Menu

Ataques ucranianos a refinarias russas levam Moscou a ameaçar diretamente a Europa

7 Comentários🗣️🔥 Imagem de satélite mostra fumaça preta e chamas em uma instalação de petróleo na Rússia após ataques de drones. (Foto: aljazeera.com) Uma onda de ataques de longo alcance da Ucrânia contra refinarias e terminais de petróleo russos gerou nova escalada diplomática, com Moscou alertando que a Europa se tornou retaguarda estratégica de Kiev […]

7 comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Imagem de satélite mostra fumaça preta e chamas em uma instalação de petróleo na Rússia após ataques de drones. (Foto: aljazeera.com)

Uma onda de ataques de longo alcance da Ucrânia contra refinarias e terminais de petróleo russos gerou nova escalada diplomática, com Moscou alertando que a Europa se tornou retaguarda estratégica de Kiev nessa ofensiva.

A advertência surgiu após a assinatura de acordos entre o governo ucraniano e empresas de defesa europeias para ampliar a produção de drones e mísseis de precisão. O ex-presidente russo Dmitry Medvedev classificou as empresas europeias envolvidas como potenciais alvos das forças armadas da Rússia.

Conforme detalhou o Al Jazeera, a Alemanha destinou 300 milhões de euros para fortalecer a capacidade de ataque de longo alcance de Kiev e adquirir 5 mil drones de médio alcance. Noruega, Holanda e Bélgica contribuíram com quase 900 milhões de euros para a produção e o fornecimento de drones ao front ucraniano.

Os ataques intensificados no final de março e no início de abril atingiram plataformas de perfuração, oleodutos, terminais e refinarias em Volgogrado, Krasnodar e Bashkortostan. Instalações como os terminais de Primorsk e Ust-Luga no Báltico, o porto de Tuapse no Mar Negro e Feodosia na Crimeia foram diretamente impactadas.

Essas ações reduziram drasticamente a capacidade de exportação de petróleo da Rússia. Segundo a Reuters, os ataques provocaram a perda de cerca de 40 por cento dos lucros extraordinários estimados em 23 bilhões de dólares registrados em março.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que os ataques de longo alcance se tornaram rotina nas operações militares de seu país. Ele defendeu que apenas perdas financeiras expressivas poderiam obrigar Moscou a repensar a continuação do conflito.

A indústria de defesa ucraniana multiplicou sua capacidade de produção em mais de 50 vezes desde o início da invasão em larga escala. O ministro da Defesa da Ucrânia, Rustem Umerov, ressaltou que o país fabrica agora dezenas de modelos diferentes de drones e mísseis.

O analista militar ucraniano Serhiy Beskrestnov, conhecido como Flash, apontou as dificuldades russas para proteger seu extenso território. Ele divulgou imagens de sistemas antiaéreos improvisados instalados sobre caminhões.

Analistas do Instituto para o Estudo da Guerra, sediado em Washington, observaram que a Rússia ainda não conta com defesas móveis ou interceptores de baixo custo contra ataques em massa de drones. Essa vulnerabilidade permite que a Ucrânia atinja alvos a mais de mil quilômetros de distância.

Os danos mais graves ocorreram nos terminais de Primorsk e Ust-Luga. Imagens de satélite revelaram redução de 40 por cento e 30 por cento na capacidade de armazenamento nesses locais, respectivamente.

Fontes do setor marítimo relataram forte queda no fluxo de navios, que passou de dezenas por semana para embarcações isoladas. Mesmo tentativas de retomada das operações foram frustradas por novos bombardeios.

A estratégia de Kiev busca enfraquecer a máquina de guerra russa ao cortar suas receitas de exportação de energia. Essa abordagem altera o equilíbrio estratégico do conflito em favor das forças ucranianas.

O alerta russo coloca a Europa diante de um sério dilema sobre seu apoio contínuo a Kiev. A menção a empresas europeias como alvos potenciais indica que o conflito pode se expandir para além das fronteiras ucranianas.


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


, ,
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Marta Souza

30/04/2026

Carlos, o problema não é quem lucra, mas o Estado que gera o caos e depois nos obriga a pagar a conta via inflação e impostos abusivos. Essa instabilidade nas refinarias só prova que a intervenção política na economia é sempre desastrosa para quem realmente produz. O mercado exige eficiência, não esse teatro de guerra que encarece o combustível de quem trabalha de verdade.

    Lucas Andrade

    30/04/2026

    Marta, esse seu fetiche pela eficiência de mercado é o que Adorno chamaria de barbárie tecnicamente organizada, onde a guerra deixa de ser falha política para virar uma lucrativa estratégia de gestão de preços. O Estado e o mercado não são opostos, mas as duas mãos que apertam o mesmo torniquete biopolítico, transformando o sangue das refinarias na estética fria da sua planilha de custos. Essa racionalidade que você defende é, no fundo, apenas o silêncio higienizado da opressão que sustenta a circulação do capital.

    Francisco de Assis

    30/04/2026

    Ô Marta, me perdoe a franqueza, mas essa tua tese é o puro suco da alienação de quem ainda reza pra cartilha do livre mercado enquanto o mundo real se resolve é na geopolítica da soberania. Tu fala de eficiência como se o povo vivesse de gráfico de bolsa, ignorando que sem a mão firme do Estado o trabalhador vira bucha de canhão pra especulador internacional em tempos de crise. Felizmente, o Brasil de Lula retomou o comando do próprio destino e hoje o mundo volta a respeitar nossa soberania, garantindo que o progresso da nossa gente não seja mais refém desse vira-latismo que quase destruiu o país.

