O bloqueio do estreito de Ormuz desde março impõe um impacto profundo sobre o mercado internacional de energia, com a Agência Internacional de Energia (IEA) estimando a perda de 120 bilhões de metros cúbicos de gás natural liquefeito no período de 2026 a 2030.
Esse montante equivale a aproximadamente 15 por cento das previsões de fornecimento global para o quinquênio. O relatório trimestral da IEA sobre o mercado de gás detalha como as tensões no Oriente Médio alteraram as dinâmicas de oferta e demanda.
Segundo o portal da Ansa, o documento aponta que novos terminais de liquefação em países produtores poderão compensar parcialmente o desequilíbrio no médio prazo. Ainda assim, a oferta global permanecerá sob pressão entre 2026 e 2028, gerando volatilidade nos preços.
A demanda por gás natural registra enfraquecimento nos principais mercados consumidores do mundo. Esse recuo reflete tanto os preços elevados quanto o avanço das políticas de transição energética em diversos países.
Na Europa, o consumo caiu 4 por cento em março, impulsionado pela maior participação de energias renováveis e por condições climáticas mais amenas que o esperado. Diversas economias asiáticas implementam medidas de emergência para diminuir a dependência do gás proveniente do Golfo Pérsico.
O estreito de Ormuz, situado entre o Irã e Omã, responde por cerca de 20 por cento do petróleo e do gás natural liquefeito comercializado mundialmente. Qualquer interrupção nessa rota vital afeta diretamente os fluxos para a Ásia e a Europa, elevando custos de transporte e seguros marítimos.
Especialistas destacam a fragilidade da atual configuração logística global, que depende excessivamente de corredores estratégicos estreitos. A diversificação por meio de gasodutos alternativos e maior capacidade de armazenamento surge como prioridade para mitigar riscos geopolíticos na região.
A IEA não descarta uma eventual normalização do mercado nos anos seguintes, embora a recuperação exija estabilidade política duradoura no Oriente Médio. O setor energético mundial enfrentará margens reduzidas e alta volatilidade enquanto a segurança do suprimento volta a definir as agendas nacionais de energia.
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Adalberto Livre
24/04/2026
ISSO É CULPA DO COMUNISMO!!! SE TIVESSEM DEIXADO O MERCADO LIVRE NADA DISSO ACONTECIA!!!
Jeferson da Silva
24/04/2026
Adalberto, mercado livre é bonito no discurso, mas na prática vira patrão explorando e trabalhador passando fome. Vai dar uma volta numa fábrica e depois me conta se o “livre mercado” enche barriga.
Rubens O Pescador
24/04/2026
Adalberto, comunismo em Ormuz é novidade pra mim, viu? O povo lá nem sabe o que é SUS ou Bolsa Família, mas aqui no interior eu lembro bem: quando o Lula tava no poder, o gás cabia no bolso e o feijão não faltava na mesa.
Alice T.
24/04/2026
Adalberto, o bloqueio é numa das rotas mais capitalistas e militarizadas do planeta, controlada por petromonarquias e megacorporações. Se isso é comunismo, então o mercado livre tá com bandeira vermelha e nem percebeu.
Renato Professor
24/04/2026
Adalberto, o bloqueio de Ormuz é um evento geopolítico no Golfo Pérsico, não uma assembleia de cooperativa socialista. O mercado “livre” que você defende depende justamente dessas rotas controladas por Estados — ou acha que os petroleiros navegam com a bênção invisível de Adam Smith?