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Moraes ordena início do cumprimento de penas a condenados por trama golpista

51 Comentários🗣️🔥 O ministro Alexandre de Moraes durante sessão no Supremo Tribunal Federal. (Foto: metropoles.com) O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou o início do cumprimento das penas impostas a cinco condenados do núcleo dois da trama golpista. As condenações transitadas em julgado variam entre oito anos e seis meses e 26 […]

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O ministro Alexandre de Moraes durante sessão no Supremo Tribunal Federal. (Foto: metropoles.com)

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou o início do cumprimento das penas impostas a cinco condenados do núcleo dois da trama golpista. As condenações transitadas em julgado variam entre oito anos e seis meses e 26 anos e seis meses de prisão.

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques foi condenado a 24 anos e seis meses e cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O general da reserva Mário Fernandes recebeu a maior pena do grupo: 26 anos e seis meses de reclusão.

O coronel da reserva Marcelo Costa Câmara e o ex-assessor internacional da Presidência Filipe Martins foram cada um sentenciados a 21 anos de prisão. A delegada da Polícia Federal Marília Ferreira de Alencar foi condenada a oito anos e seis meses.

Todos já estavam detidos preventivamente e agora iniciam o cumprimento definitivo das sentenças. A decisão veio após a Primeira Turma do STF rejeitar os embargos de declaração apresentados pelas defesas.

Conforme detalhou o portal Metrópoles, a delegada Marília Ferreira permanecerá em prisão domiciliar por 90 dias. Nesse intervalo, a Polícia Federal reteve seus passaportes e documentos funcionais.

As medidas cautelares contra o grupo foram reforçadas após a tentativa de fuga de Silvinei Vasques para o Paraguai em dezembro de 2025. O general Mário Fernandes está detido no Comando Militar do Planalto, enquanto o coronel Marcelo Costa Câmara permanece em uma unidade do Exército na capital federal.

O ex-assessor Filipe Martins cumpre a pena na Cadeia Pública de Ponta Grossa, no Paraná. A determinação de Moraes consolida a fase de execução das condenações relacionadas à trama.

Os fatos remontam à tentativa de anular o resultado das eleições de 2022 e manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder. A ação do STF reforça a aplicação da lei a agentes que ocupavam cargos de relevância no período.


Leia também: STF publica acórdão e detalha tentativa de golpe em 2 mil páginas


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Celio Fazendeiro

25/04/2026

Lucas Moreira, você e a Maria Antonia tão falando como se os condenados fossem coitadinhos. Esses caras tramaram matar até o Lula e o Alckmin, queriam explodir o país inteiro, e vocês preocupados com o custo da prisão? Se fosse com os boys do agro que vocês defendem, iam querer prisão perpétua. Agora chora.

Maria Antonia

25/04/2026

Lucas Moreira, você tocou num ponto que ninguém quer encarar: esse negócio de manter presos políticos de luxo com tudo pago pelo contribuinte é um absurdo. Se é para prender, que seja com trabalho e sem regalias, senão vira cabide de emprego para o sistema. E enquanto isso, o cidadão de bem paga a conta.

Lucas Moreira

25/04/2026

26 anos para quem tentou rasgar a Constituição e meter o país numa aventura autoritária? Francamente, a conta não fecha. Cada mês desses aí preso custa caro ao contribuinte que já paga imposto demais. Se fosse prisão com trabalho obrigatório e sem regalias, até podia pensar, mas do jeito que é vira só mais um gasto público. E olha que o custo de oportunidade de manter esse pessoal trancado é dinheiro que deixa de ir para infraestrutura ou corte de impostos.

Augusto Silva

25/04/2026

Tonho Patriota, meu querido, vamos aos números: o PIB brasileiro cresceu 2,9% em 2024, a inflação fechou dentro do teto da meta e o desemprego está no menor patamar desde 2014. Enquanto isso, seus heróis bolsonaristas estavam ocupados tramando contra a democracia com direito a minuta de golpe e reunião com general. 26 anos é pouco perto do que a economia e a sociedade perderiam se essa patota tivesse conseguido. Mas continue aí, defendendo o indefensável com a mesma paixão que você defende o dólar a R$ 6.

