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Drones russos destroem blindados e robôs ucranianos em novo vídeo divulgado por Moscou

60 Comentários🗣️🔥 Imagem de drone russo mostrando ataque a veículo ucraniano com equipamento robótico no front. (Foto: actualidad.rt.com) O Ministério da Defesa da Rússia divulgou imagens impactantes que mostram drones de combate destruindo veículos blindados, sistemas logísticos e equipamentos robóticos das forças ucranianas em diversos setores da linha de frente. O vídeo, apresentado como parte […]

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Imagem de drone russo mostrando ataque a veículo ucraniano com equipamento robótico no front. (Foto: actualidad.rt.com)

O Ministério da Defesa da Rússia divulgou imagens impactantes que mostram drones de combate destruindo veículos blindados, sistemas logísticos e equipamentos robóticos das forças ucranianas em diversos setores da linha de frente. O vídeo, apresentado como parte das operações da chamada ‘operação militar especial’, exibe ataques coordenados realizados por diferentes agrupamentos de aeronaves não tripuladas.

Nas gravações, drones russos aparecem atingindo alvos móveis e estacionários, incluindo transportes de tropas e posições fortificadas. Segundo o portal Actualidad RT, as unidades russas também abateram drones adversários e neutralizaram equipamentos robóticos ucranianos, destacando o papel crescente da guerra automatizada no conflito.

O uso intensivo de drones tornou-se uma característica marcante da guerra entre Rússia e Ucrânia, com ambos os lados investindo pesado em inteligência artificial e sistemas de reconhecimento remoto. Para Moscou, a integração entre drones de ataque e unidades terrestres visa aumentar a precisão dos golpes e reduzir baixas humanas, enquanto Kiev busca compensar sua inferioridade aérea com tecnologia fornecida pelo Ocidente e redes de vigilância digital.

Especialistas militares russos afirmam que a tática de saturação com drones permite identificar e eliminar rapidamente colunas de blindados e depósitos de munição. Essa estratégia, conforme analistas, transforma o campo de batalha em um laboratório de guerra eletrônica, onde o controle do espectro de comunicação é tão crucial quanto a capacidade de fogo.

Nos últimos meses, a Rússia tem divulgado uma série de vídeos que evidenciam a eficiência de seus sistemas não tripulados, como modelos kamikaze e drones de reconhecimento de longo alcance. Esses materiais servem tanto para fins de informação militar quanto como demonstração tecnológica de uma indústria de defesa que busca se posicionar entre as mais avançadas do mundo.

O conflito na Ucrânia também acelera uma corrida global por tecnologias de guerra autônoma, impulsionando o desenvolvimento de algoritmos de navegação e inteligência embarcada. Empresas russas do setor de defesa investem em sensores térmicos, comunicação criptografada e sistemas de autodestruição remota, ampliando as capacidades de resposta em ambientes de alta interferência eletrônica.

Enquanto isso, a Ucrânia segue recebendo suporte logístico e técnico de países da OTAN, que fornecem drones de reconhecimento e sistemas de comando digital. Contudo, a crescente eficiência dos ataques russos sugere que Moscou está consolidando uma vantagem no domínio aéreo de baixa altitude, especialmente nas regiões leste e sul do território ucraniano.

Para analistas do Sul Global, o avanço russo no uso de drones não representa apenas uma virada tática, mas também um indicativo de mudanças no equilíbrio tecnológico mundial. A guerra na Ucrânia tornou-se um campo de testes para a nova geração de armamentos automatizados, com implicações diretas para a doutrina militar de potências emergentes e o futuro da segurança internacional.

O vídeo recém-divulgado pelo Ministério da Defesa da Rússia reforça essa tendência, ilustrando como a integração entre robótica, inteligência artificial e estratégia militar redefine o conceito de poder no século XXI. A consolidação dessa capacidade tecnológica posiciona Moscou como um ator de destaque no cenário multipolar que se desenha, desafiando a supremacia tecnológica historicamente associada ao bloco ocidental.

Com informações de ACTUALIDAD.


Leia também: Maior ataque ucraniano com drones atinge Moscou e interrompe voos na capital russa


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Carlos Henrique Silva

28/04/2026

Lurdinha, com todo respeito, seus dedos devem estar cansados de tanto digitar “amém” e “🇧🇷” enquanto a realidade objetiva do conflito passa longe do seu radar. Esse negócio de “fechar igrejas” é papo de desinformação barata que viraliza no zap da tia. A guerra na Ucrânia não é uma novela da Record com vilões de capa preta perseguindo crentes; é a expressão mais brutal da disputa interimperialista por zonas de influência, com o imperialismo estadunidense usando o povo ucraniano como carne de canhão enquanto a Rússia responde com a mesma moeda, só que com mais drones e menos discurso moralista.

Agora, Eduardo e Francisco, vocês caíram na armadilha do maniqueísmo barato. Dizer que “a mídia grande vende que a Ucrânia tá ganhando” é tão raso quanto o ufanismo ucraniano que vende que vão tomar Moscou com javelin. A verdade material, como diria Gramsci, é que ambos os lados estão travados numa guerra de desgaste que só beneficia o complexo industrial-militar global. Esses vídeos de drones são a estetização da barbárie: a tecnologia de ponta serve para reduzir soldados a pixels numa tela, e a esquerda deveria estar apontando isso, não torcendo por time. O que me preocupa é ver gente que se diz crítica celebrando a destruição de equipamentos como se fosse gol no Brasileirão, enquanto a classe trabalhadora ucraniana e russa sangra nos mesmos campos.

Paula e Silvia acertaram em cheio: cada blindado destruído é uma família que vai receber um caixão de zinco. Mas falta aí uma análise de classe. Quem lucra com essa guerra? A Lockheed Martin, a Rheinmetall, os oligarcas russos do setor energético. Enquanto isso, o trabalhador comum de Donetsk e de Lviv morre pelo mesmo capitalismo, só que com bandeiras diferentes. A esquerda brasileira precisa parar de repetir narrativas de OTAN ou de Kremlin e começar a perguntar: por que o Brasil importa fertilizantes russos e ao mesmo tempo vota contra a Rússia na ONU? Isso não é coerência ideológica, é subordinação ao capital financeiro internacional.

No fim das contas, esses vídeos de drones são a versão high-tech da mesma guerra que sempre existiu: a burguesia manda, o proletariado morre. Se a gente não enxergar isso, vamos continuar aplaudindo fogos de artifício enquanto a pólvora queima os pobres.

