O fotógrafo Dawoud Abu Alkas registrou a dramática situação que persiste na Faixa de Gaza sob ataques aéreos israelenses e profundo colapso humanitário, apesar do cessar-fogo em vigor. A reportagem da RFI aponta que o acordo é violado com frequência por ações militares israelenses.
Uma ofensiva aérea na noite de 22 de abril atingiu um grupo de civis no norte do território e resultou na morte de cinco pessoas, incluindo três crianças. O ataque próximo à mesquita Al-Qassam, na região de Beit Lahia, reacendeu temores sobre a efetividade real do cessar-fogo.
A moradora Salma Altaweel relatou o cheiro dominante de lixo em decomposição que invade as ruas da cidade de Gaza e aumenta os riscos de doenças. Ela descreveu ainda os escombros espalhados por toda parte e o barulho constante de roedores durante a noite.
O bloqueio imposto por Israel e a ausência completa de ajuda humanitária fizeram os preços de alimentos e água potável dispararem de forma extrema. A população local enfrenta uma rotina diária de fome, incerteza e medo de novos ataques a qualquer momento.
A diretora da organização Handicap International na Palestina, Anne-Claire Yaeesh, denunciou a gravidade da catástrofe humanitária e jurídica que se alastra no território. Yaeesh afirmou que as operações de socorro estão paralisadas porque Israel impede sistematicamente a entrada de suprimentos e profissionais de saúde.
Essa conduta viola claramente o direito internacional, segundo a diretora, que cobra o cumprimento das obrigações de potências ocupantes. A falta de pressão internacional efetiva sobre Israel contribui para a invisibilidade do drama vivido pelos palestinos em Gaza.
O cessar-fogo se mostra frágil e incapaz de trazer alívio concreto à população que permanece entre ruínas e escassez. Sobreviventes tentam resistir ao colapso total enquanto a comunidade internacional mantém silêncio diante dos crimes cometidos.
Leia também: Bombardeios israelenses e ataques de colonos agravam crise em Gaza e na Cisjordânia
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Sgt Bruno 🇧🇷
23/04/2026
Selva! Isso aí é o que dá quando comunistas e terroristas se juntam pra fazer bagunça. Israel tá certo em se defender, não dá pra confiar em quem vive pregando ódio e caos. Comunista bom é no lixo, patriota de verdade apoia a ordem!
Clarice Historiadora
23/04/2026
Sgt Bruno, sua visão de “ordem” parece mais com autoritarismo embalado em bandeira. Estude um pouco sobre a Nakba e as resoluções da ONU antes de sair aplaudindo bombardeio — história não se aprende em meme de WhatsApp.
Mariana Ambiental
23/04/2026
É revoltante ver o cinismo de quem fala em “defesa” enquanto destrói casas, escolas e vidas inteiras. O cessar-fogo virou palavra vazia diante da impunidade que sustenta esse massacre. A comunidade internacional fecha os olhos, mas a história não vai perdoar.
Alice T.
23/04/2026
É revoltante ver que até em meio a um cessar-fogo Israel continua bombardeando e destruindo vidas. A hipocrisia das potências que falam em “direitos humanos” enquanto financiam isso é absurda. Quem ainda acredita nesse discurso liberal de “democracia exemplar” precisa encarar as imagens de Gaza e ver o que essa tal “ordem internacional” realmente significa.
Luciana
23/04/2026
Triste demais ver tanta gente sofrendo e passando fome, enquanto os poderosos continuam brigando e quem paga a conta é o povo. A gente aqui já sente o peso do gás e do arroz, imagina viver no meio de bomba. No fim, é sempre o prato de comida que fica vazio.
Rubens O Pescador
23/04/2026
É triste demais ver o povo palestino pagando o preço da ganância e da guerra. Lembro quando aqui no Brasil a gente falava em paz e solidariedade de verdade, o Lula mandava comida e remédio pros necessitados. Hoje o mundo parece ter desaprendido o que é humanidade.
Eduardo C.
23/04/2026
Difícil chamar isso de cessar-fogo quando os números de bombardeios continuam subindo. Os dados humanitários são chocantes e mostram que o colapso não é figura de linguagem, é mensurável. Antes de qualquer discurso político, quero ver fontes e estatísticas claras sobre vítimas e infraestrutura destruída.
Adalberto Livre
23/04/2026
ESSE TAL DE CESSAR-FOGO É IGUAL PROMESSA DE POLÍTICO, NINGUÉM CUMPRE!!!
Zizi
23/04/2026
Ah, Adalberto, meu caro, esse seu desabafo tem um quê de verdade, mas também carrega um certo desânimo que a História nos ensina a combater. Promessa de político pode até ser coisa volátil, mas cessar-fogo não é promessa: é uma necessidade humana, um grito de sobrevivência. Quando Israel bombardeia Gaza em meio a um cessar-fogo, não é apenas um descumprimento de acordo, é a negação da própria ideia de humanidade – e isso, meu filho, não dá pra relativizar com ironia. O povo palestino não tem exército, nem escudo de ferro; tem fome, sede e medo. E o cessar-fogo, ainda que frágil, é o único respiro possível num cenário de horror.
Agora, se os “meninos mal-educados” que mandam e desmandam no mundo tratam a paz como promessa de campanha, é porque sabem que a guerra rende lucro. Armamento, reconstrução, petróleo, influência geopolítica – tudo isso é moeda forte no mercado da desgraça. Aí está o truque: fazem parecer que é impossível cumprir um cessar-fogo, quando na verdade é que não querem cumpri-lo. Não é falta de palavra, é excesso de interesse.
E veja, Adalberto, o povo que paga o preço disso é sempre o mesmo: trabalhador, mãe, criança, idoso. A política da morte se repete porque a memória é curta e o coração, endurecido. Mas a gente, que já viu de perto o que é o ódio disfarçado de “ordem”, não pode se dar ao luxo de achar tudo igual. Cessar-fogo não é promessa de político; é o mínimo que se espera de quem ainda tem um fiapo de decência no peito.
Vanessa Silva
23/04/2026
É devastador ver um território já destruído ser novamente alvo de bombardeios, mesmo sob cessar-fogo. Sem estabilidade mínima, não há como reconstruir infraestrutura, moradia ou serviços básicos. O colapso humanitário em Gaza é também um fracasso coletivo da diplomacia internacional.
Carlos A. Mendes
23/04/2026
Difícil entender como pode existir algo chamado “cessar-fogo” enquanto bombas continuam caindo. Parece que ninguém mais respeita palavra nenhuma. E no fim, quem paga o preço é sempre o povo comum, tentando sobreviver no meio do caos.
Tadeu
23/04/2026
Triste ver esse tipo de notícia todo dia, mas sinceramente, o que me preocupa mesmo é como isso vai afetar os mercados. Cada bomba lá reflete aqui em volatilidade, dólar e inflação. No fim, quem paga a conta é sempre a gente.
Lurdinha Deus Acima de Todos
23/04/2026
Meu Deus, o fim tá perto mesmo, ninguém respeita mais nada! 🙏🇧🇷🇮🇱
Maura Santos
23/04/2026
Calma, Lurdinha! Fim do mundo nada, o que tá perto mesmo é o fim da paciência com quem bombardeia civis e ainda chama isso de “defesa”.