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Petroleiro paquistanês Shalamar desafia bloqueio dos EUA e cruza o estreito de Ormuz com 440 mil barris de petróleo

2 Comentários🗣️🔥 O petroleiro Shalamar, matriculado no Paquistão, se tornou a primeira embarcação a sair do Golfo Pérsico carregada de petróleo após os Estados Unidos imporem bloqueio naval a portos iranianos. A nave transportava cerca de 440 mil barris de cru carregados na ilha de Das, nos Emirados Árabes Unidos. A embarcação transitou pela ilha […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 17/04/2026 10:54

O petroleiro Shalamar, matriculado no Paquistão, se tornou a primeira embarcação a sair do Golfo Pérsico carregada de petróleo após os Estados Unidos imporem bloqueio naval a portos iranianos.

A nave transportava cerca de 440 mil barris de cru carregados na ilha de Das, nos Emirados Árabes Unidos.

A embarcação transitou pela ilha iraniana de Larak antes de entrar no Golfo de Omã com destino ao porto de Karachi, no Paquistão. O cruzamento foi concluído na quinta-feira, segundo dados de rastreamento marítimo das plataformas Kpler e LSEG.

O Shalamar pertence ao tipo Aframax, de capacidade média, e integra os poucos trânsitos bem-sucedidos desde o início do bloqueio. Nos últimos dias, ao menos 14 embarcações recuaram após iniciar manobras no estreito de Ormuz diante das restrições impostas por Washington.

O bloqueio naval dos EUA passou a valer formalmente no dia 13 de abril, às 14h GMT, com o objetivo declarado de deter navios que entrassem ou saíssem de portos iranianos. A medida foi acompanhada de permissões informais e acordos extraoficiais para trânsitos com destinos distintos de portos iranianos.

O Shalamar já havia tentado a rota anteriormente, mas precisou desistir diante da falta de entendimento entre Washington e Teerã. Após deixar a ilha Das, a embarcação retomou a navegação para o leste e completou com sucesso a travessia de Ormuz.

Outros petroleiros também seguiram a rota indicada pelo governo iraniano junto à sua costa, próximo à ilha de Larak — corredor autorizado por Teerã para evitar confrontos. Entre essas embarcações estão os tanques Alicia e Agios Fanourios I, do tipo VLCC, além do Peace Gulf, de porte médio, que cruzaram após o dia 14 de abril.

Os Estados Unidos estenderam a zona de bloqueio a mercadorias classificadas como contrabando. Qualquer embarcação suspeita de se dirigir a território iraniano pode ser submetida ao que Washington denomina direito beligerante de inspeção.

O episódio do Shalamar revela a complexidade da situação enquanto Washington tenta isolar o Irã por mar. Diversas empresas naveiras demonstram disposição para desafiar as restrições, operando sob bandeiras de terceiros países ou seguindo rotas supervisionadas pelas autoridades iranianas.

O tráfego comercial no estreito de Ormuz despencou desde o início dos bombardeios envolvendo EUA, Israel e o Irã, por volta do dia 28 de fevereiro. As quantidades de cru carregadas desde portos do Golfo Pérsico registraram forte queda entre fevereiro e meados de abril, conforme detalhou o portal S&P Global em sua análise.

Com o Shalamar navegando rumo a Karachi para descarregar sua carga, antecipam-se novos tentativas de trânsito nos próximos dias. O que está em jogo ultrapassa a liberdade marítima e envolve a capacidade da República Islâmica de manter seus ingressos, além da disposição de países terceiros para continuar o comércio a despeito das sanções.

A travessia do petroleiro paquistanês cria uma barreira real ao bloqueio naval dos EUA e tensiona ainda mais a geopolítica do petróleo e os princípios de soberania marítima na região.

Com informações de actualidad.rt.com.


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Rick Ancap

17/04/2026

Claro, isso é um tapa na cara da tirania estatal: os EUA acham que podem controlar rotas marítimas como se fossem donos do mundo, mas o mercado fala mais alto. Quanto a esse petroleiro? É o exemplo perfeito de que sanções e bloqueios servem pra criar oportunidades pros audazes – e quem vacila fica pra trás.

Miriam

17/04/2026

É muita ousadia operar assim em meio a sanções tão rígidas — independente de nacionalidade. Política internacional não é jogo de poder: tem regra, tem consequência. Espero que os responsáveis estejam preparados para assumir o risco que escolheram.


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