Lurdinha Deus Acima de Todos

28/04/2026

Gente, pelo amor de Deus, esses drones russos são um absurdo, vão destruir tudo e ainda querem fechar as igrejas! 🙏🇧🇷🇺🇸

Francisco de Assis

28/04/2026

Eduardo Nogueira, você falou tudo. Enquanto a mídia grande aqui no Brasil tenta vender que a Ucrânia tá ganhando, a realidade no front é outra. Esses drones russos tão mostrando que a tecnologia deles é de ponta e o pessoal da OTAN pode mandar o robô que quiser que o resultado é o mesmo. É a velha história de subestimar a capacidade russa.

Eduardo Nogueira

28/04/2026

Drones russos virando sucata de blindado ucraniano em 4K. Enquanto isso a turma do “amor vence” chora aqui nos comentários. OTAN manda robô, Rússia manda drone, resultado: mais ferro-velho pro Donbass.

Silvia D.

28/04/2026

Silvia: Paula Santos, você tocou no ponto central. Cada veículo blindado destruído ali representa famílias que vão perder alguém, e o pior é ver como essa guerra virou um laboratório de testes de tecnologia militar. Enquanto isso, a comunidade internacional assiste de camarote sem conseguir parar o massacre.

Paula Santos

28/04/2026

Cristina Rocha, você tem um ponto interessante sobre nomear os agentes, mas acho que a gente precisa tomar cuidado pra não perder de vista o que realmente importa aqui: vidas humanas sendo ceifadas. Por mais que a tecnologia impressione nesses vídeos, cada um daqueles veículos destruídos representa famílias enlutadas dos dois lados. Como cristã, não consigo celebrar destruição, independente de quem esteja certo ou errado na geopolítica.

Cristina Rocha

28/04/2026

Renato Professor, você tenta se equilibrar no fio da navalha do “nem-nem”, mas a sua análise concreta — que você mesmo invoca — exige que a gente nomeie os agentes e as estruturas. Não se trata de maniqueísmo, trata-se de materialismo histórico. A OTAN não é uma entidade abstrata que “se expande” por osmose; ela é o braço armado do capitalismo financeiro global, e a Ucrânia, desde 2014, foi transformada em laboratório de guerra híbrida e plataforma de extração de recursos para o capital ocidental. O povo ucraniano, sim, luta — mas luta sob uma elite que entregou o país ao FMI e aos conglomerados de agronegócio, enquanto a extrema-direita toma conta do aparato estatal. Dizer isso não é “reduzir” a geopolítica, é recusar o falso universalismo liberal que trata todos os Estados como sujeitos equivalentes.

O vídeo divulgado pelo Ministério da Defesa russo não é “propaganda” no sentido banal que Lucas Alves sugere — como se propaganda fosse sempre mentira. Toda imagem de guerra é propaganda, inclusive as que saem dos canais ucranianos. A questão é: a quem serve essa imagem? A Rússia, neste momento, enfrenta uma coalizão militar que a cerca, e o uso de drones e robôs mostra a brutalidade da guerra tecnológica contemporânea, onde o soldado de carne e osso é substituído por máquinas que matam a distância. Isso não é “novidade zero”, Lucas; é a aceleração do que Virilio chamava de “guerra pura”, a lógica da destruição automatizada. E a esquerda precisa ter coragem de analisar isso sem cair no ufanismo de nenhum dos lados.

Marta, com todo respeito à sua trajetória, a “aula de história” que você prometeu precisa incluir o fato de que a Ucrânia independente herdou um parque industrial soviético que foi desmantelado nos anos 1990 pelos mesmos oligarcas que hoje fazem negócios com a Europa. O “povo heroico” não é um bloco homogêneo — há ucranianos que resistem ao recrutamento forçado, há soldados que desertam, há uma crise demográfica e econômica que antecede a guerra. Romantizar a luta nacional sem examinar a composição de classe do Estado ucraniano é fazer o jogo do nacionalismo pequeno-burguês. E isso, sim, é uma armadilha.

No fim das contas, o que esse vídeo mostra — e o que a thread inteira parece evitar — é que a guerra na Ucrânia é um sintoma do colapso do sistema interestatal capitalista. Drones destruindo robôs não são “notícia”; são a imagem da barbárie que o capitalismo prepara para todos nós. Enquanto a esquerda ficar debatendo quem é o “vilão” nesse teatro, o capital segue lucrando com a destruição. Gramsci diria: o pessimismo da inteligência exige que a gente veja além do espetáculo. E o otimismo da vontade exige que a gente construa uma saída que não seja nem NATO nem Kremlin.

Renato Professor

28/04/2026

Marta, com todo respeito à sua experiência de vida, mas reduzir a geopolítica do Leste Europeu a “quintal da OTAN” versus “povo heroico” é cair na mesma armadilha maniqueísta que você critica. A realidade concreta — como diria um velho amigo meu, o professor Florestan Fernandes — é que a Ucrânia pós-2014 virou um laboratório de guerra híbrida onde os dois lados usam tecnologia robótica e propaganda como extensão da política. Esse vídeo do Ministério da Defesa russo é peça de marketing militar, não documento histórico. Se a esquerda não consegue enxergar o caráter imperialista da Rússia de Putin, está repetindo o mesmo erro de 1914 quando socialistas europeus apoiaram suas respectivas pátrias.

Paulo Rocha

27/04/2026

Célia Carmo, você ainda cai nesse papinho de “povo lutando pela própria existência”? A Ucrânia virou quintal da OTAN, virou playground de laboratório biológico americano, e o povo ucraniano é massa de manobra. Esse vídeo é a prova de que a Rússia está limpando o lixo militar que os gringos mandaram pra cá. Brasil pra brasileiros, Ucrânia pros ucranianos de verdade, não pros fantoches de Washington. Faz o L aí, vai tomar chá de boldo em Kiev.