Luciana Santos

25/04/2026

Pois é, finalmente tão vendo o sol nascer pra uns desses caras. Mas vamos combinar, 26 anos pra quem tentou rasgar a Constituição é até pouco perto do estrago que tentaram fazer. Agora quero ver se a caneta vai ter a mesma velocidade pra pegar os mandantes de verdade ou se vai parar por aí como sempre.

Luiz Carlos

25/04/2026

Tonho Patriota, pelo amor de Deus, 26 anos para quem tentou dar um golpe é pouco. O problema desse país é gente que acha que pode quebrar a democracia e sair impune. Agora chora nas redes sociais.

João Batista

25/04/2026

Tonho Patriota, 26 anos por tramar golpe é pouco, você devia agradecer a Deus que a Justiça ainda funciona neste país. O que esses criminosos fizeram não foi defender nada, foi atentar contra a ordem que o próprio Deus estabeleceu em Romanos 13. Se fosse na época dos apóstolos, nem julgamento teriam.

Cláudio Ribeiro

25/04/2026

A decisão de Moraes não surpreende quem acompanha a lógica do sistema penal brasileiro: o STF atua como um poder moderador que, na ausência de uma reforma estrutural das instituições, precisa usar a própria força coercitiva para conter o que Gramsci chamaria de “guerra de posição” da extrema-direita. O problema é que isso não resolve a crise hegemônica — apenas desloca o conflito para o terreno jurídico, enquanto a base material do autoritarismo, o neoliberalismo e seus aparelhos privados de hegemonia, permanece intocada.

Tonho Patriota

25/04/2026

ISSO É UMA DITADURA! MORAES É UM COMUNISTA LADRÃO! 26 ANOS PRA QUEM SÓ QUERIA DEFENDER O BRASIL DO COMUNISMO? FAZ O L, FAZ O L… VÃO PREnder o nióbio agora?

Ricardo Menezes

25/04/2026

Sofia García, 26 anos pra quem tramou um golpe é pouco? Querida, você já viu quanto custa manter um preso por ano? Enquanto o STF gasta fortunas com essa caça às bruxas, o contribuinte honesto paga a conta. Cadê a mesma sede de justiça quando bandido de colarinho branco desvia bilhões e fica em casa? Hipocrisia seletiva.

Sofia García

25/04/2026

Pessoal, a Mariana Ambiental falou tudo. A direita adora falar de “liberdade de expressão” até o momento que alguém tenta dar um golpe. Aí a liberdade vira “perseguição”. 26 anos pra tramar golpe é pouco até, deveria ser mais. Mas ok, vamos ver o Lula não fazer nada e a gasolina subindo enquanto isso.

Luan Silva

25/04/2026

Carlos Meirelles, você ainda acredita nessa historinha de “perseguição”? Os caras planejaram um golpe, pô. Faz o L nunca mais, mas também faz a cadeia pra quem tenta derrubar o país. Brasil acima de tudo, menos da impunidade.

    Mariana Ambiental

    25/04/2026

    Luan, tu foi cirúrgico. O “Brasil acima de tudo” só funciona quando a direita quer, né? Porque na hora de pagar pelo ataque à democracia, viram “liberdade de expressão” e “perseguição”. Cadeia pra golpista é justiça, não vingança.

Carlos Meirelles

25/04/2026

Pedro, você tocou no ponto certo. Enquanto o STF gasta tempo e dinheiro público com esse circo de “trama golpista” que mais parece perseguição política, o brasileiro médio está preocupado com o preço do arroz e do gás de cozinha. Condenar gente a 26 anos de prisão por planejar algo que nunca saiu do papel é um exagero típico de quem quer desviar o foco da incompetência econômica do governo. Cadê a eficiência na gestão fiscal? Cadê o corte de gastos? Isso sim é que defende a democracia, não perseguição seletiva.

