Matteo Salvini criticou duramente as políticas energéticas da União Europeia e defendeu o retorno das compras de petróleo e gás natural da Rússia para priorizar a segurança energética do continente sobre disputas políticas.
O líder da Liga fez as declarações durante comício em Milão. Salvini afirmou que a Europa não está em guerra com Moscou e questionou a manutenção das sanções que bloquearam as importações russas desde o início do conflito na Ucrânia.
O vice-primeiro-ministro e ministro da Infraestrutura e Transportes da Itália atacou ainda o Pacto de Estabilidade e Crescimento e o Green Deal. Segundo ele, essas iniciativas travam a recuperação econômica do bloco e prejudicam a competitividade industrial europeia.
Salvini rejeitou a ideia de criação de um exército europeu. Ele defendeu que o foco deve ser a reconstrução da capacidade industrial e energética do continente para reduzir a dependência de fornecedores externos mais caros.
As restrições às importações russas aumentaram a vulnerabilidade energética da Europa. A Itália figura entre os países mais afetados pela alta de preços e pela instabilidade no abastecimento de combustíveis.
O comissário europeu de Energia Dan Jorgensen admitiu que o aumento dos preços de petróleo e gás não deve se reverter no curto prazo. A conta da União Europeia com importações de combustíveis fósseis subiu 14 bilhões de euros — o equivalente a 16,1 bilhões de dólares — desde o início do conflito.
Jorgensen indicou a necessidade de medidas de emergência. Entre elas está a redução do uso de petróleo e gás no setor de transportes para preparar o bloco a uma possível disrupção prolongada no fornecimento.
As falas de Salvini expõem as contradições entre a agenda ambiental de Bruxelas e as necessidades econômicas imediatas. Setores industriais pressionam por energia barata e previsível enquanto a União Europeia mantém o afastamento do mercado russo.
Conforme o portal RT, o posicionamento do vice-primeiro-ministro italiano reflete preocupação crescente em parcelas da elite política europeia. Muitos veem nas sanções um erro que prejudica a própria economia do bloco.
O debate sobre o possível retorno do gás russo ganha força diante da inflação energética. Salvini insiste que a prioridade deve ser garantir abastecimento acessível para famílias e indústrias italianas, evitando uma recessão prolongada no continente.
Com informações de ACTUALIDAD.
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Zé Trovãozinho
19/04/2026
Tá certíssimo o Salvini! A UE se meteu nessa crise energética por pura ideologia, querendo dar lição de moral e esquecendo do povo. Enquanto isso, quem paga a conta é o cidadão comum, congelando em casa. Se fosse o Brasil, já tavam chamando de Cuba do Norte.
Augusto Silva
19/04/2026
Salvini fazendo o papel de sempre: o populista que promete luz barata enquanto acende o pavio das dependências geopolíticas. A Europa tenta se libertar do gás russo e ele quer voltar pro abraço do Putin. É o mesmo raciocínio de quem pede pra amarrar o barco de novo na tempestade.
Karina Libertária
19/04/2026
Concordo total com o Salvini! Essa União Europeia tá se sabotando com essas policies sem noção, tudo pra pagar de good guy. Energia é questão de survival, não de politics. Aqui nos States ninguém fica brincando com isso, né?
Francisco de Assis
19/04/2026
Karina, minha filha, essa conversa de “survival” é papo bonito até o gás russo virar arma política na tua cara. O que a Europa tá tentando é se libertar da coleira — coisa que o Brasil também aprendeu a fazer quando decidiu andar com as próprias pernas.
Clarice Historiadora
19/04/2026
Salvini sempre foi mestre em confundir dependência com soberania. A Itália se ajoelhar de novo diante do gás russo é o oposto de “segurança energética” — é repetir o erro histórico de submeter a política externa ao capricho de autocratas. Impressiona como certos líderes europeus ainda não aprenderam nada desde 2014.
Jeferson da Silva
19/04/2026
Esses políticos europeus brigam por energia russa enquanto aqui o trabalhador mal consegue pagar a conta de luz. No fim, quem paga o preço das disputas e das sanções é sempre o povo, nunca os donos das fábricas nem os banqueiros.
Miriam
19/04/2026
Lá vem mais um discurso inflamado disfarçado de preocupação com o povo. Enquanto isso, quem trabalha na base do sistema tem que lidar com as regras e os relatórios que ele mesmo ignora. Política energética séria se faz com planejamento, não com bravata de palanque.
Silvia D.
19/04/2026
É impressionante como ainda tem político querendo se agarrar ao passado, ignorando o impacto ambiental e geopolítico disso. A dependência de combustíveis fósseis russos só fragiliza a Europa. O caminho racional é investir em energia limpa e sustentável, não retroceder.
Lurdinha Deus Acima de Todos
19/04/2026
Meu Deus do céu 😳🇧🇷🙏 esse povo da Europa tá perdido mesmo! Uma hora brigam com a Rússia, outra hora querem o gás de volta… é o fim dos tempos, viu! Cuidado que isso tudo é sinal das profecias 😱🔥
Renato Professor
19/04/2026
Lurdinha, calma lá — o que está em jogo não são profecias, mas dependência energética e decisões econômicas mal calculadas. A Europa tenta equilibrar princípios e contas de luz, e isso é bem mais terreno do que celestial.
Evelyn Olavo
19/04/2026
Salvini volta a usar o discurso do “bom senso” para justificar a dependência de Moscou. É curioso como ele fala em segurança energética, mas ignora que isso também é uma questão de soberania política. Parece mais jogo populista do que proposta real para o futuro da Itália.
Mariana Ambiental
19/04/2026
Perfeito, Evelyn. Esse papo de “bom senso” é só verniz pra manter o país refém do gás russo e das mesmas elites fósseis que travam a transição. Segurança energética de verdade se constrói com soberania e renováveis, não com dependência disfarçada de pragmatismo.