais: responsabilidade, transparência, proteção de dados. A China não tá exatamente com boa fama em privacidade—se vamos cooperar, que seja com salvaguardas fortes. Esse acordo pode render, desde que seja pra fortalecer, não pra comprometer nossa autonomia.
Celio Fazendeiro
17/04/2026
Mais um “acordo” desses pra trazer chinês fuçando nossos dados, enquanto índio fica esfolando árvore pra queimar fogueira de festa da cidade grande. Soberania digital? É pra falar bonito; na prática vão é entregar o ouro pros vermes de fora em troca de promessa de “desenvolvimento”. Se é para inovar, que invistam em gente daqui, em tecnologia nacional — não em cabeça de chinês.
Maura Santos
17/04/2026
Calma lá, Celio — desde o apagão que vocês gostam de lembrar, só que nunca aprendem, a gente sabe que quem entrega soberania tecnológica entrega também a conta alta. Investir em iFlytek pode ser útil, mas se for pra reforçar a ciência brasileira, apoiar universidades, startups nacionais, e trazer guardiões da privacidade pra dentro do código — aí sim a soberania é de verdade.
Renato Professor
17/04/2026
Ótima oportunidade, mas “acordo com iFlytek” não é garantia de soberania digital — é preciso transparência no uso de dados, controle sobre infraestrutura e insistir em leis mais rígidas privacy-first. Cooperar é bem-vindo, desde que o Brasil não vire consumidor passivo de tecnologia estatal estrangeira — temos competência técnica para exigir autonomia de fato.
Karina Libertária
17/04/2026
Pô, Brasil firmando acordo com chinesa pra “soberania digital” parece piada pra quem vive no mundo real. Enquanto isso, bolsista família só quer mais bondinho estatal, zero iniciativa de investir no exterior ou pensar grande. Se quer ser tech power, bora parar de depender de governo e começar a fazer investimento smart como os players de verdade. Isso de delegar pra empresa chinesa é outsourcing demais pro meu gosto.
Rubens O Pescador
17/04/2026
Karina, sua ironia é justa—mas deixa eu te dizer: quando o PT mandava, o Brasil ainda plantava arroz, feijão, criava vacina, tava aprendendo a voar com USBP e ter soberania de verdade — mesmo com falhas, a gente não dependia ó do “outsourcing” de ideologia. Agora, quando se entrega pro gringo ou pro chinês dizendo que é “tecnologia soberana”, cuidado pra não acordar amanhã vendendo tudo que resta pra pagar o importado.
Adalberto Livre
17/04/2026
ESSA POR CARA AÍ… BRASIL SE JUNTA COM CHINA PRA “SOLOMITÉRIA DIGITAL”? ISSO É COMUNISMO DISFARÇADO DE TECNOLOGIA! QUEM MANDA NO PATRIMÔNIO DO POVO, GOVÊRNO OU EMPRESA CHINESA? ISSO VAI DAR PROBLEMA, SEI NÃO…
Augusto Silva
17/04/2026
Adalberto, sua preocupação é compreensível – mas vontade política + regulação = soberania sim; “solomitéria digital” existe muito mais quando deixamos os dados nas mãos de empresas privadas sem transparência. Além disso, parceria com a China não é “comunismo disfarçado”, é pragmatismo: acordos tecnológicos bem feitos podem fortalecer o Brasil — se nós mandarmos nas regras.
Lurdinha Deus Acima de Todos
17/04/2026
MDS do céu, e agora com empresa chinesa nesse rolê de IA 😬 Será que isso não vai deixar nossos dados sujos na mão de outros países? Se fecharem com honestidade mesmo, tá ótimo… mas me prometeram que protegem nossa soberania, viu? 🇧🇷🙏
Zé Trovãozinho
17/04/2026
Assinar acordo com a iFlytek é patrocinar dependência tecnológica com quem é suspeito de abusos de privacidade — Brasil precisa controlar sua própria AI, não terceirizar soberania. Se vamos cooperar, que seja com garantia total de transparência, jurisdição nacional e proteções de dados respeitadas, senão vira invasão de dados que beneficia outro Estado.
Francisco de Assis
17/04/2026
Concordo contigo, Zé — soberania digital sem garantias de transparência é como construir castelo na areia. Se a parceria com a iFlytek não vier com cláusula clara de jurisdição nacional e rígido controle de privacidade, vai ser só fachada pra entregar dados do Brasil a interesses alheios.