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Guerra no Irã dispara preços do petróleo e ameaça economia global

Os preços do petróleo registraram forte volatilidade nesta semana, em meio a mensagens conflitantes sobre o impacto da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. O conflito, que se intensificou a partir de 28 de fevereiro, levou ao fechamento efetivo do Estreito de Hormuz, uma rota vital por onde passa cerca de um quinto do […]

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Os preços do petróleo registraram forte volatilidade nesta semana, em meio a mensagens conflitantes sobre o impacto da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

O conflito, que se intensificou a partir de 28 de fevereiro, levou ao fechamento efetivo do Estreito de Hormuz, uma rota vital por onde passa cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo.

Na terça-feira, o barril do tipo Brent chegou a despencar 17%, sendo negociado abaixo de US$ 80. Logo depois, se recuperou para quase US$ 90 após uma publicação, rapidamente deletada, do Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, que alegava uma escolta naval a um petroleiro na região. A Casa Branca, no entanto, negou a informação.

A tensão nos mercados de energia foi agravada por ameaças iranianas e ataques a instalações energéticas no Oriente Médio. Em resposta à escalada, os militares dos EUA informaram ter atacado 16 embarcações iranianas de minagem perto do estreito.

O Irã, por sua vez, alertou para a possibilidade de o barril atingir a marca de US$ 200.

Com a interrupção do fluxo, países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque foram forçados a cortar a produção. Diante do risco de um choque de oferta, a Agência Internacional de Energia (AIE) considera a maior liberação de reservas de emergência de sua história para estabilizar os suprimentos.

A notícia fez os preços do Brent recuarem para menos de US$ 85 na quarta-feira.

Desde o início da guerra, os preços do petróleo acumulam alta de aproximadamente 17%. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que um aumento de 10% no preço do barril pode gerar um acréscimo de 0,4% na inflação e uma redução de 0,15% no crescimento econômico.

Em resposta à alta dos combustíveis, nações como Coreia do Sul, Tailândia, Bangladesh e Paquistão já implementaram medidas de controle, como tabelamento de preços e racionamento.

Donald Trump afirmou que a guerra acabaria “muito em breve”, mas também declarou que os ataques americanos não cessariam “até o inimigo ser total e decisivamente derrotado”. As declarações contraditórias só aumentam a incerteza nos mercados globais de energia.

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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Comentários

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Artur

11/03/2026 - 22h40

Infelizmente!! só na dor a humanidade evolui!! só na guerra e no bolso das pessoas!! uma nova ordem mundial emerge!!


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