O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, denunciou os impactos severos do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos durante um encontro com congressistas norte-americanos.
Em uma mensagem divulgada na rede social X no dia 6 de abril de 2026, Díaz-Canel reiterou a disposição do governo cubano para um diálogo bilateral sério e responsável, buscando soluções para as tensões históricas entre os dois países.
Os congressistas democratas, que estiveram em Cuba por cinco dias até o início de abril de 2026, divulgaram uma declaração contundente exigindo o fim imediato do bloqueio de combustível.
Os parlamentares Pramila Jayapal, do estado de Washington, e Jonathan Jackson, de Illinois, classificaram a medida como um castigo coletivo cruel, comparando-a a um bombardeio econômico contra a infraestrutura cubana.
Eles apontaram que os Estados Unidos têm restringido a entrada de petróleo na ilha por mais de três meses, gerando impactos devastadores na vida cotidiana da população.
Durante a visita, os legisladores afirmaram ter constatado de perto as dificuldades causadas pela escassez de combustível, que compromete serviços essenciais como saúde pública, distribuição de água e funcionamento de escolas.
Eles relataram ter dialogado com diversos setores da sociedade cubana, incluindo famílias, líderes religiosos, pequenos empreendedores e autoridades governamentais, que expressaram a urgência de suspender as sanções.
Os congressistas destacaram que as restrições impostas por Washington agravam a crise humanitária no país e dificultam qualquer perspectiva de normalização das relações.
O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, mantém sua posição de longa data em relação a Cuba, justificando o embargo como uma ferramenta para pressionar por mudanças políticas na ilha.
Um porta-voz do Departamento de Estado declarou que as sanções visam apoiar a liberdade e os direitos humanos do povo cubano, embora críticos apontem para a contradição de uma política que, na prática, prejudica a população enquanto os EUA ignoram violações semelhantes em outros contextos, como no Oriente Médio.
Os parlamentares americanos defenderam a necessidade de negociações diretas entre Washington e Havana, que priorizem a dignidade dos cubanos e abram caminho para uma relação menos hostil.
A visita e as declarações dos congressistas reforçam um movimento crescente dentro de setores do Partido Democrata por uma revisão da política de embargo, que já dura mais de seis décadas.
Para mais detalhes sobre a posição dos legisladores, o portal da agência Reuters publicou uma análise aprofundada sobre os impactos das sanções e as perspectivas de mudança.
A questão do bloqueio a Cuba permanece como um dos pontos mais controversos na política externa dos Estados Unidos, com debates intensos tanto no Congresso quanto na arena internacional.
Enquanto Díaz-Canel e os congressistas visitantes pedem por um alívio imediato das sanções, a postura oficial de Washington indica que qualquer alteração significativa na política dependerá de concessões que Havana, até o momento, não parece disposta a fazer.
O impasse continua a afetar milhões de cubanos, que enfrentam dificuldades diárias em meio a um cenário de isolamento econômico.
Com informações de prensa-latina.cu.


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