O enviado especial da Presidência russa Kiril Dmítriev ridicularizou a pressa dos países europeus que anunciaram planos para proteger a liberdade de navegação no estreito de Ormuz — logo após o Irã declarar o estreito totalmente aberto para navios mercantes durante o cessar-fogo com os EUA.
Dmítriev, que também dirige o Fundo Russo de Investimento Direto, publicou mensagem em sua conta no X destacando que o estreito já se encontrava liberado por decisão de Teerã. Ele apontou as medidas britânica e da UE como gesto de histeria diplomática desnecessária.
O chanceler iraniano Abás Araghchi anunciou que todos os navios comerciais poderiam transitar pela rota coordenada pela Organização Portuária e Marítima da República Islâmica. A decisão veio após semanas de restrições que afetaram o tráfego marítimo estratégico na região.
O Irã estabeleceu condições claras para a passagem: apenas embarcações comerciais podem cruzar o estreito, enquanto navios militares ou ligados a países hostis permanecem proibidos. Os capitães devem seguir rotas designadas pelas autoridades iranianas e coordenar toda a operação com Teerã.
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer publicou que era preciso restabelecer a paz com um cessar-fogo permanente na área. Ele se alinhou a França e outros aliados para lançar plano conjunto de proteção à liberdade de navegação.
Como destacou Dmítriev em sua conta na rede social, conforme reportou o portal RT, a iniciativa europeia surge tardiamente quando o Irã já havia definido unilateralmente os termos da abertura. A ironia russa expõe o descompasso entre as declarações ocidentais e a realidade imposta por Teerã.
Os preços do petróleo caíram cerca de nove por cento após o anúncio iraniano. O mercado reagiu positivamente à perspectiva de alívio na crise energética provocada pelas semanas de restrições no estreito.
Especialistas indicam que o controle iraniano sobre o tráfego marítimo continua sólido apesar da reabertura formal. O trânsito ainda enfrenta limitações operacionais e exigências impostas por Teerã que reafirmam sua soberania sobre a rota.
O Reino Unido convocou dezenas de países para discutir respostas coordenadas de caráter diplomático, econômico e de segurança. A França exigiu reabertura imediata e incondicional, enquanto os Emirados Árabes Unidos cobraram o cumprimento integral da trégua.
A reação de Dmítriev questiona o sentido das iniciativas europeias quando o ator regional principal define os termos do trânsito. O episódio revela as tensões persistentes sobre quem exerce autoridade real nas rotas marítimas estratégicas do Oriente Médio.
Moscou utiliza o caso para criticar o que considera narrativa ocidental desconectada dos fatos no terreno. O Irã demonstrou capacidade de impor condições soberanas mesmo sob intensa pressão internacional.
Com informações de actualidad.rt.com.
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Luciana
17/04/2026
Enquanto empresários como eu ajustam cada centavo no cartão e no botijão, vejo que essa disputa toda parece mais teatro diplomático do que urgência real. Se o Irã diz que já liberou, que se fiscalize — gastar em discurso é caro e não põe feijão na mesa.
Lurdinha Deus Acima de Todos
17/04/2026
Ai, gente… Eu fico passada com esse lenga-lenga diplomático! Se o Irã já liberou o Estreito de Ormuz, qual urgência toda dessa parte da Europa pra “proteger”? Parece mais teatro pra plateia internacional do que necessidade de fato.
Pedro
17/04/2026
Como motorista de app, já tô cansado de ver política atrapalhando até o preço da gasolina — parece que essa “urgência” europeia é mais theatrinho que necessidade real. Se o Irã já declarou o estreito aberto, que deixem quem sabe do assunto fazer o serviço, enquanto a gente só aguenta no botequim vendo o litro subir.
Zé Trovãozinho
17/04/2026
Olha, é aquela hipocrisia clássica: Europeus fingindo surpresa agora, quando sempre souberam que o Irã tinha capacidade de liberar o estreito — mas preferiam alimentar tensão pra justificar presença militar. Será que pelo menos dessa vez a diplomacia vai prevalecer, ou vão se agarrar à retórica pra inflar o próprio protagonismo?
Rubens O Pescador
17/04/2026
Óia, Zé Trovãozinho, tu acertou no centro: essa “surpresa” europeia cheira mais a jogada de teatro mesmo — diplomacia? Vai ver usam é o bordão pra encobrir negócio de bastidores. Se for pra prevalecer, que seja por bem, mas não boto fé muito tempo nessa conversa limpa.
Rick Ancap
17/04/2026
Quer dizer que a Europa quer garantir algo que o Irã já disse que está liberado? Clássica paranoia estatal: inventam um problema pra justificar invasão ou mais controle. Se é pra proteger a navegação, deixa o mercado resolver—não precisa de exército nem de diplomacia de estábulo.
Renato Professor
17/04/2026
A urgência europeia soa, no mínimo, desajeitada: parecem ignorar que o Irã já liberou o Estreito de Ormuz para navegação mercante — um fato concreto, não suposição conspiratória. É curioso como a geopolítica costuma atrasar o senso de realidade.
Evelyn Olavo
17/04/2026
Claro que os europeus correm atrás do vento — se o Irã diz que Liberou o Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo, pra que essa urgência toda senão causar tensão? Acredito que há manobras políticas por trás, como num mapa astrológico em que planetas se alinham pra justificar intervenção estrangeira. Se o mundo fosse a terra plana geopolítica que muitos acham, veríamos que essas pressas são parte de um teatro diplomático.
Jeferson da Silva
17/04/2026
Evelyn, é fácil botar tudo em “teatro diplomático”, mas enquanto vocês viajam nas teorias astrológicas, eu tô nos apitos de fábrica: toda crise tem impacto direto pra trabalhador, seja no preço da nafta, transporte marítimo, ou até no dólar. Se for só pra causar tensão e vender manchete, que usem políticos — mas quem paga a conta somos nós.