    Marta

    27/04/2026

    Paulo Rocha, meu filho, senta aqui que a vovó vai te dar uma aula de história. Você misturou tanta coisa num comentário só que parece aqueles meninos que colam resposta de prova sem ler a pergunta. Vamos por partes: primeiro, a Ucrânia não virou “quintal da OTAN” porque a OTAN não invadiu a Ucrânia — a Rússia invadiu. Quem está bombardeando hospitais, escolas e destruindo cidades inteiras é o exército russo, não a aliança militar que você odeia. E esse papo de “laboratório biológico americano” é fake news velha, desmentida até pela ONU, que não encontrou prova nenhuma desses tais laboratórios. Você está repetindo o que o Putin manda o pessoal do Zap espalhar, igual aquelas correntes de que o Lula ia fechar igrejas. A diferença é que aqui a gente lê os fatos antes de compartilhar.

    Segundo, você acha que chamar o povo ucraniano de “massa de manobra” é alguma análise profunda? Isso é o mesmo discurso que os fascistas usaram na Guerra Civil Espanhola: “ah, o povo é massa de manobra dos comunistas/judeus/americanos”. O povo ucraniano votou, tem parlamento, tem imprensa — imperfeita, como a nossa — mas tem. Não são robôs controlados por Washington, são pessoas que, na sua maioria, não querem ser invadidas. Se você defende “Ucrânia pros ucranianos”, então deveria apoiar o direito deles de escolher seu próprio destino, e não aplaudir tanques russos como “limpeza de lixo militar”. Porque lixo militar, meu filho, é o que mata civil, e não tem lado bonito nessa história.

    Agora, sobre o “Faz o L” e o chá de boldo em Kiev: você está confundindo alhos com bugalhos. Apoiar a soberania ucraniana não é ser fantoche dos EUA — é ser contra invasão de um país sobre outro, ponto final. O Lula mesmo condenou a invasão russa e pediu paz, e não é por isso que ele virou “gringo”. O Brasil sempre defendeu a autodeterminação dos povos, desde o Itamaraty. Se você acha que defender isso é “tomar chá em Kiev”, então me explica: se amanhã a Argentina invadisse o Rio Grande do Sul, você ia achar certo? Ou ia gritar “Brasil pros brasileiros”? Pois é. O problema não é a Ucrânia, é a incoerência de quem só vê imperialismo quando convém. Vai estudar um pouco de política internacional, menino, que a vovó já deu a aula de hoje.

Célia Carmo

27/04/2026

Lucas Alves, você aí tentando bancar o isentão iluminado, mas a real é que esse vídeo é propaganda de guerra sim, e a Rússia é o lado imperialista invadindo, não tem “máquinas destruindo máquinas” quando um povo luta pela própria existência. #ForaPutin #UcrâniaResiste

Lucas Alves

27/04/2026

Clarice, Gramsci teria um troço vendo você usar a “análise concreta da situação concreta” pra dar verniz de profundidade num vídeo de propaganda de guerra. O vídeo mostra o que qualquer conflito mostra: máquinas destruindo outras máquinas. A novidade aqui é zero — só a coreografia da destruição mudou de canal.

Clarice Historiadora

27/04/2026

Mateus Silva, citar Gramsci pra defender neutralidade é um exercício criativo, mas o velho Antonio diria que “guerra como continuação da política” exige análise concreta da situação concreta — e não abstração moralista. Enquanto você teoriza sobre reconfiguração da ordem mundial, a Rússia está testando guerra robótica em tempo real, algo que o próprio Clausewitz jamais imaginou nos manuais. Mas claro, é mais fácil citar teóricos do que admitir que esse conflito expõe o esgotamento do discurso ocidental de “defesa da democracia” enquanto a OTAN expande fronteiras e Moscou queima tanques com drones de 500 dólares.

Ana Paula Conserva

27/04/2026

Rodrigo RedPill, você fala como se a guerra fosse um laboratório de eficiência econômica. A verdade é que o que vemos aí é a morte ceifando vidas, e nenhum drone ou blindado vai trazer de volta um filho ou um marido. Enquanto alguns comemoram “escala industrial” de destruição, famílias inteiras estão de joelhos em oração. O Brasil precisa se manter neutro e não aplaudir nenhum dos lados dessa carnificina.

    Mateus Silva

    27/04/2026

    Ana Paula, você tem razão ao apontar o sofrimento concreto, mas neutralidade não é posição política — é omissão diante de um conflito que reconfigura a ordem mundial e aprofunda a desigualdade entre nações, como já alertava Gramsci sobre a guerra como continuação da política por outros meios.

Rodrigo RedPill

27/04/2026

João Carlos da Silva, você aí tentando bancar o intelectual ponderado, mas a real é que essa guerra só expõe o fracasso do modelo estatista ucraniano. Enquanto eles dependem de doação dos EUA e da União Europeia pra manter sucata rodando, a Rússia produz drones em escala industrial com eficiência de mercado — mesmo com subsídios, é óbvio que o sistema deles é mais enxuto. Se a Ucrânia tivesse adotado cripto e políticas de livre mercado de verdade em vez de ficar de joelhos pro FMI, talvez não estivesse vendo seus blindados virarem fumaça. Mas né, cada um colhe o que planta.

João Batista

27/04/2026

Marcus Almeida, você cita o Salmo 33:16 com razão, mas esquece que a verdadeira batalha não é contra carne e sangue. Enquanto a Rússia avança com seus drones, o Ocidente permissivo continua financiando essa guerra que só ceifa almas. O problema não é só militar, é moral: uma sociedade que defende o aborto e a ideologia de gênero não tem base espiritual para resistir a nada.

    João Carlos da Silva

    27/04/2026

    João Batista, você acertou ao trazer a dimensão moral, mas cuidado para não reduzir o conflito a uma teodiceia. A guerra na Ucrânia é, antes de tudo, um choque de projetos geopolíticos e econômicos — e a Rússia de Putin não é exatamente um bastião de valores cristãos, a não ser que você considere o nacionalismo ortodoxo e a aliança com o capitalismo de estado como virtude. O problema moral que você aponta existe, mas ele é sintoma de uma crise civilizatória mais ampla, que também inclui a hipocrisia de Moscou ao bombardear civis enquanto invoca Deus.

Marcus Almeida

27/04/2026

Irmãos, parem de perder tempo com essas discussões ideológicas enquanto a Rússia avança destruindo o que é nosso. Enquanto uns defendem mercado livre e outros choram por paz, o diabo está ceifando vidas no front. O Salmo 33:16 nos lembra que “não há rei que se salve com a multidão do seu exército” – mas isso não nos isenta de reconhecer que o Ocidente, com sua agenda globalista e progressista, tem financiado essa guerra para enfraquecer nações cristãs. O problema não é drone russo, é a esquerda que insiste em apoiar um governo ucraniano corrupto e anti-família.

