Neste semestre, o setor de hospedagem de categoria superior no Brasil consolida o formato de isolamento com grandes áreas privativas. Empreendimentos como o resort Awasi, em Governador Celso Ramos, Santa Catarina, operam com 25 vilas individuais, com a unidade principal ultrapassando 300 metros quadrados de área construída. Este modelo substitui a hotelaria de grande fluxo por estruturas com piscinas aquecidas e atendimento restrito aos hóspedes da própria acomodação.
A estratégia de distanciamento também ocorre nos complexos litorâneos da região Nordeste. Em Porto de Galinhas, Pernambuco, o Nannai Resort mantém sua estrutura de bangalôs a 54 quilômetros da zona urbana de maior tráfego comercial. Na mesma linha de serviço, a rede Club Med implementou espaços de acesso restrito nas suas unidades, onde o café da manhã é servido dentro dos quartos e há concierges escalados para marcação de restaurantes à la carte.
A implementação desta infraestrutura avança sobre biomas de mata fechada e regiões serranas brasileiras. O Botanique Hotel, localizado em Campos do Jordão, São Paulo, concentra suas operações em um restaurante classificado com cinco estrelas, focado em ingredientes regionais. Já no estado do Amazonas, o Juma Amazon Lodge construiu seus bangalôs sobre palafitas para alocar os visitantes no interior da floresta sem modificar o relevo natural do terreno.
Configuração das propriedades nos estados
A distribuição territorial destas estruturas turísticas abrange desde áreas agrícolas ativas até penínsulas sem circulação de não hóspedes. O mapeamento destas propriedades demonstra adaptações aos limites geográficos de cada local:
- No Kenoa Resort, na Barra de São Miguel, Alagoas, o projeto arquitetônico dispõe de vilas com piscinas de borda infinita voltadas para a faixa de areia.
- O Costão do Santinho Resort, em Florianópolis, administra uma área de preservação ambiental com trilhas e demarcações para atividades esportivas regulares.
- A Fazenda São Francisco, instalada na região de Corumbau, Bahia, aloca os seus bangalôs no meio de uma propriedade dedicada ao cultivo de coqueiros.


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