Sob a terra da Chechênia, arqueólogos do Instituto Russo de Arqueologia da Academia Russa de Ciências acreditam ter redescoberto Magas, antiga capital do Reino Alan, uma entidade iraniana medieval no Cáucaso Norte, conforme reportou o Times of India.
A cidade, perdida por séculos, se estende por cerca de 350 hectares no sítio funerário de Mayrtup, representando o maior assentamento medieval identificado até o momento no Cáucaso Norte. O local inclui muralhas fortificadas, residências domésticas e uma cidadela central. Relatos árabes medievais descrevem Magas como “a cidade das moedas”, destacando seu papel político e militar no século VI d.C.
Artefatos recuperados abarcam joias e acessórios de vestuário datados do século VI, sugerindo intercâmbios comerciais com o Império Bizantino e participação nas rotas da Seda. Estruturas defensivas densamente construídas e setores residenciais apontam para um desenho urbano elaborado, mesmo em sociedade predominantemente nômade ou semi-nômade do Reino Alan.
O desaparecimento de Magas é associado à invasão mongol liderada por Batu Khan em 1239, segundo evidências arqueológicas. Escavações identificaram níveis de destruição entre os séculos X e XIII, depósitos domésticos danificados, ruínas queimadas e abandono gradual de certos setores da cidade.
No setor funerário de Mayrtup-7, datado do século VI, foram obtidos dados bioarqueológicos relativos à saúde, dieta e estrutura demográfica da população local. Técnicas como levantamentos geofísicos e datação por carbono possibilitaram mapear os limites da antiga cidade fortificada, confirmando ocupação contínua desde a Alta Idade Média até seu colapso abrupto.


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