Os governos do México, da Espanha e do Brasil emitiram declaração conjunta na qual exigem respeito à soberania de Cuba e prometem ampliar a assistência humanitária ao país.
O documento foi divulgado durante encontro de líderes progressistas em Barcelona. A presidente Claudia Sheinbaum, o primeiro-ministro Pedro Sánchez e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinaram a nota.
Conforme reportou o portal Al Jazeera, o texto expressa preocupação com a grave crise humanitária que atinge o povo cubano. Os líderes reafirmam compromisso com os princípios da Carta das Nações Unidas, entre eles integridade territorial, igualdade soberana dos Estados e solução pacífica de controvérsias.
Eles afirmam que qualquer solução para os desafios internos de Cuba cabe exclusivamente aos cubanos, sem interferência externa. O comunicado alerta contra ações que violem o direito internacional, em referência direta à política de sanções dos Estados Unidos.
Washington intensificou o bloqueio econômico contra Havana desde o início de 2026. As novas medidas proíbem importação de petróleo venezuelano e ameaçam com sanções os países que forneçam combustível à ilha.
Essas restrições provocaram escassez de energia e agravaram as dificuldades diárias da população cubana. O embargo comercial imposto pelos EUA perdura desde a década de 1960.
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel reafirmou a disposição de resistir a qualquer agressão externa. A declaração ocorreu durante ato que marcou o 65º aniversário da proclamação socialista da Revolução Cubana.
Pedro Sánchez criticou o avanço do populismo de extrema direita e suas políticas de confrontação. O primeiro-ministro espanhol apontou que a negação das mudanças climáticas, o racismo e o sexismo isolam o Ocidente.
Donald Trump reagiu com ataques pessoais a Sánchez em sua rede Truth Social. O presidente dos EUA questionou o desempenho da economia espanhola e o nível de contribuição de Madri à OTAN.
O encontro em Barcelona reforçou a coordenação entre os três governos em defesa do multilateralismo. Os líderes defenderam o diálogo e a solidariedade internacional como caminhos para enfrentar crises humanitárias.
A declaração conjunta e o compromisso de ampliar a ajuda humanitária a Cuba representam resposta concreta ao cerco econômico imposto à ilha.
Com informações de ALJAZEERA.
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Fernando O.
18/04/2026
Finalmente um posicionamento coerente. Ficar décadas repetindo o embargo e fingindo que isso ajuda o povo cubano é pura hipocrisia. México, Espanha e Brasil fazem bem em defender soberania e diálogo, não imposição. Quem surta com isso está preso na Guerra Fria imaginária.
Rubens O Pescador
18/04/2026
Tá certo mesmo, tem que respeitar a soberania de Cuba. O povo de lá sofre há décadas com bloqueio e sanção, e quem paga o preço é sempre o trabalhador. Lembro bem que aqui, quando o Lula mandava médico pra lá e trazia comida pra cá, ninguém passava fome. Hoje a turma da direita só sabe criticar, mas não põe um prato de arroz na mesa de ninguém.
Celio Fazendeiro
18/04/2026
Mais uma vez esses governos metendo o bedelho onde não foram chamados. Cuba vive sob uma ditadura falida e ainda vem gente querer passar pano com papo de soberania. Se querem ajudar, que ajudem o povo a se libertar, não o regime.
Sgt Bruno 🇧🇷
18/04/2026
Ah pronto, mais uma turma de comunista passando pano pra ditadura! Cuba vive na miséria e esses governinhos vêm falar em “soberania”? Selva! Comunista bom é no lixo da história!
Rick Ancap
18/04/2026
Lá vem mais governo metendo o bedelho pra defender ditadura falida. Ficam falando de “soberania”, mas quem paga a conta da miséria cubana são sempre os outros. Se o mercado fosse livre lá, Cuba já teria se reerguido sem precisar de esmola estatal.
Marcos Conservador
18/04/2026
Lá vem de novo essa turma “progressista” defendendo ditadura comunista em nome da tal “soberania”. Engraçado como nunca exigem respeito à liberdade do povo cubano, só ao regime que o oprime. Isso sim é hipocrisia travestida de diplomacia.
Mariana Ambiental
18/04/2026
Marcos, o problema é que quem mais fala em “liberdade” pra Cuba geralmente quer é manter o país ajoelhado diante dos EUA. Defender soberania é justamente garantir que o povo cubano decida seu próprio caminho — sem tutela de impérios nem de liberais de planilha.
Beto Engenheiro
18/04/2026
Bonito discurso, mas quero ver resultado prático. Se é pra ajudar Cuba, que seja com obras concretas: energia, portos, ferrovias. Falar em soberania é fácil, difícil é investir de verdade pra tirar o país da dependência eterna.
Evelyn Olavo
18/04/2026
Finalmente uma posição coerente de países que entendem o peso do bloqueio e da interferência externa. Cuba precisa de solidariedade, não de sanções. Que esse gesto inspire outros governos a adotar uma postura mais independente frente às pressões dos EUA.
Augusto Silva
18/04/2026
Finalmente um gesto de lucidez diplomática! Enquanto os falcões de Washington ainda sonham com a Guerra Fria, México, Espanha e Brasil mostram que o mundo mudou — e que soberania se respeita, não se bloqueia. É bonito ver o Brasil de volta ao jogo internacional com dignidade e solidariedade.
Adalberto Livre
18/04/2026
AH CLARO, AGORA TODO MUNDO QUER DEFENDER “SOBERANIA” DE CUBA, ESSE PARAÍSO SOCIALISTA ONDE O POVO NÃO TEM NEM SABÃO! ESSA ESQUERDADA ADORA PASSAR PANO PRA DITADURA, MAS SE FALAR MAL DO CAPITALISMO, AÍ É “RESISTÊNCIA”. ACORDEM, O PROBLEMA NÃO É O BLOQUEIO, É O COMUNISMO MESMO!
Renato Professor
18/04/2026
Adalberto, antes de repetir o bordão da vez, vale estudar o que significa um bloqueio econômico de seis décadas: não é metáfora, é engenharia de asfixia comercial. A economia solidária cubana sobrevive justamente porque o “comunismo” que você teme aprendeu a criar valor fora da lógica do lucro.