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China lança índice acadêmico próprio para desafiar o fator de impacto ocidental

Com o Índice Dongbi, que reúne mais de 7.000 revistas científicas, a China propõe uma alternativa ao fator de impacto e busca moldar as métricas que definem qualidade na ciência global. A China lançou um novo método de avaliação acadêmica que desafia o tradicional fator de impacto. A proposta, apresentada em Xangai, visa fortalecer a […]

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Imagem gerada por Ideogram, com prompt do portal O Cafezinho. 28/03/2026 23:03

Com o Índice Dongbi, que reúne mais de 7.000 revistas científicas, a China propõe uma alternativa ao fator de impacto e busca moldar as métricas que definem qualidade na ciência global.

A China lançou um novo método de avaliação acadêmica que desafia o tradicional fator de impacto. A proposta, apresentada em Xangai, visa fortalecer a "capacidade de discurso acadêmico" do país e ampliar sua presença no cenário científico mundial.

O Índice Dongbi reúne 4.027 revistas médicas e 3.064 de ciências da vida, selecionadas a partir de mais de 40.000 publicações globais. Desenvolvido pela Dongbi Data em parceria com o Instituto de Informação Médica e Biblioteca da Academia Chinesa de Ciências Médicas, o índice busca uma avaliação mais precisa e menos suscetível a manipulações.

Wu Dengsheng, fundador da Dongbi Data, descreveu o sistema como "multidimensional e multinível", com foco na qualidade da pesquisa , e não apenas na frequência de citações, critério central do fator de impacto tradicional.

O movimento faz parte de um esforço maior da China por autonomia científica. Pesquisadores chineses já respondem por quase um terço dos artigos acadêmicos globais nas ciências da vida, resultado de investimento maciço em pesquisa e desenvolvimento.

O fator de impacto, criado nos anos 1960, é criticado por favorecer publicações em inglês e ignorar contribuições de outras regiões. A abordagem chinesa, mais holística, pode servir de referência para países do Sul Global que buscam maior reconhecimento e equidade acadêmica.

Para o Brasil, a experiência chinesa oferece lições sobre políticas de pesquisa que valorizem qualidade e inovação. A cooperação com a China pode abrir novas oportunidades de colaboração científica e tecnológica.

A proposta do Índice Dongbi representa, em última análise, uma disputa pelo poder de definir o que conta como boa ciência , e a China quer ter voz nessa decisão.

Curadoria: Augusto Gomes | Redação: Afonso Santos

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