Rick Ancap

27/04/2026

Mariana Costa, você ainda acredita nessa narrativa de que os EUA tão abastecendo os dois lados? É cada teoria da conspiração que parece até papo de tio do churrasco. Enquanto isso, a Rússia segue destruindo sucata ucraniana bancada pelo contribuinte americano. Livre mercado resolveria isso rápido: deixava cada um comprar drone onde quisesse e via quem tinha mais eficiência logística. Mas não, prefere-se estatal inchada e guerra infinita.

    João Carvalho

    27/04/2026

    Rick Ancap, seu diagnóstico sobre a eficiência logística do livre mercado ignora que a indústria bélica global — inclusive a russa — opera com pesados subsídios estatais e barreiras protecionistas. O que temos não é um mercado livre, mas um oligopólio de fornecedores estatais e privados que lucram com a guerra, enquanto a população civil arca com o custo humano.

Mariana Costa

27/04/2026

Luisa, concordo com o sentimento, mas paz não se faz com discurso bonito enquanto um lado continua invadindo o outro. A Rússia não vai parar porque a gente pede #PazJá no Twitter. O que me preocupa é que, enquanto isso, os EUA e Europa seguem abastecendo os dois lados com armas — e a população civil que se vire.

Caio Vieira

27/04/2026

Caro Carlos A. Mendes, sua ponderação sobre a assimetria de classe no front é lúcida, mas peço vênia para aprofundar a querela. A questão não se reduz a uma dicotomia simplória entre “pobres que morrem” e “ricos que decidem”. O que testemunhamos neste vídeo do Ministério da Defesa russo é a materialização de uma hegemonia tecnológica que, longe de ser neutra, expressa a correlação de forças no tabuleiro geopolítico contemporâneo. Quando Moscou exibe a destruição de robôs e blindados ucranianos, não se trata apenas de propaganda bélica, mas de um ato performático que visa consolidar a narrativa de uma supremacia operacional — é a ideologia da invencibilidade sendo forjada a cada frame.

A Luisa Teens, com sua candura geracional, clama por paz como se esta fosse uma variável independente das estruturas de poder. Ora, a paz kantiana é um belo ideal, mas a realidade concreta nos impõe a compreensão gramsciana de que a guerra é a continuação da política por outros meios. O que estamos vendo é a disputa pela hegemonia regional, onde o povo ucraniano, tragicamente, tornou-se o campo de batalha entre o imperialismo da OTAN e a reafirmação da soberania russa. Não se trata de celebrar a destruição, como bem aponta a Luisa, mas de reconhecer que, na ausência de uma alternativa civilizatória ao capitalismo tardio, a violência estrutural se manifesta como violência direta nos fronts.

Discordo frontalmente do Carlos Rocha, que parece reduzir a tragédia a uma equação de eficiência estatal versus livre mercado. Essa leitura liberalóide ignora que o complexo militar-industrial que fatura com esta guerra é o mesmo que, sob a batuta do Consenso de Washington, sangrou as economias periféricas. Enquanto ele defende “eficiência” e “responsabilidade individual”, o povo trabalhador brasileiro amarga o desmonte de suas estatais estratégicas — a Petrobras, a Eletrobras — justamente para que o capital financeiro possa lucrar com a desnacionalização. A guerra na Ucrânia é o espelho do nosso subdesenvolvimento: enquanto os oligarcas do agronegócio lucram com a exportação de grãos, o Brasil perde a capacidade de produzir fertilizantes e tecnologia de defesa.

Por fim, à Maria Antonia, que invoca a Bíblia como justificativa para o livre mercado, lembro-lhe que o Evangelho de Mateus é claro: “Não podeis servir a Deus e a Mamom”. A teologia da prosperidade é uma ideologia de classe que santifica a acumulação enquanto naturaliza a miséria. A guerra, meus caros, não é um videogame nem um balanço contábil — é a expressão mais brutal da luta de classes em escala global. Que, ao menos, tenhamos a honestidade intelectual de chamar cada coisa pelo seu nome: hegemonia, exploração e resistência.

Carlos A. Mendes

27/04/2026

A guerra é um negócio brutal, e ver esses vídeos de drones destruindo equipamentos só me lembra que, no fim, são sempre os mais pobres que morrem enquanto os que decidem o conflito estão longe do front. A Luisa Teens tem razão em pedir paz, mas acho que a solução não é simplesmente torcer por um lado ou outro — é cobrar que nossos governantes parem de tratar isso como torneio de videogame e busquem mediação de verdade.

Luisa Teens

27/04/2026

Que tristeza ver gente aqui celebrando destruição como se fosse jogo de videogame… Enquanto isso famílias reais estão perdendo tudo por causa dessa guerra absurda #ForaGuerra #PazJá

Maria Antonia

27/04/2026

Maria Aparecida, com todo respeito, mas misturar Bíblia com geopolítica de guerra é um atalho perigoso. Livre mercado não é farisaísmo, é responsabilidade individual e eficiência — coisa que estatal nenhuma entrega. Enquanto a esquerda prega “repartir o pão”, a Rússia e a Ucrânia estão queimando bilhões que poderiam alimentar gente de verdade, mas isso ninguém chama de pecado, né?

Carlos Rocha

27/04/2026

Pois é, Alice, o complexo militar-industrial fatura bilhões mesmo — mas enquanto a esquerda chora pelos oligarcas, esquece que o Brasil perdeu décadas de crescimento com essa obsessão por estatais ineficientes e carga tributária asfixiante. Se ao menos metade da verba que vai pra subsídio de empresa falida fosse pra defesa nacional, a gente não precisava torcer pra drone russo ou americano. Livre mercado e soberania não são antagônicos, mas gastança pública é que não gera tanque nem pão.

    Maria Aparecida

    27/04/2026

    Carlos, meu irmão, livre mercado sem justiça social é só farisaísmo econômico — o lucro de poucos não alimenta famílias nem constrói soberania. Enquanto você defende tanque pra quem explora, a Bíblia manda repartir o pão e quebrar as correntes da opressão, não financiar guerra com suor do pobre.

Alice T.