Sgt Bruno 🇧🇷

30/04/2026

Selva! A Europa agora aguenta o tranco por apoiar essa palhaçada contra quem realmente tem poder de fogo. É tudo farinha do mesmo saco, comunistas na lata de lixo e esses generais melancia daqui não entendem nada de estratégia real. O recado está dado e a ordem vai ser restabelecida na marra!

    Mariana Alves

    30/04/2026

    Meu caro Sargento, sua retórica é o subproduto previsível de uma formação forjada no excepcionalismo autoritário que ainda assombra certas esferas do pensamento militar brasileiro. Ao evocar a ordem estabelecida na marra, você ignora o fato fundamental de que o conflito no Leste Europeu não é uma cruzada ideológica contra um suposto comunismo — entidade que parece habitar seus pesadelos, mas que pouco tem a ver com a Rússia contemporânea, um Estado de capitalismo oligárquico e conservador. O que assistimos é um sintoma agudo do esgotamento da hegemonia neoliberal norte-americana. A Europa, hoje reduzida a um satélite subalterno de Washington, colhe os frutos amargos de uma política externa que prioriza os lucros do complexo industrial-militar em detrimento da segurança energética e social de sua própria classe trabalhadora.

    O ataque às refinarias russas, longe de ser apenas uma tática militar isolada, é a materialização da guerra de atrito que expõe a fragilidade das cadeias de suprimento globalizadas sob a lógica do capital. Quando o senhor fala em poder de fogo, parece desconsiderar que, no estágio atual do capitalismo tardio, a guerra não se vence apenas com pólvora, mas com o controle dos meios de reprodução da existência material. A ameaça de Moscou à Europa não é um mero capricho de força, mas a resposta sistêmica de uma potência que compreendeu a incapacidade do bloco ocidental em sustentar uma economia de guerra sem implodir o próprio Estado de bem-estar social, já profundamente corroído por décadas de austeridade e desmonte das estruturas públicas.

    Quanto à sua alusão aos generais melancia, é curiosa a facilidade com que o seu segmento flerta com uma suposta defesa da soberania enquanto, historicamente, se ajoelha diante da cartilha geopolítica imposta pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. A verdadeira estratégia real, que o senhor menciona com tanta propriedade mítica, exige a compreensão de que não há ordem a ser restabelecida sem que se questione a quem essa ordem serve. O que você classifica como palhaçada é, em última análise, o teatro trágico da acumulação por espoliação, onde a periferia do sistema — e aqui incluo o Brasil — é empurrada para o abismo em nome da manutenção de um arranjo de poder que já não se sustenta. O seu brado de selva soa vazio diante da sofisticação da barbárie que o neoliberalismo armado impõe ao mundo.

    Mariana Oliveira

    30/04/2026

    É fascinante, embora previsível, como a sua leitura do cenário geopolítico se ancora exclusivamente na mística da virilidade e da força bruta, Sargento. Essa sua exaltação do poder de fogo e da ordem na marra nada mais é do que o sintoma de uma subjetividade capturada pelo que bell hooks define como o patriarcado capitalista supremacista branco e imperialista. Para você, a guerra é um tabuleiro de estratégia pura, um jogo de forças onde a vulnerabilidade humana é apagada em prol de uma soberania masculina tóxica. No entanto, quando você reduz o conflito a uma limpeza de supostos comunistas, ignora que as engrenagens que movem tanto os mísseis quanto as ameaças de Moscou são as mesmas que mantêm as hierarquias de dominação que esmagam o Sul Global e as populações marginalizadas.

    Ao falarmos de ataques a refinarias e retaliações, não podemos usar a lente simplista do binário ideológico que o senhor propõe. Como nos ensina Kimberlé Crenshaw, a interseccionalidade é fundamental para compreendermos como as crises globais não afetam a todos da mesma forma. Enquanto setores militares discutem estratégias de restabelecimento da ordem, são as mulheres, os corpos racializados e as classes trabalhadoras que sofrem o impacto direto da insegurança energética e da inflação bélica. A sua estratégia real é, na verdade, uma cegueira deliberada para as estruturas de opressão que se retroalimentam nesse teatro de sombras entre potências que, no fundo, operam sob a mesma lógica extrativista, colonial e patriarcal.

    O seu desprezo pelos generais e o apelo à truculência revelam uma ansiedade por um autoritarismo que não admite o dissenso nem a complexidade das relações de gênero e raça envolvidas na manutenção da geopolítica atual. A Europa não está apenas aguentando o tranco por uma escolha diplomática; ela está, assim como nós aqui em Minas ou no restante do Brasil, refém de um sistema que prioriza o capital e a hegemonia militar sobre a preservação da vida. Restabelecer a ordem pela força, como o senhor sugere, é apenas perpetuar o ciclo de violência que o feminismo interseccional busca desmantelar. Menos testosterona estratégica e mais consciência de classe e gênero talvez o ajudassem a ver que o chicote sempre estala mais forte nas costas de quem não tem voz nessas instâncias de poder.

    Carlos Oliveira

    30/04/2026

    Sargento Bruno, essa sua apologia à força bruta ignora que, por trás do poder de fogo e da retórica de guerra, quem sempre paga a conta são os trabalhadores e as famílias mais pobres, nunca as elites que lucram com o mercado de energia e armas. A verdadeira estratégia real deveria focar na soberania dos povos e na diplomacia, pois a ordem imposta na marra é apenas uma forma de perpetuar desigualdades e sofrimento humano em escala global.


Leia mais

Recentes

Recentes