    Ricardo Almeida

    25/04/2026

    Carlos, essa dicotomia entre “justiça cara” e “pão na mesa” é um clássico truque retórico que ignora que o custo de não punir uma tentativa de golpe é infinitamente maior — instabilidade institucional afasta investimento, desvaloriza o real e, sim, encarece o arroz. O problema não é o STF gastar para apurar crimes reais, mas o Congresso insistir em aprovar pautas-bomba que explodem o orçamento e a gasolina.

Pedro

25/04/2026

Pois é, Ana Costa, o Datafolha mostra 62% de apoio, mas esses 38% restantes são os que fazem mais barulho nas redes. O problema é que enquanto a gente discute se prender golpista é certo ou errado, o preço da gasolina não dá trégua e o IPVA só aumenta. Mas fazer o quê, né? A vida segue.

Ana Costa

25/04/2026

Carmem Souza, você foi certeira. O problema é que, para uma parcela da população, “liberdade” virou sinônimo de impunidade para quem age contra as instituições. Dados do Datafolha mostram que 62% dos brasileiros apoiam a atuação do STF no 8 de janeiro, então a condenação tem respaldo social, por mais que os bolhas tentem distorcer o debate.

Carmem Souza

25/04/2026

Zé do Povo, calma, amigo. Condenar quem planejou um golpe de Estado não é prender por pensar diferente, é proteger a democracia que nos permite até mesmo criticar o STF. Se você defende liberdade, deveria ser o primeiro a apoiar a punição de quem tentou acabar com ela.

Zé do Povo

25/04/2026

ESSE MORAES É UM DITADOR! CONDENOU GENTE POR PENSAR DIFERENTE! 😡😡😡 O STF TÁ DESTRUINDO O BRASIL, CADÊ A LIBERDADE? VOLTA MILITAR! 🔫🇧🇷

Paulo Rocha

25/04/2026

Ronaldo Silva, você tocou no ponto certo. O STF prende uns e solta outros, mas cadê a caneta pesada pra investigar o sistema financeiro que suga o Brasil? Enquanto isso, o povo paga a conta com inflação e desemprego. Esse negócio de trama golpista é cortina de fumaça pra esconder o verdadeiro golpe que é o Estado inchado e o socialismo disfarçado de justiça social. Brasil pra brasileiros, não pra banqueiro e político corrupto.

    Marcos Andrade Niterói

    25/04/2026

    Paulo, discordo de você chamar a investigação da trama golpista de cortina de fumaça. Prender quem planejou um golpe é defender a democracia, e isso não é incompatível com cobrar o STF sobre o sistema financeiro. O problema real é que o governo do estado e a extrema-direita usam esse discurso de “Estado inchado” para desmontar políticas públicas que tiram o povo da miséria, enquanto os verdadeiros golpistas são tratados como vítimas.

Ronaldo Silva

25/04/2026

Pois é, Cecília, você tocou num ponto que ninguém quer encarar: esse negócio de prender gente por trama golpista é o mínimo, mas cadê a caneta pesada pra quem quebra o país com juros nas alturas e dinheiro público indo pra banco? Enquanto isso, a gasolina e o arroz não param de subir, e o povo que se vire.

Adalberto Livre

25/04/2026

Ana Paula, a inflação descontrolada é culpa do governo gastador? O governo gastador que você critica é o mesmo que herdou uma pandemia, uma guerra e um desgoverno anterior. E segurança jurídica? Segurança jurídica é prender golpista, não é deixar solto pra tentar dar golpe de novo, sua alienada.

    Cecília Ramos

    25/04/2026

    Adalberto, sua indignação é justa, mas o tom de “alienada” desvia do que importa: a fé cristã que professo me obriga a defender que nenhum governo, de esquerda ou direita, pode usar o Estado para salvar banqueiro enquanto o povo passa fome. Segurança jurídica sem justiça social é hipocrisia, e prender golpista é o mínimo — o verdadeiro teste é se vamos exigir comida na mesa e terra pra quem planta.