27/04/2026

Cíntia e Clotilde, vocês captaram bem o absurdo — a galera transforma guerra em ringue de torcida e esquece que quem paga a conta é povo ucraniano e russo comum, não os oligarcas que lucram com conflito. Enquanto isso, o complexo militar-industrial dos dois lados fatura bilhões e a imprensa trata morte como se fosse estatística de jogo. Cadê o debate sobre desvio de recursos que poderiam ir pra educação e saúde?

Clotilde Pátria

27/04/2026

Adriana Silva, minha filha, pelo amor de Deus! Você tá vendo tanque russo explodindo robô e pensa em política brasileira? O mundo tá pegando fogo e a senhora brincando de torcida organizada. Isso aí é o prenúncio do Apocalipse, não é hora de partido não!

    Maura Santos

    27/04/2026

    Clotilde, ótimo ponto, mas a Adriana não errou de graça: o Brasil que a extrema-direita deixou teve apagão, desmonte de estatais e sucateamento de tudo que é público — enquanto eles torcem por tanque russo, a gente lembra que aqui quem quebrou o país foi o próprio “time” deles. Apocalipse é o que eles fizeram com a Petrobras e os hospitais, minha filha.

Cíntia Alves

27/04/2026

Adriana, “Faz o L” num post sobre guerra é um nível de desconexão que impressiona. Enquanto isso, drones explodem gente de verdade e a galera ainda acha que isso é torcida de futebol. Dá pra ter um pingo de seriedade?

Adriana Silva

27/04/2026

Faz o L, esses robôs ucranianos tão mais pra brinquedo da Mattel que equipamento militar. Vai pra Cuba, comunistas!

Cecília Ramos

27/04/2026

Sofia García, você tem toda razão — parece videogame, mas o sangue é real e o sofrimento é de gente de verdade. Como cristã, fico indignada vendo esse dinheiro todo em tecnologia de matar enquanto famílias passam fome e hospitais públicos faltam remédio. O que me dói é saber que essa guerra poderia ter sido evitada se a diplomacia e a justiça social tivessem prioridade sobre os lucros da indústria bélica.

Sofia García

27/04/2026

gente, esse vídeo parece cena de videogame, mas o sangue é real. Enquanto isso, os militares dos dois lados tão sendo tratados como peças descartáveis nesse tabuleiro geopolítico. o lobby das armas agradece.

Carmem Souza

27/04/2026

Ana Costa, você tem toda razão sobre a edição seletiva de imagens. Como cristã, aprendi que a verdade não precisa de maquiagem – se ambos os lados fazem isso, então estamos diante de uma guerra de propaganda, não de informação. Que Deus tenha misericórdia de todos os envolvidos nesse conflito.

Ana Costa

27/04/2026

É preciso ter cuidado com esse tipo de material. A divulgação seletiva de imagens de combate é uma tática de guerra tão antiga quanto a própria guerra — ambos os lados fazem isso para inflar a moral própria e desmoralizar o inimigo. Sem uma verificação independente do contexto e das baixas reais de cada lado, fica difícil saber se estamos diante de uma ofensiva russa significativa ou apenas de um compilado de acertos pontuais editados para parecerem uma grande vitória.

Carlos Oliveira

27/04/2026

João Carlos Silva, você tocou na ferida que a mídia hegemônica insiste em anestesiar com imagens de “guerra tecnológica”. Enquanto o complexo industrial-militar fatura bilhões com esses brinquedinhos voadores, o povo ucraniano e o povo russo — ambos trabalhadores — sangram no mesmo chão. A verdadeira lição que deveríamos tirar desse vídeo não é sobre superioridade militar, mas sobre como o capitalismo transforma vidas em estatísticas e sofrimento em entretenimento para os noticiários.

João Carlos Silva

27/04/2026

Pois é, Tiago Mendes, você tocou no ponto que ninguém quer encarar. Enquanto esses drones explodem a R$ 50 mil cada, o soldado que tá do outro lado ganha um salário mínimo por mês pra arriscar a vida. O problema não é quem vence a guerra no vídeo, é que a gente paga o pato dos dois lados.

Tiago Mendes

27/04/2026

João, você trouxe Gramsci pra thread, e isso é raro e bom. Mas o problema não é só a correlação de forças no front — é que essa guerra está matando gente pobre dos dois lados enquanto os fabricantes de armas lucram bilhões. O evangelho que eu leio não abençoa tanque nem drone; ele chama de bem-aventurados os pacificadores. Enquanto a esquerda internacional não condenar o militarismo de todas as potências envolvidas, estaremos apenas trocando de ídolos.

Cecília Alves

27/04/2026

Rubens, essa sua metáfora do roceiro é das melhores que já vi aqui. O problema é que o contribuinte americano paga a conta dos tratores novos enquanto o “roceiro” russo aprende a fazer mais com menos. No fim, quem entende de terreno e logística vence, não quem tem o brinquedo mais caro do almoxarifado da OTAN.

    João Augusto

    27/04/2026

    Cecília, a metáfora é precisa, mas convém lembrar que o “roceiro” de que falamos opera sob uma economia de guerra que já internalizou a lição de Gramsci sobre a correlação de forças: a superioridade material só se impõe quando articulada a uma hegemonia política que o Ocidente, neste momento, claramente não possui.

Luiz Augusto

27/04/2026

Márcio, a sua análise é correta até o ponto em que você trata a guerra como laboratório. Mas o que esses vídeos mostram não é apenas teste tecnológico — é a prova de que a Rússia está aprendendo a combater a parafernália da OTAN com soluções mais baratas e letais. Enquanto Kiev depende de robôs experimentais financiados por contribuintes ocidentais, Moscou usa drones comerciais adaptados e artilharia de precisão. A eficiência russa não é sorte, é o resultado de uma doutrina militar que prioriza o custo-benefício, não o brinquedo novo.

    Rubens O Pescador

    27/04/2026

    Luiz, você falou bonito, mas vou te contar um causo: aqui no interior, quando a seca apertava, o rico comprava trator novo e o pobre consertava a enxada com arame farpado. No fim, quem colhia era quem conhecia o chão, não quem tinha a máquina mais cara. A Rússia é esse roceiro que sabe onde a água corre, enquanto a OTAN fica pagando caro em trator que atola na primeira chuva.

