Na noite do dia 10 de abril, sexta-feira, a missão da NASA, Artemis II, voltou em segurança para a Terra e pousou no Oceano Pacífico, próximo à costa de San Diego, Califórnia. O objetivo da viagem era testar tecnologias, coletar informações e dar a volta na órbita da Lua.
A missão durou cerca de dez dias, o foguete foi lançado para o espaço no dia 1º de abril e levou quatro tripulantes. Em ótimas condições de saúde e após um feito histórico de sobrevoo lunar, os astronautas encerraram a viagem de forma bem-sucedida.
Além de ser um ato que desperta a atenção e a curiosidade do público, a Artemis II contribui para diferentes aspectos, como avanços científicos, tecnológicos e o combate à desinformação. Em entrevista concedida ao programa Jornal da USP no Ar, veiculado pela Rede USP de Rádio, o professor Fabio Fialho, do departamento de engenharia de telecomunicação e controle da Escola Politécnica da USP, abordou o tema.
Contribuições científicas
A missão Artemis II foi realizada após mais de 50 anos do último contato do homem com a Lua. O professor destaca algumas das razões para a realização da viagem, ressaltando os avanços científicos, tecnológicos e econômicos, que visam à exploração de outros satélites e planetas mais distantes e com condições hostis.
As imagens e informações coletadas auxiliam também no maior entendimento da estrutura e do histórico geológico da Lua. Já os equipamentos testados pelos astronautas permitem maiores avanços em ambientes com qualidades hostis à vida humana.
Tecnologias cotidianas também são aprimoradas por viagens espaciais. Exemplos como câmeras de fotografia de celulares, GPS, televisão e internet via satélite foram apetrechos criados a partir de conhecimentos adquiridos nesses estudos.
Combate ao negacionismo e contribuição brasileira
Apesar de o negacionismo ser um fator complexo e enraizado em diferentes crenças, a missão também auxilia no combate à desinformação, a exemplo do terraplanismo. Durante a entrevista, Fialho informou que as imagens atuais registradas por diferentes equipamentos e astronautas podem ajudar em debates e comprovar estudos científicos.
Ademais, o professor constatou a importância da participação brasileira nas missões e estudos do programa Artemis. O fornecimento de equipamentos, pesquisas e o suporte científico do país geram não somente avanços internos, mas também uma maior projeção do Brasil na área espacial.
Fonte: Jornal da USP


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