A guerra liderada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã pode empurrar mais de 30 milhões de pessoas de volta à pobreza. O administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Achim Steiner, emitiu grave alerta sobre os efeitos econômicos do conflito em escala mundial.
Steiner explicou que as disrupções no Estreito de Ormuz ameaçam a produtividade agrícola e o suprimento de energia. Ele ressaltou que os impactos sobre fertilizantes, preços de alimentos e remessas de dinheiro já estão em curso e não cessarão imediatamente.
O Estreito de Ormuz é uma das vias marítimas mais vitais do planeta, por onde circula fração significativa do petróleo global. O enfrentamento na região provoca instabilidade que compromete a segurança alimentar de dezenas de nações em desenvolvimento.
Conforme noticiou o Al Jazeera, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura alertou para o risco de catástrofe alimentar. Índia, Bangladesh, Sri Lanka, Somália, Sudão, Tanzânia, Quênia e Egito estão entre os países mais vulneráveis ao colapso das cadeias de suprimento.
“Mesmo que a guerra parasse amanhã, os danos já estão feitos e empurrarão milhões de pessoas para a pobreza”, afirmou Steiner. A queda nas remessas de trabalhadores expatriados e o aumento dos custos de vida agravarão a vulnerabilidade de famílias inteiras.
O conflito reduziu entre 0,5% e 0,8% o Produto Interno Bruto global, segundo estimativa do PNUD. “Coisas que levam décadas para serem construídas podem ser destruídas em apenas oito semanas de guerra”, declarou o administrador da ONU.
Os ataques coordenados contra o Irã bloqueiam ainda rotas essenciais de ajuda humanitária. Steiner lamentou que as agências da organização sejam forçadas a fazer escolhas dolorosas sobre quem receberá assistência em meio à escassez de fundos.
“Teremos de dizer a certas pessoas: sentimos muito, mas não poderemos ajudá-las”, disse o dirigente do PNUD. Milhões de dependentes da ajuda internacional correm risco de mergulhar em vulnerabilidade extrema diante da crise.
O alerta da ONU expõe os custos humanitários da militarização no Golfo Pérsico. O conflito revela os perigos que ameaçam a estabilidade econômica global quando rotas estratégicas são disputadas por meios bélicos.
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Beto Engenheiro
23/04/2026
Mais uma guerra que só destrói e não constrói nada. Enquanto gastam trilhões em bombas, podiam investir em infraestrutura, energia e transporte pra gerar emprego e tirar gente da pobreza. Falta pragmatismo no mundo — obra é o que muda a vida das pessoas, não conflito.
Miriam
23/04/2026
Enquanto uns fazem discursos inflamados sobre “liberdade” e “segurança”, quem paga a conta é sempre a população comum. A ONU está certa em alertar: guerra não traz estabilidade, só mais miséria e desordem. O problema é que os poderosos nunca são os que ficam na fila do pão depois.
Maura Santos
23/04/2026
É sempre a mesma história: os poderosos brincam de guerra e quem paga a conta é o povo. Depois vêm com papo de “defesa da democracia”, mas o resultado é fome e miséria. A ONU avisa, mas os caras preferem o barulho das bombas ao som da razão.
Zé Trovãozinho
23/04/2026
ONU agora quer dar lição de moral? Esses mesmos que ficam passando pano pra ditadura em Cuba e pra Venezuela? É sempre culpa dos EUA e de Israel, nunca dos regimes autoritários que eles defendem. Daqui a pouco o Brasil vira a Cuba do Norte com esse papo.
Rubens O Pescador
23/04/2026
Ô Zé Trovãozinho, tu fala em Cuba mas esquece que aqui mesmo o povo andava de barriga cheia e com emprego quando o Lula tava no Planalto. Ditadura ruim é a da fome, e essa quem impõe é o mercado, não o socialismo.