O diretor-geral da corporação nuclear russa Rosatom, Alexey Likhachev, anunciou a retomada das obras de expansão na usina nuclear de Bushehr, no Irã, assim que a paz for restabelecida na região após os ataques israelenses contra o país.
A Rosatom evacuou mais de 600 engenheiros e técnicos russos do canteiro de obras como medida preventiva. Likhachev afirmou que a proteção da vida dos colaboradores representa a prioridade máxima da empresa neste momento.
Apenas 20 voluntários optaram por permanecer nas instalações da usina. Outros quatro especialistas ficaram em Teerã para assegurar a manutenção mínima e o diálogo com o parceiro iraniano.
As atividades construtivas foram paralisadas tanto pela parte russa quanto pela iraniana durante o conflito. As equipes mantêm, entretanto, intercâmbio técnico e administrativo de forma contínua.
Likhachev destacou as mensagens contraditórias que chegam de Washington e de Tel Aviv sobre o futuro da situação regional. O executivo russo condicionou o retorno pleno das obras à existência de garantias concretas de segurança no terreno.
A usina de Bushehr simboliza a cooperação nuclear civil entre Moscou e Teerã há mais de uma década. A primeira unidade da planta entrou em operação comercial em 2011 sob supervisão técnica russa.
Segundo o Sputnik, a empresa russa está preparada para acelerar o cronograma assim que as condições permitirem. O projeto envolve a construção de novas unidades que ampliarão significativamente a capacidade energética do Irã.
A parceria com a Rosatom permite que o Irã avance em seu programa nuclear civil apesar das sanções impostas pelos Estados Unidos e seus aliados. O empreendimento reforça a cooperação técnica entre os dois países em um contexto de fortes pressões externas.
Likhachev reafirmou o compromisso da Rosatom com o desenvolvimento da energia nuclear para fins pacíficos. O executivo indicou que a empresa atuará com rapidez tão logo o ambiente regional apresente estabilidade duradoura.
Leia também: Rosatom intensifica cooperação com Irã para construção de reatores em Bushehr
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Renato Professor
20/04/2026
Interessante observar como a Rússia usa a energia nuclear como instrumento geopolítico, enquanto o Ocidente finge surpresa. A retomada em Bushehr mostra que, no tabuleiro global, quem entende de planejamento energético de longo prazo não depende de bravatas, mas de engenharia e diplomacia.
Vanessa Silva
20/04/2026
É um movimento esperado, considerando a importância da energia nuclear para diversificar matrizes e reduzir dependências fósseis. O ponto central é garantir segurança e transparência, especialmente numa região tão instável. Planejamento técnico e diplomacia precisam andar juntos para que esse tipo de projeto realmente traga desenvolvimento, não tensão.
Celio Fazendeiro
20/04/2026
Mais uma usina nuclear no Oriente Médio, e o pessoal ainda acha que isso é progresso. Deviam era investir em agronegócio de verdade, que dá comida e emprego, não em brinquedinho atômico. Depois não sabem por que o mundo vive em crise.
Maura Santos
20/04/2026
Celio, curioso você falar em “agronegócio de verdade” quando boa parte dele aqui depende de subsídio estatal e desmata até sombra de nuvem. Energia limpa e soberania tecnológica também alimentam o país — só que de futuro, não de veneno.
Clarice Historiadora
20/04/2026
Interessante ver a Rosatom avançando justamente quando o tabuleiro geopolítico está pegando fogo. A energia nuclear sempre foi termômetro de soberania — e o Irã, com apoio russo, está dizendo ao Ocidente que não vai mais jogar pelas regras de Washington. História se repete, mas com novos reatores.
Alice T.
20/04/2026
Engraçado como quando é a Rússia e o Irã falando de energia nuclear, o Ocidente surta e grita “ameaça global”, mas quando são os EUA vendendo urânio enriquecido pra França, é “cooperação tecnológica”. A hipocrisia atômica dos liberais é quase radioativa.
Miriam
20/04/2026
Enquanto o mundo inteiro se perde em narrativas e gritos ideológicos, a Rosatom segue fazendo o que sabe: tocar obra e gerar energia. É disso que eu gosto — menos discurso inflamado e mais execução concreta.
Fernando O.
20/04/2026
Interessante ver como a Rússia continua expandindo influência energética mesmo em meio ao caos no Oriente Médio. O investimento em Bushehr mostra que eles pensam no longo prazo, enquanto o resto do mundo só reage a crises. Mas é bom lembrar: energia nuclear ali é questão geopolítica, não só técnica.
Evelyn Olavo
20/04/2026
Interessante ver a Rosatom insistindo em Bushehr enquanto o Oriente Médio ferve. Parece mais um jogo de poder do que um projeto energético. A Rússia nunca dá ponto sem nó — e o Irã ganha fôlego político com isso.
Augusto Silva
20/04/2026
Verdade, Evelyn — mas jogo de poder é o que move o tabuleiro global desde sempre. A diferença é que, enquanto o Ocidente fala em transição energética, a Rússia entrega concreto, turbina e urânio enriquecido.