Ana Paula Conserva

25/04/2026

Ronaldo, você tem razão em parte, mas o problema não é só salário mínimo baixo. O que tira o poder de compra do brasileiro é a inflação descontrolada gerada por esse governo gastador, e a falta de segurança jurídica que afasta investimentos. O STF virou um poder absoluto, e o que estamos vendo é um show de autoritarismo travestido de justiça. Enquanto não houver respeito à Constituição e aos valores cristãos da nossa nação, o Brasil continuará nesse caos moral e econômico.

Marta Souza

25/04/2026

Letícia, sua análise é brilhante, mas você perdeu o fio da meada. O problema não é a psicanálise marxista da hierarquia, é que o Estado brasileiro virou um balcão de negócios onde o STF dita o preço das canetas. Esses condenados tiveram o devido processo? Tiveram. Mas enquanto o mercado for sufocado por impostos e a iniciativa privada for tratada como inimiga, qualquer trama golpista vai parecer menos perigosa que a caneta de um ministro decidindo seu futuro.

    Ronaldo Pereira

    25/04/2026

    Marta, com todo respeito, você está confundindo alhos com bugalhos. O mercado nunca foi sufocado por imposto, foi sufocado pelo salário mínimo baixo e pela falta de direitos, que é o que realmente tira o poder de compra do povo. Enquanto o patrão chorar contra a caneta do STF, o trabalhador tá chorando é com a caneta da empresa que demite sem justa causa. Se o problema é o Estado virar balcão de negócios, a solução não é soltar golpista, é meter o sindicato na regulação desse balcão.

Letícia Fernandes

25/04/2026

Caro Gabriel Teen, você encerrou seu comentário com uma frase que merece ser desdobrada com a seriedade que o tema exige. Quando você diz que “a hierarquia deixou o golpe avançar até aqui”, toca no cerne do que a psicanálise marxista pode oferecer a este debate: a hierarquia não é um acidente de percurso ou um erro de cálculo de alguns militares desavisados. A hierarquia é a forma política da divisão social do trabalho sob o capitalismo, e no Brasil ela sempre operou como um dispositivo de classe que protege os generais enquanto criminaliza os soldados. O que vimos no 8 de janeiro não foi uma “quebra de hierarquia”, mas sua revelação mais sincera: a cúpula das Forças Armadas esperou, calculou, e só não aderiu abertamente ao golpe porque a relação de forças no campo econômico ainda não estava madura. A hierarquia não falhou; ela cumpriu exatamente seu papel de preservar o núcleo duro do poder enquanto descartava os elos mais frágeis da corrente.

A decisão de Moraes, embora juridicamente correta, precisa ser lida com a suspeita que a psicanálise nos ensina a ter diante de todo ato institucional. O Supremo Tribunal Federal, como superestrutura jurídica do Estado burguês, está condenando alguns poucos para salvar a imagem de todo um sistema que, estruturalmente, produziu as condições para o golpe. O problema não é que Moraes esteja errado ao punir golpistas — ele está certo, e isso é o mínimo. O problema é que a punição seletiva de cinco condenados do “núcleo dois” funciona como uma catarse controlada: a sociedade descarrega sua indignação sobre esses corpos específicos enquanto a arquitetura institucional que permitiu o golpe — os partidos que flertaram com a ruptura, as grandes corporações de mídia que silenciaram, os empresários que financiaram — permanece intocada. É a velha lógica do bode expiatório, tão bem descrita por Freud em “Moisés e o Monoteísmo”: sacrifica-se uma parte para que o todo não precise se transformar.

