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FAB desenvolve foguete hipersônico Mach 10 e coloca Brasil na corrida por tecnologia aeroespacial estratégica

1 Comentário🗣️🔥 O Brasil avança no desenvolvimento de um foguete hipersônico capaz de atingir até 12 mil km/h. O projeto pode posicionar o país entre as poucas nações com domínio dessa tecnologia. A iniciativa é liderada pela Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), dentro do programa estratégico 14-X. O […]

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O Brasil avança no desenvolvimento de um foguete hipersônico capaz de atingir até 12 mil km/h. O projeto pode posicionar o país entre as poucas nações com domínio dessa tecnologia.

A iniciativa é liderada pela Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), dentro do programa estratégico 14-X.

O objetivo é claro.

Demonstrar voo hipersônico com tecnologia nacional, baseada em motores do tipo scramjet, que operam em combustão supersônica.

Os números mostram o salto tecnológico.

O foguete é projetado para alcançar Mach 10, cerca de 10 vezes a velocidade do som, equivalente a aproximadamente 12 mil km/h.

Isso coloca o Brasil em um grupo restrito.

Hoje, apenas poucas potências dominam ou testam esse tipo de tecnologia, considerada uma das mais avançadas da engenharia aeroespacial.

O funcionamento é diferente dos foguetes tradicionais.

O motor scramjet utiliza o próprio oxigênio do ar para combustão, reduzindo a necessidade de carregar oxidantes e aumentando a eficiência em altas velocidades.

Mas há um desafio.

Esse tipo de motor só funciona em altíssima velocidade.

Por isso, o projeto inclui um foguete auxiliar, o RATO-14X, que impulsiona o veículo até cerca de 30 km de altitude, onde o sistema hipersônico entra em operação.

O desenvolvimento segue em fases.

Até 2025, o programa concentrou testes em solo e simulações. Em 2026, entrou na etapa de integração dos sistemas, considerada crítica para validar o conjunto completo.

O primeiro voo completo está previsto para 2027.

O investimento também chama atenção.

O projeto recebeu cerca de R$ 117 milhões em financiamento público para desenvolvimento tecnológico.

O impacto vai além da defesa.

A tecnologia hipersônica tem aplicações em:

  • lançamento de satélites
  • transporte suborbital
  • sistemas aeroespaciais avançados

Isso amplia o alcance do projeto para áreas civis e industriais.

Outro ponto central é a base tecnológica.

O programa envolve universidades, centros de pesquisa e empresas da indústria de defesa, criando um ecossistema de inovação no país.

Segundo especialistas, o domínio dessa tecnologia pode reduzir dependência externa e fortalecer a soberania nacional.

No cenário global, o timing é estratégico.

A corrida hipersônica se intensificou nos últimos anos, com Estados Unidos, China e Rússia investindo pesadamente nesse tipo de sistema.

O Brasil entra nessa disputa ainda em fase experimental.

Mas com potencial de avanço relevante.

Para o país, o impacto é estrutural.

Desenvolver tecnologia hipersônica não significa apenas velocidade.

Significa dominar áreas críticas como:

  • materiais resistentes a altas temperaturas
  • aerodinâmica extrema
  • sistemas avançados de controle

O dado central não é apenas o foguete.

É o conhecimento gerado.

O projeto 14-X transforma o Brasil de usuário em desenvolvedor de tecnologia de ponta.

E sinaliza uma mudança.

O país começa a disputar espaço em uma das áreas mais estratégicas da ciência e da defesa no século XXI.

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Comentários

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Douglas

20/04/2026

Fantástico ! Fiquei surpreso que o Brasil agora .


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