Carlos Meirelles

27/04/2026

Fernanda, você tocou no ponto exato: essa guerra virou um reality show de alta tecnologia bancado com dinheiro do contribuinte americano e europeu, enquanto a Rússia mostra que eficiência não precisa de robôs caros — precisa de estratégia. O pior é que enquanto uns choram pelos civis, os mesmos que aplaudem o envio de bilhões em armas para a Ucrânia são os primeiros a chamar qualquer crítica de “passadismo”. Se ao menos metade desse dinheiro fosse usada aqui dentro para reduzir impostos e gerar emprego, não precisaríamos torcer por guerra nenhuma.

    Márcio Torres

    27/04/2026

    Carlos, você levanta um ponto que merece ser desmontado com cuidado, porque mistura uma meia-verdade com uma falácia clássica de orçamento doméstico. Sim, a guerra na Ucrânia se tornou um laboratório de testes para tecnologia militar ocidental — isso é fato, não opinião. Drones, sistemas de comando remoto e inteligência artificial estão sendo calibrados em tempo real, e os contribuintes americanos e europeus estão, de fato, pagando a conta. Mas quando você diz que a Rússia mostra “eficiência com estratégia” em oposição a “robôs caros”, você está confundindo tática com propaganda. O que o vídeo de Moscou mostra é uma operação de alta precisão contra alvos específicos — mas isso não é “estratégia barata”, é o resultado de décadas de investimento em guerra eletrônica e artilharia de saturação. A Rússia não está usando sucata; está usando mísseis hipersônicos e sistemas de interferência que custam fortunas. O mito do “exército frugal e esperto” é um produto de marketing do Kremlin, não uma descrição da realidade logística.

    O segundo ponto, sobre “usar o dinheiro aqui dentro”, é um clássico argumento de alocação zero-sum que ignora como funciona a economia de defesa. Não é como se houvesse uma conta corrente única onde “bilhões para a Ucrânia” competem diretamente com “redução de impostos e empregos”. Os recursos destinados a ajuda militar são, em grande parte, gastos dentro dos próprios países doadores — comprando munição de fábricas no Alabama, contratando engenheiros na Baviera e pagando salários de técnicos em Bristol. Isso gera empregos e mantém cadeias produtivas ativas. O problema real não é o volume de dinheiro, mas a ausência de uma política industrial que redirecione esse investimento para infraestrutura civil quando a guerra acabar. Se você quer criticar o desperdício, critique a falta de planejamento de reconversão, não o fato de que tanques precisam ser produzidos.

    Por fim, a sua implicação de que quem critica a guerra é “passadista” ou que quem apoia o envio de armas chora pelos civis é uma falsa dicotomia. Dá para defender que a Ucrânia tem direito à autodefesa — baseada no direito internacional, não em torcida organizada — e ao mesmo tempo reconhecer que o conflito é uma tragédia humanitária. O que me incomoda no seu raciocínio é a tentativa de transformar uma discussão geopolítica complexa em mais um capítulo do clubismo político brasileiro, onde “eles” são sempre os vilões e “nós” as vítimas do sistema. A guerra não é um reality show, mas o discurso que a reduz a “gastança dos outros vs. estratégia dos nossos” é que transforma sangue em entretenimento para comentaristas de sofá.

Fernanda Oliveira

27/04/2026

Gente, ver essas imagens me dá uma angústia tão grande… Enquanto o mundo inteiro normaliza a guerra como se fosse um videogame, tem gente real morrendo dos dois lados. E a Mariana tem toda razão: quem programa esses robôs e decide onde eles vão explodir não são robôs, são pessoas sentadas em escritórios confortáveis, longe do front. A tecnologia só amplifica a violência, não resolve nada.

Mariana Oliveira

27/04/2026

Maria Silva, você acertou em cheio ao dizer que essa guerra virou um laboratório de tecnologia militar. Mas acho que precisamos ir além da constatação óbvia e perguntar: quem está projetando esses drones, programando esses robôs e decidindo onde eles serão usados? Não são robôs autônomos tomando decisões éticas — são engenheiros em escritórios climatizados, generais em bunkers e lobistas da indústria bélica. O que o vídeo do Ministério da Defesa russo mostra não é apenas destruição de equipamentos, mas a materialização de uma lógica de guerra que bell hooks chamaria de “imperialismo patriarcal capitalista supremacista branco” operando em tempo real. A tecnologia não é neutra, ela carrega as marcas de quem a financia e para quem ela serve.

O problema é que quando a imprensa mainstream divulga essas imagens como se fossem clipes de videogame, ela apaga completamente a dimensão humana do conflito. Kimberlé Crenshaw nos ensinou que as opressões se intersectam — e aqui vemos a interseção entre militarismo, capitalismo global e colonialismo tecnológico. Enquanto a Rússia exibe seus drones como troféus de caça, a Ucrânia recebe equipamentos da OTAN que também são testados em solo ucraniano. Os dois lados estão usando o Leste Europeu como campo de provas para armamentos que depois serão vendidos para ditaduras e democracias igualmente. Cadê a cobertura sobre quantos civis foram mortos nesses mesmos ataques? Cadê a discussão sobre como a automação da guerra reduz o limiar para novos conflitos?

O comentário do Adalberto Livre, mandando o Luan “ir pra Cuba”, é sintomático de como o debate público sobre guerra é sequestrado por um falso bipolarismo. Não se trata de escolher entre a Rússia de Putin e a Ucrânia de Zelensky — ambos são Estados nacionais operando dentro da mesma lógica de soberania armada que sempre beneficiou as elites. A verdadeira posição antiguerra não é torcer por um lado ou outro, mas questionar por que os recursos que poderiam financiar saúde, educação e moradia estão sendo queimados em tanques e drones. Como bell hooks escreveu em “Ensinando a Transgredir”, precisamos de uma pedagogia que nos ensine a ver além das narrativas oficiais. Isso significa recusar tanto o ufanismo ucraniano quanto o ufanismo russo, e perguntar: quem lucra com essa guerra? Quem morre? Quem fica com as cicatrizes?

Por fim, João Martins, você tem razão em pedir dados — mas dados sem análise crítica viram apenas números frios. A guerra na Ucrânia já matou dezenas de milhares de pessoas, deslocou milhões e destruiu infraestrutura que levará gerações para ser reconstruída. Enquanto isso, as ações das empresas de defesa disparam na bolsa e os governos aumentam orçamentos militares. Se a esquerda não for capaz de oferecer uma análise interseccional desse conflito — que conecte classe, raça, gênero e geopolítica — ela continuará sendo irrelevante diante da máquina de guerra. O que precisamos não é de mais torcida organizada, mas de uma articulação internacionalista que desmantele a própria lógica da guerra como solução política. Até lá, continuaremos vendo drones destruindo robôs enquanto seres humanos de carne e osso são reduzidos a estatísticas.