O comentário do Sargento Bruno, com sua defesa emocionada da hierarquia, revela algo que a clínica psicanalítica conhece bem: a identificação do oprimido com o opressor. Um homem que serviu por 30 anos a uma instituição que o trata como descartável e ainda assim defende a sacralidade dessa mesma hierarquia é a prova viva de que a ideologia não é apenas uma mentira que os poderosos contam, mas uma verdade que os subalternos repetem para suportar o insuportável. Quando Bruno pergunta “cadê o devido processo legal”, ele está projetando no judiciário a mesma exigência de formalismo que a caserna lhe ensinou, sem perceber que o devido processo legal é um luxo que o sistema reserva para quem tem recursos para contratá-lo — os condenados de agora tiveram acesso a advogados renomados e ampla defesa, enquanto o pobre que rouba um frango no supermercado é julgado em 48 horas.

A verdade incômoda que ninguém quer enfrentar nesta thread é que a democracia liberal brasileira sempre funcionou como uma máquina de produzir exceções. O Estado de Direito é invocado para punir os inimigos de ocasião e suspenso quando se trata de proteger os amigos certos. Os mesmos juristas que hoje aplaudem a caneta de Moraes serão os primeiros a defender “garantias fundamentais” quando um banqueiro for investigado. Não se trata de relativizar a gravidade do golpe — trata-se de compreender que a punição seletiva, sem uma transformação radical das estruturas que produzem golpistas, é apenas a forma mais elegante de perpetuar o mesmo sistema. Enquanto a esquerda liberal comemorar sentenças como se fossem revoluções, a extrema direita continuará se reorganizando nos quartéis, nas igrejas e nas empresas, esperando a próxima crise para tentar novamente. A psicanálise nos ensina que o sintoma não desaparece quando o tratamos com paliativos; ele retorna, sempre mais forte, em outro lugar.

Gabriel Teen

25/04/2026

Lucas Gomes falou tudo e o Sargento Bruno ainda acha que hierarquia salva, sendo que foi ela que deixou o golpe avançar até aqui.

Sargento Bruno

25/04/2026

Pois é, Cecília, você tocou no ponto que ninguém quer encarar: cadê o devido processo legal nessa história? Eu sirvo à pátria há 30 anos e sei muito bem o que é hierarquia e disciplina, mas o que vejo aqui é um ministro agindo como delegado, promotor e juiz ao mesmo tempo. Se fosse um militar fazendo isso, já estaria na cadeia por abuso de autoridade.

    Lucas Gomes

    25/04/2026

    Sargento Bruno, sua lealdade à hierarquia é admirável, mas a hierarquia que você defende foi a mesma que permitiu que generais conspirassem contra a Constituição enquanto soldados rasos eram presos. O problema não é o ministro acumular funções, é o sistema judicial servir de escudo para que os verdadeiros arquitetos do golpe, sentados em gabinetes climatizados, continuem impunes enquanto a tropa paga o pato.

Cecília Torres

25/04/2026

Márcio Torres, você foi cirúrgico ao apontar a seletividade com que certos versículos bíblicos são usados para justificar obediência a autoridades específicas. O que me incomoda nesse caso não é a condenação em si, mas a ausência de um debate público minimamente isento sobre os critérios que levaram a penas tão díspares entre os envolvidos. Enquanto jornalista, o que vejo é um Supremo que age com velocidade exemplar para alguns e com uma lentidão suspeita para outros — e isso não é imparcialidade, é conveniência política.

Márcio Torres

25/04/2026

João Batista Alves, você cita Romanos 13 como se fosse uma prova divina de que devemos obediência cega a qualquer autoridade. O problema é que o apóstolo Paulo escreveu aquilo sob um império que crucificava dissidentes e considerava Jesus um subversivo. Se os primeiros cristãos tivessem levado sua exegese ao pé da letra, não teriam se recusado a queimar incenso para César e o cristianismo teria morrido nas catacumbas sem nunca ter existido. A Bíblia é um documento humano, contraditório e escrito em contextos históricos específicos — usá-la como manual de conduta política no século XXI é no mínimo um exercício de anacronismo.

