A economia brasileira registrou um crescimento de 0,6% em fevereiro de 2026, segundo a prévia divulgada pelo Banco Central. O resultado elevou o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) a 110,9 pontos, superando o patamar anterior de abril de 2025 e estabelecendo o maior nível já registrado pelo indicador em sua série histórica.
O desempenho marca o quinto mês consecutivo de expansão da atividade econômica no país. O avanço foi puxado principalmente pela indústria, que cresceu 1,18% em relação a janeiro de 2026, enquanto o setor de serviços avançou 0,29% e a agropecuária registrou alta de 0,23% no mesmo período.
No trimestre encerrado em fevereiro, a atividade econômica acumulou expansão de 1,1%, com a agropecuária liderando o avanço ao crescer 1,8%. Os serviços e a indústria também contribuíram positivamente, com altas de 1,1% e 1%, respectivamente, no período de três meses.
Nos últimos 12 meses encerrados em fevereiro, o IBC-Br acumula crescimento de 1,9%. O setor agropecuário se destaca como o principal motor desse ciclo, com expansão de 9,7% na janela de 12 meses, refletindo safras robustas e o dinamismo do agronegócio nacional.
Conforme detalhou o Diário do Centro do Mundo ao analisar o indicador, o IBC-Br é calculado pelo Banco Central de forma metodologicamente similar ao PIB apurado pelo IBGE, mas com periodicidade mensal e divulgação mais ágil, funcionando como uma estimativa antecipada do comportamento da atividade econômica.
A comparação entre os dois indicadores para 2025 revelou proximidade entre as leituras: o PIB oficial fechou o ano com crescimento de 2,3%, enquanto o IBC-Br havia apontado avanço de 2,5% no mesmo período.
O IBC-Br divulgado pelo Banco Central é dessazonalizado, ou seja, livre de distorções causadas por fatores sazonais recorrentes, o que permite uma leitura mais fiel da tendência estrutural da economia. O novo patamar de 110,9 pontos consolida a trajetória de recuperação iniciada no segundo semestre de 2025 e reforça a perspectiva de um primeiro trimestre de 2026 sólido para o PIB oficial, cujo resultado será divulgado posteriormente pelo IBGE.
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Evelyn Olavo
17/04/2026
Enquanto muitos celebram o crescimento do IBC-Br, é crucial lembrar que números podem ser manipulados como constelações no céu, dependendo do ângulo de observação. Será que estamos realmente avançando ou é apenas mais um ciclo planetário de ilusões econômicas? A história nos ensina a questionar o que está por trás das cortinas brilhantes.
Mariana Ambiental
17/04/2026
Crescimento econômico é ótimo, mas precisamos olhar para o “como” e “para quem”. Se esse recorde está ancorado em práticas predatórias do agronegócio, que só beneficiam grandes corporações e destroem nosso meio ambiente, não há muito o que comemorar. A verdadeira expansão deve ser sustentável e justa, contemplando agroecologia e inclusão social.