Um analista chinês de renome identifica no confronto prolongado entre os EUA, Israel e o Irã uma oportunidade estratégica relevante para Pequim.
Zhu Zhaoyi, diretor executivo do Instituto de Estudos de Oriente Médio da Escola de Negócios HSBC, detalhou os potenciais ganhos militares e econômicos durante seminário realizado em Shenzhen. O especialista observou que o Exército chinês conta com arsenal moderno e diversificado, mas ainda carece de experiência prática em combates reais.
O conflito em curso no Oriente Médio permite que analistas militares de Pequim estudem o desempenho das forças norte-americanas em cenário complexo e multifrontal. Essa observação indireta acelera o aprendizado tático e operacional da China.
Conforme reportagem do RT, Zhu Zhaoyi argumenta que o envolvimento prolongado dos EUA contra o Irã contribui para reduzir a brecha geracional entre equipamentos militares americanos e chineses. A exposição prática de tecnologias e táticas de Washington em campo aberto permite que Pequim ajuste seus sistemas de defesa com maior precisão.
A instabilidade no estreito de Ormuz gera efeitos econômicos significativos para a China. A volatilidade nas rotas energéticas transforma esses caminhos em instrumentos de pressão geopolítica.
Essa conjuntura abre espaço para que Pequim fortaleça sua posição nas cadeias globais de valor energético. Ao mesmo tempo, o país avança em seu modelo de circulação dual, que equilibra o mercado interno com as exportações e reduz dependências externas.
O conflito estimula disputas por procuração entre diversos atores regionais. Essa dinâmica amplia, de forma paradoxal, o campo de ação diplomática chinesa na região.
Com presença econômica crescente no Oriente Médio, Pequim pode atuar como interlocutor relevante em futuras negociações de paz. O país conta com maior aceitação por parte de Teerã do que Washington ou Tel Aviv.
Zhu Zhaoyi sugeriu que a China intensifique a cooperação em segurança marítima na área. Navios de guerra chineses poderiam escoltar petroleiros próprios e de parceiros do sudeste asiático pelo estreito de Ormuz, contribuindo para reduzir tensões e garantir a estabilidade do fluxo energético global.
O analista enfatiza que a combinação de poder econômico, neutralidade diplomática e capacidade tecnológica coloca Pequim em posição favorável. Para Zhu Zhaoyi, a atual situação transforma o conflito regional em laboratório prático de aprendizado estratégico.
Cada crise envolvendo o eixo EUA-Israel-Irã reforça para a China a importância de um sistema internacional menos dependente das decisões unilaterais de Washington.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Sgt Bruno 🇧🇷
19/04/2026
Selva! A China tá só esperando o Ocidente se enrolar pra avançar no tabuleiro, é tática velha de guerra. Enquanto os comunistas se fingem de neutros, vão empurrando suas peças e o resto do mundo dorme no ponto. Tem que abrir o olho, patriota, ou viramos reféns dessa melancia disfarçada de potência!
Renato Professor
19/04/2026
Sgt Bruno, antes de enxergar melancias geopolíticas, convém estudar o que é interdependência econômica: a China não “avança” enquanto o Ocidente “dorme”, ela lucra justamente porque todos estão acordados e consumindo seus produtos.
Carlos A. Mendes
19/04/2026
A China sabe jogar xadrez enquanto o Ocidente insiste em jogar dama. Os EUA se enrolam com guerras e sanções, e Pequim vai ganhando espaço quietinha. No fim, quem tem paciência e planejamento é quem colhe os frutos.
Eduardo C.
19/04/2026
Enquanto os outros brigam, a China faz as contas. É o típico movimento de quem enxerga o tabuleiro inteiro e espera o momento certo para agir. No fim, quem domina os números e o comércio global leva vantagem sobre quem só reage com força militar.
Fernando O.
19/04/2026
É curioso ver como a China consegue transformar caos em oportunidade. Enquanto EUA e aliados gastam energia e dinheiro em conflitos intermináveis, Pequim joga no xadrez de longo prazo, mirando influência e recursos. É pura estratégia — números e paciência, não ideologia.
Karina Libertária
19/04/2026
Ah, claro, agora a China vai “se beneficiar” do caos que os outros criam… típico! Enquanto isso, o pessoal aqui prefere ficar esperando ajuda de governo em vez de aprender a investir lá fora e proteger o próprio money. Eu já disse: quem fica dependendo de bolsa nunca vai entender o real game global.
Lurdinha Deus Acima de Todos
19/04/2026
Gente, olha aí o fim dos tempos chegando 😱🙏🇧🇷! A China só esperando pra dar o bote enquanto o mundo se distrai com as guerras… ninguém vê o perigo! Já já vão querer fechar as igrejas e controlar tudo, é só observar! 🇺🇸🔥
Augusto Silva
19/04/2026
Calma, Lurdinha! A China quer é vender mais e garantir energia barata, não fechar igreja em Itaperuna. O “fim dos tempos” costuma ser só o começo de mais um ciclo econômico — e quem entende isso é que prospera.
Celio Fazendeiro
19/04/2026
Esses chineses sabem mesmo farejar oportunidade quando o resto do mundo está se engalfinhando. Enquanto o Ocidente se perde em guerras e crises, Pequim vai plantando sua influência como quem prepara um bom terreno fértil. Política internacional é igual lavoura: quem semeia no tempo certo, colhe no futuro.
Zizi
19/04/2026
Bonita metáfora, Celio. Só não esquece que enquanto a China semeia, o Brasil passou anos sendo feito de pasto por esses meninos mal-educados que entregaram nossas riquezas. Agora é hora de aprender a plantar pro nosso povo também.
Rick Ancap
19/04/2026
Claro que a China vai aproveitar, é o que qualquer player racional faria quando vê dois impérios decadentes se mordendo. O mercado adora esse caos controlado. Enquanto isso, os estatistas daqui continuam achando que o problema é falta de “cooperação internacional”.
Alice T.
19/04/2026
Rick, engraçado como vocês liberais chamam de “racional” qualquer movimento que mantenha os lucros do topo intocados. Quando o caos é controlado por corporações, vira “mercado”; quando é o povo reagindo, aí é “estatismo”.