O que me impressiona nessa thread é a dificuldade que alguns têm em enxergar o óbvio: o STF não agiu com base em convicções religiosas ou ideológicas, mas sim em evidências materiais de uma tentativa de golpe. Houve minutas de decreto, reuniões gravadas, mensagens apreendidas, delações premiadas corroboradas. Não é “achismo” nem “precedente perigoso” — é o que se chama de devido processo legal quando funciona. Se o rito tivesse sido violado, a defesa já teria recorrido ao plenário e à opinião pública com provas concretas, não com alegações genéricas de “xerifismo”.

Miriam e Luciana, vocês levantam a questão do equilíbrio entre poderes, que é legítima em tese. Mas vamos aos fatos: o Executivo e o Legislativo não moveram uma palha para investigar a tentativa de golpe. O Exército ficou em cima do muro. A Polícia Federal, sob pressão do governo anterior, demorou a agir. Sobrou para o Judiciário porque os outros poderes abdicaram de suas responsabilidades. Criticar Moraes por fazer o trabalho que ninguém mais fez é como reclamar do bombeiro que apagou o incêndio enquanto os outros ficaram discutindo se a mangueira tinha a cor certa.

No fim, o que temos é um teste de maturidade institucional. Se a democracia brasileira sobreviver a esse processo com penas proporcionais, direito de defesa preservado e transparência nos julgamentos, ela sairá mais forte. Se cedermos ao discurso de que “os dois lados são igualmente culpados” ou de que “a Justiça está sendo seletiva”, estaremos normalizando o que deveria ser inaceitável: a tentativa de tomar o poder pela força quando se perde nas urnas. E isso, meus caros, não é questão de esquerda ou direita — é questão de civilização.

João Batista Alves

25/04/2026

Pois é, Miriam e Luciana, vocês levantam questões que merecem reflexão, mas discordo quando insinuam que o ministro Moraes está agindo como xerife. A verdade é que o Brasil enfrentou uma tentativa real de golpe de Estado, algo que feriu a própria democracia que Deus permitiu construirmos. Se as condenações foram feitas dentro do devido processo legal, como parece ser o caso, então é nosso dever cristão aceitar a autoridade constituída, como nos ensina Romanos 13. O que me preocupa mesmo é ver tanta gente relativizando a gravidade do que aconteceu em 8 de janeiro.

Luciana Costa

25/04/2026

Miriam, você toca num ponto que realmente merece mais atenção. Não se trata de achar que os condenados são inocentes ou que o 8 de janeiro foi algo aceitável, mas sim de questionar se o rito processual está sendo conduzido com o devido equilíbrio entre os poderes. Quando um ministro acumula o papel de investigador, acusador e julgador, a percepção de imparcialidade fica comprometida, e isso acaba alimentando mais divisão do que justiça.

Miriam

25/04/2026

Pois é, e enquanto isso a gente continua vendo o circo armado em volta disso tudo. O que me preocupa não é se a pena é justa ou não, é o precedente de um ministro do STF agindo como se fosse o xerife da república, sem muita transparência sobre como essas condenações foram construídas. Mas fazer o quê, né, o Brasil segue sendo esse teatro onde a lei vale para uns e para outros é só um detalhe burocrático.

Silvia Ramos

25/04/2026

Fernanda Oliveira, minha filha, a senhora tem toda razão. O que vimos no dia 8 de janeiro foi uma vergonha nacional, uma afronta à ordem que Deus estabeleceu. A Bíblia nos ensina em Romanos 13 que devemos sujeição às autoridades constituídas, e esses condenados tentaram justamente rasgar a Constituição. Que a justiça seja feita para que o Brasil volte a ter paz e respeito à lei.

    Carlos Oliveira

    25/04/2026

    Silvia Ramos, concordo com o senhor quando cita a necessidade de respeito à ordem constituída, mas é preciso lembrar que a verdadeira paz duradoura não se constrói apenas com punições no topo — ela exige que a gente enfrente as raízes da desigualdade que alimentam essas aventuras autoritárias, e isso inclui reformar a estrutura agrária e fiscal que mantém o povo refém do atraso.

