O analista financeiro paquistanês Syed Javed Hassan alertou que o bloqueio prolongado dos estreitos de Ormuz, Bab al-Mandab e Malaca poderia colapsar a economia mundial.
Tal fechamento provocaria impactos devastadores sobre o comércio internacional, os preços da energia e o crescimento do PIB em escala global. O estreito de Malaca responde por cerca de 20 a 25 por cento dos fluxos globais de energia e até 30 por cento do comércio mundial.
Em seu ponto mais estreito, essa rota vital mede cerca de 2,8 quilômetros e se encontra permanentemente congestionada por navios. Em entrevista ao Sputnik International, Hassan detalhou os perigos dessa possível escalada.
O especialista, que já presidiu o grupo consultivo econômico do Paquistão, descreveu a situação como uma escada de escalada sucessiva. O bloqueio de Bab al-Mandab representaria o próximo degrau e poderia levar ao fechamento do estreito de Malaca.
A mera possibilidade desse cenário já causa forte volatilidade nos mercados internacionais de energia. O simples temor de interrupção nas rotas marítimas asiáticas é suficiente para gerar pânico nos mercados financeiros mundiais.
Uma crise simultânea nos três pontos estratégicos geraria choques sem precedentes no emprego, na inflação e na estabilidade econômica geral. O conselheiro para assuntos internacionais do líder supremo do Irã, Ali Akbar Velayati, manifestou-se sobre essas questões em publicação na rede X.
Ele afirmou que “a era da segurança imposta de além-mar chegou ao fim”. Velayati declarou que a proteção dos estreitos de Ormuz e Malaca está sob o poder do Irã e de seus parceiros estratégicos.
Segundo ele, a segurança de Bab al-Mandab se encontra nas mãos dos “irmãos Ansar Allah”. Essas posições reforçam a estratégia iraniana de construir alianças regionais para o controle das principais rotas marítimas.
Tal abordagem se opõe diretamente à presença militar prolongada dos Estados Unidos e seus aliados na região. Os três estreitos possuem papel central na logística mundial de energia e mercadorias.
Ormuz drena a produção do Golfo Pérsico, Bab al-Mandab conecta o Mar Vermelho ao Oceano Índico e Malaca serve como principal passagem para o Leste Asiático. As advertências de Hassan e Velayati evidenciam a crescente tensão geopolítica em torno do domínio das rotas marítimas estratégicas.
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Miriam
20/04/2026
Enquanto o povo discute ideologia e bandeira, o mundo real funciona com logística e rotas marítimas. Bloquear esses estreitos é travar a engrenagem do comércio global — e quem sofre primeiro é o cidadão comum. A burocracia internacional deveria estar focada em garantir o fluxo, não em discursos inflamados.
Karina Libertária
20/04/2026
Ah pronto, mais drama da mídia! Quem investe smart no exterior, como eu, não precisa se preocupar com esses “colapsos globais”. O problema é depender de governo e bolsa assistencial, aí qualquer bloqueio vira tragédia. Aqui em Miami a economia segue on fire, viu?
Sgt Bruno 🇧🇷
20/04/2026
Selva! Isso aí é o que dá deixar comunista e globalista mandando no mundo. Querem travar os estreitos pra ferrar o Ocidente e depois posar de vítima. Tem que ter pulso firme, bota os navios de guerra pra patrulhar e pronto, problema resolvido!
Maura Santos
20/04/2026
Sgt Bruno, se “botar navio” resolvesse alguma coisa, o preço da gasolina já tava caindo desde o apagão que a turma de farda causou. O mundo é mais complexo que esse joguinho de guerra de quartel, viu?
Pedro
20/04/2026
Se fechar esses estreitos aí, pode ter certeza que a gasolina vai parar lá nas alturas. Pra quem vive no volante como eu, isso é o tipo de notícia que dá calafrio. Já tá difícil pagar o combustível e o IPVA, imagina com crise global batendo na porta.
Celio Fazendeiro
20/04/2026
Lá vem mais um “especialista” estrangeiro pintando tragédia pra assustar investidor. O mundo não vai acabar porque fecharam uns estreitos lá longe. O que quebra economia é essa choradeira globalista e o medo de perder subsídio — aqui o que precisamos é de produção, não de pânico.
Fernando O.
20/04/2026
É impressionante como muita gente subestima a interdependência global. Se esses três estreitos pararem, o preço do barril vai explodir e o resto da economia vem junto. Mas claro, sempre tem bolsonarista achando que o Brasil é uma ilha autossuficiente e que “é só produzir mais aqui dentro”. Delírio completo.
Francisco de Assis
20/04/2026
Rapaz, o mundo tá um barril de pólvora mesmo. Esses estreitos são o coração do comércio global, e se fecharem, o sistema financeiro dos gringos entra em pânico. Enquanto isso, o Brasil segue firme, fortalecendo sua soberania energética e construindo alternativas que não dependem desse jogo perigoso das potências. É por isso que eu confio no rumo que o Lula tá dando pro país.
Beto Engenheiro
20/04/2026
Se esses estreitos travarem, o mundo para mesmo. Energia, comércio, tudo depende dessas rotas. É por isso que defendo investimento pesado em infraestrutura logística e alternativas de transporte – trens, oleodutos, rotas terrestres. Ficar dependente de gargalo marítimo é pedir pra tomar susto.
Marcos Conservador
20/04/2026
Olha aí o resultado dessa bagunça global alimentada por ideologias e governos fracos. Se fecharem esses estreitos, o mundo para mesmo — e depois o pessoal ainda vai culpar o “mercado” ou o “imperialismo”, em vez de encarar que é falta de ordem e valores sólidos.
Alice T.
20/04/2026
Marcos, “valores sólidos” tipo deixar meia dúzia de bilionários decidirem o destino do planeta? Porque quem controla essas rotas e lucra com o caos são justamente os donos do “mercado” que você defende.