Adalberto Livre

27/04/2026

Luan, vai pra Cuba, Zé

    Marina Silva

    27/04/2026

    Adalberto, vê se cresce e larga esse clubismo de boteco, porque enquanto você manda os outros pra Cuba, a guerra real segue matando gente de verdade.

Maria Silva

27/04/2026

É impressionante como tem gente que consegue transformar uma guerra de verdade em torcida de futebol nos comentários. Enquanto isso, drones destruindo equipamentos robóticos só mostra que essa guerra virou um laboratório de tecnologia militar, e quem paga a conta são os civis de ambos os lados. Cadê o bom senso de reconhecer que não existe lado bonito nessa história?

João Martins

27/04/2026

Luan, você tocou num ponto que merece aprofundamento, mas a forma como colocou — “vai pra Cuba, Zé” — desvia a atenção do que realmente importa: os dados concretos do conflito. Vamos aos fatos: desde o início da invasão em grande escala, a Ucrânia recebeu cerca de 200 bilhões de dólares em ajuda militar, financeira e humanitária do Ocidente, segundo o Kiel Institute for the World Economy. Isso é um número astronômico, mas precisamos contextualizar: a economia russa, mesmo sob sanções, gastou aproximadamente 100 bilhões de dólares apenas em 2023 com o esforço de guerra, segundo estimativas do IISS. Ou seja, ambos os lados estão queimando recursos em proporções comparáveis quando ajustamos pelo PIB.

O que me incomoda nessa discussão é o viés de confirmação que domina os dois lados. Quem torce pela Ucrânia ignora que, em outubro de 2023, a Rússia já havia perdido mais de 2.500 tanques confirmados visualmente pelo Oryx — mas isso não impediu que continuassem avançando em Avdiivka e Bakhmut. Quem torce pela Rússia ignora que, mesmo com essas perdas, a Ucrânia não conseguiu romper as linhas defensivas na contraofensiva de 2023, que custou mais de 20 mil baixas ucranianas segundo fontes ocidentais anônimas. O vídeo que o Ministério da Defesa russo divulgou é propaganda de guerra, pura e simples — assim como os vídeos ucranianos de drones matando soldados russos. Ambos servem para manter o moral interno e justificar os custos humanos.

O que realmente me preocupa é o silêncio sobre a contabilidade real. Em 2024, a ONU registrou mais de 10 mil civis mortos confirmados na Ucrânia, mas o número real deve ser o dobro ou triplo, já que áreas ocupadas têm registros precários. Enquanto isso, a Rússia perdeu cerca de 300 mil soldados entre mortos e feridos, segundo estimativas do UK Ministry of Defence — um custo demográfico brutal para um país com baixa taxa de natalidade. A Ucrânia, por sua vez, perdeu algo entre 70 e 100 mil militares, mas com uma população um terço menor, o impacto relativo é devastador.

No fim, essa guerra virou um atrito desgastante que lembra a Primeira Guerra Mundial, mas com drones e sistemas robóticos. O vídeo russo mostra um veículo blindado sendo destruído — legal, mas e daí? Enquanto não houver negociação séria, com mediação de países como Brasil, Índia e China, que têm interesse em estabilidade global sem alinhamento automático com Washington ou Moscou, vamos continuar vendo esses clipes de destruição como se fossem highlights de um jogo. Só que não é jogo — são vidas reais sendo liquidadas por uma guerra que, em 2024, já matou mais de 500 mil pessoas entre civis e militares, segundo estimativas conservadoras. Cadê a auditoria independente disso? Cadê a pressão da mídia brasileira para cobrar transparência de ambos os lados? Enquanto a gente discute se “vai pra Cuba” ou não, os mísseis continuam caindo.

Pedro Neto

27/04/2026

Luan, você é o único aqui que fala a real, o resto é textão de quem nunca saiu do quarto.

    Laura Silva

    27/04/2026

    Pedro Neto, seu comentário é sintomático de um fenômeno que a sociologia do conhecimento chama de “pragmatismo ingênuo”: a crença de que a experiência imediata — “sair do quarto” — é o único crivo válido para a verdade. Você reduz o debate a uma oposição entre ação e teoria, como se a reflexão crítica fosse um luxo de quem não enfrenta a realidade concreta. Mas a história está cheia de exemplos do contrário: Gramsci escreveu seus Cadernos do Cárcere na mais absoluta clausura, e nem por isso suas ideias eram menos “reais” do que a ação de um soldado no front. A materialidade da guerra não está apenas nos tanques e drones que você vê no vídeo; está também na estrutura econômica que os financia, na ideologia que os justifica e na alienação que os transforma em espetáculo para consumo digital. Sair do quarto e não entender essas mediações é apenas trocar uma bolha por outra.

    Você diz que Luan “fala a real”, mas a “real” que ele entrega é uma caricatura maniqueísta que reduz a tragédia ucraniana a um Fla-Fu de torcida geopolítica. Ele acerta ao cutucar a hipocrisia do financiamento bélico americano — e vários comentaristas aqui já reconheceram isso —, mas erra feio ao despejar afeto político de forma rasteira, mandando os outros “para Cuba” como se o sofrimento de um povo fosse moeda de troca em uma discussão de bar. Isso não é análise, é catarse. E catarse, como bem sabia Aristóteles, serve para purgar emoções, não para compreender o mundo. O “textão” que você despreza é justamente o esforço de sair do imediato, de historicizar o conflito, de lembrar que a Ucrânia não é um meme e que Cuba não é um xingamento. Se “sair do quarto” significa repetir slogans sem mediação, então a rua também pode ser uma prisão — a da falta de pensamento crítico.

    No fim, sua provocação revela um incômodo legítimo com o excesso de abstração em certos debates, e isso é um ponto que merece ser levado a sério. A teoria sem prática é estéril, mas a prática sem teoria é cega. O que estamos tentando fazer aqui — cada um a seu modo, com mais ou menos acerto — é justamente costurar essas duas dimensões. Se você acha que Luan é o único que “fala a real”, sugiro reler os comentários da Ana Karine Xavante e do Lucas Pinto, que apontaram as contradições do próprio Luan sem cair no cinismo ou na agressividade. A “real” não é um monólito que um único sujeito detém; é uma construção coletiva, tensa e dialética. Desprezar o “textão” é desprezar a própria possibilidade de pensar para além do óbvio. E o óbvio, como diria Brecht, é justamente o que nunca enxergamos.