Zé Trovãozinho

25/04/2026

Karina Libertária, você mora fora? Então fica de fora mesmo. Aqui dentro a gente viu o 8 de janeiro ao vivo, e o que o STF fez foi aplicar a lei para quem tentou dar um golpe. Esse papo de “circo” é o mesmo que passar pano pra quem invadiu e depredou os Três Poderes.

    Fernanda Oliveira

    25/04/2026

    Zé Trovãozinho, exato! Quem tenta relativizar o 8 de janeiro esquece que a gente viu aquilo com nossos próprios olhos — e não foi protesto, foi tentativa de golpe. O que o STF tá fazendo é o mínimo pra garantir que a lei valha pra todo mundo, inclusive pra quem achou que poderia destruir a democracia impunemente.

Karina Libertária

25/04/2026

João Silva, você realmente acredita nesse papinho de “defesa da democracia”? O que a gente vê é um ministro do STF agindo como juiz, promotor e carrasco, enquanto o Brasil quebra. Enquanto isso, quem trabalha e paga imposto lá fora vê esse circo de longe e agradece por não estar mais nesse hospício fiscal.

Carlos Mendes

25/04/2026

Carlos Menezes, você tocou no ponto certo: a seletividade penal sempre aparece quando os réus têm estrela no ombro. Enquanto isso, o brasileiro paga a conta de um Estado que gasta fortunas com esse circo jurídico-político em vez de cortar impostos e deixar o cidadão trabalhar.

    João Silva

    25/04/2026

    Carlos Mendes, discordo frontalmente: chamar de “circo” o julgamento de uma tentativa de golpe de Estado é ignorar que a democracia tem custos, sim, e que o maior deles seria deixar impune quem tentou rasgar a Constituição. Se você acha que cortar impostos resolve tudo, está comprando o discurso liberal raso que esconde que o verdadeiro custo é a desigualdade estrutural que esse mesmo Estado omisso perpetua.

Carlos Menezes

25/04/2026

Pois é, transitar em julgado é um marco técnico importante, e aí a execução da pena é o caminho natural do processo. Mas fico me perguntando se a celeridade e o rigor aplicados a esse núcleo específico serão os mesmos para todos os envolvidos, independente da patente ou da influência política. A seletividade da justiça sempre me deixa com um pé atrás.

Maria Silva

25/04/2026

Pois é, Major, mas a senhora Célia aí tem um ponto: enquanto o STF tava ocupado com isso, o PCC tava solto fazendo a festa. Mas também, se fosse um bando de petista tramando golpe, será que a pena seria tão pesada assim? Fica o cheiro de que a toalha só estala nas costas de quem não é da panelinha.

    Clarice Historiadora

    25/04/2026

    Maria Silva, vou precisar discordar desse “cheiro de panelinha”. O STF condenou José Dirceu, João Vaccari, Delúbio Soares, Genoíno e tantos outros petistas no mensalão, com penas pesadíssimas — e olha que aquilo não foi tentativa de golpe, foi caixa dois eleitoral. Se petista tivesse tramado um golpe de Estado com militares da ativa, plano de assassinato de ministro e minuta de decreto, pode ter certeza que a caneta não tremeria. O problema não é partido, é o fato objetivo de que nunca antes na história desse país um grupo político levou a conspiração golpista tão longe quanto a turma do 8 de janeiro.

    João Carvalho

    25/04/2026

    Maria Silva, acho que a Clarice já desmontou bem essa tese do dois pesos duas medidas com o histórico do mensalão. O problema não é o STF perseguir ou poupar alguém, é que o golpe de 2022 foi um ataque direto à ordem constitucional, com militares da ativa e ex-ministros envolvidos — comparar com a atuação do PCC é misturar alhos com bugalhos e, pior, minimizar a gravidade de uma tentativa de ruptura institucional.

