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Hezbollah volta a atacar Israel após violação do cessar-fogo no Líbano

0 Comentários🗣️🔥 O grupo político-militar libanês Hezbollah voltou, nesta quinta-feira (9), a promover ações militares contra Israel após a violação do cessar-fogo costurado entre o Irã e os Estados Unidos (EUA). O governo de Benjamin Netanyahu lançou a maior ofensiva contra o Líbano um dia após a trégua, causando pelo menos 250 mortos. “Em defesa […]

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O grupo político-militar libanês Hezbollah voltou, nesta quinta-feira (9), a promover ações militares contra Israel após a violação do cessar-fogo costurado entre o Irã e os Estados Unidos (EUA). O governo de Benjamin Netanyahu lançou a maior ofensiva contra o Líbano um dia após a trégua, causando pelo menos 250 mortos.

“Em defesa do Líbano e de seu povo, e em resposta à violação do cessar-fogo pelo inimigo, e após a Resistência ter aderido ao cessar-fogo enquanto o inimigo não o fez, os mujahidin [combatentes] da Resistência Islâmica atacaram o assentamento de Manara com uma saraivada de foguetes às 2h30 da manhã de quinta-feira”, diz um dos comunicados.

O grupo xiita anunciou uma série de ataques de foguetes contra o Norte de Israel, como os assentamentos de Avivim, Shomera, Shlomi, e outros. O Hezbollah acrescentou que a resposta “continuará até que a agressão israelense-americana contra o nosso país e o nosso povo cesse”.

Pelo outro lado, Israel rejeita incluir o Líbano no acordo de cessar-fogo e diz que vai continuar as operações para “eliminar qualquer ameaça ao Estado de Israel”. A Força de Defesa de Israel (FDI) informou que assassinaram, em uma batalha, oito membros do Hezbollah nesta quinta-feira, incluindo a liderança Maher Qassem Hamdan, comandante do grupo na região de Chebaa, sul do Líbano.

“Tropas da 162ª Divisão continuam operações terrestres direcionadas no sul do Líbano”, informou a FDI. Tel Aviv disse ainda que assassinou o secretário do Secretário-Geral do Hezbollah, Naim Qassem. Ali Yusuf Harshi teria sido morto na noite de ontem, em Beirute.

O Irã já ameaçou romper com o cessar-fogo devido aos bombardeios no Líbano, enfatizando que o acordo previa a trégua em todas frentes de batalha no Oriente Médio. O presidente Donald Trump tem afirmado que o Líbano não estava no acordo, mas o mediador do cessar fogo, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, confirmou que o fim dos combates no Líbano fazia parte das negociações.

Países como França, Reino Unido, Espanha e representantes da União Europeia têm pressionado para que o Líbano faça parte do acordo para um cessar-fogo. Nesta quinta-feira, o presidente do Líbano, Masoud Pezershkian, disse que a manutenção das agressões no Líbano fazem as negociações para o fim da guerra “sem sentido”.

Representantes do Irã e EUA têm uma reunião marcada para esta sexta-feira (10), em Islamabad, no Paquistão, para discutir os pontos de um possível acordo para o frágil cessar-fogo de duas semanas.

Os bombardeios de Israel contra o Líbano foram intensificados com o início da guerra no Irã, depois que o Hezbollah voltou a promover ataques contra Israel, no dia 2 de março. O Hezbollah alegou agir em retaliação aos ataques de Israel contra o Líbano nos últimos meses e em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.

O conflito entre Israel e o Hezbollah remonta à década de 1980, quando a milícia xiita foi criada em reação à invasão e ocupação de Israel no Líbano para perseguição dos grupos palestinos que buscavam refúgio no país vizinho. Em 2000, o Hezbollah conseguiu expulsar os israelenses do país. Ao longo dos anos, o grupo se tornou um partido político com assentos no Parlamento e participação nos governos.

A atual fase do conflito entre Israel e o Hezbollah tem relação com a destruição da Faixa de Gaza a partir de 2023. O Hezbollah passou a lançar foguetes contra o norte de Israel em solidariedade aos palestinos e para desgastar a defesa israelense. Em novembro de 2024, foi costurado um acordo de cessar fogo entre o grupo xiita e o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, depois que Israel conseguiu matar lideranças do Hezbollah.

Porém, Israel seguiu com ataques e bombardeios periódicos contra o Líbano, alegando atingir infraestrutura do Hezbollah, que evitava reagir até o início da guerra no Irã. O Líbano ainda foi atacado pelo governo de Israel em 2006, 2009 e 2011.

Fonte: Agência Brasil.

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