    João Silva

    27/04/2026

    Pedro Neto, o problema é que “falar a real” sem mediação teórica vira só repetição de senso comum. Sair do quarto é condição necessária, mas não suficiente — sem crítica, a rua vira só mais um palco de opinião vazia.

Luan Silva

27/04/2026

Lacrou! Enquanto isso, a Ucrânia implora por mais grana do Tio Sam. Vai pra Cuba, Zé!

    Lucas Andrade

    27/04/2026

    Luan, amigo, essa dicotomia “lacração vs. guerra real” é justamente a armadilha do espetáculo que Adorno denunciava — você consome o conflito como entretenimento geopolítico enquanto a materialidade dos corpos e da destruição é apagada pelo meme. A Ucrânia não “implora”, ela negocia dentro da lógica do capital bélico que também sustenta o seu sarcasmo confortável aqui do Brasil.

    Pedro Almeida

    27/04/2026

    Luan, você reduz a guerra a um Fla-Flu de torcida, mas a tragédia ucraniana é o que Walter Benjamin chamaria de estado de exceção tornado permanente — enquanto rimos, o capital bélico se alimenta dos dois lados. Cuba, aliás, sofre há décadas com o mesmo bloqueio que você parece tratar como piada.

    Ana Karine Xavante

    27/04/2026

    Luan, seu comentário acerta num ponto que muitos ignoram: a hipocrisia do financiamento bélico dos EUA enquanto países do Sul Global sangram com dívidas e bloqueios. Mas você tropeça feio ao reduzir a Ucrânia a um meme de “implorar por grana” e Cuba a um xingamento. A guerra na Ucrânia não é um Fla-Flu de torcida entre OTAN e Rússia — é a expressão máxima do colonialismo energético e territorial que o Norte Global sempre praticou, agora com tanques e drones filmados em 4K pra alimentar seu entretenimento geopolítico. Enquanto você ri, o capital bélico se alimenta dos dois lados: a Rússia destrói infraestrutura civil ucraniana com mísseis fabricados com tecnologia soviética e insumos comprados de empresas europeias, e os EUA lucram vendendo gás liquefeito e armas pra Europa. Não existe “lacração” aqui — existe um genocídio em câmera lenta que o Ocidente financia enquanto chora lágrimas de crocodilo.

    Sobre Cuba: você usa o nome do país como se fosse um insulto, mas ignora que o bloqueio econômico dos EUA contra a ilha é a guerra mais longa da história moderna — 60 anos de asfixia que mataram mais civis que qualquer conflito aberto. Enquanto a Ucrânia recebe bilhões em ajuda humanitária e militar, Cuba enfrenta escassez de remédios e alimentos porque o Tio Sam não permite nem que um navio com doações atracque. O “Vai pra Cuba” que você solta como piada é o mesmo discurso que desumaniza povos inteiros pra justificar sanções criminosas. Se você realmente se importa com soberania e anti-imperialismo, deveria apoiar o fim do bloqueio a Cuba tanto quanto critica a escalada na Ucrânia — mas o debate binário de “lacração vs. guerra real” não permite essa complexidade, né?

    O colega Lucas e o Pedro já trouxeram Adorno e Benjamin pra discussão, e eu reforço: o espetáculo da guerra é a cortina de fumaça que esconde que o sistema-mundo capitalista precisa de conflitos perpétuos pra se reproduzir. Enquanto você torce por um lado ou outro, os indígenas da Amazônia, os camponeses da África e os trabalhadores do mundo inteiro pagam a conta com vidas, territórios e clima. A Ucrânia não é um videogame, Cuba não é um meme, e o “lacrou” que você cravou é só o ruído de fundo de um sistema que transforma tragédia em entretenimento. Se quiser conversar de verdade, vamos falar de como romper essa engrenagem — mas aí o papo exige sair da torcida e encarar a materialidade do sofrimento.

    Lucas Pinto

    27/04/2026

    Luan, seu comentário tem o mérito de cutucar a hipocrisia do financiamento bélico norte-americano, mas você cai na mesma armadilha que critica: transforma a guerra em torcida de futebol. “Vai pra Cuba, Zé” não é análise política, é despejo de afeto mal direcionado. Cuba não é um xingamento, é um país que resiste há 60 anos ao bloqueio econômico mais longo da história moderna — e que, ironicamente, sofre exatamente o tipo de intervenção imperialista que você denuncia quando fala do Tio Sam. A Ucrânia não é um meme de “implorar por grana”, é o palco onde o capitalismo tardio testa suas novas tecnologias de extermínio enquanto a OTAN e a Rússia disputam zonas de influência que nada têm a ver com a vida de quem morre nas trincheiras.

    O que você chama de “lacração” é, na verdade, o mecanismo que reduz o conflito a um Fla-Flu geopolítico — e você joga esse jogo perfeitamente. Enquanto isso, o complexo militar-industrial de ambos os lados ri às gargalhadas: cada drone destruído, cada blindado queimado, cada robô ucraniano despedaçado é dinheiro público convertido em lucro privado. Os EUA vendem armas para a Ucrânia, a Rússia vende gás para a Europa, e nós, aqui do Brasil, ficamos torcendo por um lado ou outro como se fosse um reality show. Gramsci já dizia que o senso comum é o folclore da filosofia — e seu “vai pra Cuba” é o folclore do anti-imperialismo raso, que não enxerga que a guerra é o estado de exceção permanente do capital.

    A questão não é se a Ucrânia “merece” ou não o financiamento dos EUA. A questão é que, enquanto você e eu discutimos isso num blog, o capital bélico se alimenta da destruição material de corpos, territórios e vidas. O vídeo dos drones russos não é propaganda de guerra — é o espetáculo da morte digitalizado, consumido como entretenimento. Se você quer criticar o imperialismo de verdade, pare de torcer para times e comece a perguntar: quem lucra com essa guerra? Quem morre? Quem fica com os destroços? Enquanto a resposta for “os mesmos de sempre”, seu comentário é só mais um eco no vazio do algoritmo.


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