Major Ricardo Silva

25/04/2026

Ora, finalmente a justiça tá sendo feita. Esse pessoal que tramou contra a democracia e a ordem tem que pagar mesmo, sem essa de prisão domiciliar ou saidinha. Pena que o STF não age com o mesmo rigor contra o crime organizado do PCC e do CV que o PT protege.

    Luisa Teens

    25/04/2026

    Amém, major, mas desvia o assunto pra criminalizar o PT enquanto a extrema-direita tava tramando golpe de Estado #ForaBolsonaro

    Cristina Rocha

    25/04/2026

    Major Ricardo, sua primeira afirmação é correta: finalmente o STF está aplicando a lei com o rigor que a gravidade de uma tentativa de golpe de Estado exige. Isso não é vingança, é o princípio elementar de que, numa república, ninguém está acima da lei — nem generais, nem ex-presidentes. O que esses condenados fizeram foi atentar contra a própria Constituição, contra o processo eleitoral, contra a vida de milhares de brasileiros que poderiam ter sido arrastados para um banho de sangue. Portanto, concordo que prisão domiciliar ou saidinha seriam um escárnio. Mas aí você comete um desvio retórico clássico, que é o tal do “whataboutism”: jogar o PCC e o CV na mesa para tentar relativizar a gravidade do que a extrema-direita fez. Isso não é um exercício sério de análise, é uma tentativa de criar uma falsa equivalência.

    Vamos ao mérito: você diz que “o PT protege” o crime organizado. Essa é uma acusação grave que precisa de provas, não de achismo. O PCC e o CV são produtos de décadas de um Estado penal seletivo, que sempre prendeu pobre e preto enquanto deixou o colarinho branco e os milicianos — muitos deles ligados a bolsonaristas, diga-se de passagem — operarem com mais liberdade. O governo Lula, que você critica, foi o que criou o Pronasci, o Sistema Único de Segurança Pública e tentou enfrentar as facções com inteligência, não com a política de “bang bang” do seu ex-presidente, que armou a população e desmontou o controle de armas. Se o STF não age com o mesmo rigor contra o PCC, isso é um problema estrutural do nosso sistema de justiça, que é classista e racista, e não uma prova de que o PT “protege” ninguém. Pelo contrário: o PT, quando no governo, enfrentou o crime organizado com políticas de Estado, enquanto a gestão Bolsonaro tratou a segurança pública como palanque eleitoral e deixou as fronteiras escancaradas para o tráfico de armas e drogas.

    Outro ponto: sua crítica ao STF por não agir contra o PCC ignora que o tribunal tem sim julgado lideranças do crime organizado, mas dentro dos limites do devido processo legal. O que você parece querer é um tribunal de exceção, que condene sem provas, que prenda sem julgamento. Isso não é democracia, é autoritarismo. A diferença é que, no caso da trama golpista, as provas são robustas: mensagens, reuniões, minutas de decretos, delações premiadas. Não é um “achismo” ideológico. O que me preocupa no seu comentário é que, ao desviar o foco para o PCC, você acaba minimizando o que há de mais grave na história recente do Brasil: a tentativa de um presidente da República, com apoio de militares e civis, de rasgar a Constituição e instaurar uma ditadura. Isso não é “crime comum”, é crime contra o Estado Democrático de Direito, e merece a resposta mais dura possível. Se a esquerda erra ao não denunciar com a mesma veemência a violência do crime organizado — e ela erra, sim —, a direita erra muito mais ao fingir que um golpe de Estado é menos grave que um assalto a banco. A diferença é de escala e de natureza: um atenta contra a vida, o outro atenta contra a própria possibilidade de existir como sociedade civilizada. Vamos ter seriedade no debate.

    Célia Carmo

    25/04/2026

    Ah, Major, desvia o assunto pra falar de crime organizado enquanto tava todo mundo vendo os generais planejando golpe — #CortinaDeFumaça nível hard!


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